Desde 2008, "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".
A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.
A NOVA ÁGUIA pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu “espírito”, adaptado ao século XXI, conforme se pode ler no nosso Manifesto.
Tal como n’ A Águia, procuraremos o contributo das mais relevantes figuras da nossa Cultura, que serão chamadas a reflectir sobre determinados temas:
- 1º número (1º semestre de 2008): A ideia de Pátria: sua actualidade.
- 2º número (2º semestre de 2008): António Vieira e o futuro da Lusofonia.
- 3º número (1º semestre de 2009): O legado de Agostinho da Silva, 15 anos após a sua morte.
- 4º número (2º semestre de 2009): Pascoaes, Portugal e a Europa: 20 anos após a queda do Muro de Berlim.
- 5º número (1º semestre de 2010): Os 100 anos d' A Águia e a situação cultural de hoje.
- 6º número (2º semestre de 2010): A República, 100 anos depois.
- 7º número (1º semestre de 2011): Fernando Pessoa: "Minha pátria é a língua portuguesa" (nos 15 anos da CPLP).
- 8º número (2º semestre de 2011): O Pensamento da Cultura de Língua Portuguesa: nos 30 anos da morte de Álvaro Ribeiro.
- 9º número (1º semestre de 2012): Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?
- 10º número (2º semestre de 2012): Leonardo Coimbra, Dalila Pereira da Costa, Manuel Laranjeira e João de Deus: Razão e Espiritualidade.
- 11º número (1º semestre de 2013): "Da minha língua vê-se o mar": o Mar e a Lusofonia.
- 12º número (2º semestre de 2013): O pensamento de António Quadros - nos 20 anos do seu falecimento.
- 13º número (1º semestre de 2014): O balanço de Abril, 40 anos depois - nos 20 anos do falecimento de Agostinho da Silva.
- 14º número (2º semestre de 2014): 80 Anos da "Mensagem" – 8 Séculos da Língua Portuguesa.
- 15º número (1º semestre de 2015): Nos 100 Anos do “Orpheu” e da "Arte de Ser Português"
- 16º número (2º semestre de 2015): Quem tem medo da Filosofia Lusófona? Nos 100 anos do falecimento de Sampaio Bruno.
- 17º número (1º semestre de 2016): A importância das Diásporas para a Lusofonia.
- 18º número (2º semestre de 2016): Autores em destaque - Ariano Suassuna, Delfim Santos e Vergílio Ferreira.
- 19º número (1º semestre de 2017): O Balanço da CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa ; Afonso de Albuquerque: 500 anos depois.
- 20º número (2º semestre de 2017): José Rodrigues (no ano da sua morte); Raul Brandão (nos 150 anos do seu nascimento); Francisco Manuel de Melo (nos 350 anos da sua morte).
- 21º número (1º semestre de 2018): Ainda sobre José Rodrigues; Fidelino de Figueiredo (nos 50 anos da sua morte); António Nobre e Raul Brandão (nos 150 anos do seu nascimento).
- 22º número (2º semestre de 2018): V Congresso da Cidadania Lusófona; Dalila Pereira da Costa (nos 100 anos do seu nascimento); Francisco do Holanda (nos 500 anos do seu nascimento).
- 23º número (1º semestre de 2019): Nos 10 anos do MIL: Movimento Internacional Lusófono); Almada Negreiros; ainda sobre Dalila Pereira da Costa.
- 24º número (2º semestre de 2019): Afonso Botelho (nos 100 anos do seu nascimento).
Para o 24º número, os textos devem ser enviados até ao final de Junho.
Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.
EDITORIAL NOVA ÁGUIA 22
Em todos os seus números, a Revista NOVA ÁGUIA tem assumido o propósito de, sem qualquer complexo histórico, dar voz às várias culturas lusófonas. Eis o que neste número uma vez mais acontece, de forma particularmente eloquente, desde logo na secção de abertura, onde publicamos uma selecção de textos apresentados no V Congresso da Cidadania Lusófona, promovido pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono.
Na secção seguinte, publicamos uma dezena de textos sobre Dalila Pereira da Costa, cujo centenário do nascimento se comemora em 2018. Depois de já a termos homenageado no ano do seu falecimento (2012), promovemos este ano um Ciclo Evocativo sobre a sua Obra no Palacete Viscondes de Balsemão, no Porto, sua cidade natal, onde alguns dos textos que aqui publicamos foram apresentados em primeira mão.
A par de Dalila Pereira da Costa, Francisco de Holanda é a grande figura em destaque neste número da NOVA ÁGUIA. Em 2017 assinalaram-se os quinhentos anos do seu nascimento e o Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, em parceria com outras entidades, promoveu, na Biblioteca Nacional, em Lisboa, um Colóquio sobre a sua “Pintura e Pensamento”. No essencial, são os textos apresentados nesse Colóquio que aqui publicamos: dezena e meia de textos, que dão conta das diversas facetas de uma obra absolutamente singular no âmbito da cultura lusófona.
Temos depois uma série de outras “Evo(o)cações”, naturalmente mais breves: de Albano Martins, que nos deixou neste ano, até Dora Ferreira da Silva e Manuel Antunes (que completariam igualmente cem anos em 2018), passando por outras figuras não menos relevantes – nomeadamente, Ferreira Deusdado, falecido há cem anos (e que será o autor de referência do IV Colóquio do Atlântico, por iniciativa do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, da Universidade dos Açores e da Universidade Católica Portuguesa).
Na secção seguinte, “Outros voos”, mantemos essa senda lusófona, começando por dois ensaios: um sobre a “Expressão e Sentido da Saudade na poesia angolana e moçambicana”, outro sobre o “Ensino da Filosofia em Cabo Verde”. Como igualmente tem sido hábito, publicamos, em “Extravoo”, mais alguns inéditos – nomeadamente, de Agostinho da Silva e António Telmo, dois autores de referência para a NOVA ÁGUIA. Por fim, em “Bibliáguio”, publicamos uma série de recensões de algumas obras recentemente lançadas (parte das quais publicadas também com a nossa chancela), e, em “Memoriáguio”, registamos fotograficamente alguns eventos para memória futura.
A Direcção da NOVA ÁGUIA
Post Scriptum: Dedicamos este número, no plano pessoal, a Manuel Ferreira Patrício, que completou em Setembro oitenta anos (particularmente fecundos) de vida – no próximo número, publicaremos um extenso ensaio, de Emanuel Oliveira Medeiros, sobre a sua Obra. No plano institucional, dedicamos este número à Academia Internacional da Cultura Portuguesa, que, em Junho deste ano, honrou o MIL: Movimento Internacional Lusófono (e, por extensão, a NOVA ÁGUIA) com a distinção de “Instituição Honorária”. À Academia Internacional da Cultura Portuguesa, na pessoa de Adriano Moreira, o nosso público reconhecimento por tão honrosa distinção.
NOVA ÁGUIA Nº 22: ÍNDICE
NOVA ÁGUIA Nº 22: ÍNDICE
Editorial…5
CIDADANIA LUSÓFONA: V CONGRESSO
Intervenções de Adriano Moreira (p. 8), Braima Cassamá (p. 10), Delmar Maia Gonçalves (p. 11), Elter Manuel Carlos (p. 12), Isabel Potier (p. 15), Ivonia Nahak Borges (p. 16), Luísa Timóteo (p. 18), Maria Dovigo (p. 18), Mariene Hildebrando e Paulo Manuel Sendim Aires Pereira (p. 21), Valentino Viegas (p. 23), Zeferino Boal (p. 26) e Carlos Mariano Manuel (p. 27).
