EM TODO O PAÍS & MUNDO LUSÓFONO: LANÇAMENTOS NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI

Desde 2008, "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".

A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.

A NOVA ÁGUIA pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu “espírito”, adaptado ao século XXI, conforme se pode ler no nosso
Manifesto.

Tal como n’ A Águia, procuraremos o contributo das mais relevantes figuras da nossa Cultura, que serão chamadas a reflectir sobre determinados temas:

- 1º número (1º semestre de 2008): A ideia de Pátria: sua actualidade.

- 2º número (2º semestre de 2008): António Vieira e o futuro da Lusofonia.

- 3º número (1º semestre de 2009): O legado de Agostinho da Silva, 15 anos após a sua morte.

- 4º número (2º semestre de 2009): Pascoaes, Portugal e a Europa: 20 anos após a queda do Muro de Berlim.

- 5º número (1º semestre de 2010): Os 100 anos d' A Águia e a situação cultural de hoje.

- 6º número (2º semestre de 2010): A República, 100 anos depois.

- 7º número (1º semestre de 2011): Fernando Pessoa: "Minha pátria é a língua portuguesa" (nos 15 anos da CPLP).

- 8º número (2º semestre de 2011): O Pensamento da Cultura de Língua Portuguesa: nos 30 anos da morte de Álvaro Ribeiro.

- 9º número (1º semestre de 2012): Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?

- 10º número (2º semestre de 2012): Leonardo Coimbra, Dalila Pereira da Costa, Manuel Laranjeira e João de Deus: Razão e Espiritualidade.

- 11º número (1º semestre de 2013): "Da minha língua vê-se o mar": o Mar e a Lusofonia.

- 12º número (2º semestre de 2013): O pensamento de António Quadros - nos 20 anos do seu falecimento.

- 13º número (1º semestre de 2014): O balanço de Abril, 40 anos depois - nos 20 anos do falecimento de Agostinho da Silva.

- 14º número (2º semestre de 2014): 80 Anos da "Mensagem" – 8 Séculos da Língua Portuguesa.

- 15º número (1º semestre de 2015): Nos 100 Anos do “Orpheu” e da "Arte de Ser Português"

- 16º número (2º semestre de 2015): Quem tem medo da Filosofia Lusófona? Nos 100 anos do falecimento de Sampaio Bruno.

- 17º número (1º semestre de 2016): A importância das Diásporas para a Lusofonia.

- 18º número (2º semestre de 2016): Autores em destaque - Ariano Suassuna, Delfim Santos e Vergílio Ferreira.

- 19º número (1º semestre de 2017): O Balanço da CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa ; Afonso de Albuquerque: 500 anos depois.

- 20º número (2º semestre de 2017): autores em destaque – José Rodrigues (no ano da sua morte); Raul Brandão (nos 150 anos do seu nascimento); Francisco Manuel de Melo (nos 350 anos da sua morte).

- 21º número (1º semestre de 2018) - temas e autores: Mais um Abraço a José Rodrigues; Fidelino de Figueiredo (nos 50 anos da sua morte); António Nobre e Raul Brandão (nos 150 anos do seu nascimento).

- 22º número (2º semestre de 2018): em destaque – V Congresso da Cidadania Lusófona; Dalila Pereira da Costa (nos 100 anos do seu nascimento); Francisco do Holanda (nos 500 anos do seu nascimento).

- 23º número (1º semestre de 2019): tema de abertura – A Lusofonia, avanços e recuos (10 anos após a criação do MIL: Movimento Internacional Lusófono).

Para o 23º número, os textos devem ser enviados até ao final de Dezembro.

Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).

Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.

Capa da NOVA ÁGUIA 22

Capa da NOVA ÁGUIA 22

EDITORIAL NOVA ÁGUIA 22

Em todos os seus números, a Revista NOVA ÁGUIA tem assumido o propósito de, sem qualquer complexo histórico, dar voz às várias culturas lusófonas. Eis o que neste número uma vez mais acontece, de forma particularmente eloquente, desde logo na secção de abertura, onde publicamos uma selecção de textos apresentados no V Congresso da Cidadania Lusófona, promovido pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono.

Na secção seguinte, publicamos uma dezena de textos sobre Dalila Pereira da Costa, cujo centenário do nascimento se comemora em 2018. Depois de já a termos homenageado no ano do seu falecimento (2012), promovemos este ano um Ciclo Evocativo sobre a sua Obra no Palacete Viscondes de Balsemão, no Porto, sua cidade natal, onde alguns dos textos que aqui publicamos foram apresentados em primeira mão.

A par de Dalila Pereira da Costa, Francisco de Holanda é a grande figura em destaque neste número da NOVA ÁGUIA. Em 2017 assinalaram-se os quinhentos anos do seu nascimento e o Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, em parceria com outras entidades, promoveu, na Biblioteca Nacional, em Lisboa, um Colóquio sobre a sua “Pintura e Pensamento”. No essencial, são os textos apresentados nesse Colóquio que aqui publicamos: dezena e meia de textos, que dão conta das diversas facetas de uma obra absolutamente singular no âmbito da cultura lusófona.

Temos depois uma série de outras “Evo(o)cações”, naturalmente mais breves: de Albano Martins, que nos deixou neste ano, até Dora Ferreira da Silva e Manuel Antunes (que completariam igualmente cem anos em 2018), passando por outras figuras não menos relevantes – nomeadamente, Ferreira Deusdado, falecido há cem anos (e que será o autor de referência do IV Colóquio do Atlântico, por iniciativa do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, da Universidade dos Açores e da Universidade Católica Portuguesa).

Na secção seguinte, “Outros voos”, mantemos essa senda lusófona, começando por dois ensaios: um sobre a “Expressão e Sentido da Saudade na poesia angolana e moçambicana”, outro sobre o “Ensino da Filosofia em Cabo Verde”. Como igualmente tem sido hábito, publicamos, em “Extravoo”, mais alguns inéditos – nomeadamente, de Agostinho da Silva e António Telmo, dois autores de referência para a NOVA ÁGUIA. Por fim, em “Bibliáguio”, publicamos uma série de recensões de algumas obras recentemente lançadas (parte das quais publicadas também com a nossa chancela), e, em “Memoriáguio”, registamos fotograficamente alguns eventos para memória futura.

