quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Poema ENTE (E.T.)



E.(N)T.(E)


Aquele piá do filme de Chaplin Carlito
Que corre a quebrar espelhos, vidraças
Sou eu - sou eu, de olhar triste e boné

Aquele guri humilde do Cine Paradiso
Sou eu; um curumim sofrido e pobrinho
Vendendo pirulito pelas ruas de Itararé

Mas, aquele “Ser” apontando para o céu inteiro
Dizendo “Terra”, “Casa”, “Lar”
Com a pontinha do dedo indicador todo iluminado

Sou eu! Sou eu! – um peregrino estrangeiro
Á espera de virem me resgatar
Pra eu voltar para a minha casa que é do outro lado.



Silas Correa Leite
www.portas-lapsos.zip.net
E-mail:
poesilas@terra.com.br
Poema da Série “Eram os Deuses Itarareenses?”

5 comentários:

  1. Um grande poema, meu caro, que bem merecia um título que lhe fizesse homenagem...

    Abraço.

    P. S. Tudo seria preferível: «Piá», «Curumin» (eu apostaria neste), «Guri», «Menino», eu sei lá - tudo menos isso aí! Me desculpa, mas é mesmo o que penso; até dói ver estragar um poema assim.

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  2. ENTE: o que existe, o que é; ser, coisa, objeto. O existir. Pessoa, individuo, cada um dos multiplos seres. Criação. Aquele que só existe na imaginação.Ente de razão.Do latim "ensentis"(que existe forjado, como parte do latim ser/existir/fui esse, ver-s(r)

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  3. E.T.? Podes prosseguir, a gripe dá-me alguns rasgos de acrescida paciência...

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