"a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português. Em tempos de globalização, esta qualidade – a de evidenciar o pensamento nacional – deve ser exaltada"
A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.
A NOVA ÁGUIA pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu “espírito”, adaptado ao século XXI, conforme se pode ler no nosso Manifesto.
Tal como n’ A Águia, procuraremos o contributo das mais relevantes figuras da nossa Cultura, que serão chamadas a reflectir sobre determinados temas:
- 1º número (1º semestre de 2008): A ideia de Pátria: sua actualidade.
- 2º número (2º semestre de 2008): António Vieira e o futuro da Lusofonia.
- 3º número (1º semestre de 2009): O legado de Agostinho da Silva, 15 anos após a sua morte.
- 4º número (2º semestre de 2009): Pascoaes, Portugal e a Europa: 20 anos após a queda do Muro de Berlim.
- 5º número (1º semestre de 2010): Os 100 anos d' A Águia e a situação cultural de hoje.
- 6º número (2º semestre de 2010): A República, 100 anos depois.
- 7º número (1º semestre de 2011): Fernando Pessoa: "Minha pátria é a língua portuguesa" (nos 15 anos da CPLP).
- 8º número (2º semestre de 2011): O Pensamento da Cultura de Língua Portuguesa: nos 30 anos da morte de Álvaro Ribeiro.
- 9º número (1º semestre de 2012): Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?
- 10º número (2º semestre de 2012): Leonardo Coimbra - Razão e Espiritualidade: nos 100 anos de "O Criacionismo (Esboço de um Sistema Filosófico)".
Para o 10º número, os textos devem ser enviados até ao final de Junho.
Morada: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais,
Apartado 21, 2711-953 Sintra, Portugal.
Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.
EDITORIAL
Em muitos casos mais referida do que propriamente lida, a obra de Álvaro Ribeiro tornou-se numa espécie de bandeira do que em geral se designa por “Filosofia Portuguesa” – quer para os que a defendem, quer, contrapolarmente, para aqueles que contestam, ainda hoje, a sua existência. Desde logo por isso, o próprio Álvaro Ribeiro acabou por se tornar no autor mais emblemático da dita “Filosofia Portuguesa”.
Por essa mesma razão, a sua figura ainda hoje desperta reacções assaz apaixonadas, num e noutro sentido, o que, se por um lado, lhe tem preservado, trinta anos após a sua morte, uma apreciável notoriedade, por outro, tem impedido, pelo menos nalguns casos, por evidente preconceito, um estudo mais aprofundado da sua obra. Neste número, procurámos colmatar essa falha, convocando os maiores especialistas na obra de Álvaro Ribeiro, dando, ao mesmo tempo, voz àqueles que ainda hoje contestam a existência de “filosofias nacionais”.
Isto apesar de, com este número, não termos querido ressuscitar qualquer polémica em torno da existência de “filosofias nacionais” – polémica que, a nosso ver, está por inteiro ultrapassada, pelo menos nos termos em que emergiu, após a publicação, em 1943, da obra O Problema da Filosofia Portuguesa. Álvaro Ribeiro continua a ser para nós um autor actual pela simples mas suficiente razão de que todo o pensamento filosófico é sempre já – e nunca deixa de o ser, por mais inconsciente que esteja disso – um pensamento radicado, situado: numa Língua, numa História, numa Cultura…
*
Uma vez mais, a NOVA ÁGUIA prova, pois, a sua abertura. Fundando-se numa determinada Visão de Portugal e do Mundo, devidamente expressa no nosso Manifesto, publicado no primeiro número da Revista, a NOVA ÁGUIA nunca foi nem nunca será um “órgão de propaganda”, mas, ao invés, um “órgão plural”, que, dando destaque a algumas figuras – àquelas que, como é óbvio, a nosso ver o merecem –, o faz, porém, de forma crítica, convocando não apenas os hermeneutas que, à partida, lhes são mais próximos, como, igualmente, alguns dos que lhes são mais distantes.
Como sempre, também este número da NOVA ÁGUIA não se debruça apenas sobre um autor. Assim, para além de Álvaro Ribeiro, neste número evocamos ainda José Marinho – autor que, a par de Álvaro Ribeiro, mais chamou a atenção, entre nós, para a importância que a Filosofia deve reconhecer à Língua, à História e à Cultura (daí o seu conceito de “filosofia situada”) –, Álvaro Cunqueiro – no centenário do seu nascimento –, Joaquim Nabuco – no centenário da sua morte – e Domingos Gonçalves de Magalhães – no bicentenário do seu nascimento. Para além disso, temos ainda textos sobre Fernando Pessoa, bem como sobre os 15 anos da CPLP, data que assinalámos no sétimo número da NOVA ÁGUIA.