DALILA PEREIRA DA COSTA, 100 ANOS DEPOIS
DALILA PEREIRA DA COSTA: NOTA BIO-BIBLIOGRÁFICA | Rui Lopo…32
IN VOCAÇÃO | Alexandre Teixeira Mendes…35
DALILA PEREIRA DA COSTA E A MITOLOGIA PORTUGUESA | António Braz Teixeira…36
DALILA PEREIRA DA COSTA E A NATUREZA MATRIARCAL DE PORTUGAL | Artur Manso…42
A COROGRAFIA SAGRADA NA OBRA DE DALILA PEREIRA DA COSTA | Joaquim Domingues…51
ENCONTRO NA NOITE: ACERCA DO ONIRISMO MÍSTICO DE DALILA PEREIRA DA COSTA | José Rui Teixeira…56
COM DALILA NO REEGA…GAÇO DE ATAEE…GINA | Maria José Leal…61
DA SUBLIMAÇÃO DA MULHER NO PENSAMENTO DE DALILA PEREIRA DA COSTA | Maria Luísa de Castro Soares…67
DALILA: O PANO DE FUNDO OU UMA PREMISSA INTERPRETATIVA ESSENCIAL | Pedro Sinde…74
LEMBRANÇA DE UMA TESE DE DALILA | Pinharanda Gomes…76
FRANCISCO DE HOLANDA, 5 SÉCULOS DEPOIS
O SENTIDO METAFÍSICO DA CRIAÇÃO EM FRANCISCO DE HOLANDA: ARTE E SER | Américo Pereira…80
FRANCISCO DE HOLANDA, OU DE COMO DESENHAR OS NOVOS MUNDOS POR ACHAR | António Moreira Teixeira…83
FRANCISCO DE HOLANDA, O VARÃO ILUSTRE, CENSURADO E ESQUECIDO | Delmar Domingos de Carvalho…93
FRANCISCO DE HOLANDA: DA IMITAÇÃO À IDEIA | Idalina Maia Sidoncha…94
FRANCISCO DE HOLANDA E O DIÁLOGO LUSO-ITALIANO NO CONTEXTO DO RENASCIMENTO EUROPEU DO SÉC. XVI | José Almeida…101
FRANCISCO DE HOLANDA E O FUROR DIVINO | José Eliézer Mikosz…106
A VISÃO DE LIMA DE FREITAS SOBRE O OLHAR DE FRANCISCO DE HOLANDA | Lígia Rocha…113
A TEORIA ESTÉTICO-METAFÍSICA DA PINTURA DE FRANCISCO DE HOLANDA | Manuel Cândido Pimentel…121
A CIDADE DA ALMA EM FRANCISCO DE HOLANDA | Manuel Curado…126
FRANCISCO DE HOLANDA E A ARTE | Maria de Lourdes Sirgado Ganho…134
OS MEDALHÕES NA OBRA DE FRANCISCO DE HOLANDA | Maria Teresa Amado…127
APONTAMENTO SOBRE FRANCISCO DA HOLANDA | Mário Vítor Bastos…143
FRANCISCO DE HOLANDA: A CIRCULAÇÃO DO SABER EM ARQUITETURA NO SÉCULO XVI | Paulo de Assunção…153
A NOÇÃO DE ARTE COMO PARTICIPAÇÃO DA CRIAÇÃO DIVINA, NO MISTICISMO MANEIRISTA DE FRANCISCO DE HOLANDA | Samuel Dimas…165
A TEORIA DO PINTOR NA OBRA DE FRANCISCO DE HOLANDA | Teresa Lousa…170
OUTRAS EVO(O)CAÇÕES
AGOSTINHO DA SILVA | Pedro Martins…176
ALBANO MARTINS | António Fournier e António José Borges…181
ANTÓNIO BRAZ TEIXEIRA | Samuel Dimas…184
ANTÓNIO CABRAL | Manuela Morais…195
ANTÓNIO QUADROS | José Lança-Coelho…196
CASAIS MONTEIRO | António Braz Teixeira…197
DORA FERREIRA DA SILVA | Constança Marcondes César…200
FERREIRA DEUSDADO | Artur Manso…202
MANOEL TAVARES RODRIGUES-LEAL | Luís de Barreiros Tavares…212
MANUEL ANTUNES | Nuno Sotto Mayor Ferrão…216
MÁRCIA DIAS | Zeferino Boal…218
OUTROS VOOS
EXPRESSÃO E SENTIDO DA SAUDADE NA POESIA ANGOLANA E MOÇAMBICANA DA GERAÇÃO DE 1985 | António Braz Teixeira…220
BREVE REFLEXÃO SOBRE O ENSINO DA FILOSOFIA EM CABO VERDE | Elter Manuel Carlos…224
PARA UMA DECLARAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS DA MÃE | José Eduardo Franco…231
A FISSURA NA MURALHA OU O “PRINCÍPIO DA AUTODETERMINAÇÃO” | Pedro Sinde…233
DOZE DEAMBULAÇÕES PRÓ-LUSÓFONAS | Renato Epifânio…235
AUTOBIOGRAFIA 5 | Samuel Dimas…248
EXTRAVOO
VIDA CONVERSÁVEL - SEGUNDA PARTE (CONTINUAÇÃO) | Agostinho da Silva…262
DIÁLOGOS DO MÊS DE OUTUBRO (EXCERTO) | António Telmo…264
BIBLIÁGUIO
A VIA LUSÓFONA III | Miguel Real…270
AMADEO DE SOUZA-CARDOSO: A FORÇA DA PINTURA & A “RENASCENÇA PORTUGUESA”: PENSAMENTO, MEMÓRIA E CRIAÇÃO | Renato Epifânio…272
NO REGAÇO DE ATAEGINA | José Almeida…274
MESTRES DA LÍNGUA PORTUGUESA | Jorge Chichorro Rodrigues…275
POEMÁGUIO
RENASCER A SUL | Maria Luísa Francisco…30
EXPRESSAR UM ISMO; PROVA DEVIDA | António José Borges…31
ABORRECIMENTO | Arthur Grupillo…174-175
DOM SEBASTIÃO, O QUE NÃO DESCANSA; IBN QASI, TODA A VIDA NA MORTE | Jesus Carlos…215
FAZEMOS METÁFORAS; PEREGRINAÇÃO | Samuel Dimas…261
ROSTO; RESIDUAL; ARRAIS; CUNEIFORME; ANJO | Luísa Borges…268-269
CRONOS & KAIROS; PRINCIPIUM SAPIENTIAE | Paulo Ferreira da Cunha…279
MEMORIÁGUIO…280
MAPIÁGUIO…281
ASSINATURAS…281
COLECÇÃO NOVA ÁGUIA…284
Para agendar um lançamento: novaaguia@gmail.com; 967044286.
MAPIÁGUIO (mapa de locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA): Albufeira, Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Aljezur, Aljustrel, Allariz (Galiza), Almada, Almodôvar, Alverca, Amadora, Amarante, Angra do Heroísmo, Arraiolos, Assomada (Cabo Verde), Aveiro, Azeitão, Baía (Brasil), Bairro Português de Malaca (Malásia), Barcelos, Batalha, Beja, Belo Horizonte (Brasil), Bissau (Guiné), Bombarral, Braga, Bragança, Brasília (Brasil), Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Campinas (Brasil), Carnide, Cascais, Castro Marim, Castro Verde, Chaves, Cidade Velha (Cabo Verde), Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Freixo de Espada à Cinta, Fortaleza (Brasil), Guimarães, João Pessoa (Brasil), Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loulé, Loures, Luanda (Angola), Mafra, Mangualde, Marco de Canavezes, Mem Martins, Messines, Mindelo (Cabo Verde), Mira, Montargil, Montijo, Murtosa, Nazaré, Nova Iorque (EUA), Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense (Galiza), Ovar, Pangim (Goa), Pisa (Itália), Ponte de Sor, Pontevedra (Galiza), Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife (Brasil), Redondo, Régua, Rio de Janeiro (Brasil), Rio Maior, Sabugal, Sacavém, Sagres, Santiago de Compostela (Galiza), São Brás de Alportel, São João da Madeira, São João d’El Rei (Brasil), São Paulo (Brasil), Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Trofa, Turim (Itália), Viana do Castelo, Vila do Bispo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Foz Côa, Vila Nova de São Bento, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.