A Direcção da NOVA ÁGUIA

Post Scriptum: Dedicamos este número, no plano pessoal, a Manuel Ferreira Patrício, que completou em Setembro oitenta anos (particularmente fecundos) de vida – no próximo número, publicaremos um extenso ensaio, de Emanuel Oliveira Medeiros, sobre a sua Obra. No plano institucional, dedicamos este número à Academia Internacional da Cultura Portuguesa, que, em Junho deste ano, honrou o MIL: Movimento Internacional Lusófono (e, por extensão, a NOVA ÁGUIA) com a distinção de “Instituição Honorária”. À Academia Internacional da Cultura Portuguesa, na pessoa de Adriano Moreira, o nosso público reconhecimento por tão honrosa distinção.

NOVA ÁGUIA Nº 22: ÍNDICE

NOVA ÁGUIA Nº 22: ÍNDICE

Editorial…5

CIDADANIA LUSÓFONA: V CONGRESSO

Intervenções de Adriano Moreira (p. 8), Braima Cassamá (p. 10), Delmar Maia Gonçalves (p. 11), Elter Manuel Carlos (p. 12), Isabel Potier (p. 15), Ivonia Nahak Borges (p. 16), Luísa Timóteo (p. 18), Maria Dovigo (p. 18), Mariene Hildebrando e Paulo Manuel Sendim Aires Pereira (p. 21), Valentino Viegas (p. 23), Zeferino Boal (p. 26) e Carlos Mariano Manuel (p. 27).

DALILA PEREIRA DA COSTA, 100 ANOS DEPOIS

DALILA PEREIRA DA COSTA: NOTA BIO-BIBLIOGRÁFICA | Rui Lopo…32

IN VOCAÇÃO | Alexandre Teixeira Mendes…35

DALILA PEREIRA DA COSTA E A MITOLOGIA PORTUGUESA | António Braz Teixeira…36

DALILA PEREIRA DA COSTA E A NATUREZA MATRIARCAL DE PORTUGAL | Artur Manso…42

A COROGRAFIA SAGRADA NA OBRA DE DALILA PEREIRA DA COSTA | Joaquim Domingues…51

ENCONTRO NA NOITE: ACERCA DO ONIRISMO MÍSTICO DE DALILA PEREIRA DA COSTA | José Rui Teixeira…56

COM DALILA NO REEGA…GAÇO DE ATAEE…GINA | Maria José Leal…61

DA SUBLIMAÇÃO DA MULHER NO PENSAMENTO DE DALILA PEREIRA DA COSTA | Maria Luísa de Castro Soares…67

DALILA: O PANO DE FUNDO OU UMA PREMISSA INTERPRETATIVA ESSENCIAL | Pedro Sinde…74

LEMBRANÇA DE UMA TESE DE DALILA | Pinharanda Gomes…76

FRANCISCO DE HOLANDA, 5 SÉCULOS DEPOIS

O SENTIDO METAFÍSICO DA CRIAÇÃO EM FRANCISCO DE HOLANDA: ARTE E SER | Américo Pereira…80

FRANCISCO DE HOLANDA, OU DE COMO DESENHAR OS NOVOS MUNDOS POR ACHAR | António Moreira Teixeira…83

FRANCISCO DE HOLANDA, O VARÃO ILUSTRE, CENSURADO E ESQUECIDO | Delmar Domingos de Carvalho…93

FRANCISCO DE HOLANDA: DA IMITAÇÃO À IDEIA | Idalina Maia Sidoncha…94

FRANCISCO DE HOLANDA E O DIÁLOGO LUSO-ITALIANO NO CONTEXTO DO RENASCIMENTO EUROPEU DO SÉC. XVI | José Almeida…101

FRANCISCO DE HOLANDA E O FUROR DIVINO | José Eliézer Mikosz…106

A VISÃO DE LIMA DE FREITAS SOBRE O OLHAR DE FRANCISCO DE HOLANDA | Lígia Rocha…113

A TEORIA ESTÉTICO-METAFÍSICA DA PINTURA DE FRANCISCO DE HOLANDA | Manuel Cândido Pimentel…121

A CIDADE DA ALMA EM FRANCISCO DE HOLANDA | Manuel Curado…126

FRANCISCO DE HOLANDA E A ARTE | Maria de Lourdes Sirgado Ganho…134

OS MEDALHÕES NA OBRA DE FRANCISCO DE HOLANDA | Maria Teresa Amado…127

APONTAMENTO SOBRE FRANCISCO DA HOLANDA | Mário Vítor Bastos…143

FRANCISCO DE HOLANDA: A CIRCULAÇÃO DO SABER EM ARQUITETURA NO SÉCULO XVI | Paulo de Assunção…153

A NOÇÃO DE ARTE COMO PARTICIPAÇÃO DA CRIAÇÃO DIVINA, NO MISTICISMO MANEIRISTA DE FRANCISCO DE HOLANDA | Samuel Dimas…165

A TEORIA DO PINTOR NA OBRA DE FRANCISCO DE HOLANDA | Teresa Lousa…170

OUTRAS EVO(O)CAÇÕES

AGOSTINHO DA SILVA | Pedro Martins…176

ALBANO MARTINS | António Fournier e António José Borges…181

ANTÓNIO BRAZ TEIXEIRA | Samuel Dimas…184

ANTÓNIO CABRAL | Manuela Morais…195

ANTÓNIO QUADROS | José Lança-Coelho…196

CASAIS MONTEIRO | António Braz Teixeira…197

DORA FERREIRA DA SILVA | Constança Marcondes César…200

FERREIRA DEUSDADO | Artur Manso…202

MANOEL TAVARES RODRIGUES-LEAL | Luís de Barreiros Tavares…212

MANUEL ANTUNES | Nuno Sotto Mayor Ferrão…216

MÁRCIA DIAS | Zeferino Boal…218

OUTROS VOOS

EXPRESSÃO E SENTIDO DA SAUDADE NA POESIA ANGOLANA E MOÇAMBICANA DA GERAÇÃO DE 1985 | António Braz Teixeira…220

BREVE REFLEXÃO SOBRE O ENSINO DA FILOSOFIA EM CABO VERDE | Elter Manuel Carlos…224

