EM TODO O PAÍS & MUNDO LUSÓFONO: LANÇAMENTOS NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI

"a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português. Em tempos de globalização, esta qualidade – a de evidenciar o pensamento nacional – deve ser exaltada"

A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.

A NOVA ÁGUIA pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu “espírito”, adaptado ao século XXI, conforme se pode ler no nosso
Manifesto.

Tal como n’ A Águia, procuraremos o contributo das mais relevantes figuras da nossa Cultura, que serão chamadas a reflectir sobre determinados temas:

- 1º número (1º semestre de 2008): A ideia de Pátria: sua actualidade.

- 2º número (2º semestre de 2008): António Vieira e o futuro da Lusofonia.

- 3º número (1º semestre de 2009): O legado de Agostinho da Silva, 15 anos após a sua morte.

- 4º número (2º semestre de 2009): Pascoaes, Portugal e a Europa: 20 anos após a queda do Muro de Berlim.

- 5º número (1º semestre de 2010): Os 100 anos d' A Águia e a situação cultural de hoje.

- 6º número (2º semestre de 2010): A República, 100 anos depois.

- 7º número (1º semestre de 2011): Fernando Pessoa: "Minha pátria é a língua portuguesa" (nos 15 anos da CPLP).

- 8º número (2º semestre de 2011): O Pensamento da Cultura de Língua Portuguesa: nos 30 anos da morte de Álvaro Ribeiro.

- 9º número (1º semestre de 2012): Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?

- 10º número (2º semestre de 2012): Leonardo Coimbra - Razão e Espiritualidade: nos 100 anos de "O Criacionismo (Esboço de um Sistema Filosófico)".

Para o 10º número, os textos devem ser enviados até ao final de Junho.


Morada: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais,

Apartado 21, 2711-953 Sintra, Portugal.

Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.

EDITORIAL

Sendo a NOVA ÁGUIA uma Revista que, de forma assumida e descomplexada, dá o devido destaque aos autores maiores da nossa tradição filosófica e cultural, inevitavelmente teríamos que dedicar um número a Álvaro Ribeiro – depois de já o termos feito a António Vieira, Agostinho da Silva, Teixeira de Pascoaes e Fernando Pessoa. A ocasião chegou, agora que se assinalam os trinta anos da sua morte. Que outra Revista o poderia fazer?
Em muitos casos mais referida do que propriamente lida, a obra de Álvaro Ribeiro tornou-se numa espécie de bandeira do que em geral se designa por “Filosofia Portuguesa” – quer para os que a defendem, quer, contrapolarmente, para aqueles que contestam, ainda hoje, a sua existência. Desde logo por isso, o próprio Álvaro Ribeiro acabou por se tornar no autor mais emblemático da dita “Filosofia Portuguesa”.
Por essa mesma razão, a sua figura ainda hoje desperta reacções assaz apaixonadas, num e noutro sentido, o que, se por um lado, lhe tem preservado, trinta anos após a sua morte, uma apreciável notoriedade, por outro, tem impedido, pelo menos nalguns casos, por evidente preconceito, um estudo mais aprofundado da sua obra. Neste número, procurámos colmatar essa falha, convocando os maiores especialistas na obra de Álvaro Ribeiro, dando, ao mesmo tempo, voz àqueles que ainda hoje contestam a existência de “filosofias nacionais”.
Isto apesar de, com este número, não termos querido ressuscitar qualquer polémica em torno da existência de “filosofias nacionais” – polémica que, a nosso ver, está por inteiro ultrapassada, pelo menos nos termos em que emergiu, após a publicação, em 1943, da obra O Problema da Filosofia Portuguesa. Álvaro Ribeiro continua a ser para nós um autor actual pela simples mas suficiente razão de que todo o pensamento filosófico é sempre já – e nunca deixa de o ser, por mais inconsciente que esteja disso – um pensamento radicado, situado: numa Língua, numa História, numa Cultura…
*
Uma vez mais, a NOVA ÁGUIA prova, pois, a sua abertura. Fundando-se numa determinada Visão de Portugal e do Mundo, devidamente expressa no nosso Manifesto, publicado no primeiro número da Revista, a NOVA ÁGUIA nunca foi nem nunca será um “órgão de propaganda”, mas, ao invés, um “órgão plural”, que, dando destaque a algumas figuras – àquelas que, como é óbvio, a nosso ver o merecem –, o faz, porém, de forma crítica, convocando não apenas os hermeneutas que, à partida, lhes são mais próximos, como, igualmente, alguns dos que lhes são mais distantes.
Como sempre, também este número da NOVA ÁGUIA não se debruça apenas sobre um autor. Assim, para além de Álvaro Ribeiro, neste número evocamos ainda José Marinho – autor que, a par de Álvaro Ribeiro, mais chamou a atenção, entre nós, para a importância que a Filosofia deve reconhecer à Língua, à História e à Cultura (daí o seu conceito de “filosofia situada”) –, Álvaro Cunqueiro – no centenário do seu nascimento –, Joaquim Nabuco – no centenário da sua morte – e Domingos Gonçalves de Magalhães – no bicentenário do seu nascimento. Para além disso, temos ainda textos sobre Fernando Pessoa, bem como sobre os 15 anos da CPLP, data que assinalámos no sétimo número da NOVA ÁGUIA.
Como tem acontecido desde o primeiro número, a Revista termina com a referência aos locais onde tem sido apresentada – numa série, iniciada a 19 de Maio de 2008 na Fundação José Rodrigues, que excede já as duas centenas e meia de sessões, em todo o espaço lusófono –, bem como à Colecção de Livros “Nova Águia”, que já vai em mais de duas dezenas e meia de títulos. Na contra-capa, como igualmente tem sido regra, antecipamos o tema do próximo número: “Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?”. Prova, bem cabal, do nosso optimismo: não só acreditamos que Portugal ainda hoje existe, como existirá daqui a 100 anos…

