"a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português. Em tempos de globalização, esta qualidade – a de evidenciar o pensamento nacional – deve ser exaltada"
A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.
A NOVA ÁGUIA pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu “espírito”, adaptado ao século XXI, conforme se pode ler no nosso Manifesto.
Tal como n’ A Águia, procuraremos o contributo das mais relevantes figuras da nossa Cultura, que serão chamadas a reflectir sobre determinados temas:
- 1º número (1º semestre de 2008): A ideia de Pátria: sua actualidade.
- 2º número (2º semestre de 2008): António Vieira e o futuro da Lusofonia.
- 3º número (1º semestre de 2009): O legado de Agostinho da Silva, 15 anos após a sua morte.
- 4º número (2º semestre de 2009): Pascoaes, Portugal e a Europa: 20 anos após a queda do Muro de Berlim.
- 5º número (1º semestre de 2010): Os 100 anos d' A Águia e a situação cultural de hoje.
- 6º número (2º semestre de 2010): A República, 100 anos depois.
- 7º número (1º semestre de 2011): Fernando Pessoa: "Minha pátria é a língua portuguesa" (nos 15 anos da CPLP).
- 8º número (2º semestre de 2011): O Pensamento da Cultura de Língua Portuguesa: nos 30 anos da morte de Álvaro Ribeiro.
- 9º número (1º semestre de 2012): Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?
- 10º número (2º semestre de 2012): Leonardo Coimbra - Razão e Espiritualidade: nos 100 anos de "O Criacionismo (Esboço de um Sistema Filosófico)".
Para o 10º número, os textos devem ser enviados até ao final de Junho.
Morada: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais,
Apartado 21, 2711-953 Sintra, Portugal.
Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.
EDITORIAL
Em muitos casos mais referida do que propriamente lida, a obra de Álvaro Ribeiro tornou-se numa espécie de bandeira do que em geral se designa por “Filosofia Portuguesa” – quer para os que a defendem, quer, contrapolarmente, para aqueles que contestam, ainda hoje, a sua existência. Desde logo por isso, o próprio Álvaro Ribeiro acabou por se tornar no autor mais emblemático da dita “Filosofia Portuguesa”.
Por essa mesma razão, a sua figura ainda hoje desperta reacções assaz apaixonadas, num e noutro sentido, o que, se por um lado, lhe tem preservado, trinta anos após a sua morte, uma apreciável notoriedade, por outro, tem impedido, pelo menos nalguns casos, por evidente preconceito, um estudo mais aprofundado da sua obra. Neste número, procurámos colmatar essa falha, convocando os maiores especialistas na obra de Álvaro Ribeiro, dando, ao mesmo tempo, voz àqueles que ainda hoje contestam a existência de “filosofias nacionais”.
Isto apesar de, com este número, não termos querido ressuscitar qualquer polémica em torno da existência de “filosofias nacionais” – polémica que, a nosso ver, está por inteiro ultrapassada, pelo menos nos termos em que emergiu, após a publicação, em 1943, da obra O Problema da Filosofia Portuguesa. Álvaro Ribeiro continua a ser para nós um autor actual pela simples mas suficiente razão de que todo o pensamento filosófico é sempre já – e nunca deixa de o ser, por mais inconsciente que esteja disso – um pensamento radicado, situado: numa Língua, numa História, numa Cultura…
*
Uma vez mais, a NOVA ÁGUIA prova, pois, a sua abertura. Fundando-se numa determinada Visão de Portugal e do Mundo, devidamente expressa no nosso Manifesto, publicado no primeiro número da Revista, a NOVA ÁGUIA nunca foi nem nunca será um “órgão de propaganda”, mas, ao invés, um “órgão plural”, que, dando destaque a algumas figuras – àquelas que, como é óbvio, a nosso ver o merecem –, o faz, porém, de forma crítica, convocando não apenas os hermeneutas que, à partida, lhes são mais próximos, como, igualmente, alguns dos que lhes são mais distantes.
Como sempre, também este número da NOVA ÁGUIA não se debruça apenas sobre um autor. Assim, para além de Álvaro Ribeiro, neste número evocamos ainda José Marinho – autor que, a par de Álvaro Ribeiro, mais chamou a atenção, entre nós, para a importância que a Filosofia deve reconhecer à Língua, à História e à Cultura (daí o seu conceito de “filosofia situada”) –, Álvaro Cunqueiro – no centenário do seu nascimento –, Joaquim Nabuco – no centenário da sua morte – e Domingos Gonçalves de Magalhães – no bicentenário do seu nascimento. Para além disso, temos ainda textos sobre Fernando Pessoa, bem como sobre os 15 anos da CPLP, data que assinalámos no sétimo número da NOVA ÁGUIA.
Como tem acontecido desde o primeiro número, a Revista termina com a referência aos locais onde tem sido apresentada – numa série, iniciada a 19 de Maio de 2008 na Fundação José Rodrigues, que excede já as duas centenas e meia de sessões, em todo o espaço lusófono –, bem como à Colecção de Livros “Nova Águia”, que já vai em mais de duas dezenas e meia de títulos. Na contra-capa, como igualmente tem sido regra, antecipamos o tema do próximo número: “Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?”. Prova, bem cabal, do nosso optimismo: não só acreditamos que Portugal ainda hoje existe, como existirá daqui a 100 anos…
ÍNDICE
NOS 30 ANOS DA MORTE DE ÁLVARO RIBEIRO
Álvaro Ribeiro, CARTA A ANTÓNIO QUADROS…8
Azinhal Abelho, Orlando Vitorino, António Quadros, António Cândido Franco, Pinharanda Gomes, Miguel Real, António Braz Teixeira, António Telmo, André Veríssimo e José Augusto Seabra, ÁLVARO RIBEIRO EM 10 INSTANTÂNEOS…9
António Cândido Franco, ÁLVARO RIBEIRO NUM RELANCE DE LUZ…13
António Carlos Carvalho, EXILADO DO MUNDO…14
Artur Manso, O QUE É A ESCOLA FORMAL…15
Carlos Aurélio, UMA FILOSOFIA DO MODO…25
Cynthia Taveira, A ACTIVIDADE DE DEUS…32
Elísio Gala, ÁLVARO RIBEIRO E A FILOSOFIA POLÍTICA…35
Filipe Delfim Santos, UM COLÓQUIO AGORA MAIS ÚTIL & CARTA INÉDITA DE ÁLVARO RIBEIRO À VIÚVA DE DELFIM SANTOS…39
Joaquim Domingues, ERUDIÇÃO FILOSÓFICA…45
José da Costa Macedo, FILOSOFIA E SITUAÇÃO…49
Manuel Ferreira Patrício, A LÍNGUA PORTUGUESA E O DESTINO DE PORTUGAL…58
Maria Leonor L.O. Xavier, A QUESTÃO DA UNIVERSALIDADE DA FILOSOFIA…60
Maria Luísa de Castro Soares, CONCEITO E CONTROVÉRSIA DA FILOSOFIA PORTUGUESA: O APOSTOLADO DE ÁLVARO RIBEIRO…66
Paulo Jorge Brito e Abreu, FILOSOFIA PORTUGUESA EM ÁLVARO RIBEIRO…71
Pedro Martins, PÁTRIA, HISTÓRIA E EPOPEIA: ÁLVARO RIBEIRO, JAIME CORTESÃO E A RENASCENÇA PORTUGUESA…75
Pedro Sinde, ÁLVARO RIBEIRO, FILOSOFIA OPERATIVA E ORAÇÃO MENTAL…88
Rodrigo Sobral Cunha, A RAZÃO RÍTMICA (NO PENSAMENTO DE ÁLVARO RIBEIRO)…97
Pinharanda Gomes, ÁLVARO RIBEIRO (1905-1981): A FILOSOFIA COMO ARTE & ADITAMENTO BIBLIOGRÁFICO…105
SOBRE JOSÉ MARINHO: NOS 50 ANOS DA TEORIA DO SER E DA VERDADE
Renato Epifânio, JOSÉ MARINHO, UM FILÓSOFO METAFÍSICO E, POR ISSO, SITUADO…116
Pinharanda Gomes, A TERTÚLIA DE ÁLVARO RIBEIRO E DE JOSÉ MARINHO…117
Manuela Brito Martins, A FILOSOFIA DA HISTÓRIA EM OLIVEIRA MARTINS A PARTIR DE UMA LEITURA DE JOSÉ MARINHO…126
SOBRE ÁLVARO CUNQUEIRO, JOAQUIM NABUCO E DOMINGOS GONÇALVES DE MAGALHÃES
Maria Seoane Dovigo, ÁLVARO CUNQUEIRO, CEM ANOS DEPOIS…132
João Bigotte Chorão, JOAQUIM NABUCO: UM BRASILEIRO EUROPEU…134
António Braz Teixeira, NOS DUZENTOS ANOS DE DOMINGOS GONÇALVES DE MAGALHÃES…140
AINDA SOBRE FERNANDO PESSOA
Giancarlo de Aguiar, TRANSPERSONAS NA ESFINGE DE FERNANDO PESSOA…144
Ruben David Azevedo, PESSOA: UMA SINGULAR PLURALIDADE…151
Samuel Dimas, FERNANDO PESSOA E A ESTÉTICA DA RENASCENÇA PORTUGUESA: D’A ÁGUIA À ORPHEU…152
António Cândido Franco, FERNANDO PESSOA SOB O SIGNO DA PÁTRIA DA LÍNGUA…155
Maria Clara Tavares, PASCOAES E PESSOA…159
Luís Tavares, PESSOA: A ESCRITA E A TERRA DE NINGUÉM…161
Kazufumi Watanabe, PESSOA NO JAPÃO…163
AINDA NOS 15 ANOS DA CPLP: TRAJECTOS LUSÓFONOS
Adriano Moreira, AS CULTURAS DOS POVOS DO MEDITERRÂNEO…166
António José Borges, RUMAR PORTUGAL, CONSIDERAR A EUROPA, PENSAR A LUSOFONIA…169
Delmar Maia Gonçalves, DEAMBULAÇÕES LITERÁRIAS…178
Dirk Hennrich, PORTUGAL, A EUROPA E AS MARGENS DA FILOSOFIA (COM CARTA DE JOAQUIM DOMINGUES)…181
João Pereira de Matos, 17 GEDANKENEXPERIMENTE…187
Joaquim Miguel Patrício, PRESENTE E FUTURO DA LÍNGUA PORTUGUESA NUM QUADRO ESTRATÉGICO GLOBAL…189
Lúcia Helena Alves de Sá, A FILOGONIA DO PENSAMENTO DA CULTURA DE LÍNGUA PORTUGUESA…199
Miguel Real, O FUTURO DA LUSOFONIA…200
Nelson Goulart, LÍNGUA MÃE LÍNGUA FILHA…203
Nuno Sotto Mayor Ferrão, A DINÂMICA HISTÓRICA DO CONCEITO DE LUSOFONIA (1653-2011)…204
Rui Martins, VIAGEM À GUINÉ-BISSAU…209
Sam Cyrous, DO CORAÇÃO DA COOPERAÇÃO À AVALIAÇÃO DA AÇÃO: CPLP ONTEM, HOJE E AMANHÃ…219
Simion Doru Cristea, A ENERGUEIA DAS LÍNGUAS AFRICANAS…221
Ximenes Belo, DISCURSO DA ACADEMIA…226
RUBRICAS
ENTRECAMPOS, de J. Pinharanda Gomes…230
AS IDEIAS PORTUGUESAS DE GEORGE TILL, de Jorge Telles de Menezes…233
DO ESPÍRITO DOS LUGARES, de Manuel J. Gandra…234
LITERATURA ORAL E TRADICIONAL, de Ana Paula Guimarães…239
BIBLIÁGUIO
DIÁLOGOS DE AMOR, DE LEÃO HEBREU, por Celeste Natário…244
MEMORIAL DO CONVENTO, DE JOSÉ SARAMAGO, por Gabriela Lança…245
LEVANTE, 1487 – A VÃ GLÓRIA DE JOÃO ÁLVARES, DE JOSÉ MARIA PIMENTEL…248
ÚLTIMAS OBRAS DA COLECÇÃO NOVA ÁGUIA, por Renato Epifânio…249
EXTRAVOO
António José de Brito, APONTAMENTO QUÁSI SUPERFICIAL SOBRE ÉTICA…252
António Monteiro, ARISTIPO DE CIRENE: UM FILÓSOFO NAS MARGENS DA HISTÓRIA…254
POEMÁGUIO
Eduardo Aroso, ÁLVARO RIBEIRO; UM VELHO PROFETA…7
António José Queiroz, VIAGEM…131
Teresa Dugos, CÁLICE; DA TERRA; MAUSOLÉU…142
Manuel Neto dos Santos, DA PANACEIA…165
Maurícia Teles da Silva, SETE PREMISSAS PARA A LIBERDADE…242
António José Borges, RESILIÊNCIA…242
Maria Luísa Francisco, FOSSE O DIA JÁ NOITE…243
Fernando Esteves Pinto, IDENTIDADE E CONFLITO…250
MAPIÁGUIO…259
COLECÇÃO NOVA ÁGUIA…260
ASSINATURAS…261
NOVA ÁGUIA 8: LANÇAMENTOS
12.10.11 - 18h30: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
15.10.11 - 16h00: Sociedade da Língua Portuguesa (Lisboa)
15.10.11 - 18h00: Casa Bocage (Setúbal)
21.10.11 - 18h00: Centro Cultural Luso Moçambicano
29.10.11 - 15h00: Biblioteca Municipal de Sesimbra
04.11.11 - 21h30: Espaço Poesis (Porto)
05.11.11 - 17h00: Biblioteca Albano Sardoeira (Amarante)
12.11.11 - 19h00: Auditório da Escola Básica Integrada de Montargil
23.11.11 - 18h30: Livraria FNAC Vasco da Gama (Lisboa)
03.11.11 - 15h00: Casa do Fauno (Sintra)
06.12.11 - 16h00: Palácio da Independência (Lisboa)
09.12.11 - 17h00: Faculdade de Filosofia (Braga)
15.12.11 - 21h30: Art Gallery / Café dos Artistas (Lisboa)
15.01.12 - 16h00: Castelo de Leiria (Sede da ACRENARMO)
27.01.12 - 21h30: Biblioteca Municipal da Lagoa
Em breve, anunciaremos o primeiro lançamento da NOVA ÁGUIA 9
Para agendar um lançamento: novaaguia@gmail.com; 967044286.
