EM TODO O PAÍS & MUNDO LUSÓFONO: LANÇAMENTOS NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI

Desde 2008, "a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português".

A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.

A NOVA ÁGUIA pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu “espírito”, adaptado ao século XXI, conforme se pode ler no nosso
Manifesto.

Tal como n’ A Águia, temos tido o contributo das mais relevantes figuras da Cultura Lusófona...

Para o 26º número, os textos devem ser enviados até ao final de Junho.

Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).
Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).

Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.

Lançamento da NOVA ÁGUIA 25

Lançamento da NOVA ÁGUIA 25
10 de Março, no Palácio da Independência (na foto: Miguel Real, António Braz Teixeira, Renato Epifânio e Abel Lacerda Botelho). Para ver o vídeo, clicar sobre a imagem...

Para agendar um lançamento: novaaguia@gmail.com; 967044286.

MAPIÁGUIO (mapa de locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA): Albufeira, Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Aljezur, Aljustrel, Allariz (Galiza), Almada, Almodôvar, Alverca, Amadora, Amarante, Angra do Heroísmo, Arraiolos, Assomada (Cabo Verde), Aveiro, Azeitão, Baía (Brasil), Bairro Português de Malaca (Malásia), Barcelos, Batalha, Beja, Belo Horizonte (Brasil), Bissau (Guiné), Bombarral, Braga, Bragança, Brasília (Brasil), Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Campinas (Brasil), Carnide, Cascais, Castro Marim, Castro Verde, Chaves, Cidade Velha (Cabo Verde), Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Freixo de Espada à Cinta, Fortaleza (Brasil), Guimarães, João Pessoa (Brasil), Juiz de Fora (Brasil), Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loulé, Loures, Luanda (Angola), Mafra, Mangualde, Marco de Canavezes, Mem Martins, Messines, Mindelo (Cabo Verde), Mira, Montargil, Montijo, Murtosa, Nazaré, Nova Iorque (EUA), Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense (Galiza), Ovar, Pangim (Goa), Pisa (Itália), Ponte de Sor, Pontevedra (Galiza), Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife (Brasil), Redondo, Régua, Rio de Janeiro (Brasil), Rio Maior, Sabugal, Sacavém, Sagres, Santarém, Santiago de Compostela (Galiza), São Brás de Alportel, São João da Madeira, São João d’El Rei (Brasil), São Paulo (Brasil), Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Trofa, Turim (Itália), Viana do Castelo, Vila do Bispo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Foz Côa, Vila Nova de São Bento, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.

Nota: Muitos destes lançamentos, não só no país como por todo o espaço lusófono, só têm sido possíveis pelo apoio que a este projecto tem sido dado, desde a primeira hora, pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono. O nosso público reconhecimento por isso. Desta forma, a NOVA ÁGUIA tem tido uma projecção não apenas estritamente nacional mas lusófona.

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural
Ângelo Alves, "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo"

Manuel Ferreira Patrício, sobre o MIL e a NOVA ÁGUIA

Manuel Ferreira Patrício, sobre o MIL e a NOVA ÁGUIA
In AA.VV. "A Vida como Projecto. na senda de Ortega e Gasset", Universidade de Évora Edições, 2014, p. 13.
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terça-feira, 15 de junho de 2010

16 de Junho




Acto da Primavera, de Manoel de Oliveira, ou como os aldeões transmontanos salvaram o Cinema
CONFERÊNCIA de Guillaume Bourgois, dia 16 de Junho, às 18h, Auditório 1 da FCSH (Av. Berna, n. 26)

Licenciado em Filosofia, mestre em Letras Modernas e doutorado em Cinema, Guillaume Bourgois é um estudioso da obra de Manoel de Oliveira. Nos seus artigos e conferências tem analisado o trabalho do cineasta português nos seus cruzamentos com a obra de escritores e pensadores como Dostoievski, Bresson, Fernando Pessoa ou Camilo Castelo Branco.