ÍNDICE

Editorial…5
NOS 30 ANOS DA MORTE DE ÁLVARO RIBEIRO
Álvaro Ribeiro, CARTA A ANTÓNIO QUADROS…8
Azinhal Abelho, Orlando Vitorino, António Quadros, António Cândido Franco, Pinharanda Gomes, Miguel Real, António Braz Teixeira, António Telmo, André Veríssimo e José Augusto Seabra, ÁLVARO RIBEIRO EM 10 INSTANTÂNEOS…9
António Cândido Franco, ÁLVARO RIBEIRO NUM RELANCE DE LUZ…13
António Carlos Carvalho, EXILADO DO MUNDO…14
Artur Manso, O QUE É A ESCOLA FORMAL…15
Carlos Aurélio, UMA FILOSOFIA DO MODO…25
Cynthia Taveira, A ACTIVIDADE DE DEUS…32
Elísio Gala, ÁLVARO RIBEIRO E A FILOSOFIA POLÍTICA…35
Filipe Delfim Santos, UM COLÓQUIO AGORA MAIS ÚTIL & CARTA INÉDITA DE ÁLVARO RIBEIRO À VIÚVA DE DELFIM SANTOS…39
Joaquim Domingues, ERUDIÇÃO FILOSÓFICA…45
José da Costa Macedo, FILOSOFIA E SITUAÇÃO…49
Manuel Ferreira Patrício, A LÍNGUA PORTUGUESA E O DESTINO DE PORTUGAL…58
Maria Leonor L.O. Xavier, A QUESTÃO DA UNIVERSALIDADE DA FILOSOFIA…60
Maria Luísa de Castro Soares, CONCEITO E CONTROVÉRSIA DA FILOSOFIA PORTUGUESA: O APOSTOLADO DE ÁLVARO RIBEIRO…66
Paulo Jorge Brito e Abreu, FILOSOFIA PORTUGUESA EM ÁLVARO RIBEIRO…71
Pedro Martins, PÁTRIA, HISTÓRIA E EPOPEIA: ÁLVARO RIBEIRO, JAIME CORTESÃO E A RENASCENÇA PORTUGUESA…75
Pedro Sinde, ÁLVARO RIBEIRO, FILOSOFIA OPERATIVA E ORAÇÃO MENTAL…88
Rodrigo Sobral Cunha, A RAZÃO RÍTMICA (NO PENSAMENTO DE ÁLVARO RIBEIRO)…97
Pinharanda Gomes, ÁLVARO RIBEIRO (1905-1981): A FILOSOFIA COMO ARTE & ADITAMENTO BIBLIOGRÁFICO…105
SOBRE JOSÉ MARINHO: NOS 50 ANOS DA TEORIA DO SER E DA VERDADE
Renato Epifânio, JOSÉ MARINHO, UM FILÓSOFO METAFÍSICO E, POR ISSO, SITUADO…116
Pinharanda Gomes, A TERTÚLIA DE ÁLVARO RIBEIRO E DE JOSÉ MARINHO…117
Manuela Brito Martins, A FILOSOFIA DA HISTÓRIA EM OLIVEIRA MARTINS A PARTIR DE UMA LEITURA DE JOSÉ MARINHO…126
SOBRE ÁLVARO CUNQUEIRO, JOAQUIM NABUCO E DOMINGOS GONÇALVES DE MAGALHÃES
Maria Seoane Dovigo, ÁLVARO CUNQUEIRO, CEM ANOS DEPOIS…132
João Bigotte Chorão, JOAQUIM NABUCO: UM BRASILEIRO EUROPEU…134
António Braz Teixeira, NOS DUZENTOS ANOS DE DOMINGOS GONÇALVES DE MAGALHÃES…140
AINDA SOBRE FERNANDO PESSOA
Giancarlo de Aguiar, TRANSPERSONAS NA ESFINGE DE FERNANDO PESSOA…144
Ruben David Azevedo, PESSOA: UMA SINGULAR PLURALIDADE…151
Samuel Dimas, FERNANDO PESSOA E A ESTÉTICA DA RENASCENÇA PORTUGUESA: D’A ÁGUIA À ORPHEU…152