MAPIÁGUIO (mapa de locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA): Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Almada, Amadora, Amarante, Arraiolos, Aveiro, Bairro Português de Malaca, Barcelos, Batalha, Belo Horizonte, Bissau, Braga, Bragança, Brasília, Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Carnide, Campinas, Cascais, Castro Marim, Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Fortaleza, João Pessoa, Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loures, Luanda, Mem Martins, Messines, Mindelo, Mira, Montargil, Montijo, Nazaré, Nova Iorque, Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense, Ovar, Pangim (Goa), Pisa, Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife, Redondo, Régua, Rio de Janeiro, Sacavém, Santiago de Compostela, São João da Madeira, São João d’El Rei, São Paulo, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Viana do Castelo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.
Nota: Muitos destes lançamentos, não só no país como por todo o espaço lusófono, só têm sido possíveis pelo apoio que a este projecto tem sido dado, desde a primeira hora, pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono. O nosso público reconhecimento por isso. Desta forma, a NOVA ÁGUIA tem tido uma projecção não apenas estritamente nacional mas lusófona.
Público
E em muitas dezenas de blogues...
FAÇA PARTE DESTE PROJECTO. ASSINE A NOVA ÁGUIA: http://www.zefiro.pt/novaaguia.
À venda nas melhores livrarias do país.
E ainda no Brasil: Espaço Cultural É-Realizações, Rua França Pinto, 498 - Vila Mariana - São Paulo; Livraria Hildebrando (Universidade de Brasília); Via Livros (contacto - Alexandre Santos: alexandresantos@br.inter.net).
E ainda na Galiza: Livraria Couceiro (Praça de Cervantes, 6, Santiago de Compostela/ Enrique Dequit, 12, Corunha; Livraria Torga (Ourense, Rua da Paz, 12); Livraria Andel (Vigo, Rua Pintor Lugrís, 10). E ainda em Cabo Verde: Livraria Semente (Mindelo).
O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural
Ângelo Alves, "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo"
Terça-feira, 31 de Março de 2009
Mudanças na Comissão Coordenadora do MIL e no Conselho Editorial da NOVA ÁGUIA.
A Comissão Coordenadora do MIL passou de 8 para 16 membros. Terá a vigência de um ano.
Neste momento, é esta a sua composição: Paulo Borges (Presidente), Renato Epifânio, Rui Lopo, Rui Martins, Amândio Silva, Ana Margarida Esteves, Duarte Drumond Braga, Luís Carlos Santos, Maurícia Teles da Silva, Paulo Feitais, António José Borges, Casimiro Ceivães, Eurico Ribeiro, João Beato, José Pires e Miguel Real.
Os novos membros foram também integrados no Conselho Editorial da NOVA ÁGUIA (ver coluna esquerda).
Esta sim, uma notícia realmente chocante, sem aspas...
Portugal desconhece «oficialmente» preparação de força para a Guiné.
O ministro da Defesa Nacional disse hoje, em Tancos, não ter ainda conhecimento «oficial» da proposta cabo-verdiana de formação de uma força militar com os países da CPLP e da CEDEAO para a Guiné-Bissau.
Fonte: http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=130773
Mais destaques do Colóquio de Sexta...
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=4&id_news=380595&page=0
http://jornaldigital.com/noticias.php?noticia=17888
http://quiosque.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ae.stories/16950
http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Agostinho-da-Silva-em-debate-15-anos-apos-a-sua-morte.rtp&article=211361&visual=3&layout=10&tm=4
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1371814
FERNANDES, Júlio A. B.
Parte 1
Há registos de pré-história no corpo.
Impressões de mãe no vento da serra.
Um sopro morno, de quatro rios.
Brancuras e grutas e sinais castrejos
nas pedras da minha terra.
(Sonolento
desejo de acordar.)
Entre rios um só estuário;
e um oceano desconhecido
ruge. É noite.
Apetece-me prender o tempo
nas asas dum falcão-peregrino.
Voar na imensidão da seara
rumo a nenhures.
Se soubesses quantos planos
comporta o pensamento
duma cordilheira…
Antes do crepúsculo, tudo adormece ao sol.
As cores são mais vivas com a lua
e as vozes mais sonoras
são gargantas de silêncio;
a montante
a intensidade vai
descendo;
nevoeiro
pelas costas da serra
o véu sob os rios.
Quando a oração chega, confirma.
A Confirmação sacramental
não reduz a luz.
Se desaguar um ribeiro no teu leito,
se na sua bordadura encontrares areias,
se delas fizeres praia fluvial.
Convida-me à plenitude
— também sou vento em forma e curso.
Fortifico a povoação
do corpo, no cume
do vinho os
socalcos da serra
engravidam
os olhos nostálgicos.
Um morcego de bigode
retira-se
a manhã despe a noite.
Instalados na bordadura dos socalcos
castanheiros afloram as encostas
penetrando a terra da zona basal.
Deixa-me vergar o centeio do teu lameiro.
Descamisar a espiga da boroa. Regar a
urze peluda com a humidade atlântica
retida no meu bosque.
Sou romano nas tuas terras;
cobiço: o esplendor de teus vinhos,
o calor de tuas águas termais,
a abundância do teu colo.
Panóias, do meu desassossego,
apazigua, cativa
o meu deslumbramento
vertical.
Às vezes, são as vertigens que me assustam
e me fazem fugir de ti.
De mansinho,
o vento vem dobrar o colmo.
Assobia entre o xisto, chamando a fauna.
Há um lugar imponentemente belo no teu
corpo — o vale profundo onde me deito
ao raiar da aurora.
Se te pudesse olhar com a mesma doçura
com que me olhavas nos idos de maio,
quando me deitavas no teu poema,
inteiramente aberto ao contacto das minhas mãos…
Mas maio foi abril de anos corridos em penumbra.
Sabes, ontem balancei-me nos teus picos.
Tomei banhos no teu vento e no teu sol e
recordei-te como sempre foste.
Contigo nunca precisei de óculos protectores,
mesmo quando te pintavas de branco
para me arrefecer o corpo nos dias de febre.
Hoje, volta a ser maio em abril.
As águas do mar, têm o mesmo som,
os rios correm para o mesmo lugar,
pela mesma estrada.
(Já para ir ter contigo!…, fizeram via nova, rápida,
como se visitar-te fosse coisa… tipo «rápido».)
Deixei-me seguir ao longo de teu longo
corpo ansiando sentir-te
meu maio de abril em mim.
FERNANDES, Júlio A. B. — Março 2009.
É JÁ NA PRÓXIMA SEXTA
“O LEGADO DE AGOSTINHO DA SILVA: QUINZE ANOS APÓS A SUA MORTE”
Colóquio, no exacto dia em que se assinalam os 15 anos da morte de Agostinho…
3 de Abril de 2009 (10h-19h)
Anfiteatro I da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
Com a participação de:
Adriano Moreira
Amândio Silva
António Braz Teixeira
António Telmo
Fernando Nobre
José Flórido
Manuel Ferreira Patrício
Miguel Real
Paulo Borges
Pinharanda Gomes
Renato Epifânio
...e Valdjiu, dos "Blasted Mechanism"
Hoje, Assembleia Geral da Associação Agostinho da Silva
Nos termos do artigo 10º dos Estatutos, convoco a Assembleia Geral Ordinária da Associação Agostinho da Silva para o dia 31 de Março de 2009, às 17.00 horas, na sede da Associação, na Rua do Jasmim, Nº 11, 2º, com a seguinte ordem de trabalhos:
1. Informações.
2. Aprovação do Relatório de Contas de 2008.
3. Aprovação do Relatório de Actividades de 2008.
Caso não haja quórum à hora indicada, a Assembleia reunirá uma hora depois com qualquer número de associados.
Lisboa, 1 de Fevereiro de 2009
O Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Manuel de Campos Pina
Outra...
Conta desde a semana passada (28/03/2009) a Elite do Exército e dos Comandos, com um, dos mais dignos, merecedor e brilhante, o Major-General Jaime Alberto Gonçalves das Neves.
Nasceu na freguesia de S. Dinis, concelho de Vila Real, em 24.3.1936. Entrou na Escola do Exército em 1953 e fez cinco missões de serviço nas Províncias Ultramarinas de África e Índia. Fez o curso de comandos e foi um dos mais prestigiados da Amadora, sede militar dos Comandos.
Após o 25 de Abril de 1974 a sua unidade e o seu comando são mal vistos, porque ele não alinhou nos exageros revolucionários. A sua acção nos acontecimentos do 25 de Novembro de 1975 foram decisivos para dominar os rebeldes militares que no 11 de Março desse ano tinham revelado instintos de guerra civil. A unidade de Comandos era a principal unidade operacional de infantaria do Exército. E Jaime Neves foi o cérebro do êxito no sentido de travar, definitivamente os intentos dos golpistas. O país inteiro reconheceu nele o grande responsável pelo regresso à normalidade militar entre os Portugueses.
