«Quando eu morrer, morre a guitarra também. O meu pai dizia que, quando morresse, queria que lhe partissem a guitarra e a enterrassem com ele. Eu desejaria fazer o mesmo. Se eu tiver de morrer.»
Ai guitarras de Alcácer-Quibir / calai-vos chorando, gemei a sorrir / Cantai as saudades dos fiéis namorados / os lindos segredos, os beijos trocados...
(já não me lembro se isto é do Afonso Lopes Vieira...)
E isto lembrou-me o fabuloso primeiro concerto dos Madredeus com o Paredes, no Coliseu do Porto.
Olha, não te sei dizer com segurança, tenho uma vaga ideia do poema, e não o consigo localizar, mas lá que cheira ao Pinhal de Leiria que nutriu o Afonso, lá isso...
Só em Alcácer-Quibir ficaram no campo 10.000 guitarras!
"... e não chegam, Senhor, para matar as saudades dos Portugueses" :)
(esta é do velho Julio Dantas)
PS: os versos foram,´que eu saiba, publicados numa antologia - que já tive e perdi - de poemas sebastianistas, que deve ser dos anos 50 ou 60... havia uns lindissimos do António Nobre
"veio d'África mais a sua lança / vai pelo mundo vogando, taciturno / tão pobrezinho, olhai, estende a mão / "quem dá esmola a dom Sebastião?..."
Quanto ao Hino, é só arranjar músico, porque há um poema do Renato lá para baixo, com a tua Águia a que o carrasco cortou a folha... que faz bem o serviço.
P. S. A Bia está a crescer depressa demais... tem que levar umas palmadinhas no alto da cabeça para retardar o crescimento, ou lá ficamos sem mascote... :)
Do que o fidaldo das transfusões nocturnas se foi lembrar! - Também ando com a ideia a fermentar: já dei a dica à tua consorte... «Bar do Ossian» seria a continuação de uma ideia perdida - e o excelente nome para um blogue conjunto da malta! Tipo erguermos o espaço mais neo-romântico da blogosfera lusa!
P. S. Outra coisa: convence-me o Vitor a aderir a isto! Precisamos de mais cristãos assombrados pela Estrela da Tarde... e assim estarias mais acompanhado, Casimiro! LOL!!!
Olha, Ruela, arranja lá o compositor da coisa... Para executar, conheço um dos melhores guitarristas do País (não digo o nome, mas tanto lhe dá na eléctrica quanto na guitarra portuguesa, a ler por pauta e com pós- graduação do Conservatório...), e para cantar, temos a nossa menina Antígona, que também pode dar umas de orgão e piano... ;)
O poema já há: a Águia ateia do Renato - assim ninguém chateia... somos todos ateus sempre que Deus não vai connosco ao hiper-mercado! :)
Águia atéia sim, afinal, somos góticos e nada fazemos pelo país. Klatuu, por falar na companhia de Deus ao hiper-mercado sabes se tem na prateleira àquele livro do Milan Kundera? JAJAJAJAJAJAJAJAJA!
Isso é tuga de Trás-os-Montes, tio doidão? Entonce até lá bou treinar bastante(ou seria vastante?). Mas posta aí, tio 2dão...já que minha fadona me abandonou teus posts cheio de neologismos me consolam.
Oh Bia, ando sem tempo mesmo :( logo eu posto mais senão não há como nos engalfinhar :P
Aquilo é tuga propriamente dito, falado na região de onde "nasceu" Portugal (Minho, a cidade do Porto...) e na Galiza. Em Coimbra (onde estavam até há pouco tempo os professores universitários...) e em Lisboa (e em todo o Sul, incluindo o teu Alentejo...) fala-se de maneiras diferentes, mas sempre sem os "bb"... E no século XIX começou-se a achar que os grão-finos não podiam falar com "bb", e que o português "correcto" era o de Coimbra. É um caso curioso, parecido com o nosso Acordo Ortográfico agora, mas que não precisou de uma lei: bastou a consciência da superioridade social.
Só na Madeira e nos Açores é que a pronúncia (que é muito caracteristica) não é vista como sinal de ser "pé-rapado" mas como sinal... de ser madeirense ou açoriano :)
Uma pessoa que fale "à Porto" nunca ganhará eleições para Presidente ou Governo :)
«Quando eu morrer, morre a guitarra também. O meu pai dizia que, quando morresse, queria que lhe partissem a guitarra e a enterrassem com ele. Eu desejaria fazer o mesmo. Se eu tiver de morrer.»
ResponderEliminarCarlos Paredes
Eu não conhecia e adorei, entretanto achei o segundo vídeo baixo, e o último melhor em termos de som.
ResponderEliminarBeijos.
Ai guitarras de Alcácer-Quibir /
ResponderEliminarcalai-vos chorando, gemei a sorrir /
Cantai as saudades dos fiéis namorados /
os lindos segredos, os beijos trocados...
(já não me lembro se isto é do Afonso Lopes Vieira...)
E isto lembrou-me o fabuloso primeiro concerto dos Madredeus com o Paredes, no Coliseu do Porto.
Grande lembrança, Klatuu.
O seu a seu dono: Grande lembrança, Lorde.
ResponderEliminarKlatuu, com a tua mania de ser o primeiro a comentar conseguiste baralhar-me :P
Olha, não te sei dizer com segurança, tenho uma vaga ideia do poema, e não o consigo localizar, mas lá que cheira ao Pinhal de Leiria que nutriu o Afonso, lá isso...
ResponderEliminarSó em Alcácer-Quibir ficaram no campo 10.000 guitarras!