No dia 16 vem à FCSH falar de Acto de Primavera (1961), obra paradoxal que, através da captação de um espectáculo tradicional (representação anual do mistério da vida de Cristo), reflecte sobre a Modernidade e os seus preconceitos. O filme é analisado também enquanto precursor do Novo Cinema Português, e obra de resistência ao Estado Novo, ao lado de filmes de João César Monteiro ou Paulo Rocha. Explicará ainda porque entende que seja este um "filme sobrenatural".

Agradecemos a vossa presença e divulgação.

sábado, 24 de abril de 2010

"PARE, ESCUTE, OLHE"

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O documentário estreou nos cinemas a 8 de Abril e cerca de três mil espectadores viram o filme nos cinemas Lusomundo Amoreiras, Parque Nascente, Cinema City Alvalade, e nas exibições descentralizadas em Torres Novas, Vila Real, Mirandela, Guarda, Faro, Tavira, Castelo Branco e Redondo.

Após visionarem o documentário, são muitos os e-mails a questionar o que podem fazer, como podem intervir para a defesa do património do vale do Tua. Por esse motivo, em conjunto com a QUERCUS, MOVIMENTO CÍVICO PELA LINHA DO TUA, GEOTAS, COAGRET, e outros movimentos sociais, foi lançado um manifesto online pela preservação do vale do Tua (http://www.peticao.com.pt/vale-do-tua) e um “Apelo aos deputados”. Já foram enviadas mais de duzentas cartas.


Assim, todos aqueles que vêm o documentário e se sentem indignados ou revoltados podem escrever aos deputados – representantes do povo – e manifestar o seu sentimento através do site:

www.pareescuteolhe.com
ou http://www.earth-condominium.com/cartabarragens/




TRAILER SITE TEASER AMANHECER TEASER BARRAGENS www.pareescuteolhe.com



SINOPSE

Dezembro de 91. Uma decisão política encerra metade da centenária linha ferroviária do Tua, entre Bragança e Mirandela. Quinze anos depois, o apito do comboio apenas ecoa na memória dos transmontanos. A sentença amputou o rumo de desenvolvimento e acentuou as assimetrias entre o litoral e o interior de Portugal, tornando-o no país mais centralista da Europa Ocidental.

Os velhos resistem nas aldeias quase desertificadas, sem crianças. A falta de emprego e vida na terra leva os jovens que restam a procurar oportunidades noutras fronteiras. Agora, o comboio que ainda serpenteia por entre fragas do idílico vale do Tua é ameaçado por uma barragem que inundará aquela que é considerada uma das três mais belas linhas ferroviárias da Europa.

PARE, ESCUTE, OLHE é uma viagem por um Portugal profundo e esquecido, conduzida pela voz soberana de um povo inconformado, maior vítima de promessas incumpridas dos que juraram defender a terra. Esses partiram com o comboio, impunes. O povo ficou, isolado, no único distrito do país sem um único quilómetro de auto-estrada.


FICHA TÉCNICA

Direcção Fotografia, Edição e Realização Jorge Pelicano Assistente Realização Rosa Teixeira Da Silva Pesquisa e Desenvolvimento Jorge Pelicano Rosa Teixeira Da Silva Música Original Manuel Faria, Frankie Chavez, Francisco Faria Produção Costa do Castelo Filmes Produtor Paulo Trancoso Captação de Ambientes Filipe Tavares, Joaquim Pinto Mistura e Edição de Som João Ganho Arquivo Ferroviário Joaquim Mendes, Bob Docherty, Fernando Nunes, Marco Prata

Co-Produção Sic Televisão Apoio Financeiro Fica

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Ciclo de Cinema Italiano, no Porto

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Nascido de uma troca de ideias entre a Reitoria da Universidade do Porto, o Consulado Honorário de Itália no Porto (já parceiros institucionais na apresentação da exposição sobre a Capela degli Scrovegni de Giotto), o Instituto Italiano de Cultura de Lisboa e a Associação Socio-Culturale Italiana del Portogallo, o ciclo de projecções de filmes italianos que apresentamos nos meses de Abril e Maio de 2010, destina-se a oferecer um panorama de trabalhos recentes de realizadores italianos, já afirmados ou estreantes que até à presente data nunca estiveram integrados em programações culturais da cidade do Porto.

