segunda-feira, 14 de julho de 2008
Poema que nos chegou, para o 2º número da NOVA ÁGUIA...
Instantes de Paraíso
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Ao Pe António Vieira, profeta do Paraíso terreno
Império de Cristo:
Céu e Terra e Mar e Homem
e Deus abraçados
Ah, este silêncio
que se esconde no cantar
duma brisa rubra
Nos últimos tempos
de glicínias e medronho
se vestem os anjos
Neste Paraíso
o aroma da rezina
dança com os homens
E à sombra da Lua
as penhas brancas de zimbro
dormem com as águias
De urze e alecrim
inclinam-se as moitas calmas
à beira do azul
Nessa luz da aurora
uma cerejeira branca
espera o Verão
Dizem as crianças
que nos ventos férteis de Outono
brincam com os corvos
Cresci num jardim
que me ensinou a saudade
da noz e da uva
Samuel Dimas
este poema é realmente fantástico.
ResponderEliminarum abraço
jorge vicente
Muito belo.
ResponderEliminarBelo poema, de facto.
ResponderEliminar"Cresci num jardim
que me ensinou a saudade
da noz e da uva" - Lindo!