Em 1995 foi-lhe atribuída a medalha de grande-oficial com Palma, da Ordem Militar da Torre e Espada, do valor, Lealdade e Mérito. Por se tratar de um transmontano que teve papel decisivo, em período tão agitado da vida nacional, transcrevemos, o alvará da concessão, pela Presidência da República e Chancelaria das Ordens Portuguesas:
"Considerando que o Coronel de Infantaria "Comando" Jaime Alberto Gonçalves das Neves, ao longo da sua brilhante e valorosa carreira militar prestou altos serviços às Forças Armadas e à Pátria, marcados pelo heroísmo, abnegação e notável espírito de decisão; Considerando que no comando de tropas em campanha revelou invulgares qualidades de chefia, espírito de missão, coragem e sangue-frio em acções de alto risco debaixo de fogo; Considerando que o Coronel Jaime Neves teve uma participação decisiva nas acções militares que conduziram à restauração da democracia em Portugal e à sua intransigente defesa, nomeadamente pela sua actuação em 16 de Março de 1974, em 25 de Abril de 1974 e em 25 de Novembro de 1975 e que teve acção importantíssima na reestruturação da disciplina nas Forças Armadas; Considerando as qualidades de carácter, generosidade e frontalidade que são timbre da sua personalidade e do prestígio nacional que goza, quer entre os camaradas de armas, quer na sociedade civil; Considerando os efeitos de heroísmo militar e cívico do Coronel Jaime Neves, as elevadas condecorações e significativos louvores que lhe foram atribuídos ao longo de toda uma carreira militar que constitui elevado exemplo e o elegeu como motivo do maior prestígio para as Forças Armadas e credor da gratidão do Povo Português:
O Dr. Mário Soares, Presidente da República e Grão-Mestre as Ordens Honoríficas Portuguesas, faz saber que, nos termos da respectiva Lei Orgânica, aprovada pelo Decreto-Lei nº. 414-A/86 de 15 de Dezembro, confere ao Coronel de Infantaria "Comando" Jaime Alberto Gonçalves das Neves, de nacionalidade portuguesa, o grau de Grande-Ofical com Palma da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito. Por firmeza do que se lavrou, o presente alvará que vai ser devidamente assinado. Publique-se. Presidência da República, 13 de Julho de 1995, Encontrava-se já na situação de Reserva.
Agora, coube a vez a Sua Exa. o Presidente da República Dr Cavaco Silva, na qualidade de Comandante Supremo do Exército, achou por bem, dados os distintos, honrosos e heróicos serviços prestados a Portugal atrás descritos, pelo Coronel Comando, Jaime Neves, razão suficiente para honrar e fazer a justiça condizente à dignidade e exemplo deste brilhante oficial comando, proferindo a sua promoção a Major-General do Exército de Portugal.
Fonte: http://comandosalmada.blogspot.com/2009/03/parabens-comandante.html
Agostinho da Silva: por novos "frades-políticos"
A “base de tudo”, porém, terá de ser a interiorização do combate, já não movido a qualquer adversário exterior, mas ao que em si menos vale, a luta que visa não a conquista do poder, mas a “conquista e domínio de si mesmo”, pela via única que “têm apontado a experiência e os séculos: o caminho da ascese mais rigorosa e absoluta, da oração contínua e do amor dos homens em Deus e por Deus”. É a acção interior, mais difícil e exigente, que torna verdadeira e benéfica a intervenção exterior.
- Excerto da minha comunicação, "Política e Espiritualidade em Agostinho da Silva", a apresentar no Colóquio do dia 3 de Abril, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Para quem a palavra "Deus" seja de menos ou demasiado, como para mim, pode substituir por "ausência de sujeito e objecto". "Oração contínua" também se pode substituir por absorção contínua nessa mesma ausência.
Uma notícia "chocante".
Depois da recusa nos anos 1970
Ilha de Mayotte decide em referendo ser um departamento ultramarino francês
O eleitorado de Mayotte, pequena ilha de 186.000 habitantes situada no oceano Índico, no norte do canal de Moçambique, decidiu ontem em referendo, por 95,5 por cento dos votos expressos, segundo dados provisórios, passar de "colectividade territorial" para departamento ultramarino francês. Terá um estatuto semelhante ao de Guadalupe, da Martinica ou da Reunião.
Mayotte, que a França anexou em 1841, depois de os portugueses terem sido os primeiros europeus a passar por lá, em 1503, fica 400 quilómetros a leste da província moçambicana de Cabo Delgado e 300 a ocidente de Madagáscar. Nos referendos de 1974 e 1976, disse que não queria ser independente, ao contrário das restantes ilhas do mesmo arquipélago, as Comores.
(...)
Tanto a União Africana (UA) como a República Federal Islâmica das Comores, que vê Mayotte como um território "ocupado" pela França, denunciaram o referendo, como atentatório dos ideais independentistas que gostariam de ver triunfar em todas as antigas colónias.
(...)
Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1371582
DIABRURAS DU BOCAGE

Bocage e as Ninfas (óleo de Fernando Santos - Museu de Setúbal).
VI
Não lamentes, oh Nise, o teu estado;
Puta tem sido muita gente boa;
Putíssimas fidalgas tem Lisboa,
Milhões de vezes putas têm reinado:
Dido foi puta, e puta dum soldado;
Cleópatra por puta alcança a c’roa;
Tu, Lucrecia, com toda a tua proa,
O teu cono não passa por honrado:
Essa da Rússia imperatriz famosa,
Que ainda há pouco morreu (diz a Gazeta)
Entre mil porras expirou vaidosa:
Todas no mundo dão a sua greta:
Não fiqueis pois, oh Nise, duvidosa
Que isto de virgo e honra é tudo peta.
XIII
É pau, e rei de paus, não marmeleiro,
Bem que duas gamboas lhe lobrigo;
Dá leite, sem ser árvore de figo,
Da glande o fruto tem, sem ser sobreiro:
Verga, e não quebra, como o zambujeiro;
Oco, qual sabugueiro, tem o embigo;
Brando às vezes, qual vime, está consigo;
Outras vezes mais rijo que um pinheiro:
À roda da raiz produz carqueja:
Todo o resto do tronco é calvo e nu;
Nem cedro, nem pau-santo mais negreja!
Para carvalho ser falta-lhe um u;
Adivinhem agora que pau seja,
E quem adivinhar meta-o no cu.
Segunda-feira, 30 de Março de 2009
Mais forte que o Vento...
Programação de Abril n'Academia Problemática e Obscura
www.primafolia.blogspot.com
Rua Deputado Henrique Cardoso nº 30/34 2900 Setúbal
primafolia@gmail.com
(00351) 963883143
dia 3, sexta – feira, 20.00h
Jantar das Conversas Alternativas sobre a Modernidade – Os Futuristas, com Fernando DaCosta e Chullage.
dia 8, quarta – feira, 21.30h
Apresentação do “Projecto Teatro Vivo” – São Roque do Pico – Açores, com Susana Moura.
Inauguração da exposição “In Principium erat Lux”, de João Marques.
dia 17, sexta – feira, 20.00h
Jantar das Conversas Alternativas sobre a Modernidade – Que caminhos após a crise?, com Luís Mateus e José Luís Félix.
dia 18, sábado, 21.30h
Apresentação do livro de Luís Humberto Teixeira “Reciclemos o sistema eleitoral!”.
dia 23, quinta – feira, 21.30h
Conversas Alternativas sobre a Modernidade – Que caminhos para a arte da 4.ª República?, com Luís Paixão e Rita Alves.
dia 30, quinta – feira, 20.00h
Jantar das Conversas Alternativas sobre a Modernidade – O general sem medo e os generais do futuro, com Iva Delgado.
Destaque do Colóquio de Sexta...
http://www.agendalx.pt/cgi-bin/iportal_agendalx/area.html?area=Cursos%2fEncontros&tabela=cursos
P.S.: Em breve, a Agência Lusa publicará uma nota sobre o mesmo.
saborear a Tua boca
Sinto o corpo fervilhar...
Mais para cima,
Mexe por baixo.
Suspira amor nos meus ouvidos...
Respira na minha boca,
Beija a língua...
Descreve os seios.
Sim...O dedo do pé.
Tecla nas minhas pernas,
Saboreia as ancas.
Abraça-me.
Sinto sede...
Quero os teus beijos,
Beber da tua boca.
Arrefecer.
By Isabel Fontes
Momento cultural
KafKa?
não sei mas anotei
-como exagero de festa de
Patino:
-testemunhas ouvidas, mais de 1 000
-páginas dactilografadas, mais de 60 000
-407 sessões de julgamento
-1800 requerimentos
terminado o festim
entram as mulheres da limpeza
para dar um ar de arrumação às salas
põem cera e puxam lustro às tábuas
do soalho
e deixam um minúsculo
cartaz
em que está escrita
a palavra FIM
Agostinho da Silva ou da visão omni-abrangente e do amor superativo de ciência, arte, filosofia e política
Call for papers - Sem Correntes
Lamentando a ausência da Sem Correntes nos últimos tempos, venho por este meio requerir os vossos contributos para o próximo número da nossa estimada publicação.
No aguardo,
Saudações Lusófonas e Sem Correntes,
João Ferreira Dias
http://apcab.net
Uma nova associação...
U.L.L.A.
UNIÃO LUSÓFONA DAS LETRAS E DAS ARTES
SEDE PROVISÓRIA: Rua D. Dulce de Aragão 9 – 1º Esq. 2605-652 MASSAMÁ NORTE
Telefone: 919121475 – E-Mail: u.l.l.a@hotmail.com
A ULLA – União Lusófona das Letras e das Artes, é uma associação cultural, sem fins lucrativos, que tem como objectivo, promover escritores, poetas, músicos, pintores, escultores, actores, fotógrafos, radialistas e de uma maneira geral todo o tipo de criativo que se dedique a qualquer forma de arte e que se expresse na língua portuguesa.
Foi fundada pela escritora, poetisa, actriz e artesã, Alexandra Amaro (Alexa Wolf), pelo engenheiro António Amaro, pela poetisa Edyth Teles de Menezes e pela escritora e poetisa Arlete Piedade (Fada das Letras) em Junho de 2007,
Tem por objectivo, promover diversos eventos em várias cidades, como saraus de poesia, feiras do livro, exposições de pintura, escultura e artesanato, ateliers de teatro, música e pintura, para divulgação e promoção dos seus associados.
Já editou duas antologias, subordinadas aos temas “Poemas e Contos de Natal”, “Para os Pais” nas quais participaram os associados e também autores convidados.
É uma associação que proporciona vários sonhos aos seus associados, como por exemplo: Editarem o seu primeiro livro, fazer o lançamento dos mesmos, existindo todo um envolvimento geral de entre-ajuda para as dúvidas iniciais em todo o processo.
Todos os artistas de várias áreas podem exercer um intercâmbio de trabalhos de forma a completarem as suas obras,
Isabel Fontes
Agostinho da Silva: "...tenho a coerência do incoerente e a originalidade de não me importar nada com isso"
Blasted Mechanism com Agostinho da Silva, nos Açores
Blasted Mechanism viajam com fãs aos Açores
06 de Março de 2009
"Mind at Large", o novo disco dos Blasted Mechanism, é editado a 8 de Abril. Um dia antes, a banda viaja para São Miguel, nos Açores, e tenciona levar consigo 160 fãs rumo a uma festa de lançamento na Lagoa das Sete Cidades, com campismo gratuito.