O ciclo com o título "As Tardes Italianas" representa mais uma oportunidade para reforçar a colaboração, já profícua, entre as entidades acima referidas contribuindo assim para afirmar um intercâmbio de actividades culturais mais intenso entre as instituições: com efeito, na sessão de abertura, vai ser assinado um Protocolo de colaboração para que os públicos da Comunidade Académica da Universidade do Porto e da Comunidade Italiana se possam cruzar nas iniciativas promovidas em conjunto.

Programa:

20 de Abril -17h30
"La Rabbia di Pasolini"
Giuseppe Bertolucci
Pier Paolo Pasolini

27 de Abril - 18h30
"Apnea"
Roberto Dordit

29 de Abril - 18h30
"La seconda notte di Nozze"
Pupi Avati

4 de Maio - 18h30
"La Febbre"
Alessandro D´Alatri

11 de Maio - 18h30
"I demoni di San Pietroburgo"
Giuliano Montaldo

13 de Maio - 18h30
"Il maestro Degli Errori"
Pietro Maria Benfatti

18 de Maio
"Il vento fa il suo giro"
Giorgio Diritti

20 de Maio
"L´Abbuffata"
Mimmo Calopresti

25 de Maio
"La Masseria Delle Allodole"
Paolo e Vittorio Taviani

27 de Maio
"Centochiodi"
Ermanno Olmi

Local - Auditório Gomes Teixeira (Reitoria da Universidade do Porto)
Entrada livre
Informações: rrodrigues@reit.up.pt

quinta-feira, 8 de abril de 2010

HISTÓRIA DO CINEMA

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19 de Abril a 29 de Junho de 2010

Curso HISTÓRIA DO CINEMA I
o cinema mudo

Formador:
Lauro António
Promoção e Organização:
Europa Viva
Parceria:
Reitoria da Universidade de Lisboa

Programa

Sessão 1 – O nascimento do cinema
Filmes dos Lumiére e Méliès.

Sessões 2 e 3 – O nascimento da narrativa clássica
Filmes
“O Nascimento de uma Nação” e “O Lírio Quebrado” de David Griffith.

Sessões 4, 5 e 6 – O Expressionismo
Filmes “O Gabinete do Dr. Caligari” de Robert Wiene, “Metropolis” de Fritz Lang, “Nosferatu” de F.W. Murnau

Sessões 7 e 8 - Surrealismo e Vanguardas
Filmes “Un Chien Andalou” e “L’ Age d’Or”, ambos de Luís Buñuel e “Berlim, Sinfonia de uma Cidade” de Walther Ruttmann.

Sessões 9 e 10 – O construtivismo soviético
Filme “O Couraçado Potemkin” de Sergei Eisenstein, e “O Homem da Máquina de Filmar” de Dziga Vertov

Sessões 11 e 12 – O burlesco americano
Filmes “A Quimera do Ouro”, de Charles Chaplin, e “Pamplinas, Maquinista”

FILMES A EXIBIR EXTRA SESSÕES
“FANTOMAS” de Louis Feuillade
“CABÍRIA” de G. Patrone
“O TESOURO DE ARNE” de Mauritz Stiller
“OUTUBRO” de Sergei Eisenstein.
“A MÃE” de Pudovkin
“AURORA” de F. W. Murnau
“O ANJO AZUL” de Sternberg
“MATOU” de Fritz Lang

Calendário

19, 20, 26 e 27 de Abril
3, 17, 24, 31 de Maio
7, 21, 28 e 29 de Junho

Horário

18:30 – 20:00

Local

Reitoria da Universidade de Lisboa
20 e 26 de Abril - Espaço Europa Viva – Edifício C 7 – Faculdade de Ciências - Cidade Universitária