António Cândido Franco, FERNANDO PESSOA SOB O SIGNO DA PÁTRIA DA LÍNGUA…155
Maria Clara Tavares, PASCOAES E PESSOA…159
Luís Tavares, PESSOA: A ESCRITA E A TERRA DE NINGUÉM…161
Kazufumi Watanabe, PESSOA NO JAPÃO…163
AINDA NOS 15 ANOS DA CPLP: TRAJECTOS LUSÓFONOS
Adriano Moreira, AS CULTURAS DOS POVOS DO MEDITERRÂNEO…166
António José Borges, RUMAR PORTUGAL, CONSIDERAR A EUROPA, PENSAR A LUSOFONIA…169
Delmar Maia Gonçalves, DEAMBULAÇÕES LITERÁRIAS…178
Dirk Hennrich, PORTUGAL, A EUROPA E AS MARGENS DA FILOSOFIA (COM CARTA DE JOAQUIM DOMINGUES)…181
João Pereira de Matos, 17 GEDANKENEXPERIMENTE…187
Joaquim Miguel Patrício, PRESENTE E FUTURO DA LÍNGUA PORTUGUESA NUM QUADRO ESTRATÉGICO GLOBAL…189
Lúcia Helena Alves de Sá, A FILOGONIA DO PENSAMENTO DA CULTURA DE LÍNGUA PORTUGUESA…199
Miguel Real, O FUTURO DA LUSOFONIA…200
Nelson Goulart, LÍNGUA MÃE LÍNGUA FILHA…203
Nuno Sotto Mayor Ferrão, A DINÂMICA HISTÓRICA DO CONCEITO DE LUSOFONIA (1653-2011)…204
Rui Martins, VIAGEM À GUINÉ-BISSAU…209
Sam Cyrous, DO CORAÇÃO DA COOPERAÇÃO À AVALIAÇÃO DA AÇÃO: CPLP ONTEM, HOJE E AMANHÃ…219
Simion Doru Cristea, A ENERGUEIA DAS LÍNGUAS AFRICANAS…221
Ximenes Belo, DISCURSO DA ACADEMIA…226
RUBRICAS
ENTRECAMPOS, de J. Pinharanda Gomes…230
AS IDEIAS PORTUGUESAS DE GEORGE TILL, de Jorge Telles de Menezes…233
DO ESPÍRITO DOS LUGARES, de Manuel J. Gandra…234
LITERATURA ORAL E TRADICIONAL, de Ana Paula Guimarães…239
BIBLIÁGUIO
DIÁLOGOS DE AMOR, DE LEÃO HEBREU, por Celeste Natário…244
MEMORIAL DO CONVENTO, DE JOSÉ SARAMAGO, por Gabriela Lança…245
LEVANTE, 1487 – A VÃ GLÓRIA DE JOÃO ÁLVARES, DE JOSÉ MARIA PIMENTEL…248
ÚLTIMAS OBRAS DA COLECÇÃO NOVA ÁGUIA, por Renato Epifânio…249
EXTRAVOO
António José de Brito, APONTAMENTO QUÁSI SUPERFICIAL SOBRE ÉTICA…252
António Monteiro, ARISTIPO DE CIRENE: UM FILÓSOFO NAS MARGENS DA HISTÓRIA…254
POEMÁGUIO
Eduardo Aroso, ÁLVARO RIBEIRO; UM VELHO PROFETA…7
António José Queiroz, VIAGEM…131
Teresa Dugos, CÁLICE; DA TERRA; MAUSOLÉU…142
Manuel Neto dos Santos, DA PANACEIA…165
Maurícia Teles da Silva, SETE PREMISSAS PARA A LIBERDADE…242
António José Borges, RESILIÊNCIA…242
Maria Luísa Francisco, FOSSE O DIA JÁ NOITE…243
Fernando Esteves Pinto, IDENTIDADE E CONFLITO…250
MAPIÁGUIO…259
COLECÇÃO NOVA ÁGUIA…260
ASSINATURAS…261

