EM TODO O PAÍS & MUNDO LUSÓFONO: LANÇAMENTOS NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI

"a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português. Em tempos de globalização, esta qualidade – a de evidenciar o pensamento nacional – deve ser exaltada"

A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.

A NOVA ÁGUIA pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu “espírito”, adaptado ao século XXI, conforme se pode ler no nosso
Manifesto.

Tal como n’ A Águia, procuraremos o contributo das mais relevantes figuras da nossa Cultura, que serão chamadas a reflectir sobre determinados temas:

- 1º número (1º semestre de 2008): A ideia de Pátria: sua actualidade.

- 2º número (2º semestre de 2008): António Vieira e o futuro da Lusofonia.

- 3º número (1º semestre de 2009): O legado de Agostinho da Silva, 15 anos após a sua morte.

- 4º número (2º semestre de 2009): Pascoaes, Portugal e a Europa: 20 anos após a queda do Muro de Berlim.

- 5º número (1º semestre de 2010): Os 100 anos d' A Águia e a situação cultural de hoje.

- 6º número (2º semestre de 2010): A República, 100 anos depois.

- 7º número (1º semestre de 2011): Fernando Pessoa: "Minha pátria é a língua portuguesa" (nos 15 anos da CPLP).

- 8º número (2º semestre de 2011): O Pensamento da Cultura de Língua Portuguesa: nos 30 anos da morte de Álvaro Ribeiro.

- 9º número (1º semestre de 2012): Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?

- 10º número (2º semestre de 2012): Leonardo Coimbra - Razão e Espiritualidade: nos 100 anos de "O Criacionismo (Esboço de um Sistema Filosófico)".

Para o 10º número, os textos devem ser enviados até ao final de Junho.


Morada: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais,

Apartado 21, 2711-953 Sintra, Portugal.

Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.

EDITORIAL

Sendo a NOVA ÁGUIA uma Revista que, de forma assumida e descomplexada, dá o devido destaque aos autores maiores da nossa tradição filosófica e cultural, inevitavelmente teríamos que dedicar um número a Álvaro Ribeiro – depois de já o termos feito a António Vieira, Agostinho da Silva, Teixeira de Pascoaes e Fernando Pessoa. A ocasião chegou, agora que se assinalam os trinta anos da sua morte. Que outra Revista o poderia fazer?
Em muitos casos mais referida do que propriamente lida, a obra de Álvaro Ribeiro tornou-se numa espécie de bandeira do que em geral se designa por “Filosofia Portuguesa” – quer para os que a defendem, quer, contrapolarmente, para aqueles que contestam, ainda hoje, a sua existência. Desde logo por isso, o próprio Álvaro Ribeiro acabou por se tornar no autor mais emblemático da dita “Filosofia Portuguesa”.
Por essa mesma razão, a sua figura ainda hoje desperta reacções assaz apaixonadas, num e noutro sentido, o que, se por um lado, lhe tem preservado, trinta anos após a sua morte, uma apreciável notoriedade, por outro, tem impedido, pelo menos nalguns casos, por evidente preconceito, um estudo mais aprofundado da sua obra. Neste número, procurámos colmatar essa falha, convocando os maiores especialistas na obra de Álvaro Ribeiro, dando, ao mesmo tempo, voz àqueles que ainda hoje contestam a existência de “filosofias nacionais”.
Isto apesar de, com este número, não termos querido ressuscitar qualquer polémica em torno da existência de “filosofias nacionais” – polémica que, a nosso ver, está por inteiro ultrapassada, pelo menos nos termos em que emergiu, após a publicação, em 1943, da obra O Problema da Filosofia Portuguesa. Álvaro Ribeiro continua a ser para nós um autor actual pela simples mas suficiente razão de que todo o pensamento filosófico é sempre já – e nunca deixa de o ser, por mais inconsciente que esteja disso – um pensamento radicado, situado: numa Língua, numa História, numa Cultura…
*
Uma vez mais, a NOVA ÁGUIA prova, pois, a sua abertura. Fundando-se numa determinada Visão de Portugal e do Mundo, devidamente expressa no nosso Manifesto, publicado no primeiro número da Revista, a NOVA ÁGUIA nunca foi nem nunca será um “órgão de propaganda”, mas, ao invés, um “órgão plural”, que, dando destaque a algumas figuras – àquelas que, como é óbvio, a nosso ver o merecem –, o faz, porém, de forma crítica, convocando não apenas os hermeneutas que, à partida, lhes são mais próximos, como, igualmente, alguns dos que lhes são mais distantes.
Como sempre, também este número da NOVA ÁGUIA não se debruça apenas sobre um autor. Assim, para além de Álvaro Ribeiro, neste número evocamos ainda José Marinho – autor que, a par de Álvaro Ribeiro, mais chamou a atenção, entre nós, para a importância que a Filosofia deve reconhecer à Língua, à História e à Cultura (daí o seu conceito de “filosofia situada”) –, Álvaro Cunqueiro – no centenário do seu nascimento –, Joaquim Nabuco – no centenário da sua morte – e Domingos Gonçalves de Magalhães – no bicentenário do seu nascimento. Para além disso, temos ainda textos sobre Fernando Pessoa, bem como sobre os 15 anos da CPLP, data que assinalámos no sétimo número da NOVA ÁGUIA.
Como tem acontecido desde o primeiro número, a Revista termina com a referência aos locais onde tem sido apresentada – numa série, iniciada a 19 de Maio de 2008 na Fundação José Rodrigues, que excede já as duas centenas e meia de sessões, em todo o espaço lusófono –, bem como à Colecção de Livros “Nova Águia”, que já vai em mais de duas dezenas e meia de títulos. Na contra-capa, como igualmente tem sido regra, antecipamos o tema do próximo número: “Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?”. Prova, bem cabal, do nosso optimismo: não só acreditamos que Portugal ainda hoje existe, como existirá daqui a 100 anos…