Como tem acontecido desde o primeiro número, a Revista termina com a referência aos locais onde tem sido apresentada – numa série, iniciada a 19 de Maio de 2008 na Fundação José Rodrigues, que excede já as duas centenas e meia de sessões, em todo o espaço lusófono –, bem como à Colecção de Livros “Nova Águia”, que já vai em mais de duas dezenas e meia de títulos. Na contra-capa, como igualmente tem sido regra, antecipamos o tema do próximo número: “Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?”. Prova, bem cabal, do nosso optimismo: não só acreditamos que Portugal ainda hoje existe, como existirá daqui a 100 anos…
ÍNDICE
NOS 30 ANOS DA MORTE DE ÁLVARO RIBEIRO
Álvaro Ribeiro, CARTA A ANTÓNIO QUADROS…8
Azinhal Abelho, Orlando Vitorino, António Quadros, António Cândido Franco, Pinharanda Gomes, Miguel Real, António Braz Teixeira, António Telmo, André Veríssimo e José Augusto Seabra, ÁLVARO RIBEIRO EM 10 INSTANTÂNEOS…9
António Cândido Franco, ÁLVARO RIBEIRO NUM RELANCE DE LUZ…13
António Carlos Carvalho, EXILADO DO MUNDO…14
Artur Manso, O QUE É A ESCOLA FORMAL…15
Carlos Aurélio, UMA FILOSOFIA DO MODO…25
Cynthia Taveira, A ACTIVIDADE DE DEUS…32
Elísio Gala, ÁLVARO RIBEIRO E A FILOSOFIA POLÍTICA…35
Filipe Delfim Santos, UM COLÓQUIO AGORA MAIS ÚTIL & CARTA INÉDITA DE ÁLVARO RIBEIRO À VIÚVA DE DELFIM SANTOS…39
Joaquim Domingues, ERUDIÇÃO FILOSÓFICA…45
José da Costa Macedo, FILOSOFIA E SITUAÇÃO…49
Manuel Ferreira Patrício, A LÍNGUA PORTUGUESA E O DESTINO DE PORTUGAL…58
Maria Leonor L.O. Xavier, A QUESTÃO DA UNIVERSALIDADE DA FILOSOFIA…60
Maria Luísa de Castro Soares, CONCEITO E CONTROVÉRSIA DA FILOSOFIA PORTUGUESA: O APOSTOLADO DE ÁLVARO RIBEIRO…66
Paulo Jorge Brito e Abreu, FILOSOFIA PORTUGUESA EM ÁLVARO RIBEIRO…71
Pedro Martins, PÁTRIA, HISTÓRIA E EPOPEIA: ÁLVARO RIBEIRO, JAIME CORTESÃO E A RENASCENÇA PORTUGUESA…75
Pedro Sinde, ÁLVARO RIBEIRO, FILOSOFIA OPERATIVA E ORAÇÃO MENTAL…88
Rodrigo Sobral Cunha, A RAZÃO RÍTMICA (NO PENSAMENTO DE ÁLVARO RIBEIRO)…97
Pinharanda Gomes, ÁLVARO RIBEIRO (1905-1981): A FILOSOFIA COMO ARTE & ADITAMENTO BIBLIOGRÁFICO…105
SOBRE JOSÉ MARINHO: NOS 50 ANOS DA TEORIA DO SER E DA VERDADE
Renato Epifânio, JOSÉ MARINHO, UM FILÓSOFO METAFÍSICO E, POR ISSO, SITUADO…116
Pinharanda Gomes, A TERTÚLIA DE ÁLVARO RIBEIRO E DE JOSÉ MARINHO…117
Manuela Brito Martins, A FILOSOFIA DA HISTÓRIA EM OLIVEIRA MARTINS A PARTIR DE UMA LEITURA DE JOSÉ MARINHO…126
SOBRE ÁLVARO CUNQUEIRO, JOAQUIM NABUCO E DOMINGOS GONÇALVES DE MAGALHÃES
Maria Seoane Dovigo, ÁLVARO CUNQUEIRO, CEM ANOS DEPOIS…132
João Bigotte Chorão, JOAQUIM NABUCO: UM BRASILEIRO EUROPEU…134
António Braz Teixeira, NOS DUZENTOS ANOS DE DOMINGOS GONÇALVES DE MAGALHÃES…140
AINDA SOBRE FERNANDO PESSOA
Giancarlo de Aguiar, TRANSPERSONAS NA ESFINGE DE FERNANDO PESSOA…144
Ruben David Azevedo, PESSOA: UMA SINGULAR PLURALIDADE…151
Samuel Dimas, FERNANDO PESSOA E A ESTÉTICA DA RENASCENÇA PORTUGUESA: D’A ÁGUIA À ORPHEU…152
António Cândido Franco, FERNANDO PESSOA SOB O SIGNO DA PÁTRIA DA LÍNGUA…155
Maria Clara Tavares, PASCOAES E PESSOA…159
Luís Tavares, PESSOA: A ESCRITA E A TERRA DE NINGUÉM…161
Kazufumi Watanabe, PESSOA NO JAPÃO…163
AINDA NOS 15 ANOS DA CPLP: TRAJECTOS LUSÓFONOS
Adriano Moreira, AS CULTURAS DOS POVOS DO MEDITERRÂNEO…166
António José Borges, RUMAR PORTUGAL, CONSIDERAR A EUROPA, PENSAR A LUSOFONIA…169
Delmar Maia Gonçalves, DEAMBULAÇÕES LITERÁRIAS…178
Dirk Hennrich, PORTUGAL, A EUROPA E AS MARGENS DA FILOSOFIA (COM CARTA DE JOAQUIM DOMINGUES)…181
João Pereira de Matos, 17 GEDANKENEXPERIMENTE…187
Joaquim Miguel Patrício, PRESENTE E FUTURO DA LÍNGUA PORTUGUESA NUM QUADRO ESTRATÉGICO GLOBAL…189
Lúcia Helena Alves de Sá, A FILOGONIA DO PENSAMENTO DA CULTURA DE LÍNGUA PORTUGUESA…199
Miguel Real, O FUTURO DA LUSOFONIA…200
Nelson Goulart, LÍNGUA MÃE LÍNGUA FILHA…203