NOVA ÁGUIA 8: LANÇAMENTOS

10.10.11 - 18h30: Livraria FNAC Chiado (Lisboa)
12.10.11 - 18h30: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
15.10.11 - 16h00: Sociedade da Língua Portuguesa (Lisboa)
15.10.11 - 18h00: Casa Bocage (Setúbal)
21.10.11 - 18h00: Centro Cultural Luso Moçambicano
29.10.11 - 15h00: Biblioteca Municipal de Sesimbra
04.11.11 - 21h30: Espaço Poesis (Porto)
05.11.11 - 17h00: Biblioteca Albano Sardoeira (Amarante)
12.11.11 - 19h00: Auditório da Escola Básica Integrada de Montargil
23.11.11 - 18h30: Livraria FNAC Vasco da Gama (Lisboa)
03.11.11 - 15h00: Casa do Fauno (Sintra)
06.12.11 - 16h00: Palácio da Independência (Lisboa)
09.12.11 - 17h00: Faculdade de Filosofia (Braga)
15.12.11 - 21h30: Art Gallery / Café dos Artistas (Lisboa)
15.01.12 - 16h00: Castelo de Leiria (Sede da ACRENARMO)
27.01.12 - 21h30: Biblioteca Municipal da Lagoa


Em breve, anunciaremos o primeiro lançamento da NOVA ÁGUIA 9

Para agendar um lançamento: novaaguia@gmail.com; 967044286.

MAPIÁGUIO (mapa de locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA): Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Almada, Amadora, Amarante, Arraiolos, Aveiro, Bairro Português de Malaca, Barcelos, Batalha, Belo Horizonte, Bissau, Braga, Bragança, Brasília, Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Carnide, Campinas, Cascais, Castro Marim, Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Fortaleza, João Pessoa, Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loures, Luanda, Mem Martins, Messines, Mindelo, Mira, Montargil, Montijo, Nazaré, Nova Iorque, Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense, Ovar, Pangim (Goa), Pisa, Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife, Redondo, Régua, Rio de Janeiro, Sacavém, Santiago de Compostela, São João da Madeira, São João d’El Rei, São Paulo, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Viana do Castelo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.

Nota: Muitos destes lançamentos, não só no país como por todo o espaço lusófono, só têm sido possíveis pelo apoio que a este projecto tem sido dado, desde a primeira hora, pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono. O nosso público reconhecimento por isso. Desta forma, a NOVA ÁGUIA tem tido uma projecção não apenas estritamente nacional mas lusófona.

Lançamentos já noticiados em:

RTP

Diário de Notícias

Diário Digital

Expresso

Jornal de Notícias

Jornal Porto Net

Notícias Lusófonas

Público


E em muitas dezenas de blogues...