ÍNDICE

Editorial…5
NOS 30 ANOS DA MORTE DE ÁLVARO RIBEIRO
Álvaro Ribeiro, CARTA A ANTÓNIO QUADROS…8
Azinhal Abelho, Orlando Vitorino, António Quadros, António Cândido Franco, Pinharanda Gomes, Miguel Real, António Braz Teixeira, António Telmo, André Veríssimo e José Augusto Seabra, ÁLVARO RIBEIRO EM 10 INSTANTÂNEOS…9
António Cândido Franco, ÁLVARO RIBEIRO NUM RELANCE DE LUZ…13
António Carlos Carvalho, EXILADO DO MUNDO…14
Artur Manso, O QUE É A ESCOLA FORMAL…15
Carlos Aurélio, UMA FILOSOFIA DO MODO…25
Cynthia Taveira, A ACTIVIDADE DE DEUS…32
Elísio Gala, ÁLVARO RIBEIRO E A FILOSOFIA POLÍTICA…35
Filipe Delfim Santos, UM COLÓQUIO AGORA MAIS ÚTIL & CARTA INÉDITA DE ÁLVARO RIBEIRO À VIÚVA DE DELFIM SANTOS…39
Joaquim Domingues, ERUDIÇÃO FILOSÓFICA…45
José da Costa Macedo, FILOSOFIA E SITUAÇÃO…49
Manuel Ferreira Patrício, A LÍNGUA PORTUGUESA E O DESTINO DE PORTUGAL…58
Maria Leonor L.O. Xavier, A QUESTÃO DA UNIVERSALIDADE DA FILOSOFIA…60
Maria Luísa de Castro Soares, CONCEITO E CONTROVÉRSIA DA FILOSOFIA PORTUGUESA: O APOSTOLADO DE ÁLVARO RIBEIRO…66
Paulo Jorge Brito e Abreu, FILOSOFIA PORTUGUESA EM ÁLVARO RIBEIRO…71
Pedro Martins, PÁTRIA, HISTÓRIA E EPOPEIA: ÁLVARO RIBEIRO, JAIME CORTESÃO E A RENASCENÇA PORTUGUESA…75
Pedro Sinde, ÁLVARO RIBEIRO, FILOSOFIA OPERATIVA E ORAÇÃO MENTAL…88
Rodrigo Sobral Cunha, A RAZÃO RÍTMICA (NO PENSAMENTO DE ÁLVARO RIBEIRO)…97
Pinharanda Gomes, ÁLVARO RIBEIRO (1905-1981): A FILOSOFIA COMO ARTE & ADITAMENTO BIBLIOGRÁFICO…105
SOBRE JOSÉ MARINHO: NOS 50 ANOS DA TEORIA DO SER E DA VERDADE
Renato Epifânio, JOSÉ MARINHO, UM FILÓSOFO METAFÍSICO E, POR ISSO, SITUADO…116
Pinharanda Gomes, A TERTÚLIA DE ÁLVARO RIBEIRO E DE JOSÉ MARINHO…117
Manuela Brito Martins, A FILOSOFIA DA HISTÓRIA EM OLIVEIRA MARTINS A PARTIR DE UMA LEITURA DE JOSÉ MARINHO…126
SOBRE ÁLVARO CUNQUEIRO, JOAQUIM NABUCO E DOMINGOS GONÇALVES DE MAGALHÃES
Maria Seoane Dovigo, ÁLVARO CUNQUEIRO, CEM ANOS DEPOIS…132
João Bigotte Chorão, JOAQUIM NABUCO: UM BRASILEIRO EUROPEU…134
António Braz Teixeira, NOS DUZENTOS ANOS DE DOMINGOS GONÇALVES DE MAGALHÃES…140
AINDA SOBRE FERNANDO PESSOA
Giancarlo de Aguiar, TRANSPERSONAS NA ESFINGE DE FERNANDO PESSOA…144
Ruben David Azevedo, PESSOA: UMA SINGULAR PLURALIDADE…151
Samuel Dimas, FERNANDO PESSOA E A ESTÉTICA DA RENASCENÇA PORTUGUESA: D’A ÁGUIA À ORPHEU…152
António Cândido Franco, FERNANDO PESSOA SOB O SIGNO DA PÁTRIA DA LÍNGUA…155
Maria Clara Tavares, PASCOAES E PESSOA…159
Luís Tavares, PESSOA: A ESCRITA E A TERRA DE NINGUÉM…161
Kazufumi Watanabe, PESSOA NO JAPÃO…163
AINDA NOS 15 ANOS DA CPLP: TRAJECTOS LUSÓFONOS
Adriano Moreira, AS CULTURAS DOS POVOS DO MEDITERRÂNEO…166
António José Borges, RUMAR PORTUGAL, CONSIDERAR A EUROPA, PENSAR A LUSOFONIA…169
Delmar Maia Gonçalves, DEAMBULAÇÕES LITERÁRIAS…178
Dirk Hennrich, PORTUGAL, A EUROPA E AS MARGENS DA FILOSOFIA (COM CARTA DE JOAQUIM DOMINGUES)…181
João Pereira de Matos, 17 GEDANKENEXPERIMENTE…187
Joaquim Miguel Patrício, PRESENTE E FUTURO DA LÍNGUA PORTUGUESA NUM QUADRO ESTRATÉGICO GLOBAL…189
Lúcia Helena Alves de Sá, A FILOGONIA DO PENSAMENTO DA CULTURA DE LÍNGUA PORTUGUESA…199
Miguel Real, O FUTURO DA LUSOFONIA…200
Nelson Goulart, LÍNGUA MÃE LÍNGUA FILHA…203
Nuno Sotto Mayor Ferrão, A DINÂMICA HISTÓRICA DO CONCEITO DE LUSOFONIA (1653-2011)…204
Rui Martins, VIAGEM À GUINÉ-BISSAU…209
Sam Cyrous, DO CORAÇÃO DA COOPERAÇÃO À AVALIAÇÃO DA AÇÃO: CPLP ONTEM, HOJE E AMANHÃ…219
Simion Doru Cristea, A ENERGUEIA DAS LÍNGUAS AFRICANAS…221
Ximenes Belo, DISCURSO DA ACADEMIA…226
RUBRICAS
ENTRECAMPOS, de J. Pinharanda Gomes…230
AS IDEIAS PORTUGUESAS DE GEORGE TILL, de Jorge Telles de Menezes…233
DO ESPÍRITO DOS LUGARES, de Manuel J. Gandra…234
LITERATURA ORAL E TRADICIONAL, de Ana Paula Guimarães…239
BIBLIÁGUIO
DIÁLOGOS DE AMOR, DE LEÃO HEBREU, por Celeste Natário…244
MEMORIAL DO CONVENTO, DE JOSÉ SARAMAGO, por Gabriela Lança…245
LEVANTE, 1487 – A VÃ GLÓRIA DE JOÃO ÁLVARES, DE JOSÉ MARIA PIMENTEL…248
ÚLTIMAS OBRAS DA COLECÇÃO NOVA ÁGUIA, por Renato Epifânio…249
EXTRAVOO
António José de Brito, APONTAMENTO QUÁSI SUPERFICIAL SOBRE ÉTICA…252
António Monteiro, ARISTIPO DE CIRENE: UM FILÓSOFO NAS MARGENS DA HISTÓRIA…254
POEMÁGUIO
Eduardo Aroso, ÁLVARO RIBEIRO; UM VELHO PROFETA…7
António José Queiroz, VIAGEM…131
Teresa Dugos, CÁLICE; DA TERRA; MAUSOLÉU…142
Manuel Neto dos Santos, DA PANACEIA…165
Maurícia Teles da Silva, SETE PREMISSAS PARA A LIBERDADE…242
António José Borges, RESILIÊNCIA…242
Maria Luísa Francisco, FOSSE O DIA JÁ NOITE…243
Fernando Esteves Pinto, IDENTIDADE E CONFLITO…250
MAPIÁGUIO…259
COLECÇÃO NOVA ÁGUIA…260
ASSINATURAS…261