Nota: Muitos destes lançamentos, não só no país como por todo o espaço lusófono, só têm sido possíveis pelo apoio que a este projecto tem sido dado, desde a primeira hora, pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono. O nosso público reconhecimento por isso. Desta forma, a NOVA ÁGUIA tem tido uma projecção não apenas estritamente nacional mas lusófona.
PARA ASSINAR A NOVA ÁGUIA:
https://zefiro.pt/as-nossas-coleccoes-zefiro-revista-nova-aguia-assinaturas
O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural
Ângelo Alves, "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo"
Manuel Ferreira Patrício, sobre o MIL e a NOVA ÁGUIA
In AA.VV. "A Vida como Projecto. na senda de Ortega e Gasset", Universidade de Évora Edições, 2014, p. 13.
quarta-feira, 14 de maio de 2014
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
sábado, 22 de janeiro de 2011
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
25 de Janeiro, na Galiza
O professor Gil Hernández, colabora decote em diversas revistas: "Cadernos do Povo", "Nodos", "O Ensino", "Temas do Ensino" e "Agália". Também participou em congressos e encontros, nacionais e internacionais, sobre a situaçom da Língua Galega. Entre os seus livros de sócio-linguistica podemos sublinhar: Silêncio ergueito, Temas de Lingüística Política e "Tese reintegracionista" - em Que galego na escola?-.
Para além, vários poemários:
Baralha de sonhos e Luzes e espírito, Dio, come ti amo!, ELA e ELE, Rimas a Amarílis, Silveira Lírica, Ut pictura, Tractatus de euphemica dictione, assim como um e-livro “Contos nada exemplares”
Actualmente junto Paulo Gonçales Marinhas, Iolanda R. Aldrei está a preparar a ediçom dos poemas de Jenaro Marinhas del Valle.
Dia: 25 de Janeiro 2011 - Hora: 8 do serám
Local: Fundaçom Caixa Galiza
Cantom Grande – Corunha
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Declaração MIL sobre a Galiza

O MIL apoia publicamente a recente iniciativa de vários sindicatos da educação da Galiza, que, conforme o noticiado, “exigiram ao Governo regional a inclusão do português como segunda língua estrangeira opcional no ensino secundário e a abertura de vagas para professores especialistas em língua portuguesa”, situação que já ocorre em outras regiões de Espanha, como na Extremadura.
Lembramos que o MIL tem tido a este respeito uma posição coerente e consequente, na defesa da autonomia linguística e cultural da Galiza, em apoio de todas as entidades que, na Galiza, pugnam por essa autonomia, no reconhecimento da pertença da Galiza ao espaço lusófono.
MIL: Movimento Internacional Lusófono
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Próxima terça, na Corunha
Xoám Bernardes Vilar doutorou-se em Geografia e Historia na Universidade de Vigo, Campus de Ourense. É co-fundador da "Associaçom Cultural" de Vigo (1965), por decisom da qual passou a colaborar, entre 1965 e 1975, na emissom "Raiz e Tempo", em "La Voz de Vigo", a primeira que se fizo em galego depois da Guerra. O seu trabalho consistiu na confecçom duns oitocentos capítulos compendiando a Historia de Galiza.
Também dirigiu o semanário "Galicia Social", a revista "Latexo" de Caixavigo. Toda a sua narrativa é de corte histórico, destacando: "Un home de Vilameán. Anatomia de revolución Irmandiña", !Ouveade, naves de Tarish¡; No ano do Cometa; !Xerusalén, Xerusalén; Big-Bang e A Saga da illa sen noite. No eido da investigaçom escreveu: Pescudas nas orixes do mito de Tristán e Iseu; Galicia no século VI a.C. (1990); Exipto, a viaxe perdida de Egeria, etc. Entre os principais prémios que conseguiu, destacam: "Padroado da Cultura Galega" (Montevideu); "Galicia" de Investigaçom (Universidade de Santiago de Compostela); "Casa Galicia" de Leom; "Prémio Xerais" de narrativa; "Taboada Chivite" de Investigaçom (Concelho de Verim); e duas vezes o "Prémio de Teatro" da Universidade de Vigo. Também tem diversos accessits de contos de "O Facho",
A Real Academia Galega nomeou-no Académico Correspondente o 22 de Fevereiro do 2003.
Dia: 11 Janeiro 2011
Hora: 8 do serám – Fundaçom Caixa Galiza
Cantom Grande – A Corunha
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Galiza na Idade Moderna: Rebelions e Revoluçons no 1640
Francisco Carvalho Carvalho, licenciou-se no 1954 em História na U. C. de Madrid. Foi professor de Filosofia e reitor do Teologado de paúles em Salamanca. Voltou ao País no ano 1973. Em Vigo exerceu de professor da E. U. de Magistério. Actividade cultural directa no bairro e na A.C. de Vigo que presidiu uns anos. Co-fundador e presidente de Promocións Culturais Galegas, 1977, editora de A Nossa Terra. Na acçom política foi membro activo tanto da ANPG como do BNG e actividade religiosa na Eireja galega dos “Colóquios de Irimia”, etc.
Tem umha grande e extensa obra sobre a História do nosso País, fundamentalmente da Idade Moderna. A mesma está publicada em monografias editadas nos números extras de A.N.T. e também em revistas internacionais.
Desde que se jubilou como professor vive no Morraço. Segue activo: ministerialmente com a pequena Igreja galega de Irimia; culturalmente, com colectivos v.g. Fundaçom Joana Matagal, Maio Longo (Ponte-Vedra), Pedra Longa (Marím), ANT e outros; intencionalmente, co BNG. Actualmente está a trabalhar numha monografia do século XVI na Galiza e a num ensaio cristiá sobre "inserçom do cristianismo" na Naçom Galega.
Dia: 14 de Dezembro 2010
Hora: 8 do serám - Fundaçom Caixa Galiza
Cantom Grande - A Corunha
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Prisciliano como símbolo do povo galego
Vitorino Pérez Prieto naceu en Hospital de Órbigo (León) .Estudou Bacharelato, Debuxo e Pintura, Filosofía e Teoloxía (1973-79) en Santiago de Compostela, licenciándose en Teoloxía Dogmática na Universidade Pontificia de Salamanca (1981). Realizou cursos de Teoloxía e Sagrada Escritura na Universidade de Comillas en Madrid (1994-95) e fixo o Doutoramento en Teoloxía na UPSA (Salamanca) cunha tese sobre a teoloxía interrelixiosa e intercultural de Raimon Panikkar. Foi ordenado sacerdote en 1981. Durante vintecinco anos (1981-2006) exerceu como párroco. Foi profesor no Instituto "I.B. de Burela" e na "Escola Diocesana de Teoloxía". Actualmente é profesor nas Universidades da Coruña e Santiago. Foi director da revista "Irimia", e pertence ó Consello de Redacción de "Encrucillada".
É escritor prolífico en xornais, revistas e libros. Foi colaborador de “El Progreso” , “Diario de Ferrol”, “La Voz de Galicia”, “La Región”, “El Faro de Vigo”, “Heraldo de Vivero”, “La Comarca del Eo"... Publicou numerosos artigos nas revistas "Irimia" e "Encrucillada". É colaborador de “A Nosa Terra” e de numerosas revistas galegas e estranxeiras.
Publicou: "A Xeración 'Nós'. Galeguismo e relixión" (1988); "Cristiáns e galeguistas",(1994); "Galegos e cristiáns. Deus fratresque Gallaetiae", (1995); "Do teu verdor cinguido. Ecoloxismo e cristianismo", (1997); "A Romaxe de Crentes Galegos. De Irimia Santa Margarida",(1998); "Ecologismo y cristianismo",(1999); "Con cordas de tenrura", SEPT-Galaxia, Vigo (2000); "Con cuerdas de ternura",(2001); "Contra a síndrome N.N.A. (Non hai Ningunha Alternativa). Unha aposta pola esperanza",(2005). "Os ríos pasan cheos de Deus. Poesía religiosa en galego",(2007). "Obras de teatro para o Nadal",(2009) e "Prisciliano na cultura galega. Un símbolo necesario", Galaxia, Vigo (2010). "Más allá de la fragmentación de la teología el saber y la vida: Raimon Panikkar", e "Dios, Hombre Mundo. La Trinidad en Raimon Panikkar", Herder, Barcelona (2008).