"Mind at Large" é o título do álbum que simboliza a 6ª Geração de uma banda que tentado levar sempre mais longe o seu conceito de música global e sem fronteiras. Desta vez o grupo apresenta uma tecnologia que permitirá desfrutar de uma experiência diferente: o acesso a uma nova dimensão de realidade aumentada, proporcionando uma viagem aos antípodas da mente.
"Start to Move" é o single de antecipação e conta com a participação especial do Prof. Agostinho da Silva.
Dia 8 de Abril serão revelados, ao vivo e pela 1ª vez, a nova imagem da banda, o novo espectáculo e o CD com esta nova tecnologia. O local escolhido para esta apresentação foi a Lagoa das Sete Cidades, na Ilha de São Miguel, nos Açores.
Para tornar esta ocasião memorável, os Blasted preparam uma surpresa para os fãs. O Blasted Fan Plane parte do Aeroporto da Portela, em Lisboa, a 7 e regressa a 9 de Abril, e leva 160 fãs da banda. Em São Miguel, estes poderão aproveitar o campismo gratuito durante a longa festa.
Os interessados em participar na iniciativa terão que fazer - de 5 a 28 de Março - a pré-compra do novo CD numa loja FNAC ou em www.fnac.pt.
Para ouvir o single "Start to Move", com a "participação especial" de Agostinho da Silva:
Para ouvir a entrevista de Agostinho da Silva com Maria Elisa, em Conversas Vadias, sobre "Pedagogia e Economia Competitiva", que inspirou "Start to Move".
Domingo, 29 de Março de 2009
“Lusofonias/Lusophonies” em Luanda no mês de Julho
João Serra Lisboa
Luanda recebe em Julho uma mostra de artes-plásticas designada “Lusofonias/Lusophonies” constituída por mais de 150 obras de pintura e escultura de duas dezenas de criadores lusófonos, cujos nomes mais sonantes são Malangatana Valente, Mário Cesariny, Cruzeiro Seixas, e António Quadros, todos eles com experiência africana por origem ou vivências.
Inaugurada em Lisboa na passada quinta-feira, na prestigiada galeria Perve, a exposição de pintores e escultores de Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Brasil e Senegal, visa “lançar um repto para a criação de um espaço museológico que permita fixar uma colecção da Lusofonia, mostrada à luz de uma perspectiva africana”, segundo o comissário da mostra, Carlos Cabral Nunes.
Setenta e duas Obras de pintura, escultura, instalações e vídeos integram a exposição de Lisboa, que depois segue para Dacar e posteriormente para Luanda, onde deve abrir ao público em Julho ou Agosto. Entre os artistas representados constam também os nomes dos portugueses Prancho Guedes e Albino Moura, da cabo-verdiana Luísa Queirós, dos moçambicanos Abílio Nhate, Márcia Matónse, Miro e Renata Sadimba, do angolano Paulo Kapela e do brasileiro Pedro Wrede.
Incluindo ainda obras de novos autores como a angolana Ana Silva, o moçambicano Cabral Nunes e o encenador e pintor português João Garcia Miguel
A exposição itinerante surge por iniciativa do embaixador de Portugal no Senegal depois deste país se ter tornado observador e posteriormente membro efectivo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), sendo apoiada pelo Governo português.
A ideia de criar um espaço de exposição permanente para artistas plásticos dos países de língua oficial portuguesa foi aflorada há meses pelo Governo português, ao anunciar a intenção de criar em Lisboa, em 2012, um Centro de Arte Africana Contemporânea com a ambição de ser ponte para o estreitamento das relações de Portugal com as elites intelectuais e artísticas africanas e criação de um mercado de “marchand” nesse sector artístico, não perdendo de vista o trampolim aos jovens criadores africanos com reconhecido talento e capacidades nas diversas disciplinas artísticas.
O lançamento da iniciativa foi oficialmente anunciado pelo primeiro-ministro José Sócrates, passado um ano sobre a realização da Cimeira Europa-África e vai chamar-se “Africa.cont”
“Este é um projecto político da maior importância para Portugal. Um projecto que está ao serviço da política externa e cultural portuguesa e que honra uma tradição, uma cultura e uma história”, afirmou Sócrates, acrescentando que o Centro de Arte Africana Contemporânea vai promover a arte africana em todas as suas dimensões na Europa, o que considerou um “contributo para que o diálogo político e cultural entre os dois continentes se faça em Lisboa”.
O “África.cont” actua em rede com outras organizações congéneres de Africa, Europa e Brasil, devendo este ano reunir-se em Lisboa um grupo altamente qualificado de intelectuais africanos e agentes culturais para reflectir sobre o modelo da instituição.
4º Encontro Açoriano da Lusofonia
Nos Açores juntam-se as 3 Academias de Língua Portuguesa para debater a Açorianidade e a Literatura Açoriana sob o signo do novo acordo ortográfico
Presentes no Cineteatro Lagoense da Câmara Municipal de Lagoa, S. Miguel, Açores de 31 de Março a 4 de Abril no 4º Encontro Açoriano da Lusofonia, os Professores Doutores Adriano Moreira (Vice-Presidente da Academia, Presidente da Classe de Letras, Presidente do Instituto de Altos Estudos da Academia das Ciências de Lisboa), Artur Anselmo (Academia de Ciências de Lisboa Presidente do Instituto de Lexicologia e Lexicografia) que se juntam aos Patronos dos Colóquios desde 2007 João Malaca Casteleiro (Classe de Letras, 2ª Secção – Filologia e Linguística, da Academia de Ciências de Lisboa), e a Evanildo Cavalcante Bechara (Academia Brasileira de Letras) onde estarão também o Professor Doutor Carlos Reis (Reitor da Universidade Aberta, Lisboa), Dr. Ângelo Cristóvão (da Academia Galega da Língua Portuguesa), o Governador do Estado de Santa Catarina, deputados e mais representantes daquele Estado.
Igualmente de salientar a presença numa sessão sobre literatura açoriana dos consagrados escritores CRISTÓVÃO AGUIAR, DANIEL DE SÁ e SIDÓNIO BETTENCOURT, além do notável historiador micaelense MÁRIO MOURA. A participação de 2009 conta com 50 oradores e dezenas de participantes presenciais representando Açores, Austrália, Brasil, Bélgica, Canadá, Eslovénia, França, Galiza, Itália, Moçambique e Portugal.
Assistiremos ao lançamento de quatro livros, integrados numa mostra de autores e obras açorianas, havendo música açoriana, uma representação teatral de Santa Catarina, Brasil e duas sessões de poesia (galega e brasileira).
Pretendemos levar os Açores ao mundo. Independentemente da sua Açorianidade, mas por via dela, pretendemos que mais lusofalantes e lusófilos fiquem a conhecer esta realidade com todas as suas peculiaridades, trazendo aos Açores outras vozes para que desse intercâmbio se possa difundir a verdadeira cultura açoriana.
Contamos com a parceria da Direção Regional das Comunidades estabelecendo as pontes com os Açorianos no Mundo e o imprescindível apoio da autarquia da Lagoa ao nível logístico. Este importante evento é totalmente concebido e levado a cabo por uma rede organizativa de voluntários. Os Encontros, iniciados em 2006 com a duração de apenas dois dias, aumentaram gradualmente a sua relevância e impacto e já se prorrogarão ao longo de cinco dias no Cineteatro Lagoense. Reconhecendo a vitalidade e idiossincrasias da Literatura Açoriana voltam-se, agora, mais para esta vertente, sem descurar a tradução e os aspetos estruturantes que interessa debater da Lusofonia e da Açorianidade.
http://lusofoniazores2009.com.sapo.pt
UniVerso(s)
é semelhante a uma pequena célula,
que, compõem,
como triliões de biliões de milhões de outras,
um dos tecidos da alma de Deus.
Descubro num pequeno berlinde,
suspenso por minha mão,
entre dois de meus dedos,
também um grandioso universo;
de tantas e coloridas galáxias,
cristalizadas em vidro…
Mas capaz de explodir um dia,
de quebrar o feitiço
e de ser livre,
e muitos mais…
Sinto-me
o olhar de Deus
e também universo(s)…
A mão do (in)justo;
atirando o berlinde ao chão
e quebrando-o em mil pedaços.
José Heitor Santiago
http://diadosol.blogspot.com/
Nova Águia n. 3
Videos que mudam a minha vida e aumentam a minha fé
Epifania 2
Diário da NOVA ÁGUIA: 29 de Março...

Este projecto nasceu, decerto, de um acto de Vontade, antes de tudo o mais. Vontade de fazer uma Revista que valorizasse, de forma assumida e descomplexada, as figuras maiores da nossa Cultura. Vontade de gerar um Movimento que, desde logo, promovesse a auto-consciência lusófona. Daí a NOVA ÁGUIA, daí o MIL…
A Vontade, contudo, não chega. No início deste projecto, foi essencial o apoio que tivemos por parte da Câmara Municipal de Amarante. Foi isso que, ontem, no 54º e último lançamento do segundo número, eu e a Celeste Natário, em nome da NOVA ÁGUIA, fizemos questão de publicamente frisar, dada a presença do Presidente da Câmara de Amarante, Armindo Abreu. Mesmo que, depois, por razões que não cabe aqui referir (mas que não têm a ver com a Câmara), esse apoio não se tivesse concretizado por inteiro…
Foi mais uma odisseia, até termos chegado a Vila Meã, terra da Agustina Bessa Luís. Percorremos o país de Norte a Sul, fomos a Santiago de Compostela, estivemos em várias cidades do Brasil. Por Vontade nossa…
Esta semana, inicia-se mais outra odisseia, com o primeiro lançamento do terceiro número. Na sexta, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, no sábado, na Biblioteca Municipal de Torres Vedras. Depois, muitos mais lançamentos virão – em princípio, desta vez iremos a alguns países africanos de expressão portuguesa…
Decerto, nem todas as sessões correm inteiramente bem, pelo menos no que diz respeito à assistência. Mas, na sua grande maioria, essas sessões têm sido mais do que meras sessões de lançamento: antes sessões de debate sobre os Princípios e Objectivos do MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO. Daí, de facto, a importância que estas sessões (já quase uma centena) têm tido para a difusão deste movimento cultural e cívico, que se mantém, semana após semana, em visível crescimento…
Que haja quem continue a não compreendê-lo, isso é cada vez mais indiferente. Há dias, disse-me o Alexandre Gabriel que tinha tido conhecimento da intenção de algumas pessoas de nos fazer a “vida negra”. Descansei-o. A NOVA ÁGUIA tem Vontade para, como se costuma dizer, dar e vender – e para vencer todos os seus pretensos adversários…
Haja, cada vez mais, Vontade!
Os africanos descobrem o Brasil
Humberto França
Escritor
Nos próximos decênios, o Brasil terá que se preparar para acolher uma notável massa de imigrantes oriundos da África Ocidental. Embora o nosso país seja desconhecido da quase totalidade dos africanos, exceto pelos falantes de Língua Portuguesa, o Brasil, em vista do seu acelerado processo de desenvolvimento social e do gigantismo de sua economia, inevitavelmente, atrairá os jovens africanos que já começam a olhar com avidez para a nossa imensa costa Atlântica. E, aqui desembarcarão. Ao conhecerem melhor a nossa cultura de acolhimento aos estrangeiros e perceberem que poderão se adaptar aos costumes dos brasileiros africanizados, os imigrantes da África dirigirão seus barcos para nossas praias.