NOVA ÁGUIA 8: LANÇAMENTOS

10.10.11 - 18h30: Livraria FNAC Chiado (Lisboa)
12.10.11 - 18h30: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
15.10.11 - 16h00: Sociedade da Língua Portuguesa (Lisboa)
15.10.11 - 18h00: Casa Bocage (Setúbal)
21.10.11 - 18h00: Centro Cultural Luso Moçambicano
29.10.11 - 15h00: Biblioteca Municipal de Sesimbra
04.11.11 - 21h30: Espaço Poesis (Porto)
05.11.11 - 17h00: Biblioteca Albano Sardoeira (Amarante)
12.11.11 - 19h00: Auditório da Escola Básica Integrada de Montargil
23.11.11 - 18h30: Livraria FNAC Vasco da Gama (Lisboa)
03.11.11 - 15h00: Casa do Fauno (Sintra)
06.12.11 - 16h00: Palácio da Independência (Lisboa)
09.12.11 - 17h00: Faculdade de Filosofia (Braga)
15.12.11 - 21h30: Art Gallery / Café dos Artistas (Lisboa)
15.01.12 - 16h00: Castelo de Leiria (Sede da ACRENARMO)
27.01.12 - 21h30: Biblioteca Municipal da Lagoa


Em breve, anunciaremos o primeiro lançamento da NOVA ÁGUIA 9

Para agendar um lançamento: novaaguia@gmail.com; 967044286.

MAPIÁGUIO (mapa de locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA): Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Almada, Amadora, Amarante, Arraiolos, Aveiro, Bairro Português de Malaca, Barcelos, Batalha, Belo Horizonte, Bissau, Braga, Bragança, Brasília, Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Carnide, Campinas, Cascais, Castro Marim, Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Fortaleza, João Pessoa, Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loures, Luanda, Mem Martins, Messines, Mindelo, Mira, Montargil, Montijo, Nazaré, Nova Iorque, Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense, Ovar, Pangim (Goa), Pisa, Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife, Redondo, Régua, Rio de Janeiro, Sacavém, Santiago de Compostela, São João da Madeira, São João d’El Rei, São Paulo, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Viana do Castelo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.

Nota: Muitos destes lançamentos, não só no país como por todo o espaço lusófono, só têm sido possíveis pelo apoio que a este projecto tem sido dado, desde a primeira hora, pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono. O nosso público reconhecimento por isso. Desta forma, a NOVA ÁGUIA tem tido uma projecção não apenas estritamente nacional mas lusófona.

Lançamentos já noticiados em:

RTP

Diário de Notícias

Diário Digital

Expresso

Jornal de Notícias

Jornal Porto Net

Notícias Lusófonas

Público


E em muitas dezenas de blogues...

FAÇA PARTE DESTE PROJECTO. ASSINE A NOVA ÁGUIA: http://www.zefiro.pt/novaaguia.

À venda nas melhores livrarias do país.
E ainda no Brasil: Espaço Cultural É-Realizações, Rua França Pinto, 498 - Vila Mariana - São Paulo; Livraria Hildebrando (Universidade de Brasília); Via Livros (contacto - Alexandre Santos: alexandresantos@br.inter.net).
E ainda na Galiza: Livraria Couceiro (Praça de Cervantes, 6, Santiago de Compostela/ Enrique Dequit, 12, Corunha; Livraria Torga (Ourense, Rua da Paz, 12); Livraria Andel (Vigo, Rua Pintor Lugrís, 10). E ainda em Cabo Verde: Livraria Semente (Mindelo).

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural
Ângelo Alves, "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo"

Sábado, 31 de Janeiro de 2009

Meditação


INICIAÇÃO
Não dormes sob os ciprestes,
Pois não há sono no mundo.
....................................................
O corpo é a sombra das vestes
Que encobrem teu ser profundo.
Vem a noite, que é a morte,
E a sombra acabou sem ser.
Vais na noite só recorte,
Igual a ti sem querer.