PARA UMA DECLARAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS DA MÃE | José Eduardo Franco…231

A FISSURA NA MURALHA OU O “PRINCÍPIO DA AUTODETERMINAÇÃO” | Pedro Sinde…233

DOZE DEAMBULAÇÕES PRÓ-LUSÓFONAS | Renato Epifânio…235

AUTOBIOGRAFIA 5 | Samuel Dimas…248

EXTRAVOO

VIDA CONVERSÁVEL - SEGUNDA PARTE (CONTINUAÇÃO) | Agostinho da Silva…262

DIÁLOGOS DO MÊS DE OUTUBRO (EXCERTO) | António Telmo…264

BIBLIÁGUIO

A VIA LUSÓFONA III | Miguel Real…270

AMADEO DE SOUZA-CARDOSO: A FORÇA DA PINTURA & A “RENASCENÇA PORTUGUESA”: PENSAMENTO, MEMÓRIA E CRIAÇÃO | Renato Epifânio…272

NO REGAÇO DE ATAEGINA | José Almeida…274

MESTRES DA LÍNGUA PORTUGUESA | Jorge Chichorro Rodrigues…275

POEMÁGUIO

RENASCER A SUL | Maria Luísa Francisco…30

EXPRESSAR UM ISMO; PROVA DEVIDA | António José Borges…31

ABORRECIMENTO | Arthur Grupillo…174-175

DOM SEBASTIÃO, O QUE NÃO DESCANSA; IBN QASI, TODA A VIDA NA MORTE | Jesus Carlos…215

FAZEMOS METÁFORAS; PEREGRINAÇÃO | Samuel Dimas…261

ROSTO; RESIDUAL; ARRAIS; CUNEIFORME; ANJO | Luísa Borges…268-269

CRONOS & KAIROS; PRINCIPIUM SAPIENTIAE | Paulo Ferreira da Cunha…279

MEMORIÁGUIO…280

MAPIÁGUIO…281

ASSINATURAS…281

COLECÇÃO NOVA ÁGUIA…284


Apresentação da NOVA ÁGUIA 22

Apresentação da NOVA ÁGUIA 22
24 de Outubro, no Palácio da Independência (Lisboa). Para ver o vídeo, clicar sobre a imagem...

Para agendar um lançamento: novaaguia@gmail.com; 967044286.

MAPIÁGUIO (mapa de locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA): Albufeira, Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Aljezur, Aljustrel, Allariz (Galiza), Almada, Almodôvar, Alverca, Amadora, Amarante, Angra do Heroísmo, Arraiolos, Assomada (Cabo Verde), Aveiro, Azeitão, Baía (Brasil), Bairro Português de Malaca (Malásia), Barcelos, Batalha, Beja, Belo Horizonte (Brasil), Bissau (Guiné), Bombarral, Braga, Bragança, Brasília (Brasil), Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Campinas (Brasil), Carnide, Cascais, Castro Marim, Castro Verde, Chaves, Cidade Velha (Cabo Verde), Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Freixo de Espada à Cinta, Fortaleza (Brasil), Guimarães, João Pessoa (Brasil), Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loulé, Loures, Luanda (Angola), Mafra, Mangualde, Marco de Canavezes, Mem Martins, Messines, Mindelo (Cabo Verde), Mira, Montargil, Montijo, Murtosa, Nazaré, Nova Iorque (EUA), Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense (Galiza), Ovar, Pangim (Goa), Pisa (Itália), Ponte de Sor, Pontevedra (Galiza), Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife (Brasil), Redondo, Régua, Rio de Janeiro (Brasil), Rio Maior, Sabugal, Sacavém, Sagres, Santiago de Compostela (Galiza), São Brás de Alportel, São João da Madeira, São João d’El Rei (Brasil), São Paulo (Brasil), Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Trofa, Turim (Itália), Viana do Castelo, Vila do Bispo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Foz Côa, Vila Nova de São Bento, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.

Nota: Muitos destes lançamentos, não só no país como por todo o espaço lusófono, só têm sido possíveis pelo apoio que a este projecto tem sido dado, desde a primeira hora, pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono. O nosso público reconhecimento por isso. Desta forma, a NOVA ÁGUIA tem tido uma projecção não apenas estritamente nacional mas lusófona.

PARA ASSINAR A NOVA ÁGUIA:

https://zefiro.pt/as-nossas-coleccoes-zefiro-revista-nova-aguia-assinaturas

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural
Ângelo Alves, "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo"

Manuel Ferreira Patrício, sobre o MIL e a NOVA ÁGUIA

Manuel Ferreira Patrício, sobre o MIL e a NOVA ÁGUIA
In AA.VV. "A Vida como Projecto. na senda de Ortega e Gasset", Universidade de Évora Edições, 2014, p. 13.
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domingo, 13 de junho de 2010

A subtil, a abissal diferença

A primeira vez que falei com o Doutor Fernando Nobre fiquei particularmente impressionado como o seu conhecimento da comunidade lusófona – ele, de facto, esteve já em muitos locais, por esse mundo fora. E conhece, a fundo, toda a nossa gente…

Com a mesma impressão fiquei, ainda mais reforçada, no nosso encontro lusófono de 10 de Junho. Para o Doutor Fernando Nobre, de facto, a lusofonia não é um mero artifício retórico, como é para muita gente, para usar apenas nalgum discurso mais solene. Ele, de facto, conhece, a fundo, a nossa História e, por isso, sabe onde está o nosso maior Horizonte de Futuro…

Nem sempre esse saber e esse sentir têm transparecido nas intervenções do Doutor Fernando Nobre – em particular nas entrevistas que tem concedido, desde logo porque as perguntas que lhe têm feito não é para esse Horizonte que apontam. Mas quando o Doutor Fernando Nobre tem a oportunidade de dar conta desse saber e desse sentir, imediatamente se percebe a subtil, a abissal diferença da sua candidatura face às demais…