Colaborou en moitos máis libros, entre eles: "O idioma da Igrexa en Galicia",1989; "Castelao e a verdade dos pobres"; "Manuel María, poeta relixioso", 2001; “A presenza de Deus na última poesía galega”,2006; “A dimensión teolóxica do camiño”,2007; “A Igreja do futuro”, en "Ser Igreja", Lisboa 2007
É membro da Asociación de Escritores en Lingua Galega e da Asociación de Teólogos Juan XXIII, do Centro Interculturale Raimon Panikkar-Italia e doutras asociacións.
Dia: 28 de setembro 2010 - Hora: 8 do serám
Local: Caixa Galiza
Rúa Médico Rodríguez – Corunha
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
23 de Setembro
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Texto lido no Encontro Lusófono de 10 de Junho

“Ó sórdidos Galegos, duro bando”:
Que sentido deu Camões a este verso d' Os Lusíadas, ele que tem o seu solar originário na freguesia de Camos, Gondomar, na Galiza ao norte do Minho, donde era o seu pai?
Penso que não tem sentido nenhum negativo. Simplesmente denuncia que os galegos ao norte do Minho, por infelicidade deles e também nossa (permiti-me que fale também como português que sou), os galegos do norte não formaram parte do projeto de Portugal do que é um bom resultado a presente multicontinentalidade do nosso verbo.
A Galiza que ficou na Espanha, melhor dito, sob a bota de ferro de Espanha, em verdade que tinha que se ter somado ao projeto de Portugal. Não o fez e em grande medida pelo agir errado e parvo da sua liderança galega. Eis a sordidez galega pela que brada e denuncia Camões, dizendo-nos com esse verso, mas algum dia deixareis de serdes assim e tendes de estar no projeto comum da Lusofonia.
É por isso que hoje eu estou aqui, feliz e emocionado, como galego, reivindicando o nosso Camões, e é que a Lusofonia não pode estar completa sem nós, como não está sem o território roubado e bem português de Olivença.
Poucos dias há melhores para festejar todo o que une aos lusófonos de todos os cantos do mundo que o dia 10 de junho, nenhum outro dia teria sido acaído para reunir em si tanta informação e tanta comunhão lusófona – Venturoso dia que te expandes por toda a Lusofonia por cima do sentido muito português e fechado para o resto que tinha na sua origem esta data quando foi instituída.
Alexandre Banhos Campo
Fonte:
http://pglingua.org/index.php?option=com_content&view=article&id=2516:participacao-galega-no-jantar-lusofono-do-dia-de-portugal-celebrado-em-lisboa-no-passado-10-de-junho&catid=8:cronicas&Itemid=69
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Próxima terça, na Galiza
O vindouro dia 1 de Junho, terça-feira (martes), o empresário Rafael Cuinha falará dentro do ciclo, Economia, História e C.C. Sociais. A sua charla intitula-se: “O galeguismo na encruzilhada do século XXI”.
Rafael Cuinha é membro da directiva do Instituto Galego de Estudos Europeus e Autonómicos (IGEA) e igualmente um reconhecido empresário do País. Também esta a colaborar como articulista no jornal electrónico “Vieiros”, assim como no “Xornal de Galicia”. Em ambos os dous médios mostra um nídio posicionamento na defesa da Língua e Cultura Galegas. .
Dia: 1 de Junho 2010 - Hora: 8 do serám
Local: Fundaçom Caixa Galiza
Cantom Grande – Corunha
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Na próxima semana, a NOVA ÁGUIA regressa à Galiza...
24.05.10 - 19h00: Livraria Torga (Ourense, Galiza)
25.05.10 - 13h00: Faculdade de Filosofia/ USC (Santiago, Galiza)
sábado, 17 de abril de 2010
Dia 27, na Corunha
O vindouro 27 de Abril, o Doutor em literatura brasileira pola Universidade de São Paulo, Ulisses Infante, falará dentro do Ciclo, Língua, Literatura e Naçom. A sua charla versará sobre: "A canção brasileira: dos ecos da Galiza aos retratos do país"
Ulisses Infante é autor de umha importante obra de livros didácticos para o estudo da Língua com grande reconhecimento nos diversos eidos da Cultura em língua portuguesa, entre os seus títulos podemos salientar:
Curso de gramática aplicada aos textos,
Curso de literatura de língua portuguesa,
Do texto ao texto: leitura e produção de textos
Textos: leituras e escritas
Interpretação da poesia, Fernando Pessoa
Actualmente é Professor-leitor de Língua portuguesa, cultura e literatura do Brasil na Universidade de Santiago.
Dia: 27 de Abril 2010 - Hora: 8 do serám
Local: Fundaçom Caixa Galiza
Cantom Grande 21-24 – A Corunha
sexta-feira, 26 de março de 2010
6 de Abril, na Corunha
O dia 6 de Abril, terça (martes), participará dentro do ciclo “Língua, Literatura e Naçom” o jornalista e ensaísta, José Luís Gómez Gómez. A sua palestra versará sobre “Imprensa periódica e Língua Galega”
José Luís Gómez Gómez é fundador do diário de papel e de Xornal.com. Trabalhou como redactor, chefe de secçom, redactor-chefe e director do diário A Voz de Galícia entre 1982 e 1999. Foi director de Coordenaçom de Publicaçons e de Comunicaçom de Grupo Zeta, até 2003 onde se tinha incorporado, em 1999, como director editorial da Divisom de Imprensa Diária. Foi chefe da Secçom de Economia e coordenador do suplemento Economia e Finanças da Voz de Galícia, entre 1987 e 1995. Nos anos 98 e 99 exerceu como director editorial do Grupo Voz, ao que entom pertenciam quatro jornais e a emissora Radiovoz. Foi conselheiro da Voz de Galícia, A Voz de Baleares, Atlas Galícia e Xornal Galinet
No plano académico, dirigiu um curso da UIMP (1998) sobre o sector da comunicaçom e foi professor do Master em Jornalismo da Universidade da Corunha, assim como membro da Comissom de Meios de Comunicaçom da Fundaçom de Ajuda contra a Drogadiçom (2002-03). Também é autor dos livros dos quais sublinhamos: A vueltas con España, Galícia ante la CEE, Economía de las Comunidades Autónomas. Galicia
Dia: 6 de Abril 2010 - Hora: 8 do serám
Local: Fundaçom Caixa Galiza
Cantom Grande – Corunha
sexta-feira, 19 de março de 2010
Próxima quarta, na Corunha
O dia 24 de Março, quarta-feira (mércores), participará dentro do ciclo “Língua, Literatura e Naçom” o professor e ensaísta, Maurício Castro Lopes. A sua palestra versará sobre “Paralelos: Puerto Rico/Galiza”
Maurício Castro Lopes é licenciado pola Universidade de Santiago de Compostela (USC) em Filologia Galego-Portuguesa, exercendo na actualidade a docência de português na Escola Oficial de Idiomas de Ferrol, após ter leccionado nas escolas oficiais de Badajoz (Estremadura), da Corunha e noutros pontos da Galiza durante a última década.
É co-fundador do Centro Social Artábria do Ferrol. No ano 2007, foi eleito membro da Comissom Lingüística da AGAL (Associaçom Galega da Língua), da qual continua a fazer parte. Assim mesmo tem participado em diferentes projectos de auto-organizaçom em defesa dos direitos lingüísticos do povo galego. Também é autor ou co-autor de diversas obras, trabalhos e artigos, relacionados com a cultura e a realidade galega dende um compromisso com a Naçom Galega. Entre os seus trabalhos de história, crítica literária e sociolingüística cabem destacar História da Galiza em banda desenhada, Manual de Iniciaçom à Língua Galega, Galiza Vencerá! (2009).