FAÇA PARTE DESTE PROJECTO. ASSINE A NOVA ÁGUIA: http://www.zefiro.pt/novaaguia.

À venda nas melhores livrarias do país.
E ainda no Brasil: Espaço Cultural É-Realizações, Rua França Pinto, 498 - Vila Mariana - São Paulo; Livraria Hildebrando (Universidade de Brasília); Via Livros (contacto - Alexandre Santos: alexandresantos@br.inter.net).
E ainda na Galiza: Livraria Couceiro (Praça de Cervantes, 6, Santiago de Compostela/ Enrique Dequit, 12, Corunha; Livraria Torga (Ourense, Rua da Paz, 12); Livraria Andel (Vigo, Rua Pintor Lugrís, 10). E ainda em Cabo Verde: Livraria Semente (Mindelo).

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural
Ângelo Alves, "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo"

Segunda-feira, 23 de Maio de 2011

Domingo, 22 de Maio de 2011

Declaração MIL sobre as “Invasões Napoleónicas”

A História foi o que foi e não é reconstituível. As “Invasões Napoleónicas”, ocorridas há cerca de duzentos anos, foram um acontecimento cujas lesões pessoais, sociais e económicas não cumprirá julgar a posteriori.
No entanto, subsistem aspectos susceptíveis de correcção – caso, por exemplo, das obras de arte então levadas, algumas das quais ainda hoje em exibição em museus franceses.
Nessa medida, em nome das boas relações entre Portugal e França, hoje parceiros da União Europeia, solicitamos que, neste momento de profunda crise que Portugal atravessa, a França proceda à devolução das obras de Arte que o exército levou consigo de Portugal: seria um gesto de simbólica e efectiva solidariedade, além do que representa de revisitação construtiva da História.
Para tal, propõe-se que:
- se faça um inventário de todas as obras levadas de Portugal durante as Invasões;
- se peça que essas obras sejam devolvidas num prazo razoável.

Ao defender a reposição da Justiça e a defesa do património histórico português, o MIL salienta que esse património é pertença de toda a comunidade lusófona.

MIL: Movimento Internacional Lusófono
www.movimentolusofono.org

Carta ao Grupo Editorial Leya


Alguns dos membros do nosso movimento cultural e cívico verificaram que a vossa Editora “Gailivro” comercializa planisférios em que os países lusófonos aparecem destacados – o que muito nos satisfaz, não promovesse o MIL o reforço dos laços entre a Comunidade lusófona (no plano cultural, mas também social, económico e político). Contudo, nesses mesmos planisférios a Guiné-Bissau aparece confundida com a Guiné-Conacri: http://www.bertrand.pt/fotos/produtos/9789895576562_1293193525.jpg

Apelamos, pois, a que tal erro – tanto mais grave porquanto é material concebido para ser usado em salas de aulas – seja corrigido num prazo razoável. Quanto isso acontecer, teremos todo o gosto em colocar na nossa própria sede um desses planisférios, bem como em difundi-lo junto dos nossos milhares de aderentes, de todo o espaço lusófono.

MIL: Movimento Internacional Lusófono

www.movimentolusofono.org

Sexta-feira, 20 de Maio de 2011

Este Sábado, mais 2 lançamentos da NOVA ÁGUIA 7

21.05.11 - 12h30: Universidade Católica Portuguesa (Porto)
No âmbito do Colóquio "O pensamento e a obra de Teófilo Braga"


21.05.11 - 17h00: Biblioteca Municipal de Gondomar
No âmbito do Encontro "Lusofonia: Cultura e Sociedades"

Quinta-feira, 19 de Maio de 2011

25 de Maio: "Faces de Eva"

Esta Sexta, NOVA ÁGUIA em Vila Meã (Amarante)

Vai ter lugar no próximo dia 20 de Maio, pelas 21:00, na extensão de Vila Meã da Biblioteca Municipal Albano Sardoeira, a apresentação, por Adriano Basto, do número 7 da “Nova Águia: Revista de Cultura para o Século XXI”, cujo tema é “Fernando Pessoa – minha Pátria é a Língua Portuguesa: nos 15 anos da CPLP”.

