sábado, 5 de julho de 2008

FACELESS


Descobrimento da Foz do Zaire por Diogo Cão, João Loureiro, link


Ele veio do nada e acendeu uma vela no escuro, na noite tão negra que era como um sudário de leproso. Ele sentou-se junto à sua vela, abraçou-a com o corpo, protegeu-a da ventania e da chuva. Ele sentou-se junto à sua vela e quando os trovões e os raios gritaram pelos céus começou a cantar. Criaturas cruéis saíram dos vales de breu que são as dobras do negrume e cercaram-no em círculo, riram-se dele e começaram a soprar para a pequena chama e ele rodeou-a com as mãos, tão próximas do lume que começaram a arder, e sorriu.
Ele veio do nada e acendeu uma vela no escuro. Ele abriu uma clareira de luz e protegeu os vossos corações e deixou-vos estas palavras.


Lord of Erewhon

10 comentários:

  1. Proteger o que nos é caro é a maior demonstração de amor.
    Apesar de proibidos,
    MIL beijos pro autor.

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  2. Não é «pro autor», é para o teu maninho. Deixa de frescura, menina.

    Beijinhos... ;)

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  3. Subscrevo as palavras da Bia.
    Desta vez não realço nenhuma frase. Todo o texto me tocou.

    Beijinhos.

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  4. Ao autor-maninho ou ao maninho-autor,
    Beijinhos.

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  5. Já chegaste ao 77º texto? Vê se despachas isso. ;)

    Abraço.


    Beijocas, maninha e passarinho de arribação... :)

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  6. Os protegidos reúnem-se depois à tua volta e dedicam-te um espectáculo de sombrinhas chinesas. :)

    Beijinhos grandes**

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  7. Prefiro uma perna de perú assada, com umas batatinhas... :)

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  8. Abraço, Ruela!

    P. S. Grandes fotos, pá, a próxima vai ser em grande!

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