Mas na Estalagem do Assombro
Tiram-te os Anjos a capa :
Segues sem capa no ombro,
Com o pouco que te tapa.

Então Arcanjos da Estrada
Despem-te e deixam-te nu.
Não tens vestes, não tens nada :
Tens só teu corpo, que és tu.

Por fim, na funda caverna,
Os Deuses despem-te mais.
Teu corpo cessa, alma externa,
Mas vês que são teus iguais.
....................................................
A sombra das tuas vestes
Ficou entre nós na Sorte.
Não 'stás morto, entre ciprestes.
....................................................

Neófito, não há morte.
(FERNANDO PESSOA)

Destaque da sessão de Sábado passado no site da CPLP...

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http://www.cplp.org/Default.aspx?ID=316&Action=1&NewsId=668&PID=304

Celebrações à mulher com voz ativa II

VERDADE, HONRA, VERGONHA
Maria Lucia Victor Barbosa mlucia@sercomtel.com.br
28/01/2009

Nosso relativismo moral vem de longe. É obra cumulativa de séculos. A acachapante aprovação nacional de Lula da Silva, sem contar com sua eleição e reeleição, demonstra que já chegamos aos píncaros das conseqüências históricas com requintes de caos. E diante do que se passa na atualidade, lembremos de Gregório de Matos e Guerra (1636-1696) advogado e poeta, alcunhado Boca do Inferno ou Boca de Brasa. Em Epílogos, ele retrata a paisagem moral de Salvador, Bahia, nossa capital na época colonial. Mudando a palavra cidade para país, teremos a paisagem moral atual em alguns dos versos do poeta:

Que falta neste pais? Verdade.
Que mais por sua desonra? Honra.
Falta mais que se lhe ponha? Vergonha.

O demo a viver se exponha,
Por mais que a fama o exalte,
Num país onde falta
Verdade, honra, vergonha.
http://www.celeirodeescritores.org/pagina.asp?ESCRITOR=16#411

Sozinho

Tela de Aleksander Kotsis


O princípio da incerteza aflora
Quando acordo
Na superfície do mundo e
Olho a obscuridade dos seres
Em sua solidão.

Avalio o que não se quer mostrar.
Escondido dentro de si
O homem está só.
Segue na densidade das coisas
E não consegue atuar
Na generosidade.

Estou aqui pairando sobre tudo,
A refletir nessa angustia de ser.
O homem nasceu para ser sozinho.
A condição humana
Atravessa sua alma
Fazendo um ser triste e só
A medir caminhos e fugir de si.


Rachel Dias de Moraes

Notícia do lançamento da próxima sexta...

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http://www.m-almada.pt/portal/page/portal/BIBLIOTECAS/DESTAQUES/DETALHE/?bibliot_destaques_detalhe=7311382&cboui=7311382

Notícia do lançamento de amanhã...

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http://www.nazare.oestedigital.pt/News/newsdetail.aspx?news=3a46a0b7-690a-48a1-9c67-2eddea8015d2

Amanhã, mais um lançamento da NOVA ÁGUIA...

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01.02.09 - 16h00: Biblioteca Municipal da Nazaré

Neusa - O Primeiro Encontro, A Primeira Vez





N E U S A - A PRIMEIRA VEZ
Para Que as Ausências Não nos Matem no Encontro

“Na Casa do Pai
Há muitas moradas”


Para Minha Irmã Neusa Correa de Morais


Não é todo dia que se conhece uma Irmã
Uma irmã que sempre existiu
Que você sabia que estava em algum lugar, como uma lenda
Uma irmã como parte da herança que o Pai deixou
Uma irmã de nome NEUSA.

Não é todo dia que se está preparado para morrer
Ou para chorar o suporte doloroso do primeiro Encontro
Para receber a irmã e, em alguns minutos e transbordando lágrimas
Abraçar toda uma existência enorme de mais de meio século
Tudo ali num minuto como um pertencimento final de ausências revisitadas.

Não é todo dia que você encontra uma irmã mais sábia que sobreviveu
E também quase morre cinqüenta e seis anos em apenas alguns minutos
E quer que o abraço de encontro dure 56 anos como se a compensar ausências
Porque o abraço de almas gêmeas do mesmo DNA têm sangue, lágrimas, e, ainda mais
Dias, semanas, meses, anos - que se foram; e agora tudo ali se juntando numa fusão
Leite e mel na condutividade espiritual como ouro, incenso e mirra...

Não é todo dia que se vira 56 páginas de abraços, rostos colados num único encontro físico
Com potes de lágrimas em louca emoção, coração, alma; e o choque
Pois é o espírito que ama o espírito
Antes do abraço demorado tentando construir e conter 56 anos num só instante.

.......................................................................................................................................

Quase morri esse dia
(Acho que na verdade de alguma maneira nasci de novo esse dia)
Mas, se eu morresse esse dia, janeiro em Itararé
Eu certamente depositaria no céu
Aos pés do meu Pai Antenor
O meu despedaçado coração
E depois do abraço em pranto, muito além do vale da sombra da morte
Eu ainda teria as cores, sons e tintas dos olhos da minha irmã Neusa
E então, finalmente recomposto, diria ao Pai:
-Eis aqui o teu filho. Eis as minhas mãos molhadas com as lágrimas de tua filha Neusa
Eu trouxe o coração dela, Pai
Dentro do meu coração arrebentado, Pai
Para deixar aos teus pés, Pai
Porque agora, finalmente, o Clã Corrêa Leite está completo

TEM A LUZ QUE FALTAVA

UMA LUZ CHAMADA NEUSA

-0-

(Itararé, Janeiro, 2009, Chuvas e Lágrimas)

Silas Correa Leite, Primeiro Rascunho
E-mail:
poesilas@terra.com.br Site: www.itarare.com.br/silas.htm
Blogues:
www.portas-lapsos.zip.net
www.campodetrigocomcorvos.zip.net

Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009

O mais tardar em 1 de Janeiro de 2010...