O evento inclui, ainda, a apresentação, por Abel Coelho, vereador com o pelouro da Educação na Câmara de Amarante, de “A Águia e a República: 100 anos depois.
O Presidente da Câmara de Amarante, Armindo Abreu, convida à participação neste evento.

Exposição "Os Africanos em Portugal"

4 de Junho

Quarta-feira, 18 de Maio de 2011

MIGUEL TORGA NA PENA DE MANUEL ANTUNES S.J.


DA MEMÓRIA… JOSÉ LANÇA-COELHO

Quem se debruçar sobre a obra do fabuloso erudito padre Manuel Antunes, - o único professor catedrático da Faculdade de Letras que juntamente com David Mourão- Ferreira não precisou de prestar provas para ocupar a cátedra -, encontrará no seu livro Legómena – Textos de Teoria e Crítica Literária (1), múltiplas referências a escritores portugueses e estrangeiros, nomeadamente, a Miguel Torga.

É sobre as alusões de Manuel Antunes ao poeta de S. Martinho de Anta que nos vamos debruçar.

As primeiras referências a Torga surgem no ensaio intitulado «Panorama Literário Português de 1952» (2) e reportam-se à poesia. Assim, depois de falar de José Régio e do seu irmão Saul Dias, escreve o seguinte: “Outro poeta que também fez parte da ‘Presença’, mas que, breve, se autonomizou pela descoberta e pela adesão a um telurismo agónico, Miguel Torga, deu-nos ‘Alguns Poemas Ibéricos’ onde se encontram das coisas mais significativas da sua maneira, apesar de, pela contextura exterior, o livro se aproximar da ‘Mensagem’ de F. Pessoa. É que, antes de ser europeu – que o é, como demonstram certos fragmentos do seu ‘Diário’ – M. Torga é visceralmente peninsular: do centro, não da orla marítima.” (3) Da apreciação antuniana ressaltam três ideias charneira, a reter: telurismo agónico, semelhança com a Mensagem pessoana, e, visceralmente peninsular do centro. A primeira e a última radicam no simbolismo do seu pseudónimo: Torga, a pequena urze que resiste às inclemências do clima transmontano; Miguel como Cervantes, Molina e Unamuno. A segunda referência tem como tema a produção novelística do autor, isto é, “certos contos de Miguel Torga” (4)

A referência seguinte a Torga encontramo-la no ensaio «Pequena Crónica de Poesia» (5), quando Manuel Antunes ao analisar a poesia de A. Leitão a compara com a do vate de S. Martinho de Anta, escrevendo: “Como Miguel Torga, em certos de seus momentos, fatalista e revoltado: Faço-me altivo ao rumo de acabar/ Já que fui resolvido na matriz/ Num gesto – sorte de moeda ao ar!” (6)

A próxima referência ao autor de Bichos surge no artigo «Aspectos do Panorama Literário em 1953» (7), quando Antunes escreve o seguinte sobre o Diário VI, uma das obras paradigmáticas deste escritor e, que atingirá a edição de 16 volumes:”Miguel Torga prossegue um longo diálogo, em prosa e verso, sobre o destino do homem e o nosso destino de povo. Revolta contra o Absoluto ou aceitação da Transcendência? Europeização ou nacionalismo? E o autor vai optando pelos primeiros termos sem que, no entanto, a decisão final tenha sido dada. É trabalho para mais largo e atento estudo.” (8)

A derradeira referência a Torga aparece no artigo «Aspectos do Panorama Literário Português de 1954» (9) quando Antunes fala do livro da poesia torguiana, Penas do Purgatório, vencedor do Prémio Almeida Garrett, e do de Adolfo Casais Monteiro intitulado Voo sem Pássaro Dentro, afirmando que ambos têm em comum: “o antiteísmo e a vontade crispada de se fincarem na terra, de aderirem à terra; o irrequietismo insatisfeito, atravessado, lá bem no fundo, porquê? Pela nostalgia duma perfeição, dum universo entrevisto melhor. Mas este drama, idêntico na raiz – substancialmente idêntico – diversifica-se. Em Torga, aparece-nos o homem como que talhando-se vivo no próprio ser, criando-o e criando-se a si mesmo como um absoluto: daí a forma rude, descarnada, essencial, mas completa. (…) Dois poetas da revolta, vivos hoje, nestes nossos tempos prometeicos mas, talvez mais vivos ainda pela afirmação de Amor que essa revolta, no fundo, implica.” (10)