Agora já conhece... passa esse à Rainha, que ela diz que Moonspell não é para ela... :)
ResponderEliminarUm génio.
ResponderEliminar"Verdes Anos"
seria um bom hino para Portugal.
Abraço.
"... e não chegam, Senhor, para matar as saudades dos Portugueses" :)
ResponderEliminar(esta é do velho Julio Dantas)
PS: os versos foram,´que eu saiba, publicados numa antologia - que já tive e perdi - de poemas sebastianistas, que deve ser dos anos 50 ou 60... havia uns lindissimos do António Nobre
"veio d'África mais a sua lança / vai pelo mundo vogando, taciturno / tão pobrezinho, olhai, estende a mão / "quem dá esmola a dom Sebastião?..."
(hoje estou lírico)
Ruela, essa ideia é fantástica.
ResponderEliminarEu estou um bocado farto dos canhões a marchar.
Pelo menos um hino alternativo ;)
ResponderEliminarJá tenho, mas pede Coroa... :)
ResponderEliminarpois ;)
ResponderEliminarA Nova Águia podia ter um hino também.
ResponderEliminarO novo Bar do Ossian...
ResponderEliminar- falo desta Caixa... :)
Quanto ao Hino, é só arranjar músico, porque há um poema do Renato lá para baixo, com a tua Águia a que o carrasco cortou a folha... que faz bem o serviço.
P. S. A Bia está a crescer depressa demais... tem que levar umas palmadinhas no alto da cabeça para retardar o crescimento, ou lá ficamos sem mascote... :)
ResponderEliminarP. P. S. Tira essa foto do Perfil! - e mete uma do Lula! :)
ResponderEliminarO Bar do Ossian :)
ResponderEliminarSaving Private Joke - num cinema perto de si :P
Foto do Lula, irmão? queres que eu pareça burra?
ResponderEliminarhahahahhahaa
ResponderEliminaressa está boa.
p.s. músico também se arranja.
Burra tu nunca poderia ser... é parecida comigo... ;)
ResponderEliminarMas entendi o Lord, tem que parecer feia! - senão roubam você da gente! :)=
Do que o fidaldo das transfusões nocturnas se foi lembrar! - Também ando com a ideia a fermentar: já dei a dica à tua consorte... «Bar do Ossian» seria a continuação de uma ideia perdida - e o excelente nome para um blogue conjunto da malta!
ResponderEliminarTipo erguermos o espaço mais neo-romântico da blogosfera lusa!
P. S. Outra coisa: convence-me o Vitor a aderir a isto! Precisamos de mais cristãos assombrados pela Estrela da Tarde... e assim estarias mais acompanhado, Casimiro! LOL!!!
P. P. S. Eu acho que o gajo até tem qualquer coisa de Águia... :)
ResponderEliminarOlha, Ruela, arranja lá o compositor da coisa... Para executar, conheço um dos melhores guitarristas do País (não digo o nome, mas tanto lhe dá na eléctrica quanto na guitarra portuguesa, a ler por pauta e com pós- graduação do Conservatório...), e para cantar, temos a nossa menina Antígona, que também pode dar umas de orgão e piano... ;)
ResponderEliminarO poema já há: a Águia ateia do Renato - assim ninguém chateia... somos todos ateus sempre que Deus não vai connosco ao hiper-mercado! :)
Klatuu, estou de acordo em que a águia ateia ;)
ResponderEliminarPois, há muito que fazer... e eu que nasci para o ócio.
Abraço!
Águia atéia sim, afinal, somos góticos e nada fazemos pelo país.
ResponderEliminarKlatuu, por falar na companhia de Deus ao hiper-mercado sabes se tem na prateleira àquele livro do Milan Kundera?
JAJAJAJAJAJAJAJAJA!
(-_*)
ResponderEliminarAo trabalho, Casimiro! ;)
ResponderEliminarDou a maior força...ao trabalho..um ,dois, três...simbora.
ResponderEliminarQuem sabe até lá o meu sotaque luso fique mais apurado...
Biazinha, regra número um: um "v" diz-se "b".
ResponderEliminarPor exemplo:
"Um dia hei-de ir ó Heaben's com o Lord of Erebon. E bou pedir para oubir o berdes anos"
*_*
Isso é tuga de Trás-os-Montes, tio doidão?
ResponderEliminarEntonce até lá bou treinar bastante(ou seria vastante?).
Mas posta aí, tio 2dão...já que minha fadona me abandonou teus posts cheio de neologismos me consolam.
Oh Bia, ando sem tempo mesmo :( logo eu posto mais senão não há como nos engalfinhar :P
ResponderEliminarAquilo é tuga propriamente dito, falado na região de onde "nasceu" Portugal (Minho, a cidade do Porto...) e na Galiza. Em Coimbra (onde estavam até há pouco tempo os professores universitários...) e em Lisboa (e em todo o Sul, incluindo o teu Alentejo...) fala-se de maneiras diferentes, mas sempre sem os "bb"... E no século XIX começou-se a achar que os grão-finos não podiam falar com "bb", e que o português "correcto" era o de Coimbra. É um caso curioso, parecido com o nosso Acordo Ortográfico agora, mas que não precisou de uma lei: bastou a consciência da superioridade social.
Só na Madeira e nos Açores é que a pronúncia (que é muito caracteristica) não é vista como sinal de ser "pé-rapado" mas como sinal... de ser madeirense ou açoriano :)
Uma pessoa que fale "à Porto" nunca ganhará eleições para Presidente ou Governo :)
Bem, estou tagarela... :P beijo