Nuno Sotto Mayor Ferrão, A DINÂMICA HISTÓRICA DO CONCEITO DE LUSOFONIA (1653-2011)…204
Rui Martins, VIAGEM À GUINÉ-BISSAU…209
Sam Cyrous, DO CORAÇÃO DA COOPERAÇÃO À AVALIAÇÃO DA AÇÃO: CPLP ONTEM, HOJE E AMANHÃ…219
Simion Doru Cristea, A ENERGUEIA DAS LÍNGUAS AFRICANAS…221
Ximenes Belo, DISCURSO DA ACADEMIA…226
RUBRICAS
ENTRECAMPOS, de J. Pinharanda Gomes…230
AS IDEIAS PORTUGUESAS DE GEORGE TILL, de Jorge Telles de Menezes…233
DO ESPÍRITO DOS LUGARES, de Manuel J. Gandra…234
LITERATURA ORAL E TRADICIONAL, de Ana Paula Guimarães…239
BIBLIÁGUIO
DIÁLOGOS DE AMOR, DE LEÃO HEBREU, por Celeste Natário…244
MEMORIAL DO CONVENTO, DE JOSÉ SARAMAGO, por Gabriela Lança…245
LEVANTE, 1487 – A VÃ GLÓRIA DE JOÃO ÁLVARES, DE JOSÉ MARIA PIMENTEL…248
ÚLTIMAS OBRAS DA COLECÇÃO NOVA ÁGUIA, por Renato Epifânio…249
EXTRAVOO
António José de Brito, APONTAMENTO QUÁSI SUPERFICIAL SOBRE ÉTICA…252
António Monteiro, ARISTIPO DE CIRENE: UM FILÓSOFO NAS MARGENS DA HISTÓRIA…254
POEMÁGUIO
Eduardo Aroso, ÁLVARO RIBEIRO; UM VELHO PROFETA…7
António José Queiroz, VIAGEM…131
Teresa Dugos, CÁLICE; DA TERRA; MAUSOLÉU…142
Manuel Neto dos Santos, DA PANACEIA…165
Maurícia Teles da Silva, SETE PREMISSAS PARA A LIBERDADE…242
António José Borges, RESILIÊNCIA…242
Maria Luísa Francisco, FOSSE O DIA JÁ NOITE…243
Fernando Esteves Pinto, IDENTIDADE E CONFLITO…250
MAPIÁGUIO…259
COLECÇÃO NOVA ÁGUIA…260
ASSINATURAS…261
NOVA ÁGUIA 8: LANÇAMENTOS
12.10.11 - 18h30: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
15.10.11 - 16h00: Sociedade da Língua Portuguesa (Lisboa)
15.10.11 - 18h00: Casa Bocage (Setúbal)
21.10.11 - 18h00: Centro Cultural Luso Moçambicano
29.10.11 - 15h00: Biblioteca Municipal de Sesimbra
04.11.11 - 21h30: Espaço Poesis (Porto)
05.11.11 - 17h00: Biblioteca Albano Sardoeira (Amarante)
12.11.11 - 19h00: Auditório da Escola Básica Integrada de Montargil
23.11.11 - 18h30: Livraria FNAC Vasco da Gama (Lisboa)
03.11.11 - 15h00: Casa do Fauno (Sintra)
06.12.11 - 16h00: Palácio da Independência (Lisboa)
09.12.11 - 17h00: Faculdade de Filosofia (Braga)
15.12.11 - 21h30: Art Gallery / Café dos Artistas (Lisboa)
15.01.12 - 16h00: Castelo de Leiria (Sede da ACRENARMO)
27.01.12 - 21h30: Biblioteca Municipal da Lagoa
Em breve, anunciaremos o primeiro lançamento da NOVA ÁGUIA 9
Para agendar um lançamento: novaaguia@gmail.com; 967044286.
MAPIÁGUIO (mapa de locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA): Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Almada, Amadora, Amarante, Arraiolos, Aveiro, Bairro Português de Malaca, Barcelos, Batalha, Belo Horizonte, Bissau, Braga, Bragança, Brasília, Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Carnide, Campinas, Cascais, Castro Marim, Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Fortaleza, João Pessoa, Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loures, Luanda, Mem Martins, Messines, Mindelo, Mira, Montargil, Montijo, Nazaré, Nova Iorque, Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense, Ovar, Pangim (Goa), Pisa, Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife, Redondo, Régua, Rio de Janeiro, Sacavém, Santiago de Compostela, São João da Madeira, São João d’El Rei, São Paulo, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Viana do Castelo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.
Nota: Muitos destes lançamentos, não só no país como por todo o espaço lusófono, só têm sido possíveis pelo apoio que a este projecto tem sido dado, desde a primeira hora, pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono. O nosso público reconhecimento por isso. Desta forma, a NOVA ÁGUIA tem tido uma projecção não apenas estritamente nacional mas lusófona.
Público
E em muitas dezenas de blogues...
FAÇA PARTE DESTE PROJECTO. ASSINE A NOVA ÁGUIA: http://www.zefiro.pt/novaaguia.