Dia: 24 de Março 2010 - Hora: 8 do serám
Local: Fundaçom Caixa Galiza
Cantom Grande – Corunha
domingo, 14 de março de 2010
24 de Março, na Corunha
O dia 24 de Março, quarta-feira (mércores), participará dentro do ciclo “Língua, Literatura e Naçom” o professor e ensaísta, Maurício Castro Lopes. A sua palestra versará sobre “Paralelos: Puerto Rico/Galiza”
Maurício Castro Lopes é licenciado pola Universidade de Santiago de Compostela (USC) em Filologia Galego-Portuguesa, exercendo na actualidade a docência de português na Escola Oficial de Idiomas de Ferrol, após ter leccionado nas escolas oficiais de Badajoz (Estremadura), da Corunha e noutros pontos da Galiza durante a última década.
É co-fundador do Centro Social Artábria do Ferrol. No ano 2007, foi eleito membro da Comissom Lingüística da AGAL (Associaçom Galega da Língua), da qual continua a fazer parte. Assim mesmo tem participado em diferentes projectos de auto-organizaçom em defesa dos direitos lingüísticos do povo galego. Também é autor ou co-autor de diversas obras, trabalhos e artigos, relacionados com a cultura e a realidade galega dende um compromisso com a Naçom Galega. Entre os seus trabalhos de história, crítica literária e sociolingüística cabem destacar História da Galiza em banda desenhada, Manual de Iniciaçom à Língua Galega, Galiza Vencerá! (2009).
Dia: 24 de Março 2010 - Hora: 8 do serám
Local: Fundaçom Caixa Galiza
Cantom Grande – Corunha
segunda-feira, 1 de março de 2010
Próxima terça, na Corunha
O vindouro dia 9 de Março, terça-feira (martes), o Doutor e historiador, Justo Beramendi González falará sobre “ O nacionalismo galego nos finais do franquismo” dentro do ciclo, Economia, História e C.C. Sociais organizado pola nossa Agrupaçom.
O Doutor J. Beramendi é catedrático de Historia Contemporânea na U.S.C. Realizou estudos de Ingeriria Industrial em Madrid e de traduçom em Barcelona, para logo se doutorar em História na universidade de Santiago. Actualmente é um dos grandes especialistas europeus na história das ideologias e dos nacionalismos.
Autor de umha interessantíssima e amplia obra, tanto em artigos como em livros. Destes últimos sublinhamos: De província a nación. História do galeguismo político, Vicente Risco no nacionalismo galego. Los nacionalismos en la España de la II República Obra política de Ramón Vilar Ponte, Nationalism in Europe. Past and present, La historia política. Algunos conceptos básicos, Memoria e Identidade.
Assim mesmo é co-fundador do Museu do Povo Galego e também da Fundaçom Castelao. Participou na criaçom das revistas Negaciones, A Trabe de Ouro, e Tempos Novos.
Dia: 09 de Março do 2010 - Hora: 8 do serám
Local: Médico Rodríguez nº 2, esquina Juan Flórez
Caixa Galicia - Corunha
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
9 de Março, na Corunha...
O vindouro dia 9 de Março, terça-feira (martes), o Doutor e historiador, Justo Beramendi González falará sobre “ O nacionalismo galego nos finais do franquismo” dentro do ciclo, Economia, História e C.C. Sociais organizado pola nossa Agrupaçom.
O Doutor J. Beramendi é catedrático de Historia Contemporânea na U.S.C. Realizou estudos de Ingeriria Industrial em Madrid e de traduçom em Barcelona, para logo se doutorar em História na universidade de Santiago. Actualmente é um dos grandes especialistas europeus na história das ideologias e dos nacionalismos.
Autor de umha interessantíssima e amplia obra, tanto em artigos como em livros. Destes últimos sublinhamos: De província a nación. História do galeguismo político, Vicente Risco no nacionalismo galego. Los nacionalismos en la España de la II República Obra política de Ramón Vilar Ponte, Nationalism in Europe. Past and present, La historia política. Algunos conceptos básicos, Memoria e Identidade.
Assim mesmo é co-fundador do Museu do Povo Galego e também da Fundaçom Castelao. Participou na criaçom das revistas Negaciones, A Trabe de Ouro, e Tempos Novos.
Dia: 09 de Março do 2010 - Hora: 8 do serám
Local: Médico Rodríguez nº 2, esquina Juan Flórez
Caixa Galicia - Corunha
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Próxima terça, na Corunha
O vindouro 23 de Fevereiro, o doutor e professor da U.S.C., Carlos Quiroga Díaz falará dentro do Ciclo, Literatura e Naçom. A sua charla versará sobre: Encontros e desencontros da Literatura Galega com as Lusófonas.
Carlos Quiroga Díaz, é Doutor europeu com uma tese sobre Fernando Pessoa, com prémio extraordinário, exerce como Professor de Literatura Portuguesa na Universidade de Santiago de Compostela. Também forma parte da Associaçom Galega da Língua (AGAL).
Como escritor, ganhou duas vezes o prémio Carvalho Calero de narrativa. A sua obra está publicada tanto na Galiza como fora da mesma ( Itália, Brasil, Portugal, etc.). Entre os seus títulos podemos salientar:
G.O.N.G. - Mais de vinte poemas globais e um prefácio esperançado, Periferias ( prémio C. Calero), A Espera Crepuscular. O Castelo da Lagoa de Antela (Prémio de teatro infantil na Mostra de Ferrol-Terra), Inxalá ( prémio C. Calero).
Dia: 23 de Fevereiro 2010 - Hora: 8 do serám
Local: Fundaçom Caixa Galiza
Cantom Grande 21-24 – A Corunha
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
PODEMOS NÓS, OS GALEGOS DA GALIZA ESPANHOLA, RECLAMAR O NOME DE GALEGO PARA A LÍNGUA COMUM?
A CENA DO NASCIMENTO DE PORTUGAL
Alexandre Banhos
VIII Colóquio da Lusofonia, Outubro 2009
Nos feitos históricos, há sempre um fator de oportunidade e outro de acaso, mas uns e outros têm uma lei de ferro: O que não se passou quando as circunstâncias eram favoráveis e propícias, é dizer, quando as ondas do momento histórico pareciam impulsionar e acelerar a história, vai tornar-se muito difícil, que alguma vez aconteça. Com certeza que as circunstâncias e o acaso são em grande medida, um construto de pessoas humanas. Porém, passado o momento e mudadas as circunstâncias é muito difícil, por não dizer impossível, reconstrui-las. As circunstâncias nunca poderão voltar a ser as mesmas, pois isso é um impossível, além disso, e como dizia Wilfredo Pareto, -cada novo facto que ocorreu vai pesar sobre nós como uma lousa, a história não é mais do que as lousas que nos esmagam-.
1- A Galiza e e as suas elites “iberistas”.
A Galiza foi de sempre um poderoso elemento da história europeia. Foi o primeiro reino independente dentro do império romano, constituído no ano 411 . O reino é conhecido na historiografia -mais corrente-, como dos Suevos, e na sua própria documentação histórica que nos legou, como Galaeciorum regnum.
O seu centro político foi estabelecido em Braga , por ser esta a capital da província romana da Gallaecia.
É dizer, o centro do reino estava na cidade que já era o centro da província romana da Galaecia –Braga-, e que provavelmente já tinha um rol muito importante no noroeste peninsular antes da chegada dos romanos. Não é por acaso que os castros celtas da sua redondeza, pola sua desmesura, foram denominados citânias.
Foi muito cedo – já na alta idade média- considerada a Galiza, como um dos grandes impérios da cristandade, junto aos impérios Bizantino e o Sacro-império Romano-Germânico.
Depois da invasão muçulmana do ano 711, a Galiza foi o território não ocupado pelos muçulmanos, de aí que grande parte das suas dioceses sejam as únicas da península ibérica com permanente continuidade, e foi ela quem liderou e guiou a luta da reconquista do território da Espanha. Nem no periodo romano , nem no vissigótico, nem no muçulmano, a Galiza se confundiu com o espaço Espanha.