.
[ O ministro da Cultura, quer que o Acordo Ortográfico, "o mais tardar em 1 de Janeiro de 2010", seja aplicado "a nível oficial e em todos os meios de comunicação social". Em entrevista à Lusa, Pinto Ribeiro reafirmou a importância do Acordo Ortográfico para a estratégia que o seu ministério pretende implementar. Reconhecendo a importância da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o ministro quer "assegurar que, concertadamente com os outros países, se avance no processo de ratificação do último adicional do Acordo Ortográfico, para conseguirmos ter uma escrita unitária do português". Ainda segundo o ministro, "há muitos sítios onde as autoridades se recusam a ensinar português porque não sabem se o hão-de fazer na versão escrita brasileira ou europeia. Ora, "tudo isso fica resolvido através do acordo ortográfico", acredita. Assim, uma arma fundamental é a produção de um corrector de texto, aplicável a várias plataformas informáticas, que integra as novas regras da escrita em Português e que, segundo Pinto Ribeiro, deverá estar disponível até ao final deste mês. O ministro pretende ver o português como "língua de trabalho em todas as organizações internacionais". Neste sentido, "estamos, com o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), a reformular o Instituto Camões para que seja desenvolvido este trabalho de expansão da língua" e que passará pela digitalização de conteúdos. "Com o apoio da Comissão Europeia, estamos a trabalhar nesse sentido, como também estamos a traduzir autores portugueses para outras línguas", refere. Quanto aos críticos do Acordo Ortográfico, o ministro entende que "todas as pessoas são livres de escrever como quiserem". Mas pretende que "integrem a nova forma" e, por ele, "quanto mais cedo melhor". Não deixa, no entanto, de deixar uma palavra aos que "trabalham com a língua quotidianamente - os grandes escritores, os poetas". Estes poderão escrever português como entenderem. Apesar do acordo ortográfico ter criado divisões entre artistas e escritores Portugueses, o Movimento Pensar Real ~ Pensar Portugal, congratula-se que o Ministério da Cultura, se empenhe na urgente reunião de esforços com a Comissão Europeia: na tradução de Obras de autores Portugueses em outras línguas.]

FONTE: http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=385225&visual=26&tema=5

Sobre o chamado "caso freeport"

Imaginem que as autoridades judiciais portuguesas pediam às suas homólogas inglesas o acesso às contas bancárias de Gordon Brown, primeiro-ministro inglês, sob qualquer pretexto (mesmo por alegada “corrupção”).

Agora imaginem a resposta que as autoridades inglesas dariam a um tal pedido…
Fácil de imaginar, não é?

Celebrações à mulher com voz ativa

POR CLARA FERREIRA ALVES)

Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.

http://www.celeirodeescritores.org/pagina.asp?ESCRITOR=16#410

Leia tudo indo lá.

Agostinho da Silva revelou confidências de Fernando Pessoa

Agostinho da Silva, o sociólogo luso brasileiro e grande defensor de uma comunidade igualitária afro-luso-brasileira, revelou, a Fernando Dacosta, confidências de Fernando Pessoa.

Excerto:

"A meio do trajecto inclina-se para o motorista: «Por favor, em vez de levar-nos ao Príncipe Real deixe-nos no Café Martinho da Arcada». Recosta-se e comenta-me: «Vamos jantar com o Pessoa».
A sua mesa estava vaga. Dá-me o lugar que fora do poeta e senta-se de frente: «Era aqui que eu ficava».
Raramente Agostinho da Silva referia a sua relação com o autor de A Mensagem. Chegou até, incomodado com o afã das suas (de Pessoa) fanáticas universitárias, a negar que o tivesse conhecido. Num encontro ardilado por algumas, invectiveis do mesmo: «Deixem-se de coscuvilhices sobre a sua vida e estudem a sério a sua obra. Se ele entrasse aqui neste momento a pedir-lhes dinheiro para um bagaço, vocês corriam-no, nem sequer o reconheceriam.
Pedimos bacalhau com natas, água sem gás e café.
«Encontrámo-nos aqui em Dezembro de 1934. Eu tinha chegado há pouco a Lisboa, dava explicações a particulares, e entrei. Era um fim de tarde frio, chuvoso. Vi-o neste recanto, sozinho, papéis na mesa, um ovo estrelado, um copo de aguardente. Olhámo-nos. Eu lera artigos seus, ele coisas minhas. Fez sinal para o acompanhar. Quase não falou. Nem eu. Perguntou-me se queria um sol frito, era assim que chamava aos ovos estrelados. Passámos a estar juntos, discutíamos literatura, filosofia, política... Quis traçar a minha carta astrológica, mas recusei. Tinha feito a sua, iria morrer, asseverou, dentro de oito meses. Faleceu um pouco mais tarde, a 30 de Novembro de 1935».
«Nas últimas vezes que nos encontrámos, Pessoa estava invulgarmente acabrunhado. “Sinto-me muito arrependido”, disse-me, “pelas cartas de amor que escrevi a Ofélia”. Fizera-o movido pela sua irremediável fantasia heteronímica. Enfastiado, resolvera criar (interpretar) o papel de um vulgar empregado de escritório da Baixa de Lisboa, que se enamora, o que era frequente suceder, por uma vulgar colega. Para o papel desta foi buscar Ofélia, sem reparar que se tratava de uma mulher real, crédula, apaixonada. Divertiu-se durante bastante tempo (interrompeu e recomeçou o jogo do compromisso) com a escrita de ridículas cartas de amor a uma ridícula dactilógrafa carente de afecto e atenção. Quando percebeu a monstruosidade criada, caiu em si e, cerce, cortou o equívoco. A missiva onde o fazia, a última, num estilo completamente alheio ao das anteriores, é significativa disso».
Nela, escreve: «O meu destino pertence a outra lei, de cuja existência a Ofelinha nem sabe, e está subordinada cada vez mais a Mestres que não permitem nem perdoam».
Curiosamente «ninguém, até hoje, entre tantos especialistas, teses, congressos, ensaios, livros sobre ele, percebeu o drama que o dilacerou», exclama já no fresco do Terreiro do Paço, Agostinho da Silva.
Encarando-me, comenta: «Você devia escrever, no estilo de O Viúvo, um romance sobre o heterónimo em que ele se transformou no dia em que desapareceu, porque ele não morreu».