África também é aqui. A cultura afro-brasileira, a cor da pele de grande parte de nossa população e o nosso modo de ser e viver poderão inspirar a vinda de grande massa de africanos. Igualmente, o nosso clima tropical, semelhante ao dos países da África Central e Ocidental, as línguas neolatinas, Francês, Português e Espanhol, faladas por parte da população nos 21 países daquelas regiões, que somam aproximadamente duzentos e trinta milhões, facilitarão bastante uma adaptação desses imigrantes à sociedade brasileira. Adicionem-se, ainda, os outros que poderão vir da Nigéria, país de língua oficial inglesa, de mais de cento e quarenta milhões de habitantes.
Outro fator que poderá impulsionar essas levas de africanos é a terrível pressão da pobreza no continente, a explosão populacional e o altíssimo contingente de jovens naqueles países. Ademais, o crescimento do comércio bilateral Brasil – África e a expansão das comunicações e a presença dos produtos culturais brasileiros, logo despertarão um maior interesse dos africanos jovens, em busca de melhores condições de vida, pelo Brasil. É também possível que tal êxodo venha a ser incentivado pelos países europeus que colonizaram a África e que, atualmente, se recusam a acolher imigrantes africanos.
Se bem regulamentada, a presença desses africanos no Brasil não deverá ser considerada uma desvantagem para o nosso país. No entanto, devemos re-elaborar a nossa tendência de tolerância excessiva para com o estrangeiro, pois a presença africana, sobretudo nos estados do Nordeste poderá gerar uma ácida disputa de empregos com os trabalhadores nordestinos não-qualificados. E, portanto, tensões que poderão ser transformar em ódio racial. É verdade que os brasileiros se sentem devedores da contribuição dos africanos ao país. Teremos sim, de acolhê-los, mas necessitamos, desde já, preparar o país para este desafio. Antes, no entanto, para conter um possível excesso migratório, seria melhor que o Brasil construísse um projeto multilateral de desenvolvimento, principalmente agrícola, para os países africanos, sobretudo para Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe e a Guiné.
Um recente sinal que aponta para a chegada de africanos aqui, foi a presença de um jovem imigrante clandestino da Guiné, que ao chegar a Bahia, logo trocou passes de bola com um Juiz da Vara da Infância e Juventude de Salvador, e, de pronto, integrou-se num jogo de futebol. Possivelmente, em nenhum país onde o Estado de Direito seja realmente levado a sério, um magistrado brincaria com um estrangeiro que houvesse burlado a lei, sem que o episódio provocasse uma repulsa da sociedade. O fato demonstra que o Brasil, seu povo e suas autoridades precisam, o quanto antes, estar mais bem preparados para lidarem com a grande imigração africana que já vem vindo.
O Rosto como categoria diacosmésica

É significativo o facto do artista provir de um dos países que melhor corporificou o racismo de Estado, para além da Alemanha nazi, o Estado de Israel (os relatórios sobre as atrocidades cometidas na recente campanha em Gaza estão para além do macabro) e a Austrália (que usou até há bem pouco tempo tabelas de identificação racial, chamemos-lhe assim, importadas da Alemanha nazi para servirem de base à admissão de imigrantes. O tom de pele era um dos factores de discriminação que, por irónico que possa parecer, levou à rejeição de muitos imigrantes portugueses. Ironia da história, então, o problema do buraco do ozono nas latitudes austrais). A lista de Estados que elevaram a biopolítica à sua quase expressão máxima, infelizmente, não se fica por aqui.
Ora o processo de globalização parece estar a delir as fronteiras desta fantasmagoria antropológica que ceifou, talvez contando muito por baixo, mais de um bilião de vidas no último século. O Holocausto insere-se num oceano muito vasto feito do sangue resultante do fratricídio que é, inegavelmente, a imagem de marca do século XX, o século caínico por excelência.
E o que dizer do século XXI, essa abstracção da mitomania histórica que, assente no progresso das tecnologias da informação e da comunicação,nos é apresentado como o alvor duma nova era? Mas sê-lo-á mesmo? Não estará o cenário do mundo globalizado, sob o diáfano manto da imagética associada ao anti-mitema macluaniano da "aldeia global", a dissimular, a esconder, uma ainda maior hecatombe humanitária que nenhuma edénica esperança debitada mediaticamente, à hora certa, Urbi et Orbi, ou qualquer outra investida do "Bem", consegue delir ou erradicar da carne e das vidas dos seres humanos sacrificados, sem apelo nem piedade, simplesmente porque as suas vidas perderam, ou nunca adquiriram, qualquer valor de uso para o mega-capital que hoje impera sobre o mundo.
O Império do ilusionismo axiológico, um abcesso moral pejado de valores (nunca se "valorizou" mais os valores como hoje em dia, mas talvez nunca se tenha vivido uma tamanha septicemia axiológica, o mundo antes chamado "civilizado" agoniza com esta hipertrofia das normas normalizadoras), valores esses em muitos casos incompossíveis, mas, não obstante, forçados a uma massificação agregadora, que passa pela aparente dissonância do preservativo em relação à preservação de certos sistemas morais, afirmados sob o signo da busca duma assepsia que, na verdade, é só virtual.
No fundo, a globalização instaura uma boa consciência planetária, assente num colossal conjunto de mecanismos de dissuasão que impede o acesso das massas, chamemos-lhes assim, à consciência desta situação antropológica em que hoje vivemos. Mesmo das massas "ilustradas", bem entendido.
A procura do "rosto" da globalização inscreve-se neste panorama idiossincrático: a simbologia do rosto está indelevelmente ligada à categoria metafísica da identidade na sua relação com os movimentos espirituais de apropriação e, também, da práxis da diferença (que se estende da conceptualização e da expressão idiomática e actuacional ao nível das instâncias linguísticas até ao domínio da acção, não esquecendo a película, digamos, fotossensível, das atitudes que, de facto, constitui a antecâmara da constituição das crenças).Este projecto do "rosto do amanhã" parece plasmar a erosão das diferenças para instaurar uma identidade, paraláxica, insuportável no concreto da vida, mas suficientemente sustentável em termos semiósicos: instaura sentido, mesmo que parasitário e alienante.
E o carácter imotivado da intenção estética que preside a este projecto, contrariamente ao que poderia parecer, está de acordo com esta vasta onda do supra-sentido que alastra pelo mundo. Há muito de imotivado nestes processos a que chamamos globalização, mesmo a Crise: o jogo por excelência do mega-capitalismo, o seu garante de sustentabilidade. Cria a ilusão de que os governos, agora, governam mais, uma vez que intervêm nos sistemas bancários e estão activamente em busca duma nova estrutura normativa para o sistema financeiro global, finalmente "moralizável", "domesticável", sob a vontade "soberana" dos Estados, alguns deles, os mais "poderosos", conglomerados em comanditas, completamemente desconexas com o Direito Internacional, dos "G8", ou dos "G20" ou de qualquer outra quimera histórica que se lembrem de inventar, talvez plasmada dos Conselhos europeus ou de qualquer outra aberração da Europa que hoje temos.
Pura ilusão: este novo afã regulador é o casulo que dará guarida à crisálida do que nascerá daquilo a que tenho chamado aqui "mega-capital". Enfim, veremos a mercantilização do horizonte espiritual pela tomada do poder que resta aos Estados, transformados em sistema de transformação de resíduos da actividade das mega-corporações (para lidar com o desemprego, a educação dos novos "servos" do sistema, a saúde desses servos e dos "inúteis" que consomem recursos através do sistema de pensões que deveriam estar ao serviço deste Império capitalista amoral). A soberania dissociada da cidadania, esta transformada apenas numa alegação identitária sem poder "real", mero pretexto para a legitimação da mais opressora das tiranias.
O rosto expurgado de fisionomia, exposto sob o auspício duma identidade virtual, hiper-real, no sentido em que Baudrillard emprega estes termos, a insignificância da significação que se esgota no processo mesmo de purificação sémica, essa mesma que exorciza o monstro que, em cada rosto significativo, espreita e, na sua oclusão significante, mostra o inumano que, dentro da subjectividade racionalizada do homem ocidental, é a inapropriável excedência do ser que se deseja errante e descontínuo, obrigado pela neurose da ordem e da normalidade a ser um e o mesmo, ainda quando a alteridade o tomou de assalto e o fez transbordar as fronteiras da sua couraça egótica, esse exosqueleto que nos permite a sobrevivência social.
Mas esta busca da nova identidade que subjaz às cidades do mundo globalizado, elas próprias um resumo do mundo, um mo(n)struário da diversidade, tem alguns aspectos dignos de reflexão. Não há uma proximidade semântica entre a palavra "fronte" e a palavra "fronteira"? Embora o termo "fronteira" evoque, de imediato, o "confronto" territorial e toda a semântica histórica da invasão e da guerra entre de enxurrada no horizonte de qualquer discussão ou reflexão em torno dos limites fronteiriços, faz sentido colocar a questão de saber se os conglomerados sócio-culturais em que hoje se constrói a sociedade, em termos práxicos, o viver-com e em relação-a outros, podem elevar-se em termos espirituais a ponto de considerarmos que ganham uma fisionomia e se, em certos momentos históricos, essa fisionomia pode entre-expressar-se nos rostos de cada um dos indivíduos em inter-relação. Ou seja, poderá o rosto elevar-se a categoria política e espiritual? Levinas explora a dimensão ético-metafísica do rosto, assumindo-o como o horizonte de presentificação do Infinito, o derradeiro espaço da verdadeira confrontação: o encontro, que se dá no reconheciemento e na auto-descoberta no e através do outro, na sua alteridade identificante. Poderá, indo mais longe, considerar-se o rosto como o centro duma diacosmese verdadeiramente transfiguradora da persona que hoje incarnamos e do mundo ao qual pertencemos, agora, neste arrabalde da História em que os (des)situamos?Por outras palavras: é possível a Frátria? ou, afundando-nos semanticamente na tematização de Eudoro de Souza em torno do termo 'diacosmese': é possível assumirmos o divino em nós, na nossa ékstasis existencial, na transbordância do Íntimo na parousia do Encontro?
E isso pode ser pensado sob a luz (e aqui entra a lusofonia) duma cidadania plena, em que a fonte da legitimidade e da soberania seja cada homem, elevado à condição de senhor de si e do mundo, cada homem, seja qual for a sua origem étnica e geográfica, respeitado na sua condição de impassível de ser subjugado a um poder maior do que a sua própria vontade. Uma sociedade assente na criatividade e na elevação de cada homem ao pleno usufruto de si próprio. Uma sociedade não mais refém das fantasmagorias que transformaram a História no logradouro da miséria e da morte encaradas como forças cegas e indomáveis.
A actual exportação de prisioneiros de Guantánamo deve fazer-nos pensar no que se procura legitimar com esse gesto de terrorismo político: quem merece um tratamento assim? Talvez nem o pior dos terroristas. Pode este gesto, aparentemente liberal e prenunciador duma nova forma de fazer política, legitimar a mostruosidade que constitui a criação desse espaço de detenção no limbo da actual ordem jurídica mundial? Conseguirímos olhar nos olhos esses homens e suportarímos a nossa refracção especular nos seus olhos?
Poderá o rosto, ou a fisionomia, substituir o conceito de fronteira? Poderão os homens abolir a escravatura identitária em que se têm encerrado e que foi responsável por quase todas as guerras até hoje?
Cabe aqui a citação dum excerto luminoso dum sermão de Padre António Vieira: "Tempos houve, em que os demónios falavam, e o mundo os ouvia; mas depois que ouviu os políticos, ainda é pior o mundo"(sermão do SS. sacramento, 1645).