Os galegos da velha Galiza, a dos conventos bracarense, lucense (ártabra) e asturicense (astúrica – estes só ao norte da serra Cantábrica -), os que nunca foram submetidos pelos muçulmanos, ou o seu domínio sobre eles fora muito fraco, -basicamente limitado ao penhor do tributo-, tinham-se pelos primeiros entre todos os peninsulares e não se abaixavam perante ninguém.
A Galiza, era o território peninsular mais densamente povoado, inçado de linhagens nobres que se tinham a si próprias, como iguais ao rei. Era pois, o ator mais poderoso no jogo peninsular.
As numerosas forças galegas resultavam o elemento mais temível da península ibérica e já desde muito cedo as cousas tornaram-se, e senhores muçulmanos acabaram pagando tributo e aceitando a sua prevalência.
Os reis da Galiza não eram simples reis, muito cedo usufruíram o nome de imperadores e como tais eram reconhecidos pelo Papa, pelo império Carolíngio e por Bizâncio. e para quem é tão grande a própria Galiza originária resultava pequena, e assim todos os dias estavam a alargar os seus domínios para o leste e para o sul e com eles avançava o domínio da cruz frente ao da meia-lua. E nas cabeças dos reis da Galiza acabará aparecendo o ensejo de coroarem-se com a península ibérica toda, eis o o projeto iberista galaico .
1.1- A cidade de Braga
A capital histórica da Galiza sempre foi Braga , nela já antes de que começara a era cristã fora colocada a cabeça da governação da primeira província romana -com esse nome-. A cidade de Braga estava por tanto por cima do resto das capitais dos outros conventos que formavam a província.
Ao princípio do avanço muçulmano a cabeça primaz da Galiza é trasladada desde Braga, que era como dizia, a capital da Galiza, desde que a Galiza existia como entidade política , para a cidade ártabra de Lugo (centro do convento lucensis) .
Os bispos de Lugo sempre que agem como cabeça, fazem-no com uma formula -por delegação de Braga- e isso vai-se manter durante toda a alta idade média.
2- O quadro histórico no que se insire o nascimento, muito afortunado , do reino de Afonso Henriques
A Galiza, o império galaico-leonês , desde muito cedo enfrenta a luta constante contra o separatismo castelhano.
Os castelhanos não aceitam muito pacificamente a dominação ocidental, a galega, e sempre estão a fazer levantamentos e resistências.
2.1- Aparecimento do reino de Castela no jogo peninsular
O reino da Galiza, desde muito cedo, teve que confrontar-se com o separatissmo de Castela, é dizer, do velho convento romano de Clúnia, incorporado à província da Galiza na época de Diocleciano. O arredismo dos castelãos informará permanentemente a política da Galiza.
Castela, o condado de Castela, vai conseguir a categoria de reino com o rei Sancho III (982-1035) de Navarra, quem por uma simples boda com a herdeira do Condado de Castela separou o território da Galiza-Leão, e se proclamou rei de Castela, o seu primeiro rei . Isso fala-nos do fraco controlo do território que o separatismo castelhano impusera ao controlo galaico .
Os castelhanos com ele sentiram pola primeira vez, um seu desenvolvimento longe do controlo real galaico. A geopolítica , que os colocou no espaço central peninsular, ajudaria ao seu sucesso, entanto a ação política se mover em coordenadas peninsulares.
À morte do rei Sancho III de Navarra- vai ser o seu filho Fernando, quem herde o recém nado reino de Castela, em realidade um reino, que na Cúria leonesa considera-se só um condado e não se reconhece.
As ondas da história que impulsionam os acontecimentos, farão que Fernando venha a ter a posse também do reino da Galiza –é dizer, do império- (Galiza-Leão). A inércia e superior domínio cultural galaico, o role de língua palaciana que usufrui o galaico ocidental, era na altura um fator muito decisivo para trazer de novo o centro para o ocidente.
Fernando I, o imperador, da Galiza-Leão, segue à sua morte, a doutrina do seu pai, e reparte territórios e posses aos seus cinco filhos.
Três reinos aos filhos: a Sancho, o mais velho da-lhe Castela . A Afonso Leão; e a Garcia o mais novo, a faixa mais ocidental cristã do velho reino da Galiza, a faixa cujo limes oriental eram os Montes de Leão, e que pelo sul tinha chegado muito mais longe que os outros reinos.
A Galiza aparece individualizada , e já sem abranger todo o velho império galaico. Temos aqui um reino, com uma Galiza diminuida com respeito ao alcance histórico anterior, mas que pelo sul avançara muito mais do que qualquer outro território ou reino cristão peninsular.
Para as suas duas filhas: Urraca e Elvira foram respetivamente as cidades de Samora e Toro.
2.2 Que faz Garcia como rei da Galiza
A primeira decisão que adota Garcia é a de que se ponha fim à delegação da condição de primaz de Braga em Lugo. Segundo, à restauração de Braga como cidade principal do reino.
Porem, nessa Galiza de Garcia , estava uma cidade que ainda havia pouco que conseguira ser sede de bispado -Compostela-, para onde deslocara-se a velha sede de Íria Flávia como cabeça do maior bispado da Galiza.
E é essa poderosa Compostela, a quem o Apostolo está a encher de ouro e de ambições, quem, digamo-lo suavemente, não gosta do rei Garcia e a sua política bracarense. Compostela nasceu ambiciosa, e como sé apostólica, e não quer aceitar depender de quem era a cabeça primaz da Galiza, Braga .
O reino da Galiza de Garcia, não era já um pequeno espaço no norte, pelo sul há já tempo que tem incluída a região coninbringensis, e tem já por zonas a sua extrema no rio Tejo. A Galiza de Garcia cobra também tributo das poderosas taifas de Badalhouce (Badajoz naquela altura) e Sevilha.
2.3- Uns irmãos reis muito ambiciosos
Tanto Sancho, como Afonso ambicionam terem todos os territórios do seu pai na sua coroa, e tras uma sorte de guerras e maus feitos entre eles. Afonso vai acabar por juntar de novo os três reinos, Galiza, Leão e Castela.
Sancho, o primeiro dos irmãos, considerava que o reino devia ser todo um e dele todo, por ser o primogénito, com a cumplicidade de Afonso quem herdara Leão e a sua sede curial, e com a colaboração necessária do bispo de Compostela , desfazem-se de Garcia com uma cilada, retendo-o e apoderando-se do seu reino . Sancho proclama-se rei da Galiza, mas as suas contínuas guerras com Aragão e Navarra, faz que na prática seja Afonso desde a sua sede curial quem tem o controlo e tira benefícios da Galiza.
Sancho estabelecida a paz com Aragão e Navarra, lança-se com as suas tropas bem treinadas pelo seu permanente estado de guerra, contra Afonso, ao que pronto derrota e acabou fazendo-se com todos os seus territórios e reino, ainda que a posse deles não chegará nem a um ano. Afonso refugiara-se no território muçulmano, mas ainda tem no seu reino a resistência da sua irmã Urraca desde a sua cidade fortaleza. Assaltando Samora, a fortaleza de Urraca, é assasinado com engenho, falece Sancho, e Afonso acaba sendo o rei único de todos os territórios.
2.4.- O reinado de Afonso VI e os borgonhóis
Afonso VI foi um rei que não só passou a história por ser o conquistador de Toledo, senão pola sua complicada vida familiar. Afonso tem cinco matrimônios , vários concubinatos estáveis e relações com várias mulheres, do que ao final só vão resultar filhas sobreviventes.
Um dos matrimónios de Afonso VI, o segundo e de mais duração , foi com Constança de Borgonha (do que sobreviveu a filha Urraca); este matrimónio levara-o a ter certa estabilidade de relações com Borgonha, e que para a corte viessem desde Borgonha vários cavaleiros, tais como os nobres borgonhóis Raimundo e Henrique.
No ano 1090, o Rei Afonso casou a sua filha e herdeira Urraca, com Raimundo de Borgonha, matrimónio ao que se garante o reino da Galiza à sua morte.