in Fernando DaCosta, Os Mal Amados, págs. 357-9, Casa Das Letras.
(extraído de dialogos_lusofonos@yahoogrupos.com.br)

Homenagem à Nova Águia


O Blog da Nova Águia está no ar, e ninguém pode evitar isto. E sendo à prova de pichações e sabotagens, ainda que algum engraçado Skin Red tente pichá-la... Como é virtual, a tinta nem pega e nada atingirá a criança já fecundada com a gênese de asas voando no mundo.
E a mim cabe apenas sentir-me honrado, por estar aqui, entre tanta gente disposta a levar avante a nave da lusofonia onde vai embarcado e sendo gerado o Homem Lusófono.
Mas é recomendável a cada cidadão nele engajado procurar ser justo e solidário, que o homem que se reúne em grupo para criar uma pátria, está também plasmando uma alma, acreditem ou não os descrentes, e terá de ter regras que a tornem nobre e digna.
Tal como a que está escrita na história das conquistas grandiosas. Mas olhando no mapa custa acreditar, pois não passa Portugal de uma pequena incrustação na barriga da Espanha; como à sua frente havia o mar...
Cumpriu rigorosamente o talento e o destino de navegar, foi mar adentro e encontrou tantas coisas... Reuniu gente de todas as gentes, culturas de todos os feitios e sabores...
Facilitou e proporcionou amores, reuniu diversidades e nasceram talentos múltiplos; e o Brasil, devido a sua dimensão, tem um povo miscigenado, valoroso, mas que passa indubitavelmente por uma crise moral nunca vista na história, mas, concomitante até agora com uma fase global pujante, veio até aqui escondida atrás da suposta aprovação, mas acabam os prazos de validade e as pessoas passam...
E também não acabou o mundo, nem estão totalmente de pernas para cima as nações. E as crianças? E os jovens e as pessoas de moral e caráter? E a Nova Era, e chegado do Encoberto?
E nós, aqui? Ao que devemos temer? O Homem Lusófono, a partir do português é recomendável ser revisto em toda a sua ancestralidade anterior ao lusitano, conhecer seus instrutores, seus heróis, que aí não mais haverá medo...
Mas já depois do feito e aqui agora no Brasil, segundo o IBGE somos 120 milhões de luso-descentes. Crescemos bem!
E junto com os africanos, indianos, chineses... Ao cabo nós, apenas lusófonos, iniciando um novo tempo de juntar e de criar uma pátria transcontinental, multirracial, e isto é trabalho de verdadeiros Manús...
E ao juntar e promover interação unindo os semelhantes cria-se o novo, certamente, pouco importa o nome, seja o “quinto”, como síntese de “quatro”, seja o Reino do Espírito Santo... Mas será antes de tudo o Homem Lusófono com os pés em quatro continentes e a cabeça no céu, que é onde deve andar a cabeça.
Mas é, todavia necessário criar um roteiro paralelo ao que se vai criando em modelo intelectual, pragmático, a fim de transformar e materializar as ideias em riquezas e bens de consumo acessíveis ao povo...
Enfim, produzir alimentos e bens de consumo de qualidade e bom preço, fortalecer as relações em todos os sentidos, criar o que for possível e natural a cada região e faça bem ao meio e ao mundo, como espelho e exemplo digno de ser seguido...
Será mais uma vez dar novos mundos ao mundo... E se nascer em Portugal, com diz a lenda, é por missão ou castigo, castigo não é o caso... os vídeos da conferência deixam muito clara a “Missão”.
Mas precisa haver essa vontade, e não nos importarmos com as críticas, nem com os arroubos da juventude, ainda que às vezes nem tanto a juventude seja o caso nem o motivo.
A técnica de produção deverá ficar em torno do núcleo governamental, e para a agricultura e agropecuária a EMBRAPA e outras congêneres já estão prontas, por exemplo, E assim (o corpo diplomático), e os corpos de ação múltipla trocando experimentos pondo-os na terra, na fábrica, nas máquinas, no comércio, na vida da lusofonia...
Este caminho terá de ser percorrido, e vão acontecer estas coisas de uma maneira ou de outra cedo ou tarde.
Havendo um planejamento superior e organizado dando orientação aos governos e agindo efetivamente, e se for o caso deixar aos chefes de estado que brinquem, se insistirem em brincar...
Este corpo Lusófono, que tem como cúpula de governo o “Corpo Consular”, não pode estar sujeito aos governos de cada país... E deve agir no sentido de facilitar, seja o que for desde o mais simples ao mais complicado, sem burocracias e livremente.
Acho que assim até os cães latem menos, os bichos se socializam melhor, e a Pátria Lusófona cresce sadia e próspera.
Já criou coisas muito mais difíceis! Atravessou o mar em caixas de fósforos e chegou edificando e transformando o mundo!
Agora é só unir, mas como acredito na lei de causa e efeito, se estamos aqui e podemos fazer isso, assim, na miúda, é porque merecemos...
O esforço de gigantes ficou para trás, mas deve ser motivo de eternas homenagens, pois quem não reconhece seus ancestrais e não os respeita, nunca será um patriota.
E então já sem “Adamastores nem Tormentas”, é só unir e facilitar as coisas que já estão prontas...
Aqui, no Blog, interação simples, uma palavrinha sempre, idéias, comentários respeitosos, que ninguém jogou pedra na cruz, para ser gratuitamente agredido por quem quer que seja...
E é claro, devemos ter compreensão e conviver com pessoas que parecem até que fugiram de algum manicômio, e que eventualmente passem por aqui, ter paciência com os atrevidos e com os meio sem juízo, que ao fim nem são maus e dão ao clima um ar surreal e humorístico...
E para encerrar esta prosa, apesar do propósito sério de todos por aqui, não quer dizer que não se possa representar como teatro, o nosso trabalho...
E a arte, parece que ainda não deu o ar da graça, salvo poesias e alguns vídeos, também vai desembarcar por aqui, na hora certa. E é a arte uma forma muito expressiva e aglutinante.
Só precisa ser no caso do teatro o bom “Teo-Atrio” e a boa música, com parcerias lusófonas do gingado brasileiro, com os tambores africanos e a nostalgia portuguesa, que dará um canto maravilhoso...
E no mais, mudando de rumo e de prosa, a Lusofonia está pronta... Não precisamos mais ir lá onde foram os nossos antepassados e trazer o irmão negro, amarelo e branco, e começar um processo agora.
Isso já foi feito. Só precisamos facilitar os encontros e nos abrirmos sem medo. Medo do quê?
Eu posso dizer que cheguei ontem e já tenho aqui bons amigos, dos quais gosto muito.
Na verdade, como ninguém sabe nada em definitivo, também não precisamos do compromisso de ter fórmulas ou coisas inéditas e milagrosas para oferecer. Mas juntos sim, com o nosso esforço podemos criar... A principio amizade, respeito, admiração e arte, cultura, riqueza...
Confraternização, boa vontade e propósito firme, que é regra, e vamos em frente a sério, e não numa onda passageira, ou num barato temporário.
Se Construir o MIL é o que nos cabe fazer, para abrigar o Homem Lusófono é, pois para nós conquistar o direito de cumprir o que está faltando nesse movimento de evolução de uma raça, que teve sua origem lá tão distante, no passado!
E que pegando o bastão de outra mais antiga, e assim por diante; e ao recebermos esse nobre bastão neste momento, conquistamos o direito de viver a história ao vivo, construindo o presente em plena era de Aquários...
Tudo tão solar, no sentido da transparência, tão rápido, tão belo!
“É a Hora”...