1 – Manuel Antunes S.J., Legómena – Textos de Teoria e Crítica Literária, Organização e selecção de Maria Ivone de Ornellas de Andrade, Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 1987, 587 pp.
2 – Id., ibid., pp. 233-241.
3 – Id., ibid., p. 234.
4 – Id., ibid., p. 238.
5 – Id., ibid., pp. 246-251.
6 – Id., ibid., p. 250.
7 – Id., ibid., pp. 285-292.
8 – Id., ibid., pp. 290-291.
9 – Id., ibid., pp. 363-370.
10 – Id., ibid., p. 364.

Hoje: Lançamento do livro Grandes Dúvidas da Língua Portuguesa




Quarta-feira, 18 de Maio · 18:30 - 21:00

Livraria Leya na CE Buchholz
Rua Duque de Palmela, 4
Lisboa

Domingo, 8 de Maio de 2011

Esta quinta

Sociedade da Língua Portuguesa
Instituto de Cultura
Instituição de Utilidade Pública
Membro Honorário da Ordem do Infante D. Henrique



Lisboa, 6 de Maio de 2011


Prezado (a) Amigo (a):

Vimos convidá-lo a assistir ao lançamento do livro Meridianos, do Dr. Henrique Madeira no dia 12 de Maio, 5ª feira, pelas 18.30 horas, na sede da SLP.
A apresentação será feita por Pinharanda Gomes.
A entrada é livre.
Informações pelos telefones 213 533 458 / 213 573 204, das 13.30 às 19.30 horas, de 2ª. a 6ª. feira, ou pelo correio electrónico soclingport@gmail.com


Com os nossos cumprimentos

A Presidente da Direcção
Dra. Elsa Rodrigues dos Santos

21 de Maio

Viagem ao Património de Origem Portuguesa: 8 de Maio



Lançamento do livro No Mundo das Maravilhas, de Joaquim Magalhães de Castro.
Domingo, dia 8 de Maio, pelas 19 horas, no Auditório da APEL, Feira do Livro de Lisboa, no Parque Eduardo VII.

A apresentação do livro será feita por Pedro Proença Mendes, Comandante do Navio – Escola Sagres que recentemente concluiu uma viagem de circum-navegação.


SINOPSE
No Mundo das Maravilhas – Viagem ao Património de Origem Portuguesa, do Uruguai a Omã
Joaquim Magalhães de Castro
Editorial Presença – Colecção Volta ao Mundo

Desde o início da Expansão marítima, os portugueses deixaram um riquíssimo legado pelos sítios por onde passaram e que ainda hoje assume as mais diversas formas, podendo manifestar-se através de costumes, tradições, gastronomia, arquitectura ou expressões linguísticas. Com o intuito de documentar parte deste património, Joaquim Magalhães de Castro embarca numa viagem de reconhecimento ao encontro dos inúmeros ecos da presença portuguesa no globo. No Mundo das Maravilhas leva-nos assim a conhecer lugares e histórias surpreendentes, ao longo de milhares de quilómetros que vão da América do Sul à costa leste africana, terminando no Golfo Pérsico.

Sábado, 7 de Maio de 2011

Hoje: NOVA ÁGUIA em Leiria e Coimbra

07.05.11 - 14h30: Auditório José Neto (Leiria)

07.05.11 - 16h30: Galeria-Bar Santa Clara (Coimbra)

Sexta-feira, 6 de Maio de 2011

Hoje: 06.05.11 - 18h30: Livraria Bucholz (Lisboa)

"Cultura Portuguesa vista do exterior"
Participantes - Dirk Heinrich
Simion Doru Cristea
Béata Cieszynska
Presidência da mesa: José Eduardo Franco
Nesta sessão serão apresentadas as revistas "Letras com Vida" nº 2 e "Nova Águia" nº 7, pelos professores Annabela Rita e Renato Epifânio

Quarta-feira, 4 de Maio de 2011

Amanhã, em Tomar: 243º lançamento da NOVA ÁGUIA

05.05.11 - 10h30: Biblioteca Municipal de Tomar

Faria hoje 106 anos...