In MILhafre:
http://mil-hafre.blogspot.com/2010/06/fernando-nobre-subtil-abissal-diferenca.html

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Fernando Nobre: o porta-voz da Comunidade Lusófona

O Doutor Fernando Nobre disse que tinha ficado muito emocionado e isso foi visível para todos. Foi uma sessão inolvidável, com testemunhos de muitos lugares do espaço lusófono - hoje, na Associação Caboverdeana, no encontro promovido pelo MIL. Somos, de facto, uma mesma comunidade – a comunidade lusófona – e o Doutor Fernando Nobre soube ser, nos seus dois discursos – de abertura e de encerramento da sessão – o porta-voz de toda essa Comunidade. Que assim continue, cada vez mais…

É hoje!



Com a presença de representantes de Timor-Leste, do Brasil, bem como dos PALOPs (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa), bem como ainda de outras regiões lusófonas (nomeadamente: Galiza, Goa, Macau e Malaca).

Com a presença de grandes figuras da cultura portuguesa.

10 de Junho: no dia de Camões, vamos celebrar a Comunidade Lusófona
Almoço aberto a membros de toda a Comunidade Lusófona
Convidado de Honra: Fernando Nobre

Local: Associação Caboverdeana
Rua Duque de Palmela, nº 2, 8º andar
Hora: 13 horas

Para mais informações: 967044286

Organização: MIL: Movimento Internacional Lusófono (http://www.movimentolusofono.org/)

segunda-feira, 7 de junho de 2010

O primeiro-ministro japonês

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A notícia fez manchete na passada semana: “o primeiro-ministro japonês anunciou oficialmente a sua demissão, após oito meses no poder”. Razão? Não ter podido cumprir uma promessa, que nem sequer dependia dele: “a transferência de uma base militar norte-americana da ilha de Okinawa”.

Bem se vê que este primeiro-ministro vive mesmo no outro lado do mundo. Se fosse cá, tudo ficaria na mesma: a quebra de uma promessa nunca foi motivo, entre nós, para um primeiro-ministro se demitir. A menos, claro está, que tivéssemos um Presidente da República que lhe lembrasse o óbvio: “Obviamente, demita-se”. Alguém com fibra. Alguém com a fibra de Fernando Nobre…

Publicado no MILhafre:
http://mil-hafre.blogspot.com/2010/06/fernando-nobre-e-o-primeiro-ministro.html

quinta-feira, 27 de maio de 2010

A marca lusófona

Ao falar tanto de lusofonia, ao tanto insistir na importância geoestratégica de todo o espaço lusófono para Portugal, Fernando Nobre afirma aquela que é porventura a grande marca da sua candidatura – a par da marca da independência, já que, de facto, nenhum dos dois outros candidatos se pode afirmar, sem se rir, como realmente supra-partidário.

E dá, sobretudo, mostra de uma fina lucidez – já que é aí, no espaço lusófono, que, em grande medida, está a chave para a resolução da grave crise estrutural em que vivemos…

Da lusofonia - emoção e razão

Não é por acaso que, dos três candidatos presidenciais, Fernando Nobre é, de longe, aquele que mais fala de lusofonia. Para ele, a condição lusófona não é uma figura de retórica.

Para tal, concorre desde logo o facto de ter nascido em Angola. E, sobretudo, o de ter conhecido, directamente, enquanto Presidente da AMI, muito do mundo lusófono. Por isso, por exemplo, quando o ouvimos falar da comunidade lusófona na Ásia, percebemos de imediato o quão genuína é a sua emoção. Para ele, o mundo lusófono não é um mapa encerrado num livro esquecido numa estante cheia de pó. É algo de vivo, que emocionadamente refere.

Emocionada e racionalmente. Dada a importância geoestratégica de todo esse espaço para Portugal…

Publicado no MILhafre:
http://mil-hafre.blogspot.com/2010/05/fernando-nobre-da-lusofonia-emocao-e.html

domingo, 23 de maio de 2010

Fernando Nobre: uma visão histórico-cultural do mundo e do país

O apoio à candidatura presidencial do Doutor Fernando Nobre é certamente um acto político. Mas é também, antes disso, um acto cultural.

A um Presidente não se pede apenas que tenha uma visão política do país e do mundo. Ele tem que ter, antes disso, uma visão histórico-cultural do mundo e do país. Só, de resto, tendo esta poderá ter aquela. Como já escrevi algures, a política será cultural ou não será…

Ora, dos três candidatos, o Doutor Fernando Nobre é, de longe, aquele que, pelo seu perfil e trajecto de vida, tem uma mais profunda visão histórico-cultural do mundo e do país. Por isso, não sendo ele um político, em sentido estrito, é também ele, dos três candidatos, aquele que tem uma mais alta visão política do país e do mundo.

Publicado no MILhafre:
http://mil-hafre.blogspot.com/2010/05/fernando-nobre-uma-visao-historico.html

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Dos “portugueses de segunda”

Curiosamente, foi uma expressão que ouvi duas vezes, neste último fim-de-semana. A primeira numa sessão em Torres Vedras, promovida pela Associação Coração em Malaca: alguém da assistência, que havia nascido em Moçambique, recordava, com pesar, esse estigma que pendia sobre todos aqueles nascidos no então chamado Ultramar. A segunda vez, proferida pelo próprio Fernando Nobre, num breve encontro na Feira do Livro de Lisboa, onde esteve a autografar os seus últimos livros.

Como se sabe, Fernando Nobre nasceu em Angola. E contou que muitos dos seus conterrâneos – não só de Angola, mas de todo o Ultramar – seguiam com muito interesse a sua candidatura porque, desde logo, o viam como “um dos seus”. Alguém que, finalmente, poderia superar esse estigma dos “portugueses de segunda”.

