Ontem, numa reunião de pessoas apoiantes do Acordo Ortográfico, defendi que, se este fosse referendado, o resultado seria um expressivo não...
Digo-o apesar de ser um apoiante do Acordo.
Mas as coisas são como são: as razões para apoiar este Acordo derivam sobretudo de uma "visão estratégica" de Portugal, da Comunidade Lusófona e do Mundo, conforme está bem expresso no teor da petição lançada pelo MIL.
Ora, a maior parte das pessoas é pouco sensível a essa "visão estratégica", imersa que está na imediatez do quotidiano.
Depois, há uma razão ainda mais prosaica para a maior parte das pessoas estar relutante em relação ao Acordo: quando este for finalmente implementado, as pessoas vão ter que "reciclar" o seu modo de escrever. Ora, isso dá trabalho. É muito mais "convincente" defender que tudo deve ficar na mesma...
Quais foram os argumentos das pessoas presentes na reunião que não apoiavam o acordo ortográfico ?
ResponderEliminarEra uma reunião apenas de pessoas apoiantes do Acordo...
ResponderEliminarÉ isso mesmo! Os portugueses são é uma cambada de preguiçosos!
ResponderEliminarAs pessoas de outros países lusófonos que dizem que não conseguem ler o Português de Portugal por causa de umas vogais e duns acentos a mais é que têm visão!
P.S.: Gostaria de esclarecer o seguinte: quando disse que não devia haver referendo ao Acordo Ortográfico, era apenas enquanto apoiante do Acordo (porque acho, de facto, que o resultado iria ser não). Enquanto membro do MIL, acho uma óptima ideia. Para o próprio MIL, dar-nos-ia uma grande projecção. Pessoalmente, adoro disputas, porque gosto de defender convictamente as minhas ideias...
ResponderEliminar(afinal sempre descobri ...)
ResponderEliminarCaro Renato Epifânio !
Espero que esteja bem .
Como não encontrei na Águia , meio de o contactar directamente , gostaria de lhe dizer que sim senhor , tem havido da parte de algumas pessoas pro acordo , algum cinismo e agressividade em que se julga as pessoas negativamente e , convenhamos , com alguma falta de consideração . Senão veja -se :
« ... Ora, a maior parte das pessoas é pouco sensível a essa "visão estratégica", imersa que está na imediatez do quotidiano.
Depois, há uma razão ainda mais prosaica para a maior parte das pessoas estar relutante em relação ao Acordo: quando este for finalmente implementado, as pessoas vão ter que "reciclar" o seu modo de escrever. Ora, isso dá trabalho. É muito mais "convincente" defender que tudo deve ficar na mesma... »
Poderia procurar e citar mais alguns , mas parece-me que este exemplo está a dizer que aquilo que move as pessoas do contraacordo , é a preguiça , o comodismo , como se não fosse por Genuíno Amor á Lingua , interesse e preocupação que falamos e emitimos opiniões ...
Já também para não falar do facto de se afirmar que pessoas como nós , e neste caso falo por mim , somos imediatistas , o que no meu caso ´, é uma afirmação sem sentido .
Se há pessoa menos imediatista sou eu ... sou simples e directo , mas a minha perspectiva da Vida nada tem de imediatista , ao contrário, gosto de Dar Tempo ao Tempo e , é esta também , a minha perspectiva em relação á Nossa Língua ...
E em relação a todos os outros também julgo que é injusto pensar que apenas os que estão de acordo com o acordo é que são "sensíveis" e que só estes é que têm "visão estratégica" e que quem está contracordo é que está errado .
Bem , espero que não me leve a mal caríssimo Renato Epifânio pois merece-me admiração e respeito , e apenas discutimos entre amigos com uma intenção cheia de Boa Fé .
Abraço Lusitano ,
Rogério