Preços para Sócios da Europa Viva e Estudantes UL

Curso História do Cinema I - 90€

Condições de pagamento: 40€ no acto de inscrição + 50€ até ao dia 31 de Maio

Curso História do Cinema I + Ciclo Cinemas da Europa - 190€

Condições de pagamento: 40€ no acto de inscrição + 50€ até ao dia 31 de Maio + 50€ até ao dia 31 de Agosto + 50€ até ao dia 30 de Novembro

Preços para o restante público

Curso História do Cinema I - 120€

Curso História do Cinema I + Ciclo Cinemas da Europa - 220€

Condições de pagamento: 50% no acto da inscrição + 50% até a um mês antes do fim da iniciativa

Inscreva-se pelos e-mails:

paulalemos@europaviva.eu
europaviva@europaviva.eu

Ou pelos telefones:

91 901 48 72
96 565 38 34

quinta-feira, 16 de julho de 2009

''Riten'', Ingmar Bergman, 1969



"O poderio é uma coisa magnífica, e útil para muitos propósitos; porque 'vai-se mais longe com uma mão cheia de poder do que com uma mala cheia de verdades'."

Max Stirner

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Cinema: Programa de fomento ao documentário vai mostrar "visão contemporânea" da CPLP

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Lisboa, 06 Abr (Lusa) - O director-geral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) sublinhou hoje, em Lisboa, a importância da criação de um programa de produção de documentários que irá mostrar "uma visão contemporânea" dos países-membros.
Hélder Vaz falava durante a sessão de lançamento do Programa de Fomento à Produção e Teledifusão do Documentário da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (DOCTV CPLP), que decorreu hoje, em Lisboa, com a presença do ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro.
Também estiveram presentes o director do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), José Pedro Ribeiro, e o presidente da RTP, Guilherme Costa, entidades directamente envolvidas na iniciativa.
"A divulgação destes documentários permitirá projectar em todos os espaços da CPLP um olhar moderno, contemporâneo, sobre as nossas sociedades. Para além do património e da história que comungamos, temos de comungar o dia-a-dia dos estados-membros" da comunidade, defendeu Hélder Vaz.
O programa "é um contributo para a qualificação, formação e partilha de conhecimentos entre as televisões dos estados-membros, e também dos realizadores e produtores independentes", salientou ainda o responsável da CPLP.
Aprovado na reunião extraordinária dos Ministros da Educação e da Cultura da CPLP que decorreu em Lisboa, em Novembro do ano passado, o primeiro Programa DOCTV CPLP vai ter um orçamento de um milhão de euros, envolvendo apoio à produção, formação e a realização de um concurso internacional para a criação de documentários.
Por seu turno, o ministro da Cultura, Pinto Ribeiro, aplaudiu a ideia, que atribuiu ao ministro da Cultura do Brasil, Juca Ferreira, a partir de uma experiência semelhante realizada no Brasil, no quadro dos países da América Latina.
"Este projecto é especialmente interessante por ser realizado no âmbito da CPLP, e porque tem a ver com a língua portuguesa", sublinhou o governante, recordando que este é um elo que liga cerca de 250 milhões de falantes, "noventa e cinco por cento dos quais a viver fora do território português e da Europa".
O Programa DOCTV CPLP "visa também consolidar, expandir e exprimir uma forma artística baseada na cultura de língua portuguesa", observou ainda Pinto Ribeiro, reiterando que o Ministério da Cultura definiu a língua "como um vector essencial" da sua actividade política.
No âmbito deste programa, cuja candidatura estará acessível em www.ica-ip.pt, cada membro da CPLP vai eleger um projecto de documentário que receberá 50 mil euros para ser produzido em seis meses.
Os documentários serão apresentados em Junho de 2010 e exibidos em todos os países-membros.
AG.
Lusa/Fim

sexta-feira, 27 de março de 2009

"Pátria ou Morte!"

Já não há filmes religiosos, leia-se, hagiográficos?


Olhe que não, olhe que não...


Se não se vê "a luz", pelo menos ouve-se...