Mas “portugueses de segunda” não são apenas aqueles que nasceram no Ultramar. São também aqueles que, tendo nascido no território nacional, não têm as mesmas oportunidades do que “os outros”. Ou porque não têm o apelido certo, ou porque não militam em nenhum partido, etc., etc., etc.

Também desses “portugueses de segunda” Fernando Nobre poderá ser o candidato. Poderá, não – deverá.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

As duas faces da mesma (má) moeda

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O Governo Português anunciou hoje uma série de medidas que deitam por terra as ilusões alimentadas durante estes últimos anos e, sobretudo, na última campanha eleitoral. Que essas medidas tenham sido impostas pela União Europeia – ou, mais exactamente, pelos Estados mais fortes da União Europeia (outra ilusão que entretanto caiu) –, isso em nada desculpa este Governo.

Face a isso, o nosso candidato “da esquerda”, Manuel Alegre, disse simplesmente: “Não comento”. E o nosso candidato “da direita”, Cavaco Silva, nada disse, já que continua, supõe-se, em levitação papal…

Ficou célebre um artigo do nosso actual Presidente da República, a respeito do Governo de Santana Lopes, sobre “a má moeda”. Pois bem: chegou a hora de dizer que a má moeda continua e que Cavaco e Alegre são as suas duas faces. Nem com um nem com outro sairemos deste círculo vicioso: o primeiro, já se viu, ao longo de todo este tempo, prima pela impotência, que já nem sequer disfarça; o segundo está cada vez mais bloqueado pela ilusão que ele próprio criou a respeito da “união da esquerda”. Ora, esta, como sempre foi evidente (pelo menos, para os não mentecaptos), não tem qualquer programa de governação minimamente comum, a não ser no plano da retórica inconsequente.

Cada vez mais, a candidatura presidencial de Fernando Nobre, ao posicionar-se para além dos alinhamentos partidários e dos sectarismos ideológicos, é a porta de esperança que se abre…


Publicado no MILhafre:
http://mil-hafre.blogspot.com/2010/05/cavaco-e-alegre-as-suas-faces-da-mesma.html

domingo, 9 de maio de 2010

Carta aberta ao actual Presidente da República: apelo à sua desistência em favor do Doutor Fernando Nobre


Exmo. Senhor
Presidente da República Portuguesa
Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva

O Senhor corre o sério risco de ser o primeiro Presidente da República que, recandidatando-se ao cargo, perde as eleições. Como sabe, por regra, todos os Presidentes em exercício têm-se recandidatado e têm ganho, por larga margem. Escusado será dizer o quão humilhante seria, para si, ser o primeiro Presidente da República a não conseguir a reeleição.

Há muita gente que espera que isso aconteça. Não é propriamente o meu caso. Considero que, juízos políticos à parte, o Senhor tem um passado de Serviço ao Estado que deve ser respeitado. Eu, pelo menos, respeito-o. E, nessa medida, não ficaria contente por vê-lo sair pela porta pequena do Palácio de Belém.

O que ouso sugerir-lhe é, ao invés, uma saída pela porta grande. O Senhor poderia dirigir-se ao país e dizer algo próximo disto:
“Caros Compatriotas:
Como sabem, dediquei grande parte da minha vida a servir Portugal, nomeadamente no plano político – onde fui, sucessivamente, Ministro das Finanças, Primeiro-Ministro (por mais de uma década) e Presidente da República. Decerto, cometi muitos erros mas, podem estar certos disso, procurei, em cada momento, dar o melhor de mim.
Poderia prolongar esse serviço ao nosso país recandidatando-me ao cargo que, com muito honra, neste momento ocupo: o de Presidente da República.
Penso, contudo, que chegou a hora de me retirar. Depois de todos estes anos de contínuo serviço a Portugal, penso que tenho o direito de me dedicar mais à minha família.
Para mais, e esse foi para mim o argumento decisivo para não me recandidatar, há nestas eleições um candidato que, sem falsas modéstias, julgo poder cumprir melhor do que eu a função presidencial. Alguém realmente acima dos alinhamentos partidários e dos sectarismos ideológicos, alguém que não tem complexos em se assumir como um patriota e defender, como visão estratégica, a convergência entre todos os países lusófonos. Em suma, um homem de futuro e não refém do passado. Falo, obviamente, como todos já perceberam, do Doutor Fernando Nobre.
É com muita honra que, com este meu acto, contribuo para que ele seja o próximo Presidente de Portugal.”

Sei que, muito provavelmente, não seguirá esta sugestão. Tem todo o direito a fazê-lo. Mas depois não se queixe da sua sorte.

Muito respeitosamente
Renato Epifânio

Publicado no MILhafre:
http://mil-hafre.blogspot.com/2010/05/carta-aberta-ao-actual-presidente-da.html

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Carta enviada ao Jornal Público

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À Direcção do Jornal Público
Excelentíssimos Senhores

Enquanto leitor diário do vosso jornal, venho expressar a minha perplexidade por não terem feito qualquer referência ao primeiro grande acto de campanha da candidatura presidencial do Doutor Fernando Nobre – o jantar com quase meio milhar de apoiantes que decorreu no último Sábado, em Lisboa, onde o Doutor Fernando Nobre apresentou o seu mandatário local, Luís Represas, e onde fez um importante discurso, reiterando, por um lado, as traves-mestras da sua candidatura e, por outro, desenvolvendo algumas ideias relativas aos acontecimentos dos últimos tempos (nomeadamente, a da criação de uma “Agência Europeia de Rating”, que, a priori, nos salvaguardaria mais dos ataques especulativos de que temos sido alvo). Foi uma sessão muito participada, que encheu por inteiro o amplo espaço – como foi noticiado pela generalidade dos “media” e como posso eu próprio testemunhar, já que lá estive, a título pessoal e em representação do MIL (Movimento Internacional Lusófono), um movimento cultural e cívico que decidiu apoiar esta candidatura – por duas razões, essencialmente:
- em primeiro lugar, porque, tal como disse o próprio Doutor Fernando Nobre na Apresentação da sua Candidatura, “Portugal precisa de um Presidente que venha verdadeiramente da sociedade civil, que seja independente, que nada precise da política e que conheça bem o país e o mundo”. Para mais, na situação de grave crise estrutural em que vivemos;
- em segundo lugar, porque o Doutor Fernando Nobre tem desde há muito defendido o reforço dos laços entre os países lusófonos – não só no plano cultural, mas também social, económico e político, tendo em vista a criação de uma verdadeira Comunidade Lusófona, no aprofundamento da CPLP: objectivo maior do MIL. A nosso ver, de resto, só essa reorientação estratégica de Portugal poderá dar resposta a essa situação de grave crise estrutural.