Raimundo muito faz por agradar ao Rei, fortalece a cidade estratégica, por estar na fronteira sul, de Ávila, e dirige continuas guerras contra o domínio muçulmano, especialmente no sul da Galiza.
Outro nobre borgonhão que veu à corte, vai ser Henrique, e a quem o rei casa no ano 1095 com uma outra filha sua, Teresa, uma rapazita de uns 10 ou 11 anos , resultado dumas suas relações com uma moça de nome Jimena Nunes, e de quem não se conhece título nenhum.
Henrique é posto sob o domínio de Raimundo e encarregado de guardar a extrema sul da Galiza. Sob Raimundo a extrema da Galiza estava já no rio Tejo. Raimundo tentou por duas vezes assaltar Santarém, foi numa das suas batalhas pelas extremas do reino na que faleceu.
Urraca viúva com o seu filho Afonso acha apoio protetor no poderoso bispo Gelmires de Compostela e na casa dos Trava, e é reconhecida da Galiza emperatriz à morte do seu pai, porém quando ela casa com Afonso o Batalhador rei de Aragão, pronto Gelmires -apoiando-se na vontade de Afonso VI, faz rei da Galiza o seu filho ainda criança -duns 7 ou 8 anos- no ano de 1111 (Afonso -Raimundes- VII) , que era filho de Raimundo e Urraca . Neste rei acha Gelmires um instrumento das suas ambições políticas.
3- Afonso Henriques
Na Braga restaurada por Garcia não gostam da política imperial e desconsiderada da recém chegada Compostela e começa a dar-se uma conjunção de interesses entre o bispo de Braga, verdadeiro factor do processo que virá, e as classes dominantes locais.
Henrique de Borgonha como conde de Portucale, o condado ao sul da velha Galiza, tem a inteligência política de passar despercebido, e ir construindo ali um governo local tranquilo, no que age, e à vez não discute a autoridade real.
Os bispos de Braga afirmam-se contrários de Compostela desde muito cedo.
A Compostela de Gelmires chegará a fazer uma expedição a Braga para roubar o espólio de santos ali depositado –Pio Latrocínio- e ganhar assim prestígio da vero caput para Compostela, e veneração dos galegos, por serem os santos de Braga os de mais prestígio na Galiza, alguns muito por cima do próprio Sant'Iago.
Henrique de Borgonha com Teresa tem um filho, Afonso Henriques. Aceita-se que desde o ano do seu nascimento, 1109 até ao 1128 viveu fundamentalmente em Guimarães, exceto o período do desterro do bispo de Braga, o seu tutor, que o levou consigo para Tui pelo menos durante algum tempo.
A mãe de Afonso Henriques, ficou viúva estando na casa dos 20 anos.
Todo isto faz que a igreja de Braga - desde o bispo Vistrário um dos mais fortes apoios do rei Garcia, e logo o grande Pedro - com o apoio da nobreza local, se afirmem como contrapostos à ambiciosa sé apostólica. Eles defendem os seus interesses que além de outras cousas eram os legítimos e históricos.
Em 1120, sob a direção do arcebispo de Braga Paio Mendes, o menino Afonso (uns 12 anos) tomou uma posição política oposta à da mãe, a qual apoiava o partido dos Travas (a poderosa família nobre muito ligada a Gelmires nessa altura). Como resultado desse posicionamento, o bispo Paio é forçado a deixar Braga, mas levou consigo o infante pelo menos algum tempo. Em 1122 armou-no cavaleiro em Tui.
Pacificadas as tensões, voltará o bispo a Braga. Entretanto, novos incidentes locais provocaram a ação no Condado Portucalense do rei da Galiza Afonso Raimundes, mas cada dia ele está mais longe, pois somará à Galiza, Leão e Castela.
Em 1127 cerca Guimarais , onde se encontrava Afonso Henriques, mas sendo-lhe prometida a lealdade deste pelo seu aio Egas Moniz, Afonso VII desistiu de conquistar a cidade.
Mas alguns meses depois, em 1128, as tropas de Teresa e Fernão Peres de Trava defrontaram-se com as de Afonso Henriques na batalha de São Mamede (batalha na que participaram só uns poucos centos de homens), tendo as tropas do nosso rapaz de 17 ou 18 anos, com a bênção e o guia do bispo de Braga, saído vitoriosas – o que consagrou a sua autoridade no território portucalense, levando-o a assumir o governo do condado.
O Bispo Paio, consciente da importância das forças que ameaçavam o poder de Henriques, guiou a este no governo do condado, e fez esforços em negociações junto da Santa Sé, com um duplo objetivo: por um lado, alcançar a plena autonomia da Igreja de Braga , e assim recuperar a sua condição de igreja metropolitana e primaz, e deixar de estar submetida a Compostela, -pois fora submetida a de Compostela-; e pelo outro obter o reconhecimento do condado de Portucale como um reino.
Em 1139, depois de uma estrondosa vitória na batalha de Ourique contra um forte contingente mouro, D. Afonso Henriques recebe a coroa e a consagração de Rei de Portugal pelo bispo de Braga.
Durante o século seguinte o novo reino de Portugal e os seus reis, estabelecem uma firme política matrimonial e de entendimento com os reis da Galiza especialmente Fernando II e Afonso VIII, que parecia ia levar em não muito tempo aos reinos a reunificarem-se, ou pelo menos a reunificarem-se com a Galiza.
4- Afonso VIII da Galiza e Leão
Em 1230 morre em Sárria (perto de Lugo) Afonso VIII com 82 anos e após de mais de sessenta anos de reinado na Galiza -na parte norte da Galiza que não constituiu o reino de Portugal - e em Leão.
Afonso estava velho e canso, vinha de passar os últimos 16 anos da sua vida em guerra com Castela e o seu filho Fernando, pois foi contra o parecer do pai, e em secreto, proclamado rei de Castela, e para o seu pai esse feito equivalia a renúncia de quaisquer direitos sobre as coroas da Galiza e Leão e assim figurou no seu testamento, verdadeira lei a todos os efeitos.
Afonso VIII casara com duas parentes de segundo grau, Teresa de Portugal, prima direta, com quem tem duas filhas Sancha e Dulce (e um filho Fernando que faleceria), matrimónio que a igreja rompe e obriga a novo casamento (por trás está Compostela e a tensa relação com Braga). Rutura a que muito se resistiu o nosso rei pois estava fundamente namorado da sua esposa. Depois de excomunhões e demais, tem um outro matrimónio com Berenguela filha de Afonso de Castela, também prima direta, com quem tem a Fernando, mas este matrimónio a igreja consente e apoia pois estava na linha do programa imperial peninsular da Galiza e Compostela.
O seu testamento é claro, as herdeiras dos seus tronos são as filhas de Teresa: Sancha e Dulce (cada uma o seu); e como garantes, a sua mãe, o Rei de Portugal e a Ordem de Santiago. Qualquer solução incluída a união com Portugal é válida mas em nenhum caso se permitiria a unificação com Castela.
Fernando reclama os reinos e paga muito. A Igreja da Galiza e de Leão está muito dividida e na sua maioria afirma-se contrária a Fernando, pois não o acham legitimado, o testamento do rei é lei e é claro.
Porém a intervenção do bispo de Compostela e os de Castela são decisivos para que o Papa declare ilegítimo o testamento de quem foi conhecido pelos seus súbditos pelo sobrenome do bom rei, e pola historiografia como o malcasado.
Compostela e certas camadas nobres galegas sentem que com Fernando III controlam o centro geoestratégico peninsular, que o seu projeto iberista vai avante.
Porém, o reino de Portugal nunca aceitará esse ilegítimo acordo, e isso vai estar por trás de muitas das ações da política peninsular portuguesa até ao ano de 1479 .
Com Fernando III, rei muito abençoado pola Igreja, que acabou por fazê-lo santo, o projeto central castelhano avança, e a reconquista avança até ao estreito de Gibraltar, em Sevilha e Toledo vai estar a corte sob a capa duma corte de nobres galegos, de língua galaico-portuguesa, com galegos que se enriquecem neste processo, que ganham terras e poderes, que enviam os filhos para se educarem com aios na Galiza, como o filho do rei e futuro rei Afonso X.