Uma política de rosto humano... deve começar aqui, no local onde vivemos, na forma como assumimos eticamente a relação com os outros, recusando qualquer forma de discriminação e de diminuição do que há de insubjugável em cada ser humano. Talvez se consiga elevar a política a um estatuto espiritual, o da uni-diversidade e do reconhecimento de que o que torna os povos verdadeiras unidades com sentido antropológico é eles constituírem-se como espaços de inter-relação fraterna, abertos a todos e a cada ser humano, assumindo a cultura como o que verdadeiramente une os homens e os coloca no centro da vida política, a vida que vai além dos constrangimentos da geografia e da biologia.E este pode ser, também , o caminho da dissolução da ilusão antropolátrica. Isto porque os animais também têm rosto, se bem que o seu seja um rosto total, sem dissimulação e sem que se assuma como a efígie do interesse e da voracidade anuladora do outro. Um rosto imune à inveja.
NA 3: PRIMEIROS DOIS LANÇAMENTOS
03.04.09 - 16h00: Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
04.04.09 - 16h00: Biblioteca Municipal de Torres Vedras
Sábado, 28 de Março de 2009
Videos que mudam a minha vida e a nação
Epifania
Poeminho do Poeta Risador
Poeminho do Poeta Risador
Às vezes acordo de madrugada
Para dar risada
Da anedota que um dia ouvi
Muito antes até, mas à época de inteiro a piada não compreendi
Sou lento como uma tartaruga
E o cérebro enrolado ainda enxuga
Tudo o que eu não entendi
Para ao final ver o mal ou bem que se cabe em si
A mãe quando eu era menino
Achava que eu era meio lerdo em desatino
Quando ainda era bem madrugadinha
E eu acordava para “cerrir” de uma velha historiazinha
Alguma polaca minha namorada
Achava que eu era da pá virada
Quando eu mal no breu da madrugada
Acordava fazendo xixi de tanto dar gargalhada
Meu cérebro detravessado era lento
Não sei o que eu tinha ou não tinha por dentro
Mas muito depois que eu reaprendia tudo de novo era um show
E eu acabava até ensinando quem me ensinou
Amigos ridentes diziam “é um louco varrido”
Minha mulher diz que é só um espírito no vácuo do ar comprimido
Mas meu pai Antenor que muito me conhecia bem
Proseava até muito mais além
Dizia que se de músico, poeta, médico e louco
Todo mundo afinal tinha um pouco
Eu era diferente, um caipora sentidor e perspicaz
Porque de músico, poeta, médico e louco eu tinha um pouco mais
Assim, muito mal de mim mesmo decodificado
Virei um poeta em alvoroço alumbrado
E faço ao derredor sempre estarem rindo
O que para mim é refloração como um bom ser existindo
Mas, ainda assim, numa pré-aurora qualquer
Surpreendo a minha musa-vítima, minha doce mulher
E acordo e rio feito um elefante desengonçado
E então é um pandareco de um sonhador espeloteado
Um dia certamente vou morrer de graceza, bem velhinho
E no Cemitério “Lágrimas do Céu” de Itararé enfim serei enterrado
Num cantinho da terra-mãe ficarei algum tempo bem quietinho
Até lembrar-me de um causo risador pra lá de engraçado...
Então, os vermes me verão todo eriçado
Com meu humor repentino depois de atrasado
E então dirão, “Esse nem depois de findo
Deixou de ser uma alma triste poeticamente sorrindo”
E rirão os meus parceiros do cemitério
Dizendo “Esse poetinha é um caso sério”
Mas até mesmo do meu epitáfio engraçado rirão, os viventes
E anjos, amigos, boêmios, conterrâneos, andorinhas, parentes
E lerão no meu túmulo:
“AQUI JAZZ UM GURI, MENINO, CURUMIM, PIÁ, MOLEQUE
QUE ENQUANTO EXISTIU FOI UMA ANDORINHA SEM BREQUE
FOI MUITO POBRE, ESTUDOU MUITO, VENCEU, TIROU TATUS
POEMAS ACIMA E ABAIXO DO NARIZ
NASCEU ANALFABETO, VIVEU ESTUDANDO
E MORREU APRENDIZ!
Silas Correa Leite, 2009 - www.portas-lapsos.zip.net
E-mail; Poesilas@terra.com.br - www.itarare.com.br/silas.htm
Poema da Série “Eram os Deuses Itarareenses"
Hoje, 54º e último lançamento: NOVA ÁGUIA 2
28.03.09 - 16h00: Biblioteca Municipal de Vila Meã (Amarante)
Retornados, O Adeus a África, de António Trabulo
CUMPRIU-SE O MAR
E O IMPÉRIO SE DESFEZ
A História magoa. A independência das colónias forçou meio milhão de portugueses a regressar a Lisboa.
Quem vinha, trazia amargura na bagagem e teve de se adaptar a uma terra que, em muitos casos, não conhecia.
Este romance fala de retornados.
Foi escrito a pensar em homens e mulheres que ainda revisitam África nos sonhos
Fez a instrução primária e secundária em Sá da Bandeira (Angola) estudou Medicina em Coimbra.
É Neurocirurgião.
Publicou:
Mulemba, Contos de África - 2003
No tempo do caparandanda - 2004
O Diário de Salazar - 2004
Eu, Camilo - 2006
Os Colonos - 2007
A Última Profecia - 2007
A mesa que apresentou a obra
Sexta-feira, 27 de Março de 2009
Venham mais cinco, mais cinquenta
Bolonha...
"Venho por este meio enviar-vos uma petição online. Após comunicarmos com as entidades competentes e nos ter sido informado que, para efeitos de concursos públicos, não existe qualquer ponderação entre uma licenciatura pré-bolonha e um mestrado pós-bolonha. Isto significa que, embora os nossos currículos sejam idênticos e, muitas vezes, ainda mais completos, como licenciados estaremos sempre em desvantagem aos recém mestres, quando na
realidade temos formação idêntica.
Consideramos que o erro começou por alterarem o sistema, mas manterem os nomes de licenciado e mestre, em vez de criarem nomes que distingam quem tem formação semelhante e acabou os estudos antes ou após o Tratado de Bolonha, havendo agora desambiguidades e, mais grave que isso, descriminações injustas.
Pensem ainda no negócio que as faculdades estão a fazer, "obrigando" os licenciados pré Bolonha a fazer cursos de especialização para terem equivalência ao mestrado de Bolonha (o que é, na realidade, fazer equivalência a um grau que, pela lógica, já se teria pelos anos de
licenciatura e créditos obtidos).
Proponho que leiam a petição e, caso estejam de acordo, assinem e reencaminhem!
http://www.PetitionOnline.com/tratbol/petition.html
Com os melhores cumprimentos,
Nuno Nogueira
Na Galiza...
A Agrupaçom Cultural O Facho d’A Corunha convida-o assistir aos seus ciclos de palestras públicas do período 2008-9
Palestra
O vindouro dia 2 de Abril, quinta-feira (joves), o Professor e investigador, Carlos Taibo, falará dentro do ciclo: Economia, História, e Realidade Social. A sua palestra versará sobre: O nacionalismo espanhol.
Carlos Taibo é Professor de Ciência Política e da Administraçom na Universidade Autónoma de Madrid, onde também tem dirigido o programa de estudos russos do Instituto de Sociologia das Novas Tecnologias. É membro do Conselho Editorial da revista de pensamento critico “Sin Permiso” desde sua fundaçom. É um firme activista do movimento antiglobalizaçom.
A sua obra investigadora é recolhida em diversos livros tanto em galego como em castelám.
Em galego cabe sublinhar:
O castelo de fogos. Nove ensaios sobre ou porvir da Europa do Leste, Europa sen folgos, Un novo Terceiro Mundo, A desintegración de Jugoslávia, Império norte-americano e capitalismo global, Misérias da globalización capitalista, Fendas abertas: Seis ensaios sobre a cuestión nacional.
Entre a sua obra publicada em castelám salientamos:
La desintegración de Yugoslavia, Guerra en Kosova: Un estudio sobre la ingeniería del odio, El conflicto de Chechenia, Las fuerzas armadas en la crisis del sistema soviético, Crisis y cambio en la Europa del Este, Rapiña global, y Sobre política, mercado y convivencia; en colaboración con el economista e escritor José Luis Sampedro.
Dia: 2 de Abril do 2009 - Hora: 8 do serám
Local: Fundaçom Caixa Galiza
Cantom Grande - A Corunha
Na próxima sexta, apareçam!
Eu já a tenho! Quanto a vocês, roam-se de inveja, durante toda a semana...E, na próxima sexta, dia 3 de Abril, apareçam!
Anfiteatro I da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (logo à entrada da Faculdade). Entre as 10 da manhã e as 7 da tarde...
P.S.: A sessão de Abertura do Colóquio "O Legado de Agostinho da Silva" será presidida pelo Reitor da Universidade, António Nóvoa.
"Pátria ou Morte!"
Quinta-feira, 26 de Março de 2009
ABRIL DO BRASIL
Os pajés tupis-guaranis, contavam que, no começo do mundo, toda vez que a Lua se escondia no horizonte, parecendo descer por trás das serras, ia viver com suas virgens prediletas. Diziam ainda que se a Lua gostava de uma jovem, a transformava em estrela do Céu. Naiá, filha de um chefe e princesa da tribo, ficou impressionada com a história. Então, à noite, quando todos dormiam e a Lua andava pelo céu, Ela querendo ser transformada em estrela, subia as colinas e perseguia a Lua na esperança que esta a visse.
E assim fazia todas as noites, durante muito tempo. Mas a Lua parecia não notá-la e dava para ouvir seus soluços de tristeza ao longe. Em uma noite, a índia viu, nas águas límpidas de um lago, a figura da lua. A pobre moça, imaginando que a lua havia chegado para buscá-la, se atirou nas águas profundas do lago e nunca mais foi vista.
A lua, quis recompensar o sacrifício da bela jovem, e resolveu transformá-la em uma estrela diferente, daquelas que brilham no céu. Transformou-a então numa "Estrela das Águas", que é a planta Vitória Régia. Assim, nasceu uma planta cujas flores perfumadas e brancas só abrem à noite, e ao nascer do sol ficam rosadas.
Origem: Indígena. Para eles assim nasceu a vitória-régia.
UM POVO QUE HÁ BEM MAIS DE 500 ANOS CRIOU ESTÓRIAS COMO ESSA, NÃO ERA, NÃO FOI E NÃO É SELVAGEM.
Sim, há os que vivem em total isolamento - no que estão muito certos.
Sim, há os que ainda degustam um filé à hommo sapiens _ questão cultural. A antropofagia em sentido figurado, também é questão cultural _ do pretensiosamente melhor dotado.
Choques à parte, hoje, com a questão ecológica, a cultura e medicina indígenas tornaram-se objeto de curiosidade, pesquisa e até de hábitos. Há rituais indígenas acontecendo nas metrópoles. Ervas, palavras, sons que curam o ser como um todo, ligado à Terra e seus elementos.
Mas os dotados pretensiosamente insistem. Assim: índios, caboclos, as populações ribeirinhas da Amazônia ou Mato Grosso por ex., vivem dentro dos critérios de sua própria tradição. Não passam fome, sede ou carência de estranhezas. Mas, lá estão, 70% das ONGS _ ecológicas, religiosas e etc...
Multinacionais pesquisam, catalogam e cobrem nossos bens com patentes. Cometem experiências com medicamentos e substâncias contra pessoas desabrigadas e desobrigadas de malícia. Isto, enquanto, nas metrópoles e cidades médias, o índice de risco social é crescente. Mas nestes casos, os "humanitários" nada colhem.