À venda nas melhores livrarias do país.
E ainda no Brasil: Espaço Cultural É-Realizações, Rua França Pinto, 498 - Vila Mariana - São Paulo; Livraria Hildebrando (Universidade de Brasília); Via Livros (contacto - Alexandre Santos: alexandresantos@br.inter.net).
E ainda na Galiza: Livraria Couceiro (Praça de Cervantes, 6, Santiago de Compostela/ Enrique Dequit, 12, Corunha; Livraria Torga (Ourense, Rua da Paz, 12); Livraria Andel (Vigo, Rua Pintor Lugrís, 10). E ainda em Cabo Verde: Livraria Semente (Mindelo).
O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural
Ângelo Alves, "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo"
Quarta-feira, 29 de Junho de 2011
Esta quarta, última sessão "Agostinho da Silva em Alhos Vedros"

CICLO DE ESTUDOS AGOSTINIANOS
NA ESCOLA ABERTA AGOSTINHO DA SILVA
EM ALHOS VEDROS
MAIO/ JUNHO DE 2011
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1ª Conferência – 11 de Maio – 21,30 h.
“AGOSTINHO DA SILVA E A CULTURA PORTUGUESA”
(Miguel Real)
2ª Conferência – 18 de Maio – 21,30 h.
“CADERNOS DE INFORMAÇÃO CULTURAL”
(Rui Lopo e Duarte Braga)
3ª Conferência – 15 de Junho – 21,30 h.
“AGOSTINHO DA SILVA E O DIÁLOGO INTER-CULTURAL E INTER-RELIGIOSO”
(Paulo Borges)
4ª Conferência – 22 de Junho – 21,30 h.
“VISÕES DE AGOSTINHO DA SILVA: DE PORTUGAL E DO BRASIL; DA GALIZA, DA IBÉRIA E DA EUROPA” –
(Renato Epifânio)
5ª Conferência – 29 de Junho – 21,30 h.
“ÚLTIMOS ESCRITOS”
(Rui Lopo e Ricardo Ventura)
Terça-feira, 28 de Junho de 2011
Segunda-feira, 27 de Junho de 2011
Espólio do filósofo Delfim Santos doado à BNP

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Domingo, 26 de Junho de 2011
CURSO DE LITERATURA PORTUGUESA SÉC XX
Calçada Nova de São Francisco 14 - Lisboa
3ª e 4ª das 19h às 20h30
de 28 de Junho a 12 de Julho
Jantar convívio e balanço do curso dia 14 de Julho às 20h
55€ com oferta de dois aperitivos à italiana (no Fábulas às terças)
1ª sessão - final do século XIX | abertura para as vanguardas do séc. XX
2ª sessão - Modernismo
3ª sessão - Surrealismo
4ª sessão - Neo-realismo | Existencialismo | poesia de intervenção
5ª sessão - Novos autores
Inscrições:
rosa.b.azev@gmail.com
CURSO DE LITERATURA PORTUGUESA SÉC XX
MÉTODO DeROSE, CASCAIS
Travessa Emídio Navarro, nº 6, 2750-493 Cascais
www.metododerosecascais.org
2 e 9 de Julho (sábados)
das 15h às 17h30
50€
1ª sessão: final do século XIX | abertura para as vanguardas do séc. XX | Modernismo | Surrealismo
2ª sessão: Neo-realismo | Existencialismo | poesia de intervenção | Novos autores
Inscrições:
rosa.b.azev@gmail.com
--
www.estoriascomlivros.blogspot.com
www.arco-iris-de-sombra.blogspot.com
Sábado, 25 de Junho de 2011
Sexta-feira, 24 de Junho de 2011
Esta sexta: 261º lançamento da NOVA ÁGUIA
No âmbito do IV Encontro de Escritores Moçambicanos na Diáspora
Quarta-feira, 22 de Junho de 2011
Terça-feira, 21 de Junho de 2011
Domingo, 19 de Junho de 2011
Programa do IV Encontro de Escritores Moçambicanos na Diáspora (inclui lançamento da NOVA ÁGUIA)

Programa
Dia 23 de Junho (Quinta-feira)
15h30 – Discurso de boas-vindas pelo Presidente da Junta de Freguesia de São Domingos de
Rana, Dr. Manuel do Carmo Mendes.
15h45 – Discurso de abertura do IV Encontro de Escritores Moçambicanos na Diáspora e
balanço das edições anteriores, pelo Presidente da Direcção do C.E.M.D., Escritor Delmar Maia
Gonçalves.
16h00 – Discurso de Homenagem aos 36 anos da Independência da República de Moçambique
pelo Sr. Embaixador Dr. Miguel Mkaima.
Homenagem dos Encontros de Escritores Moçambicanos na Diáspora ao Sr. Embaixador da
República Moçambique em Portugal, Dr. Miguel Mkaima e à Sra. Embaixatriz Dra. Glória
Mkaima, pela Artista Plástica Lara Guerra e outras Personalidades presentes.