Vídeos da 1ª Conferência Pública do MIL: O Futuro da CPLP (com breves notas) - 7ª parte (final)

Parte 13:


Parte 14:


Parte 15:


Parte 16:


Parte 17:

Na Casa Bocage, em Setúbal...


"Globalização Lusa"



Obra de Ana Paula Roque

«O MOSTRENGO»

Três vezes do leme as mãos ergueu,

Três vezes ao leme as repreendeu,

E disse no fim de tremer três vezes:

‘Aqui ao leme sou mais do que eu:

Sou um Povo que quer o mar que é teu;

E mais que o mostrengo, que me a alma teme

E roda nas trevas do fim do mundo,

Manda a vontade, que me ata ao leme,

De El-Rei D. João Segundo!’



O Mostrengo

In A Mensagem
Fernando Pessoa

Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

Tanta gente a dar-te força...

Três vezes diz
Trinta vezes repete
Trezentas vezes ecoa

Tanta gente a dar-te força
Tanta gente a dar-se por ti
Tanta gente

Ignora pois aqueles que desejam a tua queda
Os que com a tua queda julgam algo ganhar
Os que em vão desejam

Petição pelo Jornal de Notícias...

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http://www.petitiononline.com/pelojn/petition.html

E o tema do nº 4 da NOVA ÁGUIA será...

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Pascoaes, Portugal e a Europa

(recepção de textos até ao final do presente semestre)

Rir para descontrair

FRASES PUBLICADAS EM ALGUNS JORNAIS, NOS ÚLTIMOS MESES.

Jornal do Brasil.
"A nova terapia traz esperanças a todos os que morrem de câncer a cada ano."
(Onde? Na cova?)

O GLOBO
"Apesar da meteorologia estar em greve, o tempo esfriou ontem
intensamente."
(O frio não estava filiado ao sindicato grevista)

EXTRA
"Os sete artistas compõem um trio de talento."
(Hã?)

O DIA
"A vítima foi estrangulada a golpes de facão."
(uma nova modalidade de estrangulamento)

O GLOBO
"Os nossos leitores nos desculparão por esse erro indesculpável."
(De modo algum!)

O DIA
"No corredor do hospital psiquiátrico os doentes corriam como loucos."
(naturalmente....)

Jornal do Brasil
"Ela contraiu a doença na época que ainda estava viva."
(Jura ?)

Extra
"Parece que ela foi morta pelo seu assassino."
(Não diga!)

Extra
"O acidente foi no triste e célebre Retângulo das Bermudas."
(Gente, até ontem era um triângulo! Vai ver que qualquer dia inventem o CÍRCULO DAS BERMUDAS...)

O Dia
"O velho reformado, antes de apertar o pescoço da mulher até a morte, se suicidou."
(Seria a volta dos mortos-vivos?)

Extra
"A polícia e a justiça são as duas mãos de um mesmo braço."
(Que aberração!)

Jornal do Brasil
"Depois de algum tempo, a água corrente foi instalada no cemitério, para a satisfação dos habitantes."
(Água no além para purificar as almas...)

Jornal do Brasil
"O aumento do desemprego foi de 0% em novembro."
(Onde vamos parar desse jeito?)

Extra
"O presidente de honra é um jovem septuagenário de 81 anos."
(Quanta confusão!)

O Globo
"Quatro hectares de trigo foram queimados. A princípio,trata-se de um incêndio."
(Ah, bom! achei que fosse um churrasco!)

O Dia
"Na chegada da polícia, o cadáver se encontrava rigorosamente imóvel."
(Viu como ele é disciplinado?)

Extra
"O cadáver foi encontrado morto dentro do carro."
(Sem Comentários !!!)

O Dia
"Prefeito de interior vai dormir bem, e acorda morto.“
(acorda?)

Visitas, encontros.



Quando caracteres juntos e semelhantes em duas pessoas, se encontram, as faces ficam con-traídas
E o ar em volta meio sombrio...

Vídeos da 1ª Conferência Pública do MIL: O Futuro da CPLP (com breves notas) - 6ª parte





Interação... Uma ideia a se pensar.