O amor, é pela natureza _ da ganância. Roubam-nos com permissões escusas.
Eu colocaria aqui o nome científico de umas 300 ervas, para fazer remédio e dinheiro.
Ervas para tudo, incluindo depressão - não a econômica - a psicológica, já que tal mal causa outras patologias, até gravíssimas.
Mas, não cabe aqui essa postura.
Não serei eu a cometer esse deslize de lesa-pátria em luso espaço _ já que o Brasil, mesmo não sendo o primordial senhor do idioma, é o espaço onde a língua mais diversamente desliza em quantidade, rítmo e novidade. É no Brasil, que o portugues é falado por todas as raças do planeta. Isso transcende.
Protejam-nos, Tupã, Jacy, Guaracy, Jussaras, Yaras, Uirapurus, Tupinambás, Tamoios, Guaranis!
Porque não temos pretensão.
Apenas somos gente.
19 de abril - DIA DO ÍNDIO
21 de abril - DIA DE TIRADENTES e da fundação de Brasília ( uma trilha )...
22 de abril - DIA DO DESCOBRIMENTO DO BRASIL
Apenas gente e nossa antropofagia é humildemente silenciosa.
POSTAGEM DEDICADA AO SAUDOSO ANTROPÓLOGO DARCY RIBEIRO, O MELHOR BRASILEIRO DO SÉCULO XX.
E como é festa, tem música.
Um Índio
Caetano Veloso
Composição: Caetano Veloso
Um índio descerá de uma estrela colorida e brilhanteDe uma estrela que virá numa velocidade estonteante
E pousará no coração do hemisfério sul, na América, num claro instante
Depois de exterminada a última nação indígena
E o espírito dos pássaros das fontes de água límpida
Mais avançado que a mais avançada das mais avançadas das tecnologias
Virá, impávido que nem Muhammed Ali, virá que eu vi
Apaixonadamente como Peri, virá que eu vi
Tranqüilo e infalível como Bruce Lee, virá que eu vi
O axé do afoxé, filhos de Ghandi, virá
Um índio preservado em pleno corpo físico
Em todo sólido, todo gás e todo líquido
Em átomos, palavras, alma, cor, em gesto e cheiro
Em sombra, em luz, em som magnífico
Num ponto equidistante entre o Atlântico e o Pacífico
Do objeto, sim, resplandecente descerá o índio
E as coisas que eu sei que ele dirá, fará, não sei dizer
Assim, de um modo explícito
(Refrão)
E aquilo que nesse momento se revelará aos povos
Surpreenderá a todos, não por ser exótico
Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto
Quando terá sido o óbvio
A quadratura do triângulo? Comentário sobre os 'pilares da Europa'
Caro João Beato:
Tenho obviamente algumas reservas quanto ao valor da 'tradição Rosa-Cruz' e da sua filiação em Amenofis IV (porque não, então, considerar desde já um 5.º pilar, o atlante? pelo menos trata-se de uma tradição que remonta a Platão e não ao Paris do séc. XVII...); sem que isso retire a importância da 'deriva' monoteísta da religião egípcia e do seu papel sem dúvida fundamental na progressiva convergência dos politeísmos do 'Próximo Oriente' num monoteísmo (ainda que 'dualista', passe a contradição) que acaba por florescer nos messianismos judaicos e talvez no possivelmente rival culto de Mitra.
Mas isso não é ainda a Europa, nem nos seus fundamentos nem nas suas raízes, do mesmo modo que a civilização megalítica não é ainda a Europa (mas não sabemos se Europa teria havido sem ela).
A ter que procurar um 'quarto pilar' iria mais depressa à Irlanda e aos míticos celtas...
Por mim, gostei muito e concordo com a triplicidade (subrepticiamente céltica, sei...) de Gheorghe Ceausescu: e ela não nega que não haveria gregos sem os egípcios, e certamente sem os cretenses e os misteriosos troianos; como não haveria talvez romanos sem os etruscos; e não haveria teologicamente cristandade sem os judeus, e materialmente não a haveria sem os fenícios e os outros 'povos do mar'.
Mas não vejo que haja uma herança (ou uma 'dimensão', para recorrer à final imagem belíssima do texto de G.C.) autonomamente egípcia.
Outra coisa, claro, é a sua leitura de Hegel, que não tenho competência para apreciar mas que li com muito interesse em texto anterior seu aqui publicado. Parece-me ser clara a tentação, dispersa pelo séc. XIX, de ver a Grécia à imagem de Atena nascida armada e adulta.... Decerto não foi assim, como Israel também não saiu decerto armado e inteiro dos rebanhos de Abraão.
Parece-me claro, também, que a progressiva auto-percepção da Europa nasceu - com Pepino o Breve e Carlos Magno, coroado imperador em 800 - no tempo do 'triplo cerco' viking, húngaro e muçulmano; esse, a Sul, cortou o Mediterrâneo (a marinha muçulmana tornou impossível a navegação) e deslocou o 'coração do Império' de Itália para a região entre o Sena e o Reno... Mas havia ainda Bizâncio (e continuou a haver por mais 600 anos), e a memória da unidade perdida entre as duas margens do Mar esteve ainda bem presente nas Cruzadas e no Reino Cristão de Jerusalém - como ainda na (re)conquista Portuguesa de Ceuta, que não foi nem podia ter sido vista como uma aventura 'colonial'. Creio que o Renascimento (já com os turcos a tomar Bizâncio, em processo de avanço que só foi detido com Lepanto e Alcácer-Quibir, e mesmo assim com Viena de Áustria cercada depois) terá muita responsabilidade na progressiva 'limpeza étnica' das origens, rejeitando o judaísmo, 'purificando' gregos e romanos - como se fez com a reinvenção do 'latim erudito', acabando com as sobrevivências pagãs na lamentável caça às bruxas que varreu a Europa protestante e, principalmente, rejeitando como 'bárbaro' e 'gótico' os mil anos de história 'medieval' que separavam os imperadores romanos dos reis absolutos.
Mas lhe digo onde está para mim, senão a herança, pelo menos a luz que o Egipto pode dar à Europa: toda a existência metapolítica da Europa revive o mito de Osíris, o deus morto e despedaçado por Set, o deus de cabeça-de-burro, do deserto e da dissolução das trevas; e o mito do paciente e amoroso trabalho de Ísis a recolher os despojos fragmentados do seu amante, guardando e aguardando a ressurreição cósmica da Unidade; significativa demanda graalica de reunião dos catorze pedaços (tantos como os passos da Cruz...) em que ficou a faltar o da sua masculinidade, lugar da permanente ferida do Rei Pescador. Essa masculinidade veio a ser regenerada pela Rainha, mas por artes mágicas e artificiais, o que talvez explique o falocentrismo excessivo e inseguro de uma certa, de uma tão conhecida nossa Europa cujas feridas não souberam nunca sarar.
Mistérios do Touro e do Falcão.
Cordiais cumprimentos,
Poema " A razão e o segredo dos silêncios!"
Aí estás!
Procurando a razão
e o segredo dos silêncios
-resignados -
na manhã profunda.
Sózinha estás...
com um traço de céu fugitivo
levantando pós antigos.
Soam os relógios do tempo
escamoteando os ventos
e, as vagas da tua alma...
Aí vais...
Dissipando as angústias
nessa cidade linda
mas suja, deserta e tórrida.
E, chegam-te resonâncias
antigas
exprimindo-se com força!
Ouves.
Um grito que chega
num rumor de luz,
a partilhar os sítios
numa relação estranha...
Pensas:
em qualquer coisa que procuras
mas, é preciso ter tempo
para ler tudo
o que em ti carregas!
O céu rasga-se
com o voo das gaivotas!
Perplexo o Tejo,
é um espelho de diamantes
a procurar o futuro
no azul das águas.
Quando eu te falo
-dizes não saber-
o peso dos campos do esquecimento
da Pátria e da Língua...
Pedes-me a chave
que eu já perdi!
Digo-te,
A pátria é a língua
saída da terra,
(nelas plantei a carne
e todo o meu sangue)!
Do alto do castelo
Olhamos os barcos no mar...
Ao longe o horizonte a ver
aquilo que nós vêmos
num sentido oposto!
Aqui há,
uma cultura congelada
no écran do nosso olhar.
Hoje,
é um tempo vazio
onde as palavras
são insubmissas
e, ficam coladas
à pirâmide do tempo
(do nosso tempo)!
Dobras o olhar ali,
rente ao chão...
Eu sei.
Houve um tempo em que
as carícias lentas
éramos nós,
deitados no corpo de um verão,
com Lisboa na língua
e, na Pátria inteira!
Levantas os olhos
à nossa memória
e, à memória colectiva!
Pronunciamos a palavra
numa terra lavrada
pelas nossas mãos...
Dos céus saiem lamentos
passeando nas nuvens!
Sabemos
que é bem tarde demais.
Procuramos a palavra
-tão cheia de luz-
nos resíduos do dia
e, no seio do orvalho.
Com o frémito das horas
enrolando-se na areia...
Ficamos ali
mesmo à porta
da nossa consciência!
Diz-me:
qual tem mais peso
o sentimento ou a razão?...
Rosario Duarte da Costa
25/03/2009
Copyright
Os Quatro Pilares da Europa (comentário ao texto "Europa Europas")
Relembro que o faraó Amenófis IV, mais conhecido como Akhenaton, realizou uma autêntica revolução espiritual ao instituir uma religião monoteísta, facto claramente indicador de que a religião egípcia já continha a semente do monoteísmo. Esse mesmo monarca é tradicionalmente considerado como o fundador da que hoje se conhece como a Ordem da Rosa Cruz, a qual tem desempenhado, através de diversas personalidades e organizações, um papel inequívoco no desenvolvimento da civilização ocidental.
Para além disso, não tenho dúvidas de que a vida de Joseph (filho de Jacob) no Egipto, onde assumiu inclusivamente o cargo de vice-rei, assim como a instalação do povo hebraico naquela terra, tiveram uma influência inegável na própria religião dos judeus.
Por último, Alexandre o Grande foi considerado pela hierarquia sacerdotal egípcia como o sucessor legítimo do trono do faraó, tendo dado assim início à última dinastia, a ptolemaica, toda ela liderada por gregos. Ora, na batalha de Áccio (31 a.C.) decidiu-se o destino do mundo (Oriente ou Ocidente, cultura greco-egípcia ou greco-romana), pois o facho da civilização, então nas mãos dos Egípcios-Gregos ou Gregos-Egípcios (parece-me aqui impossível evitar a noção de "fusão cultural"), passou das mãos de Cleópatra (rainha de sangue grego e chefe da religião egípcia) para as mãos de Octávio, que veio a ser o Imperador César Augusto, Pontífice Máximo. Ora, o Papa, chefe da Igreja Católica (i.e. "universal") Romana, herdou o título espiritual do antigo imperador de Roma, Pontifex Maximus. O império de Alexandre, a monarquia egípcia e o ecumenismo helenístico nela centrado foram a inspiração para império romano.
Parece-me que Hegel e os seus partidários conseguiram fazer-nos esquecer de que no "ser-se grego" está implícito, a partir de um certo momento, "ser-se também egípcio". Ou então a cultura grega acabou quando Alexandre foi reconhecido como filho de Amon-Zeus...