1º Painel
16h15 – Apresentação da Associação OLAMIGO – Dr. Tiago Bastos
16h30 – Apresentação da Fundação GEOLÍNGUA – Doutor Roberto Moreno
16h45 – Apresentação da Organização da Mulher Moçambicana (O.M.M.-Núcleo de Lisboa) –
Binte Insa
Moderador – Escritor Delmar Maia Gonçalves
17h00 – Pausa para café
2º Painel
17h15 – Mestre Flávia Ba -
17h30 – Mestre Madalena Mendes – “Moçambique, a metáfora do Uni-verso”
17h45 – Manuel Rodrigues Vaz (Jornalista e Escritor) – “Afonso Ribeiro – três setas apontadas
ao presente”
18h00 - Delmar Maia Gonçalves (Escritor) – “Os Escritores Moçambicanos na Diáspora –
Ontem e Hoje”
18h15 - Debate
Moderador – Doutor António José Borges (Escritor)
Lançamento de Livro
18h30 – Lançamento do livro “Retalhos de Tecido e Arte” de Ísis Mgaba (Estilista).
Apresentação pelo Escritor Delmar Maia Gonçalves e pelo Artista Plástico Ntaluma.
Entrega do Diploma de Sócio Honorário e homenagem dos Encontros de Escritores
Moçambicanos na Diáspora ao Artista Plástico Ntaluma.
19h00 – Encerramento
Dia 24 de Junho (Sexta-feira)
15h30 – Reabertura do IV Encontro de Escritores Moçambicanos na Diáspora pelo Presidente
do C.E.M.D., Delmar Maia Gonçalves.
1º Painel
15h35 - Mestre João Craveirinha (Escritor) - “A Herança do Atlântico Africano – a contribuição
Moçambicana”. (30-40 min.).
16h15 - Debate
Entrega de Diploma de Sócio Honorário do C.E.M.D. e homenagem dos Encontros de
Escritores Moçambicanos na Diáspora.
Moderador – Delmar Maia Gonçalves (Escritor)
2º Painel
16h30 – Doutora Fernanda Angius – “A Literatura Moçambicana Contemporânea”.
16h45 – Carlos Gil (Escritor) – “Palavras cruzadas, emoções baralhadas”.
17h00 – Jorge Viegas (Escritor) – “Literatura e ideologia”
17h15 - Debate
Moderador – Doutora Cármen Maciel
17h30 – Pausa para café
3º Painel
17h45 – Dr. Augusto Carlos (Escritor) – “Um novo paradigma da organização do trabalho –
Dos Gregos à actualidade”.
18h00 – Mestre Sóstenes Rego – “Moçambique – País rico em línguas”.
18h15 – Dra. Paula Ferraz – “Entre a História e as estórias. Zefanias Sforza, de Luís
Carlos Patraquim, nas margens da teoria literária.”
18h30 – Debate
Moderador – Jorge Viegas (Escritor)
Apresentação de Revista
18h45 – Apresentação da Revista Nova Águia nº 7 “Nos 15 anos da CPLP: Minha pátria é a
Língua Portuguesa”, pelo Doutor Renato Epifânio (Filósofo).
19h00 – Encerramento
Dia 25 de Junho (Sábado)
10h30 – Reabertura do IV Encontro de Escritores Moçambicanos na Diáspora pelo Presidente
da Direcção do C.E.M.D. Escritor Delmar Maia Gonçalves.
1º Painel
10h35 – Ascêncio de Freitas (Escritor) – “Falando de mim” (30-40 min.).
11h10 – Delmar Maia Gonçalves (Escritor) – “Identidade e Criação Literária”
11h25 - Debate
Moderador – Fernanda Angius
Momento Musical
11h40 – Momento Musical com Malenga
12h30 – Pausa para almoço.
Lançamento de Livro
14h30 – Lançamento do livro “O amor essa forma de desconhecimento” de Ana Mafalda Leite
(Escritora).
Apresentação pela Doutora Jessica Falconi
15h20 – Leitura de textos de Ana Mafalda Leite por membros do C.E.M.D. com
acompanhamento musical pelo Professor Walter Lopes.
Entrega de Diploma de Sócio Honorário do C.E.M.D. e Homenagem dos Encontros de
Escritores Moçambicanos na Diáspora.
15h30 – Recital de Poesia
Elsa de Noronha (Moçambique)
Edite Gil e José Machado (Jograis do Atlântico) (Portugal)
Carlos Peres Feio (Portugal)
Delmar Maia Gonçalves (Moçambique)
(com Luna Delmar na Flauta)
Ribeiro Couto (Moçambique)
Jorge Viegas (Moçambique)
José António Borges (Portugal)
Fernando Machado (Portugal)
Vera Novo Fornelos (Portugal)
Ilda Oliveira (Portugal)
Celeste Cortez (Portugal)
Myriam Carvalho (Portugal)
Cátia Mendes (Portugal)
Miguel Duarte(Portugal)
Sejó Vieira (Portugal/França)
17h00 – Inauguração da Mostra Internacional de Pintura e Escultura pelo Sr. Embaixador da
República de Moçambique em Portugal, Dr. Miguel Mkaima.
Entrega de Diploma de Sócio Honorário e de Homenagem dos Encontros de Escritores
Moçambicanos na Diáspora ao Mestre Ribeiro Couto.
Cocktail
18h00 – Encerramento do IV Encontro de Escritores Moçambicanos na Diáspora pelo
Presidente da Junta de Freguesia de São Domingos de Rana, Dr. Manuel do Carmo Mendes,
pelo Sr. Embaixador da República de Moçambique em Portugal, Dr. Miguel Mkaima e pelo
Presidente da Direcção do C.E.M.D.