"Pátria ou Morte!"

sexta-feira, 13 de março de 2009

domingo, 4 de janeiro de 2009

Sobre a importância da banda desenhada...

Nota prévia: este meu texto foi publicado pela primeira vez no dia 17 de Abril de Junho de 2007 na extinta "VoxBlogs Magazine ". Infelizmente creio que mantém a sua actualidade: as crianças portuguesas hoje em dia nada têm que as apegue à leitura, o resultado evidente? Adultos que, embora não sendo analfabetos, demonstram uma gigantesca falta de cultura e nenhum gosto pela leitura. Num país de 10 milhões de habitantes a tiragem total dos jornais e revistas (inclusive as de mexericos e os de futebol) não atinge um milhão...

Optei por dedicar esta crónica a um problema que tenho notado mas que, talvez por embaraço próprio, tenho evitado abordar... ainda ninguém notou que as revistas de banda desenhada desapareceram quase por completo das bancas portuguesas?

Juro! É verdade, nem o Tio Patinhas e o Pato Donald escaparam. Desapareceu tudo... o que se vai encontrando ainda, a preços promocionais de 1 euro, são reedições de números que já datam de 2005 ou 2006 e ainda se inclui no seu interior o apelo à assinatura das revistas (mas assinar o quê, se elas já não existem?).

Eu, não sendo muito velho - apesar de já ter alguns pelos brancos no cabelo e na barba - ainda sou do tempo em que se encontravam dezenas (sim, DEZENAS) de revistas de banda desenhada nas tabacarias e bancas, fossem estas de edição nacional ou importadas do Brasil: dezenas de revistas existiam para a pequenada.

Durante anos não almocei (ui se a minha mãe cá vem ler isto) para utilizar o dinheiro dos almoços para comprar as revistinhas da Abril Jovem e da Abril Morumbi, e reuni milhares destas revistinhas na minha colecção, que não raras vezes eram queimadas em fogueiras no quintal quando a minha mãe entrava no frenesim das limpezas... e as dezenas (ou mesmo centenas) que emprestei a colegas de escola e liceu e que nunca mas devolveram (eu sei quem vocês são, não perdem pela demora, patifes)... mesmo assim na minha casa materna ainda existe uma pequena sala em que se amontoam milhares delas, sobreviventes das purgas maternas.

A lista era enorme mas vou tentar nomear algumas: "DC 2000", "Homem Aranha", "Mônica", "Cebolinha", "Tio Patinhas", "Margarida", "Pato Donald", "Super-Homem", "Super-Boy", "Liga da Justiça", "Batman", "Cascão", "Tex", "Tex Coleção", "Zagor", "Martin Mystere", "O Fantasma", "Mandrake", "Mad", "Hiper Disney", "Disney Especial", "Conan, o Bárbaro", "A Espada Selvagem de Conan", enfim... dezenas de revistinhas que ocupavam uma secção completa na tabacaria onde eu as ia comprar (onde até o funcionário que ainda hoje me cumprimenta efusivamente na rua quando vou à illha, já reformado e quase irreconhecível).

O meu irmão mais novo (mas que sabe ele, lá porque gravou uma curta-metragem que ganhou um primeiro prémio...) acredita que foi este tipo de leitura que lançou as fundações do meu idealismo actual, sabiam que uma mistura bombástica de "Tex" com "Conan" e mesmo um cheirinho de "Groo" com umas pitadas de "Demolidor", "Justiceiro" e "Vigilante" criam o idealista perfeito?

Sendo Portugal um país muito mal visto no que diz respeito ao analfabetismo (nem vou falar de inteligência... mas olhem que conheci muitos analfabetos na universidade) creio que isto é sintomático: a malta jovem ocupa-se com os computadores, com a televisão por cabo, com as consolas, com os dvd's, a MTV e os "Morangos com Açúcar" e pronto, não lê, não cria gosto à leitura e não desenvolve o cérebro...