Julgo que uma "consciência europeia plena" só se poderá alguma vez realizar quando os "europeus" compreenderem de uma vez por todas que o "Ocidente" não começa na Grécia mas sim no Mediterrâneo. Pessoalmente, creio que o projecto da "União do Mediterrâneo", proposto por Sarkozy na última presidência europeia da França, poderá ser talvez uma porta para uma nova consciencialização do que significa "ser europeu". Europa é filha de Agenor, rei dos Fenícios, e o Mare Nostrum tem muitas praias...
Só um pequeno pormenor, para terminar, uma vez que também sou classicista e dado que no texto se fala tanto de língua e cultura latina: a pergunta "Quod vadis Europa?" ficaria bem melhor se "quod" fosse substituído por "quo".
Se a Acrópole está para a civilização grega, o Capitólio para a Romana e o Gólgota para a cristã, que símbolo poderá estar para a civilização egípcia?
Estão aqui quatro civilizações. O símbolo da quinta já todos sabemos qual é...
Quarta-feira, 25 de Março de 2009
MAIS DOIS MEMBROS DO CONSELHO EDITORIAL
Em reconhecimento institucional dos relevantes serviços prestados a este projecto, a Direcção da NOVA ÁGUIA decidiu integrar no seu Conselho Editorial mais dois novos membros: Bruno Ferro e Maurícia Teles da Silva, ambos de Setúbal.
O Conselho Editorial da NOVA ÁGUIA não é um órgão fechado e, nessa medida, a Direcção da NOVA ÁGUIA irá nele integrando todas as pessoas que mereçam, na nossa perspectiva, esse reconhecimento institucional.
A Direcção da NOVA ÁGUIA
Salvar a Casa da autoria do arquitecto António Varela com murais de azulejo da autoria de Almada Negreiros
Na qualidade de cidadãos deste país cansados de assistir à destruição de património insubstituível devemos assinar a petição.
Não custa nada assinar através do link abaixo, e pode fazer a diferença.
http://www.petitiononline.com/Alcolena/
Sobre a suposta (ou não...) multipolaridade do mundo atual
No começo do mês de fevereiro, o presidente do Kirguistão, foi a Moscovo pedir ajuda financeira. Na visita - para cativar a bolsa dos seus petro-anfitriões - anunciou-lhes que estava disposto a encerrar a base aérea que os EUA operam no seu país e que é muito importante no apoio das forças da NATO no Afeganistão.
Ainda que a Rússia esteja hoje a sofrer duramente com a descida do preço do petróleo e que a sua economia seja das mais afectadas pela atual Recessão global (pela sua excessiva dependência das exportações), durante anos o país acumulou centenas de biliões de reservas em dólares que agora atraem os mais desesperados... Há uns meses víamos o governo islandês a pedir dinheiro para se salvar da bancarrota (de qualquer modo, muito do dinheiro nos seus bancos era das mafias russas), já este ano era o presidente do Paquistão, Asif Ali Zaradari que visitava Moscovo, esperando levar de volta para Karachi um rechonchudo cheque russo...
Parece certo que existe um notável declínio da capacidade dos EUA para influenciarem o curso das coisas, pelo mundo. O mundo parece caminhar para um outro tipo de divisão do poder bem diverso daquele que sucedeu à Segunda Grande Guerra, e que no essencial se caraterizava pela bipolaridade EUA vs URSS e igualmente diverso daquela anomalia histórica que foram os quase vinte anos de Superpotência única de que gozaram os EUA. O mundo futuro desenha-se cada vez mais como multipolar... Em que países em ascensão, como a Rússia, a China, a Índia e o Brasil assumem, nas respetivas esferas regionais ou, no mundo (como é o específico caso da China) uma predominância cada vez maior. Mas será que este mundo é realmente "multipolar"? Uni-polar não é... Já que a superpotência única (EUA) está em acentuada decadência militar e económica. Os EUA ainda detêm uma extraordinária capacidade militar e graças às suas bases no estrangeiro e aos seus super porta-aviões (únicos em toda a História), mas a quase-derrota iraquiana e as graves dificuldades da NATO no Afeganistão demonstram que esse poder já é uma sombra do demonstrado na primeira guerra do Iraque, por exemplo.
O mundo multipolar pressupõe uma réplica da divisão do mundo em esferas de influencia regionais como existia no mundo, nos anos anteriores à eclosão da Segunda Grande Guerra. A China, assim seria influente no Oriente, a India na sua sub-região asiática, o Irão no Médio Oriente, o Brasil na América do Sul, disputando aí a sua influência com a Venezuela bolivariana. Ora, de facto, isso não é multipolaridade mas apolaridade... Estes pólos de Poder, económico e militar não são - nem de perto - capazes de afrontar as duas grandes potencias militares do mundo: os EUA e a Europa (esta enfraquecida pela sua desunião) e, sobretudo, não têm uma verdadeira vocação global... Nem mesmo a China moderna que encara os seus satélites em África mais como fontes de matéria-prima (Zimbabué, Congo e Sudão) do que como aliados político-militares. O bolivarianismo não pretende exportar-se para além da América do Sul e o islamismo, não tem pretensões a converter ocidentais ou orientais... Apenas a expandir-se globalmente pela demografia e mesmo assim apenas até aos territórios que no passado já foram "terra muçulmana" (Bin Laden).
Se não portanto multipolaridade, haverá então na atualidade uma ascensão de uma forma de divisão de poder que o articulista do jornal El Pai intitula "apolaridade"? Ninguém parece ter hoje ambições globais, com excepção dos EUA, que rapidamente a estão a perder, por manifesta incapacidade de a manterem. Este novo equilíbrio abre todo um mundo de possibilidades. Como na época do Império Romano, em que mundo se dividia por poderes "imperiais", que repartiam entre si regiões inteiras do globo (Roma: a Europa, o norte de África e o Próximo Oriente, a Pártia o Médio Oriente, os Gupta o subcontinente indiano, a China, o Extremo Oriente, etc) limitando ao máximo os contactos entre si. O colapso da globalização, o regresso do Proteccionismo e a divisão do globo por centros de poder concorrentes e nem sempre comunicantes vai alterar este quadro que o mundo não conhecia desde o século V d.C.
Fonte Principal:
http://www.elpais.com/articulo/opinion/Estados/Unidos/puede/decir/elppgl/20090225elpepiopi_4/Tes
Pelo desenvolvimento sustentável de toda a região duriense e transmontana...
COMUNICADO
Exmos. Senhores,
Esta noite foram encerradas as Linhas do Corgo e do Tâmega. Na calada da noite e sem aviso prévio, tal como aconteceu em 1992, com a Linha do Tua, quando o Governo de então era chefiado pelo actual Presidente da Republica, o Prof. Aníbal Cavaco Silva.
As razões, as mesmas de sempre, a segurança! Este Governo não investe em Trás-os-Montes: fecha por motivos de segurança ou de economias de facilitismo de curto prazo.
O Movimento Cívico pela Linha do Tua, não pode deixar de mostrar um profundo desprezo pelas iniciativas deste Governo no que toca às suas politicas para o caminho-de-ferro no Interior transmontano e à forma como atenta contra a dignidade das pessoas que teimam em viver na região. Viver no Interior profundo, viver em Trás-os-Montes, é uma prova de resistência e uma prova de amor à terra, no seu sentido mais profundo, que poucos parecem entender.
O Movimento Cívico pela Linha do Tua solidariza-se com as populações das zonas afectadas pelo encerramento das linhas do Corgo e do Tâmega, e espera que também os deputados eleitos pelos circulos de Vila Real, Bragança e Porto, se manifestem e defendam os interesses dos cidadãos que os elegeram; uma oportunidade e um privilégio de poucos e que até ao momento têm ignorado, de forma politicamente consciente e pouco digna, convém sublinhar.
Exigimos assim, à semelhança do que tem sido a nossa postura face à Linha do Tua, respeito pelos utentes e pelas populações locais. Uma vez que se o esforço de consolidação de segurança é louvável, já não o é o estado a que deixaram chegar a infra-estrutura para ser preciso encerrá-la na sua totalidade. Ou, de forma tão flagrante como aquando da Noite do Roubo em Bragança em 1992, não estão a ser honestos quanto à verdadeira intenção destes encerramentos, pelo que se exige um plano de modernização e o início da intervenção na via imediatamente, e não em datas que nem a própria tutela sabe adiantar porque nem sequer pensaram nestas.
O Tua, Corgo e o Tâmega são sustentáveis e só terão futuro com as populações e para as populações.
Pelo desenvolvimento sustentável de toda a região duriense e transmontana,
Movimento Cívico pela Linha do Tua, 25 de Março de 2009
www.linhadotua.net
Contactos: 91 682 22 37 / linhadotua@gmail.com
* CULINÁRIA TRADICIONAL REGIONAL BRASILEIRA
Terça-feira, 24 de Março de 2009
Tiro no pé

Incentivo para compra de painéis solares «é uma fraude»
Professor de Engenharia do Porto acusa empresa Energie de «publicidade enganosa»
O autor da política energética do actual Governo, Oliveira Fernandes, classificou esta terça-feira como «uma fraude» a atribuição de incentivos à compra de painéis solares fotovoltaicos como sendo produtores de energia solar, avança a agência Lusa.
«Estar a utilizar as verbas que foram anunciadas para a energia solar como incentivos para a compra de painéis fotovoltaicos é uma fraude», disse à agência Lusa Oliveira Fernandes, professor da Faculdade de Engenharia do Porto e presidente da Agência de Energia do Porto.
Oliveira Fernandes acusou a empresa Energie, cuja fábrica na Póvoa de Varzim foi visitada quinta-feira pelo primeiro-ministro, José Sócrates, de estar a fazer "publicidade enganosa», ao referir no seu site que os painéis solares fotovoltaicos têm rendimento superior aos colectores solares.
Painéis solares? Sócrates explica vantagens
«O site diz que o sistema deles funciona com sol, céu nublado, chuva e à noite. Vê-se logo que não é solar. É por isso que tenho vergonha deste país», afirmou Oliveira Fernandes, criticando José Sócrates e o ministro da Economia, Manuel Pinho, por se terem associado ao «embuste» da Energie, ao apelarem aos portugueses para que comprem os seus painéis.
«O lapso político do senhor primeiro-ministro e do senhor ministro da Economia acontece manifestamente por falta de competência técnica no Governo, por falta de assessoria, aconselhamento», afirmou o ex-secretário de Estado da Energia.
Na opinião do professor universitário, a Energie «é uma fábrica de bombas de calor», dado que os painéis que produz «até podem captar calor da água ou do solo».
Colectores solares é que interessam
Oliveira Fernandes salientou que o coeficiente de performance (COF) dos painéis da Energie «deverá andar à volta de dois, o que é um valor ridículo».
O especialista explicou que a bomba dos painéis fotovoltaicos necessita de electricidade para funcionar, produzindo em média apenas o dobro da energia que consome.
«Muitos dos colectores solares também precisam de uma bombinha. Mas, em média, a energia que captam do Sol é 50 vezes superior à que consomem. A relação é de dois para 50. Não estamos a falar do mesmo campeonato», frisou.
Oliveira Fernandes realçou que, dadas as características climatéricas do país, «são os colectores solares que interessam a Portugal», e não os painéis fotovoltaicos, mais adequados a países frios do Norte e centro da Europa.
Em comunicado distribuído esta quarta-feira, a Energie garante que os seus painéis solares «estão certificados pela SolarKeymark, a primeira marca de qualidade reconhecida internacionalmente para os produtos solares térmicos, e DINGetpruft, atestadas pelo organismo alemão mundialmente conhecido Dincertco».
«Estas certificações atestam o produto da Energie como sistema solar térmico», realça a empresa, anexando cópia de um dos certificados.
In Portugal Diário