A minha perplexidade é tanto maior porquanto, uns dias antes, o vosso jornal deu destaque à notícia da saída de um elemento da comissão da candidatura do Doutor Fernando Nobre.
Face a isso, pergunto: o vosso jornal tem alguma reserva editorial em relação a esta candidatura ou a omissão aqui denunciada foi apenas um lapso?

Desde já grato pela atenção
Muito cordialmente
Renato Epifânio
Porta-Voz do MIL: Movimento Internacional Lusófono
(www.movimentolusofono.org)

domingo, 28 de março de 2010

Fernando Nobre: serei então de “esquerda” ou de “direita”?

Três ideias fortes de uma entrevista ao Doutor Fernando Nobre

1. Portugal deve ser pensado não apenas no espaço europeu mas também no espaço lusófono, que de resto extravasa o espaço da CPLP. Há em todo esse espaço um potencial cultural – mas também social, económico e político – ainda por cumprir. Nessa reorientação estratégica de Portugal está a chave da resolução da grave crise estrutural em que vivemos.

2. A regeneração da democracia em Portugal passa por dar mais poder à sociedade civil – e daí, também, a importância desta candidatura. Só um candidato não dependente e por isso não refém da partidocracia tem condições efectivas para dar mais poder à sociedade civil.

3. A antinomia “esquerda-direita” confunde mais do que esclarece – perguntou o próprio Doutor Fernando Nobre: na medida em que me assumo como “patriota” e “lusófono”, tenderei a ser considerado como “de direita”; enquanto pessoa que sempre teve “preocupações sociais”, tenderei a ser considerado como “de esquerda”. Serei então de “esquerda” ou de “direita”?

Também publicado no MILhafre:
http://mil-hafre.blogspot.com/2010/03/fernando-nobre-serei-entao-de-esquerda.html

domingo, 21 de março de 2010

Dos poderes presidenciais


Foi hoje manchete nalguns órgãos de comunicação social a seguinte declaração do actual Ministro da Presidência: "Não cabe a um Presidente da República ter um programa alternativo de governação".

Passando por cima do contexto, que não é aqui o mais relevante, registe-se a intenção deste Governo de, à partida, diminuir a importância das próximas eleições presidenciais. O que até se compreende: no nosso regime, os poderes do Governo e do Presidente são tendencialmente conflituantes*.

De resto, essa é uma discussão que, volta e meia, reemerge: daí, por exemplo, a proposta para que o Presidente da República passe a ser eleito apenas pelos deputados. Mais do que qualquer outra mudança constitucional, nada mais diminuiria a legitimidade do Presidente e, nessa medida, o seu Poder.

Eleito directamente pelo Povo, numa eleição em que tem que ter sempre maioria absoluta (daí a importância da 2º volta), qualquer Presidente tem sempre – ou quase sempre – mais legitimidade democrática do que qualquer Primeiro-Ministro. Nomeadamente, do que o actual – veja-se a percentagem das pessoas que nele votaram, mesmo já tirando a abstenção.

É certo que não lhe cabe determinar um “programa de governação”. Mas isso é, em grande medida, um sofisma. Enquanto Chefe de Estado, nenhum Governo pode executar um programa de governação com o qual, em geral, o Chefe de Estado realmente discorde. Se isso acontecer, só lhe resta uma solução: demitir o Governo.

É, de resto, nesse recurso que reside o grande poder presidencial. Até porque, ao poder demitir o Governo, o Presidente é sempre, por acção ou por omissão, co-responsável por ele. Mais exactamente, pelo tal “programa de governação”.

É certo que a maior parte dos Presidentes que temos tido não têm exercido o seu poder. Mas isso não é porque não o tenham. Apenas porque, em geral, querem evitar o desgaste que sempre o exercício de poder envolve. É sempre mais fácil dizer: “isso é da inteira responsabilidade do Governo”. E ficar de braços cruzados, a assistir, tranquilamente, ao naufrágio, como se não estivéssemos todos no mesmo barco, Presidente incluído.

Algo que, estamos certos, o Doutor Fernando Nobre, caso venha a ser eleito, não fará.



* O nosso sistema político, na sua aparente esquizofrenia bicéfala, tem, contudo, uma virtualidade, ainda não, de todo, explorada. Em vez de termos um Primeiro-Ministro e um Presidente que passam a vida a vigiar-se mutuamente, para gáudio dos media mas para cada vez maior indiferença da população, deveríamos ter um Primeiro-Ministro que se ocupasse sobretudo com o curto-médio prazo, ou seja, com a gestão económico-financeira do país, e um Presidente que, liberto dessas questões mais imediatas, olhasse mais longe, mais alto, promovendo uma visão estratégica para o país. Que cada vez mais dela carece.

Também publicado no MILhafre:
http://mil-hafre.blogspot.com/2010/03/dos-poderes-presidenciais.html

domingo, 14 de março de 2010

Obviamente, o MIL esteve presente...