Estamos a criar uma geração de imbecis, de analfabetos, já leram as revistas de "teenagers" que por aí abundam? Não passam de banalidades, não ensinam nada e algumas nem bom português sabem escrever (desculpem bater nesta tecla, mas uma vez estudante de Letras...) e não chegam aos calcanhares das aventuras do "Mickey" no espaço, as buscas incessantes do "Tio Patinhas" na África negra, Ásia, América do Sul ou no fundo do mar à procura dos tesouros da Atlântida, dos Maias, Aztecas ou alguma civilização africana tão desconhecida que nem nome tem...

Outra condicionante dessas dezenas de revistas que existiam era o preço: eram baratas. Actualmente a única editora que publica banda desenhada pontulmente só a publica para adultos ou para adolescentes burgueses, edições de luxo são muito bonitas mas até eu deixei de as comprar tão proibitivo é o seu preço...

Quem diria, os "Tio Patinhas" e o "Pato Donald" já não se vendem... quando era puto se imaginasse tal coisa ficaria doente e deprimido... quem diria, os "Tio Patinhas" e "Pato Donald" que alegraram as vidas de milhões de crianças durante gerações desapareceram... que destino espera a juventude actual? Só me vem à mente o filme "Idiocracy" que vi há semanas...

VoxBlogs Magazine, 17 de Junho de 2007




sábado, 13 de dezembro de 2008

Para o Clint

Começou ontem uma retrospectiva tua na Cinemateca, que se prolongará até dia 12 de Março. Retrospectiva integral, sob o título “Um Homem com Passado”.

Hoje, no jornal, no comboio, na viagem para Aveiro, li uma entrevista ao teu biógrafo, Richard Schikel. Entrevista bem interessante, quanto interessante tem sido a tua vida, e sobretudo, a tua Obra. Assim mesmo, com O maiúsculo…

Devo dizer-te que, em geral, tenho apreciado muito os teus filmes – em particular, os últimos. Acho que estás cada vez melhor…

Também aprecio particularmente as personagens que encarnas – tipos que não passam a vida a queixar-se de vida, em depressão, ou em tagarelice pseudo-filosófica…

Porque, de facto, não és um homem deste tempo, fatalmente foste acusado de “fascista” pelos idiotas do costume (a começar na Pauline Kael, com muito seguidores em Portugal…). A esse respeito, o teu biógrafo lembra um simples facto: logo após o começo da invasão do Iraque, quando todo o país estava “mobilizado”, o Sean Penn insurgiu-se, com estrondo, contra esse quase unanimismo oficial; foi atacado por muitos; e tu foste dos poucos que o vieste defender publicamente da fogueira inquisitorial que lhe quiseram armar; e isto apesar de seres republicano…

Espero que, pelo menos, chegues também aos 100 anos. Fazem falta homens como tu. Com passado e, sobretudo, com espessura.

Com um Abraço

sábado, 15 de novembro de 2008

Cinema: Kuduro, fado e música tradicional portuguesa este mês na Fonoteca

Lisboa, 15 Nov (Lusa) - O crescente interesse pela música africana, sobretudo pela que é feita em Angola, está representado em quatro dos doze documentários que a Fonoteca exibe a partir de terça-feira em Lisboa.

A quarta edição da Mostra "Imagens sobre música" arranca no dia 18 com a exibição de "Mãe Ju", filme de Inês Gonçalves e Kiluanje Liberdade sobre os diferentes estilos de música que se praticam actualmente nos bairros populares de Luanda.

Até ao dia 22, serão exibidos ainda três outros documentários, da produção recente portuguesa, que incidem sobre música nascida em África.

Destaque para a exibição no dia 20 de "Kuduro, fogo no musseke", de Jorge António, documentário que procura as origens deste género musical e de dança e que faz parte de uma trilogia daquele realizador sobre a música angolana.

Ainda sobre África será exibido no dia 19 o filme independente "É dreda ser angolano", do colectivo Fazuma, rodado em Luanda a partir da audição do disco "Ngonguenhação", do Conjunto Ngonguenha.