Contactos:
Delmar Maia Gonçalves
Tel: 912107297
E-mail: delmar_gonc@hotmail.com
Localização Auditório da Junta de Freguesia de São Domingos de RanaRua do Zambujal, 2785 Cascais tel: 214 524 444
Indicações: Quem vem pela A5 sai na direcção Parede, Carcavelos e seguir sempre na direcção Parede, até chegar à Igreja de São Domingos de Rana.Entrar na rua que fica à esquerda da Igreja e seguir sempre indicações dos Correios. Na Junta de Freguesia existe uma loja dos CTT.
Sábado, 18 de Junho de 2011
Sexta-feira, 17 de Junho de 2011
Quinta-feira, 16 de Junho de 2011
Passam hoje 15 anos sobre a sua morte...

Natal, e não Dezembro
Entremos, apressados, friorentos,
numa gruta, no bojo de um navio,
num presépio, num prédio, num presídio
no prédio que amanhã for demolido...
Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos e depressa, em qualquer sítio,
porque esta noite chama-se Dezembro,
porque sofremos, porque temos frio.
Entremos, dois a dois: somos duzentos,
duzentos mil, doze milhões de nada.
Procuremos o rastro de uma casa,
a cave, a gruta, o sulco de uma nave...
Entremos, despojados, mas entremos.
De mãos dadas talvez o fogo nasça,
talvez seja Natal e não Dezembro,
talvez universal a consoada.
David Mourão-Ferreira
Projeto MIL “Turismo Solidário Lusófono”

Sumário:
Todos os anos, o MIL e as entidades suas parceiras neste projeto organizam uma viagem de Turismo Solidário a uma nação ou região lusófona.
Modelo:
A viagem terá uma semana de duração e um destino diferente todos os anos, a ser organizada em parceria com uma associação com ligações e contactos locais e com uma (ou várias) agência de turismo portuguesa.
Atividades:
1. Distribuição de livros, material médico simples (algodão, álcool, medicamentos de venda livre, etc.)
2. Aulas extraordinárias de português em escolas públicas locais
3. Ecoturismo: com limpeza de matas e distribuição de lâmpadas de baixo consumo, baterias solares e purificadores de água
4. Hortas urbanas: construção e passagem de conhecimento para as comunidades locais
5. Aulas comunitárias sobre cuidados básicos de saúde, enfermagem e higiene.
Pagamento:
Além do custo da viagem e da comissão da agência, haverá lugar a um donativo percentual opcional para financiar a componente humanitária da viagem.
Destinos propostos:
1. Galiza (parceria com AGAL)
1.1. Visita aos locais com maior interesse na Galiza e com maiores ligações à Lusofonia e à História de Portugal
1.2. Distribuição de livros em português a escolas e associações lusófonas na Galiza
2. Guiné-Bissau (parceria com a ONG Ajuda Amiga)
2.2. Visita a Bissau e ao interior, ajudando na distribuição do equipamento que a AA transporta anualmente em contentor para a Guiné.
3. Timor-Leste (parceria com a Associação de Apoio à Diocese de Baucau)
3.1. Visita a Timor e colaboração na distribuição do contentor da Associação
4. Malaca (parceria com a Associação Coração em Malaca)
4.1. Visita a Malaca e distribuição de material escolar e livros nas escolas onde se ensina o korsang.
MIL: Movimento Internacional Lusófono
www.movimentolusofono.org
Quarta-feira, 15 de Junho de 2011
Passam hoje 41 anos...

A 15 de Junho de 1970, morre, em Lisboa, com 77 anos de idade, José de Almada Negreiros.
Oh, tu, Almada
Alma Pátria
Alma Negra
Clama de novo, dá-nos o Mote
Faz-nos, com o teu Clarim, um novo Ultimatum
Um novo Ultimatum para um novo Motim
E que sublime Motim há-de ser
Por ti esboçado, num branco Chão
Em puro Mármore, em rubro Mar
Terça-feira, 14 de Junho de 2011
Declaração MIL de Apoio ao “Erasmus Lusófono: Agostinho da Silva”

Segundo o noticiado em vários órgãos de comunicação social, “as instituições de ensino superior dos países lusófonos estão a estudar a criação de um programa de mobilidade que deverá ficar definido no XXI encontro da Associação de Universidades de Língua Portuguesa (AULP)”, que se realizou recentemente em Bragança.
O MIL: Movimento Internacional Lusófono vem expressar o seu mais veemente apoio a esta proposta que, de resto, faz expressamente parte da nossa Declaração de Princípios e Objectivos – como se pode ler no ponto XVI desta: «Criar um Programa “Agostinho da Silva” que promova a circulação dos estudantes das nações lusófonas, de licenciatura e pós-graduação, nas universidades do espaço lusófono, começando por Portugal e Brasil.»
Independentemente do nome que venha a ter esse Programa – nós reiteramos a sugestão “Agostinho da Silva” –, pensamos que ele será fundamental para promover a convergência lusófona: pela troca de saberes e de experiências de vida e pelo maior mútuo conhecimento que irá proporcionar entre todos os lusófonos, desde logo entre os mais jovens, aqueles que, mais libertos dos ressentimentos do passado, mas disponíveis à partida estão para trilhar esta caminho comum da convergência lusófona, numa base de liberdade e fraternidade, concretizando assim o sonho de Agostinho da Silva.