A 4 de Maio de 1905, nasce, em Mortágua, o escritor português António Branquinho da Fonseca. Entre a sua produção textual, destacamos a novela O Barão (1942) e o livro de contos Rio Turvo (1945).

Fonte: O Leme

Mircea Eliade: Hoje

Segunda-feira, 2 de Maio de 2011

De Lívio de Morais: Exposição

EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA: CARTA CONJUNTA DO MIL, SLP E AICL.


O MIL: Movimento Internacional Lusófono, a SLP: Sociedade da Língua Portuguesa e a AICL: Associação Internacional dos Colóquios da Lusofonia, tendo tomado conhecimento da proposta da União Europeia de instituir uma cooperação "reforçada" no âmbito da criação da protecção de patente unitária que consagra um regime de utilização nas instituições da UE apenas de três línguas (Inglês, Francês e Alemão) em detrimento das vinte e três línguas actuais, tendo como principal argumento a diminuição de custos de tradução, vêm declarar publicamente a sua oposição a esta proposta que põe em causa a defesa e a valorização da língua portuguesa que é, afinal, a quinta língua com mais falantes no mundo e a terceira do espaço europeu. Além disso, vai contra os interesses nacionais não só portugueses, como de todos os outros países fora da área linguística proposta, numa Europa, cuja maior riqueza é o seu multilinguismo, lesando interesses culturais e económicos, desrespeitando os tratados europeus estabelecidos, prejudicando os mercados internos e discriminando a maioria dos Estados-membros.

Renato Epifânio, Presidente do MIL

Elsa Rodrigues dos Santos, Presidente da SLP

Chrys Chrystello, Presidente da AICL

Outras entidades subscritoras:
Associação Portuguesa de Tradutores
CLEPUL – Centro de Literaturas Lusófonas e Europeias
Fundaçom Meendinho (Galiza)

12 de Maio, nos Açores

Esta quinta, no Porto: mais uma sessão sobre "A Águia" e a "Renascença Portuguesa"

Domingo, 1 de Maio de 2011

Mais uma sessão memorável: ontem, em Sesimbra...

Na mesa: Luís Paixão, Mário Nunes Vieira, Renato Epifânio e Pedro Sinde

Do monopólio do pensar. Ou da manipulação crítica...

A chamada “filosofia portuguesa” conheceu nos últimos anos alguns ressurgimentos editoriais, um dos quais é a revista Nova Águia, herdeira da Águia, que foi o órgão do movimento da Renascença Portuguesa. Apesar da sua aparente apolitia, a Nova Águia (cujo primeiro número era sobre “A Ideia de Pátria” e o mais recente tem por tema o célebre dito de Bernardo Soares: “Minha pátria é a língua portuguesa”) pode ser identificada com uma cultura de Direita. É típico da Esquerda não saber o que é a cultura da Direita, até para evitar o embaraço de verificar o quanto está impregnada dela (por exemplo, a poesia portuguesa mais próxima da cultura de Direita é a de Manuel Alegre). A principal característica desta cultura é o facto de funcionar como uma máquina mitológica que constrói uma identidade, reduzindo o passado — com o qual mantém uma relação viciada — a uma papa indistinta de destino e devir, de passado mítico e presente incognoscível, porque nenhuma ciência humana ou social pode penetrar na linguagem das ideias sem palavras.

Um exemplo de ideia sem palavras é a da saudade como uma fundamental “Stimmung”, tonalidade afetiva, que marca o “pensamento português”. Desse território das ideias sem palavras só pode nascer uma retórica do sublime, cujo pressuposto é o da existência de um núcleo mítico e profundo, onde o idealismo triunfa sobre a racionalidade e tudo se espiritualiza. A cultura de Direita é monumental e fundacional. Por isso, o património cultural é, por excelência, um lugar de pertença que a cultura de Direita reivindica como a sua mais legítima morada. Manipular o passado é a sua grande arte, tanto quanto a Esquerda pretende ter o monopólio do futuro. E se a Esquerda não é capaz de pensar a cultura de Direita, a Direita situa-se num campo onde nem existe tal dialética para ser pensada.

António Guerreiro, «Ao pé da letra», Expresso-Atual, Portugal, 30.4.2011.