sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Cancioneiro do Corvo (I)

As quatro padroeiras

A primeira padroeira
Da minha raça altaneira
Foi Senhora da Vitória.
Rainha de Cavaleiros
Mãe doce de marinheiros
Dos nossos tempos de glória.

Em Alcácer negro dia
A Senhora da Agonia
Foi amparo em nosso mal.
Viúva de um Rei menino
Chorou connosco o destino
De ser escravo em Portugal.

Mas eis chegado Dezembro
Um belo dia que lembro
Ao povo do meu País.
Senhora da Conceição
Do teu manso coração
Nasceu uma flor-de-lis.

Hoje entre restos de flores
Reina a Senhora das Dores
Com sete espadas no peito.
Dos seus olhos, sete rios
Correm sobre os restos frios
Do meu Portugal desfeito.

Diogo Pacheco de Amorim

2 comentários:

  1. Apenas para dizer que o Diogo Pacheco Amorim é uma das muitas pessoas que já aderiu ao MIL

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  2. Um bom fascista. Um republicano.

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