Recordamos, por fim, que o MIL tem apoiado expressamente todos as medidas que visam o reforço dos laços entre os países lusófonos – no plano cultural, social, económico e político – e que, a respeito do ensino, tem seguido também com toda a atenção esta área: não só defendendo o intercâmbio de estudantes, como de professores, bem como propondo o reconhecimento mútuo dos títulos académicos. Neste mês, de resto, no dia 18, na nossa sede (R. Mouzinho da Silveira, 23, Lisboa), iremos promover mais um Debate Público sobre “Os 15 anos da CPLP” – agora, precisamente, sobre “Cooperação Lusófona no Ensino”.
MIL: Movimento Internacional Lusófono
www.movimentolusofono.org
Segunda-feira, 13 de Junho de 2011
Portugal. No dia em que Pessoa faria 123 anos...
Estás morto, está já morto
E não deste ainda por isso
Já não és mas ainda estás
És já apenas o cadáver
De que falou o teu Poeta
O cadáver adiado que já nem sequer procria
Morre, pois, de vez
Só assim poderás ser de novo
Um país digno desse nome. Digno de ti. Portugal.
Domingo, 12 de Junho de 2011
Hoje, em Messines: 260º lançamento da NOVA ÁGUIA
Sexta-feira, 10 de Junho de 2011
Tema no nº 9 da NOVA ÁGUIA (1º semestre de 2012)
- Nono número (1º semestre de 2012): Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?
Para o nono número, os textos devem ser enviados até ao final de Dezembro.
Quinta-feira, 9 de Junho de 2011
Quarta-feira, 8 de Junho de 2011
Segunda-feira, 6 de Junho de 2011
Próxima terça: Évora, Estremoz e Montargil
07.06.11 - 17h30: Escola Básica Sebastião da Gama (Estremoz)
07.06.11 - 21h00: Auditório da Escola Básica Integrada de Montargil
Domingo, 5 de Junho de 2011
12 de Junho: Festa do Divino Espírito Santo em Messines
A iniciativa resulta de mais uma parceria construída localmente entre a Caixa de Crédito Agrícola de Messines , a Junta de Freguesia de Messines, a Fábrica da Igreja de S Bartolomeu de Messines, o Grupo de Teatro Penedo Grande, o Agrupamento de Escolas EB 2,3 João de Deus, o Jardim Escola João de Deus, a Casa dos Açores no Algarve, e a colaboração da Câmara Municipal de Santa Cruz da Graciosa.
O início das festividades, terá lugar logo na quarta feira, dia 7 de Junho, pelas 18 horas, no salão da Junta de Freguesia, com uma excelente exposição de fotografias com temas do Espírito Santo nos Açores e réplicas em miniatura de Impérios de várias das Irmandades.
No dia 12 de Junho, dia de Pentecostes, o cortejo que será acompanhado pela Banda Filarmónica Silvense, iniciar-se-á pelas 11 horas, na ala sul do adro da Igreja matriz, junto de uma réplica de um Império do Espírito Santo, para o efeito ali colocada. Depois serão percorridas algumas das artérias da vila de S Bartolomeu de Messines, em especial, as que foram testemunhas do nascimento e vivência de João de Deus, por todos considerado o poeta do AMOR e da obra á CRIANÇA.
De seguida, já no interior da Igreja, teremos a celebração litúrgica com a missa, bênção da coroa e coroação do Imperador/es crianças, com música sacra ajustada ao acontecimento e interpretada pelo músico Rão Kyao.
Concluído o rito, o acontecimento passará a uma acção prática, com mais uma manifestação de confraternização de todos os participantes, num bodo ( oferta) de pão , junto ao Império, e num bodo de sopas do Espírito Santo”( almoço ) confeccionado segundo receitas genuínas oriundas da ilha Graciosa, e que terá lugar na Escola EB 2,3 João de Deus.
A tradição teológica joaquimita ( de Joaquim de Fiore) criada no século XII e introduzida em Portugal pela Rainha Santa Isabel (de Aragão) , esposa de D. Dinis, constitui para muitos dos grandes pensadores portugueses ao longo de todos os tempos, a fundamentação espiritual da “arte de ser português”.
Em Portugal, os Açores representam o centro de intensa prática e fé deste culto único, já que no continente há muito que se esqueceu a sua razão, excepção feita de forma não contínua a Penedo, localidade situada na Serra de Sintra , a Sardoal, a Alenquer e a Tomar, com a Festa dos Tabuleiros, embora esta já se distancie muito do rito original. No Algarve, admite-se que a mais recente manifestação pública tenha sido realizada em Tavira, em meados do já longínquo século XIX. No entanto, desde 1996 a Casa dos Açores no Algarve tem promovido, de forma meritória, a celebração do acontecimento em vários dos concelhos da Região.
Ao longo da história, a organização popular sobrepôs-se a qualquer hierarquia eclesiástica, pelo que as Irmandades ( associações de devotos) sempre tiveram a liberdade de determinar as formas , os rituais e as demais características das comemorações. Para tal, as Irmandades dispõem por regra, de local apropriado – Império -para a sua reunião, trabalho de organização e depósito dos seus pertences, nomeadamente, o respectivo estandarte, coroa , ceptro e bandeja. Uma coroa e uma pomba branca encimam por regra a cimeira da fachada do edifício do Império, enquanto símbolos da tradição ali sediada.