A mostra organizada pela Fonoteca, que se destina a revelar os mais recentes documentários portugueses sobre música, inclui ainda "Arritmia" e "Manda adiante", duas obras de Tiago Pereira, realizador que há pelo menos dez anos se tem dedicado à recolha etnográfica de música e dança tradicionais e populares portuguesa.

"Arritmia", que passa na Fonoteca no dia 21, é sobre o festival Andanças, de São Pedro do Sul, enquanto que "Manda adiante", a exibir no dia 22, se centra nos tocadores e bailadores de uma localidade da Serra de Grândola.

"Brava Dança", de Jorge Pereirinha Pires e José Francisco Pinheiro, sobre os Heróis do Mar, e "Fados", de Carlos Saura, são outros filmes incluídos nesta mostra, que acontecerá sempre ao final do dia e com entrada gratuita.

SS.


FONTE: http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=373067&visual=26&tema=5

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Mostra de cinema português em Pirenópolis

Decorre até ao próximo dia 12 de Outubro, na cidade histórica de Pirenópolis, no Estado brasileiro de Goiânia, uma Mostra de Cinema Português inteiramente dedicada ao realizador Manoel de Oliveira.

Trata-se de uma parceria entre o Instituto Camões e o Instituto Pireneus, através do Cineclube Pireneus e da Secretaria de Cultura e Turismo de Pirenópolis.

Serão apresentados os filmes Non ou a Vã Glória de Mandar (1990), Vale Abraão (1993), A Caixa (1994), Palavra e Utopia (2000), Vou para Casa (2001), Porto da Minha Infância (2001), Princípio da Incerteza (2002) e Um Filme Falado (2003).

Fonte : Embaixada de Portugal no Brasil

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quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Momento do Sonho


O videasta Paulo R.C. Barros criou um projeto em que ele prepara os videos e escritores criam histórias de ficção científica. As histórias são traduzidas em inglês, francês e espanhol. Eu já tenho duas histórias lá.

A mais atual chama-se "Dream Time". Fala sobre experiências médicas conduzidas por um oficial americano de nome sugestivo: General Mengell.

http://www.paulorcbarros.com/scifi04.htm

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Ilha das Flores - Jorge Furtado


Ilha das Flores

Gênero Documentário, Experimental
Diretor Jorge Furtado
Elenco Ciça Reckziegel
Ano 1989
Duração 13 min
Cor Colorido
Bitola 35mm
Brasil

Sinopse
"Um ácido e divertido retrato da mecânica da sociedade de consumo. Acompanhando a trajetória de um simples tomate, desde a plantação até ser jogado fora, o curta escancara o processo de geração de riqueza e as desigualdades que surgem no meio do caminho."

Ficha Técnica
Produção Mônica Schmiedt, Giba Assis Brasil, Nôra Gulart Fotografia Roberto Henkin, Sérgio Amon Roteiro Jorge Furtado Edição Giba Assis Brasil Direção de Arte Fiapo Barth Trilha original Geraldo Flach Narração Paulo José

Prêmios
Urso de Prata no Festival de Berlim 1990
Prêmio Crítica e Público no Festival de Clermont-Ferrand 1991
Melhor Curta no Festival de Gramado 1989
Melhor Edição no Festival de Gramado 1989
Melhor Roteiro no Festival de Gramado 1989
Prêmio da Crítica no Festival de Gramado 1989
Prêmio do Público na Competição "No Budget" no Festival de Hamburgo 1991


Fonte:
Porta-Curtas

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

«ONDE NÃO HÁ MÚSICA DE METAL NÃO HÁ LIBERDADE» (Global Metal)

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Dedicado ao Carlos Gil



ACRASSICAUDA – «UNDERWORLD» (ao vivo no Vitality Cafe em Damasco, Dezembro de 2006)



HEAVY METAL IN BAGHDAD (trailer), Eddy Moretti & Suroosh Alvi, 2007



GLOBAL METAL (trailer), Scot McFadyen & Sam Dunn, 2008