Afonso X que brilhou nas nossas letras, porém foi quem impulsionou o primeiro estatuto dominante para a escrita da chancelaria em castelhano.
Sancho IV seu filho, ainda vai continuar ligado à tradição cultural galaica. A chegada ao trono com 9 anos do seu filho Fernando apaga não pouco essa tradição, sob novos tutores e aios, e o predomínio e domínio galaico da corte reduze-se. A nobreza galega e a igreja de Compostela será firme no apoio a este rei como ainda um dos seus e assim com o filho deste Afonso XI e o neto Pedro I.
Os interesses imperiais de Castela e a sua visão peninsular triunfam definitivamente sobre os galaicos com o assassinato de Pedro I pelo mercenário bretom Douglesclin, e com a chegada ao trono de uma dinastia genuinamente castelhana sob o nome galaico dos Trastámaras.
As tropas galegas que se batem duramente em prol de Pedro, assassinado este, saem com a sua nobreza dirigente muito diminuída em influência.
A dinastia castelhana dos Trastámaras é a que vai tentar apoderar-se de Portugal, que renasceu forte e triunfante em Aljubarrota frente a João I de Castela (trastámara).
V.- A fortuna do feito por Afonso Henriques
Que houvesse passado se Afonso Henriques não fosse quem de iniciar um reino, se os bispos de Braga não o houvesse guiado?
Que mudou com respeito à tradicional política da Galiza ao nascer Portugal?
A monarquia portuguesa frente ao modelo imperial do norte, sempre com aspirações iberistas, centrou-se sobre si própria e em consolidar pouco a pouco o seu território, que ficava de costas à península, mas aberto ao mar.
Sancho I, Afonso II, Sancho II, esforçam-se nessa linha de conduta .
Se a criança Afonso Henriques e a sua cabeça pensante, o bispo de Braga, não fossem quem de achar um destino para o sul da Galiza afastado de projetos imperiais peninsulares que estavam no projeto de Compostela, hoje teríamos a Galiza unificada no estado espanhol desde a Estrema do Tejo (estremadura) até o Cantábrico, mas a sua vida cultural e linguística não seria sequer tão pobre como a da Galiza atual. Seria muito semelhante à que se vive no âmbito astur-leonês-mirandês, é dizer, no velho espaço do galaico-oriental .
Essa visão que Portugal tinha de si próprio oposta ao iberismo galaico, é a que o levará a ser um centro dum império com as costas viradas a Península, e ter o grande sucesso que teve, para fortuna da nossa língua portuguesa.
O português da Galiza
O português da Galiza ou galego da Galiza, até para o mais acérrimo isolacionismo, foi muito vivificado pelo português universal da corte de Lisboa, sem o português o galego, os falas da Galiza espanhola, derivam num mau dialeto do castelhano e com um espelho muito claro para ver isso, a deriva e o insucesso do galaico oriental ou astur-leonês.
O português da Galiza -as falas do português da Galiza- tirado o muito que sugou e continua a sugar do português, estaria limitado a uns dialetos rurais bastante fraturados e os seus utentes só teriam para beber e encher os ocos criativos nele com o castelhano, como é o que se passa nos restos que ficam do galaico oriental (com a exceçom do mirandês que bebe no português).
O sucesso da nossa língua e cultura (ao norte e ao sul do Minho) deve-se ao projeto que encetou Afonso Henriques virado de costas ao projeto iberista (imperial) e originário galaico.
Na Galiza não temos direito a reclamarmos nada sobre o nome internacional da língua, já que se não fosse por Portugal, nada seriamos, nem nada teríamos ao norte e ao sul do Minho.
A Galiza medieval, vive em realidade em Portugal. Portugal é o continuador verdadeiro dessa tradição, a que nós, pouco podemos achegar ao além de estar os nossos falares bem marcados pelo ferrete castelhano. Dizer Galiza e a sua língua e a sua tradição, é dizer Portugal e português.
Afonso Henriques (com o seu bom guia), da Galiza do sul fez um Portucale, um reino, e o galaico ou galego desse reino acabou por ter por nome o do próprio reino, o galeguíssimo nome de Portugal –português-.
O português da Galiza está na situação que está, por não sermos quem de assumirmos que os falares galegos só podem viver no português universal , e que falarmos de galego como contraposição ao português universal -o verdadeiro galego- e seguirmos pagando as portagens imperais de Castela-Espanha.
Assumirmos os falares da Galiza como português da Galiza é o melhor jeito galego de chamarmos ao galego da Galiza, para que possa ser ele próprio e duma tradição que arrincou em Braga no 411, e que está no cerne de Portugal, e libertarmo-nos assim do ferrete esmagador castelhano.
O único futuro do galego-castelhano é um só -espanhol-.
APONTAMENTO FINAL
Como galego, a mim serviu-me Portugal para duas cousas, a primeira descobrir que do que não gosto de Portugal é o facto de terem em grande medida os nossos próprios defeitos; e a segunda o muito espanhol que são quando às vezes me afirmo como galego, pois Portugal para fortuna nossa e da nossa língua e cultura universal, não é Espanha com certeza, e ao confrontarmo-nos com não espanhóis, serve, se somos sérios e abertos, para descobrirmo-nos, introspecionarmo-nos os galegos e galegas, e vermos de que jeito tam esmagador estamos inseridos e baliçados no espaço hispano, até para os acérrimos nacionalistas galegos.
Faz bem Portugal em estar sempre à espreita e com receio do que vem do norte do Minho, pois muito contrabando espanhol e espanholista se vende sob capa de presumido galeguismo, e ainda muito projeto imperial galaico (espanhol) paira ainda em cabeças galaicas no avanço para o nada, e para nenhures.
Bibliografia:
Barbosa Alvares, José Manuel.
- Atlas Histórico da Galiza. Edições Galiza 2008
Barros, Carlos.
- Mentalidad Justiciera de los Irmandinhos, Siglo XV. SIGLO XXI DE ESPAÑA EDITORES 1990
Biggs, Gordon.
- Diogo Xelmirez. XERAIS UNIVERSITÁRIA 1983
Calvet de Magalhaes, José.
- Breve história diplomática de Portugal, LIVROS EUROPA-AMERICA 1990
De Oliveira Marques, A.H.
- História de Portugal (3 TOMOS)l. PALAS EDITORES, Lisboa 1973
Gonzalez López, Emílio.
- Grandeza e decadência do Reino da Galiza. ED. GALAXIA 1978
- Siempre de negro. ED. GALAXIA 1970
Hermano Saraiva, José.
- História Concisa de Portugal, LIVROS EUROPA-AMERICA 1984
Lopes, Fernão.
- Crónica d’el Rei João I de Boas memória. LIVROS EUROPA-AMERICA 1981
Lopes Suevos, Ramom.
- Portugal no Quadro Peninsular. AGAL 1987
López Carreira, Anselmo.
- Os Reis da Galiza. A NOSA TERRA 2005
López Teixeira, José António.
- Arredor da conformación do Reino da Galiza (711-910). Ed. TOXOSOUTOS 2003
Mattoso, José.
- História de Portugal: a Monarquia feudal (I e II), EDITORIAL ESTAMPA
- A Formação da nacionalidade (internet)
- A Identidade nacional. CADERNOS DEMOCRÁTICOS
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- La Formation de Portugal, Bruxelas 1939
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- Breve Interpretação da História de Portugal CLÁSSICOS SÁ DA COSTA 1981
Zebral Lopes, Manuel.
- Manuel galego Português de História- Edição do autor 1996
Merecem especial menção por terem sido os seus trabalhos muito influentes na perspectiva destas reflexões historicistas, os múltiples artigos e reflexões de Ernesto Vasquez Souza, e alguns trabalhos divulgativos do presidente da Associação Fala Ceive do Berzo, Xavier Lago Mestre.