Estas Irmandades, como associações de cidadãos livremente unidos pela Fé no Divino Espírito Santo , tem sido ao longo de séculos, organizações de solidariedade social e entreajuda únicas, porque de criação espontânea e genuína, e porque não tem outra obediência que não ao que vier a ser determinado pelos próprios irmãos.
Regularmente, são designados os irmãos que deverão ser responsáveis ( Mordomo e festeiros) pelos festejos e outras práticas necessárias ao mesmo, tal como a recolha de meios ou cotizações em espécie ( carne, pão ,vinho, leite...) ou dinheiro.
De forma simples, o que se pretende nesta tradição, a do ESPIRITO SANTO, é apresentar a FÉ no DIVINO e a ESPERANÇA de que nesta época, que será a terceira e a última, depois das primeiras Pessoas da Santíssima Trindade, do PAI e do FILHO, na qual os homens viverão em paz, harmonia , e terão , finalmente, a possibilidade de usufruir de uma vida que não os levará a cometer crimes, porque cada um terá o que precisa.
A coroação do IMPERADOR do Mundo numa criança, traduz simbolicamente, essa mesma época, na qual reinará tão simplesmente a pureza de uma criança.
Em tempos idos era prática libertar um preso, e ofertar bodos abertos a todos sem excepção, como demonstração da solidariedade.
Relendo o “Imperador da língua portuguesa” - Padre António Vieira, no seu célebre Sermão do Espírito Santo, podemos descobrir citações tais como:
...só o Espírito Santo ensina, porque ilumina por dentro....
...para ensinar, sempre é necessário amar e saber, porque quem não ama não quer, e quem não sabe não pode...
Também Agostinho da Silva, filho de algarvio de Tavira, foi convicto crente nesta corrente teológica e tradição, tão assumidamente portuguesa, não se cansando de difundir o seu pensamento , com mensagens como este simples poema,
....Divino Espírito Santo
senhor do imprevisível
me toma pois na verdade
só quero o que for incrível....
Por último, cremos que o nosso João de Deus, cujo filho mais velho foi baptizado com nome de José do Espírito Santo e o seu irmão mais chegado se chamava António do Espírito Santo , só poderá ter sido um devoto do Divino Espírito Santo, pela simples evidência de ter centrado a sua atenção e saber no exercício de uma vida dedicada á criança, porque dele só nos chegaram testemunhos de AMOR para com todos as coisas .
Sábado, 4 de Junho de 2011
Sexta-feira, 3 de Junho de 2011
Quinta-feira, 2 de Junho de 2011
Festas do Divino Espírito Santo em Alenquer 2011
dia 11 de Junho às 16h no Museu João Mário - Alenquer
integrada no Programa de Festas do Divino Espírito Santo em Alenquer 2011
e que inclui uma visita guiada à Igreja do Espírito Santo (Entrada Livre).
As Festas do Espírito Santo tiveram início em Alenquer com a Rainha Santa Isabel no século XIV e daí se espalharam por todo o país, navegaram pelas caravelas até aos Açores e Madeiras, Oriente e Brasil, e posteriormente com os emigrantes implantaram-se nos EUA e Canada onde ainda se realizam com grande fulgor. Extintas na quase totalidade em Portugal continental, renasceram em Alenquer em 2007.
É importante frisar que o Culto ao Divino Espírito Santo, com raiz numa religiosidade popular e tradicionalmente aberto a crentes das várias religiões e confissões espirituais, evoca uma nova Era, a Terceira Idade como vaticinada pelo Abade Joaquim de Fiori (século XIII), de Paz, Fraternidade, e em que os valores espirituais se sobrepõem aos materiais.
A sua Presença nestas festas em Alenquer será um importante contributo para o retomar e desenvolver destas Festas e dos seus valores em Portugal (continente) .
Escreveu o antropólogo Gilbert Durand a propósito do Milagre das Rosas e do Culto do Espírito Santo em Portugal:
"... a perenidade dessas lendas e desses mitos, em Portugal, como noutros países da Europa, é o garante da sua energia, da sua vitalidade. Direi mesmo mais: essa quina imaginal, que acabamos de definir, constiui, na verdade, a base dos valores sobre os quais assenta e há-de assentar - sob pena de desaparecimento - a Europa inteira."*
*Gilbert Durand "Portugal Tesouro escondido da Europa" -Ed. Ésquilo 2008
Com o lema "O Espírito sopra onde quer" o programa das Festas 2011 em Alenquer do Divino Espírito Santo inclui ainda:
Sábado, dia 11 de Junho, pelas 21h com início na Igreja do Espírito Santo a Festa da Luz e Vigília de Pentecostes com Procissão noturna até à Igreja de S. Francisco
Domingo de Pentecostes, dia 12 de Junho, procissão às 15h com início na Igreja de S. Francisco e
Bodo às 18h no Largo do Município, para toda a população.
Quarta-feira, 1 de Junho de 2011
Passam hoje 63 anos sobre a sua morte...

A 1 de Junho de 1948, morre o músico português José Vianna da Motta. Notabilizou-se como pianista, compositor, pedagogo e musicógrafo. Entre as suas inúmeras obras, poderemos citar, À Pátria (sinfonia) e Rapsódias Portuguesas (obras para piano).

























