segunda-feira, 30 de junho de 2008

Fado


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quero dizer-te, amor, como verde amanhece
o meu olhar
na solitária areia desta praia.

é de profundas mágoas
que a tua ausência tece
o silêncio das rochas e a minha negra saia.
cantam, porém, secretas águas
nas sombras que guardam a quimera
da claridade.
e os brancos, brancos dedos da saudade
escrevem rotas no mar da minha espera.

quero dizer-te, amor, como verde amanhece
o meu olhar
na solitária areia desta praia.

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pormenor de fotografia de Teresa Brarens.

3 comentários:

  1. Amiga... ;)

    Beijinho.
    P. S. Falta muito para o relato do transvio da carta?

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  2. O fado e a saudade...
    Tantos de nós nos revemos aí.
    Gostei muito da foto: alguém de olhar perdido (imagino eu) a contemplar a lonjura do horizonte.

    Beijinhos.

    ResponderEliminar

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