Algumas frases do discurso de Fernando Nobre no Encontro de Voluntários do sul de Portugal de 13 de março de 2010


Cidadão suprapartidário que eu sou, o que não quer dizer que não faço política, faço política há mais de 30 anos.
Eu não sou contra nenhum partido político ou contra os políticos
Tenho amigos em todos os quadrantes da vida política portuguesa. Falei com um amigo de cada partido depois de ter tomado a minha decisão
A democracia não se esgota nos partidos políticos, a democracia vai muito para além dos partidos e a cidadania é um pilar essencial de qualquer estrutura humana.
A minha candidatura não vai contra nenhuma pessoa em particular ou contra os partidos políticos ou contra os políticos.
É uma candidatura de Justiça Social.
É preciso um projeto de mobilização da sociedade portuguesa.
Eu que sou pai de 4 filhos estou particularmente preocupado com a nossa juventude. Já ouvi alguém dizer que faz parte de uma "geração traída" e sinto a minha responsabilidade como se alguma forma eu tivesse também traído essa geração.
Fico particularmente triste quando me apercebo que mais de cem licenciados por dia deixam o nosso país sem ideia de retorno.
Eu acredito em Portugal por isso é que o lema da minha candidatura é "Acreditar em Portugal". Porque acreditamos que o nosso país pode ter um futuro.
O pilar do Estado a que me candidato tem funções importantíssimas e insubstituíveis.
O pilar da Economia que todos queremos que seja mais cidadã e que nos coloque como seres humanos.
Eu nunca vivi da política mas acredito que tenho os atributos necessárias e suficiente onde poderei criar os pontos de união.
Estar em Portugal é estar no mundo, não só o retângulo que temos com as ilhas dos Açores e a Madeira, mas também com os PALOPs e um mundo que corro há mais de 30 anos.
Eu não vou para Belém para viajar, para descansar, vou para mobilizar. Tenho força anímica suficiente para mobilizar Portugal.
Ao contrário dos comentadores e carpideiras eu tenho dignificado o nosso país.
Não aceito a ideia de nunca ter tido uma ideia política. Até dita por pessoas que dizem que lêem livros. Que leiam os livros que tenho escrito sobre Portugal.
A decisão a concorrer à Presidência da República é uma decisão unipessoal. É um cidadão que se candidata por imperativo de consciência e porque sinceramente acredito em Portugal.
Não podemos continuar a viver numa sociedade em que temos tantos idosos a viver tão mal. Em Portugal há mais de 300 mil idosos com reformas inferiores a 200 euros. Neste país onde a nossa juventude já não acredita que num pais com desigualdades tão profundas.
Não venham com flechas inúteis, de ser isto ou anti aquilo. O meu objetivo é unir os portugueses. Só quem não me conhece é que pode pensar que haja qualquer força que possa empurrar-me para um sítio onde eu não quero ir, serei Presidente da República porque eu quero ir e convosco será possível.
É uma candidatura que nasce da cidadania verdadeira, de vocês, de nenhum apoio partidário.
Quero ver se os portugueses são - como dizem - um povo de carneiros e se se vai bater e acreditar no seu futuro.
Vamos trabalhar para demonstrar que Portugal merece estar nos lugares cimeiros da humanidade, sendo um dos povos ímpares que marcou a humanidade.
O que interessa é mobilizar o país, dinamizar a nossa juventude, olhar para o mundo, na Lusofonia global.

Veja também o vídeo no MILhafre:
http://mil-hafre.blogspot.com/2010/03/videos-da-intervencao-do-dr-fernando.html

domingo, 21 de fevereiro de 2010

"um acto de política maior"

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Enquanto membro do MIL, saúdo a decisão de apoiar a Candidatura de Fernando Nobre, pelas razões que passo a esclarecer:

1. O MIL é um movimento cívico, cultural, filosófico e político que se reivindica a) do legado de Agostinho da Silva e Gilberto Freyre (os nossos contemporâneos que mais desbravaram o caminho do que idealmente a lusofonia poderá ser), e b) também do legado da Renascença Portuguesa, onde se destacam, entre muitos outros, os nomes de Teixeira de Pascoaes, Leonardo Coimbra, António Sérgio e Fernando Pessoa (homens que tentaram indicar rumos a Portugal, aos Portugueses e aos políticos numa altura de crise do regime republicano).

1. 1. Esta dupla filiação espiritual do MIL marca a abrangência do Movimento Internacional Lusófono: por um lado, fazer da lusofonia uma realidade civilizacional para além da mera política e das divisões nacionais; por outro, erguer Portugal a exemplo modelar de justiça social, de democracia, de liberdade e de cumprimento da Carta dos Direitos Humanos. Este ideário, para que se cumpra no espaço lusófono, requer alterações políticas cruciais, porque somente realizaremos a lusofonia: se cada um dos países lusófonos concretizar a nível interno as sementes deste ideal de civilização comum.

2. O MIL é um movimento apartidário, que tem tentado convocar esforços e alertar consciências para uma nova forma de entender a política e a lusofonia. Ao ser apartidário, conserva o MIL a sua equidistância em relação a ideologias e grupos de interesse, e é essa equidistância que tem constituído a grande abertura que lhe vem sendo reconhecida, e que tem permitido a conjugação no seu seio de pessoas das mais diversas convicções ideológicas e religiosas; no MIL estão pessoas de Esquerda e de Direita, de diferentes religiosidades e sem nenhuma (ateus, agnósticos), e ainda com diferentes concepções de sociedade e regime, (republicanos, monárquicos, anarquistas); enfim, mundos... na constelação de boas intenções, reflexão e iniciativas que o MIL já é.

2. 1. Ao ser o MIL apartidário não significa que é apolítico ou contra os partidos – o livre exercício político é um direito da cidadania democrática e os partidos o garante da própria democracia. Não obstante, a vida política e a cidadania, no sentido essencial e filosófico profundo, não se esgotam nos partidos e na historicamente precária e socialmente fracturante e parcial visão das ideologias... e no início deste novo século, em que estamos, imensos são já os sinais do estertor das ideologias que herdámos do século XX; a deriva política de partidos que se afastam do seu próprio património ideológico; práticas governativas corruptas e pactuantes com um sistema económico global responsável pelas assimetrias na distribuição da riqueza, numa promiscuidade intolerável entre políticos (eleitos pelos povos) e os agentes económicos (que nenhum povo elege e que perseguem interesses egoístas e individuais, quase nunca preocupados com o bem estar colectivo e sem outra pátria, que não o dinheiro); a redução da democracia a partidocracia, transformando eleições livres numa mera caça ao voto por parte de quadrilhas políticas, que tudo prometem com débeis intenções de cumprir, fazendo do voto democrático uma espécie de mal necessário que permite o acesso a cargos públicos. Tudo isto é uma perversão da própria democracia, e uma perda de legitimidade da política partidária, que alastra pela maioria dos regimes democráticos, com o crescimento da abstenção a números preocupantes e a que os políticos têm feito vistas grossas.

