Porque o Fundamento de Portugal é a Cultura (ver texto anterior: “A Cultura Primeiro”), o seu Firmamento, o seu Horizonte último, só pode ser a União Lusófona, ou seja, a religação com todos os outros países com quem Portugal tem mais afinidades linguísticas e culturais, ou seja, com todos os outros países lusófonos, obviamente numa relação já por inteiro pós-colonial.
Como, contudo, chegar aí?
O Acordo Ortográfico é um bom princípio, até do ponto de vista simbólico – nos fóruns internacionais, como na ONU, os documentos não terão que ser mais traduzidos para as duas variantes da língua lusa (o que, convenhamos, é por inteiro absurdo), mas apenas para uma, aparecendo todo o espaço lusófono como um único Bloco...
Através desse Acordo, desde logo, o que o MIL pretende não é senão isso - que os diversos países lusófonos se (re)aproximem, no aprofundamento das suas relações: linguísticas, mas também culturais, mas também económicas, mas também políticas...O Acordo Ortográfico será apenas, na nossa perspectiva, o começo desse Movimento, dessa Dinâmica.
Outro passo que se poderia dar, a curto/ médio prazo, seria a criação de um Parlamento Lusófono, com deputados eleitos, tal como acontece para o Parlamento Europeu…
Esse Parlamento, por sua vez, poderia eleger o “Presidente da Comunidade/ União Lusófona”, que seria o sumo representante de todo o espaço lusófono em todos os fóruns internacionais…
Fica a ideia, o Horizonte…
Se nos paises Escandinavos existe um Parlamento que representa a nacao Saami da Suecia, Noruega e Finlandia, sediado em Karasjok, Noruega, porque nao ter como projecto de longo prazo criar um Parlamento semelhante para a Lusofonia, que funcionasse sem comprometer a soberania dos Parlamentos nacionais e sem comprometer a participacao Portuguesa no Parlamento Europeu?
ResponderEliminarPéssimos exemplos, os das Monarquias! :)
ResponderEliminarAh, é que não todas são iguais: Há monarquias e monarquias.
ResponderEliminarAlgumas permitem razoavelmente o desenvolvimento de várias culturas nos seus domínios.
Depois está a monarquia bourbónica, à que há que dar de comer aparte.
Acho que em Marrocos também os monarcas comem aparte.
ResponderEliminarE são amigos dos bourbónicos, dizem. Tudo fica na casa.