sábado, 5 de janeiro de 2008

Politica Internacional

A política internacional
é mais do que uma balança
cujo ponteiro parece mover-se
no campo astral.

O seu aguilhão é bem concreto
e penetra no que há de mais íntimo,
mais humano
e mais banal.

A hierarquia das potências
faz mais do que dividir o mundo
em alianças de demências,
em partidários do bem e do mal.

Os seus veredictos definem
a auto-estima que nos é dada,
o rosto dos futuros amantes,
a nossa capacidade relacional.

É para mim um mistério
o fascínio
da política internacional.
Temperamental
qual jogo de casino,
ora lança o hino,
ora o suíno,
em investidas
de um autismo teatral.

Talvez o seu fascínio derive
da sua dimensão espectral.

Entra-nos pelos sentidos adentro,
seduzida
pelo sentido trágico da vida.

É nas nossas mentes que ela vive,
ectoplasma,
parasita,
do raciocínio espacio-temporal.

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