3. O MIL tem um ideal de civilização lusófona, de sociedade, de civismo e de prática política que não aceita pactuar com o actual estado de baixa política, de injustiça social e de incumprimento da Carta dos Direitos Humanos, seja em Portugal, seja em qualquer das nações lusófonas... e bem sabemos da gravidade de muito que se passa no espaço lusófono e de como está por cumprir esse ideal e da luta que temos, e teremos, pela frente.

3. 1. É neste âmbito que, no meu entender, o apoio do MIL à Candidatura do cidadão Fernando Nobre à Presidência da República Portuguesa, que se apresentou aos Portugueses sem requerer o apoio expresso de nenhuma força partidária e com claro ideário lusófono, realiza os valores espirituais, civilizacionais e de justiça que são a alma do Movimento Internacional Lusófono. A personalidade humanista do candidato e o seu valor dispensam elogios, porém o modo superiormente ético de abraçar o acto político de se propor ao mais elevado cargo da nação como um simples cidadão – são um exemplo de política e cidadania, cada vez mais raro, que pode anunciar uma nova época para Portugal, motivadora de todos os países lusófonos, por onde a democracia também anda enferma.

Este apoio em nada partidariza o MIL, ou o encerra adentro de fronteiras – muito pelo contrário, é um acto de política maior, e de humanismo universalista, que só nos pode inspirar a todos.


Um abraço a todos os lusófonos.

Queluz, 21 de Fevereiro de 2010,
Jesus Carlos


Publicado no MILhafre:
http://mil-hafre.blogspot.com/2010/02/enquanto-membro-do-mil-saudo-decisao-de.html

sábado, 20 de fevereiro de 2010

O MIL APOIA O DOUTOR FERNANDO NOBRE NAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2011


1. O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO orgulha-se de ter sido a primeira entidade, em todo o espaço lusófono, a apoiar a Candidatura do Doutor Fernando Nobre à Presidência da República Portuguesa.

2. Fizemo-lo porque, tal como disse o próprio Doutor Fernando Nobre na Apresentação da sua Candidatura, “Portugal precisa de um Presidente que venha verdadeiramente da sociedade civil, que seja independente, que nada precise da política e que conheça bem o país e o mundo”. Recordamos que o MIL tem assumido uma posição radicalmente crítica da Partidocracia que tanto tem desgovernado este país e que tanto se tem governado à conta dele, tendo inclusivamente já defendido a possibilidade de candidaturas independentes à Assembleia da República.

3. Tão ou mais importante do que isso, o Doutor Fernando Nobre assume-se, sem complexos, como um “patriota”, como alguém que tem “orgulho de ser português” e que compreende bem a importância estratégica da “lusofonia”, da “lusofonia à dimensão do mundo”. Se vier a ser eleito, estamos convictos que o Doutor Fernando Nobre tudo fará para reforçar os laços entre os países lusófonos – não só no plano cultural, mas também social, económico e político, tendo em vista a criação de uma verdadeira Comunidade Lusófona, no aprofundamento da CPLP. Porque esse é também o objectivo maior do MIL, apoiamos, sem reservas, a Candidatura Presidencial do Doutor Fernando Nobre.

4. Sendo esta a posição institucional do MIL, e porque valorizamos em máxima medida a Liberdade – ao contrário, precisamente, dos Partidos, sempre prontos a declarar a “disciplina de voto” –, respeitaremos quem, no âmbito do nosso movimento cultural e cívico, não nos acompanhar nesta posição.

MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO (http://www.movimentolusofono.org/)
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O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO é um movimento cultural e cívico que conta já com mais de 2 MIL adesões, de todos os países da CPLP.Se quiser aderir ao MIL, basta enviar um e-mail: adesao@movimentolusofono.orgIndicar: nome, e-mail e área de residência.

MIL-COMISSÃO EXECUTIVA:António José Borges, Casimiro Ceivães, Eurico Ribeiro, José Pires F., Renato Epifânio (porta-voz) e Rui Martins.


MIL-CONSELHO CONSULTIVO:Alexandre Banhos Campo (Galiza), Amândio Silva (Portugal), Amorim Pinto (Goa), Artur Alonso Novelhe (Galiza), Carlos Frederico Costa Leite (Brasil), Carlos Vargas (Portugal), Fernando Sacramento (Portugal), Francisco José Fadul (Guiné-Bissau), Jorge Ferrão (Moçambique), Jorge da Paz Rodrigues (Portugal), José António Sequeira Carvalho (Portugal), José Jorge Peralta (Brasil), José Luís Hopffer Almada (Cabo Verde), José Manuel Barbosa (Galiza), Lúcia Helena Alves de Sá (Brasil), Luís Costa (Timor), Luísa Timóteo (Malaca), Manuel Duarte de Sousa (Angola), Miguel Real (Portugal), Miriam de Sales Oliveira (Brasil), Nuno Rebocho (Portugal), Octávio dos Santos (Portugal), Paulo Daio (São Tomé e Príncipe), Paulo Pereira (Brasil) e Vitório Rosário Cardoso (Macau).

Começaram os ataques: bom sinal...




"À primeira vista Fernando Nobre, talvez desiludido pelo que viu (ou conhece) dos partidos que por aí andam, parece convertido ao mito da ligação 'directa' de um indivíduo à massa anónima do país, com quem quer, segundo declarou, estabelecer um 'contrato'. Com certeza não percebe quanto essa ideia, manifestamente inspirada na experiência da AMI, leva, na essência, a um populismo reaccionário e ditatorial".

Vasco Pulido Valente, in Público, 20.02.10



Publicado no MILhafre:
http://mil-hafre.blogspot.com/2010/02/comecaram-os-ataques-bom-sinal.html