A propósito de uma ideia que me vinha remoendo a memória e que traduzida acabaram de postar, eu diria o seguinte: não há o que temer. O pior já aconteceu:elegemos os piores elementos para nos desgovernarem e ficamos o tempo todo falando mal deles; e eu faço minha culpa e minha parte e falo mal mesmo.
Não é exatamente mal: eu falo deles o que se pode dizer de alguém que faz o que eles fazem.
Simples e assim, como por exemplo: que nome se dá a quem rouba? Ladrão? Então à pessoa que rouba eu chamo ladrão.

É porém necessário ter uma ideia justa sobre o conceito do roubo. Pode ser roubo sem ser roubo, se se roubar por uma causa que alguém acha que os outros a que têm de pagar a sua conta.

Escutar a sua música, ler os seus livros que eles nem lêem e alguns até azia sentiriam se lessem...

Fazer pouco, o mínimo, falar muito sem trabalho de pensar repetindo, repetindo, repetindo, retalhos de retóricas, pedaços de gravações, folhas mal escritas e lidas de cor sem faltar as já corruptas corrupções, do que nunca foi original.

Clamar aos berros contra o passado, os vizinhos, os outros, que é onde está a causa do mal,que lhes andam a fazer.

Os pobres e as minorias são a sua causa, mas que por elas não faz senão discurso, congressos, “projetos” planos de todas as formas, e hoje virtuais, que se alguém quiser fazer ou comprar está na mão...

O mal de não poder viver sem fazer nada e a cantar como a cigarra, no verão, quando deveria saber andar em pleno inverno, senão pleno, pelo menos num inferno astral, sem teto e sem juízo lá isso anda!

É o que dá não fazer nada.

É festejar o fim do capitalismo, mas celebrando muito com o dinheiro dos outros...
E no fim o “ganharás o pão com suor do teu rosto”, até o suor, tem de ser do outro?
Acho que o Senhor Lusófono, o Ser a ser criado e por aqui uma de suas faces vá a ser revelada, terá de ser feita ao vivo e a cores, com som, ainda que em silêncio.
Mas se quem cala consente, aí poderá ser parceiro ou cúmplice.

Acho que por outro lado medidas e formas concretas de agir pelo MIL deveria mesmo começar pelo corpo Diplomático.

Este formado, dotado da capacidade de formar em torno de si um outros corpos: científico, industrial.

Outro agrícola e assim por diante, não podendo faltar um corpo de comércio.
E isto formando numa ação voluntária dos governos, com plena capacidade e intenção de fazer e assessorar, nessas áreas, os governos de cada país, no sentido de pô-las em prática.

Os governos torram tanto dinheiro, inutilmente! Milhões, assim, numa festa.
Boas ideias no plano delas,é o mesmo que seguir os passos do Padre Vieira sozinho, sem lhe apresentar José de Anchieta e Manuel da Nóbrega, isso já na questão do Brasil; e no fim assim num raciocínio rápido, de alguma forma de todas as nações da língua, unindo, clareando as espumas e indo de ilha em continente, como divinamente disse Pessoa, do Infante, sem termos vergonha de imitarmos os seus gestos e fazer agora...

Ou então fechar a casa e ir cada um para seu canto rezar ou reclamar da vida, do tempo, do governo, da televisão, de tudo e não fazer nada. Como dizia um amigo, que há muito não vejo, “a coçar sem fazer PORRA nenhuma”.

Está na hora dessas pessoas e também aquelas que esperam caia do céu se mexerem, e mãos no barro, que o barro não faz mal a nada.

Um encharco aqui na pedrada mole da morrinha bloguista e relativamente tão-só "lusofónica" !

A impressão (e eu, a honroso convite de Paulo Borges, tenho andamos por um outro blog a tentar fazer tantos "estragos" quantos me seja possível), a impressão que se tem quando aqui se vem, ao blog da "Nova Águia" é, das duas, três, como dizia alguém:

a) ou se conclui que se prefere postar a comentar, o que indiciaria serem mais os postantes que os comentadores, o que é notoriamente inverdade;

b) ou se anda muito distraído com outros voos mais comezinhos como novelas, corriqueiros como os pomposos anúncios das medidas do governo, ou as costumeiras "saramagosices" auto-infladas, como significativa parte da plebe literante que por aí pulula adora pavonear;

c) ou então - o que é bem pior que as duas anteriores hipotéticas razões - não se está lá muito virado para fazer essa coisa porventura relativamente cansativa que é pensar pela própria cachimónia e expender umas opiniões que façam um mínimo de diferença, que não seja esticar apenas e só a já relativamente vasta jurisdição do próprio ego.

Digo isto porque, com excepção de alguns textos que tiveram interessante profusão de comentários, ainda que sobretudo comentários a comentários, a maioria dos posts tem entre zero e dois comentários.

Convenhamos, cara comunidade lusófona que aqui vem (ou, afinal, será lusomuda?), convenhamos que, para um blog que pretende (o que muito concordo que pretenda) desafiar, acicatar e incentivar o debate de ideias vivas sobre temas bastamente importantes, as que aqui não se mostram seriam presumivelmente bem menos mortiças que as que aqui se entre-espreitam, nada dizendo.

Creio que seria bom, se todos ("todos", significa muitos - como é óbvio), de quando em quando relêssemos o "Manifesto da Nova Águia" e os "Princípios do MIL", para reavivarmos (eu incluído) a memória de quanto me parece deveria estar mais vivo do que o próprio olho que sempre (à cautela) mantemos aberto, para não tropeçarmos nas cascas de banana de quem alegadamente devia governar-nos e faz exactamente o desgoverno contrário.
Mas ... parece que não! Bonito!
Acordemos!
Valete Fratres!

Mail que nos chegou...

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Parabéns pela revista, pois todos os temas são bem interessantes e estava-nos a fazer falta esta lufada de cultura.

Margarida Simão

Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

Entrevista ao Presidente da Comissão Coordenadora do MIL sobre a CPLP (O Diabo, 26.01.09)

(para ler, clicar sobre a imagem)

evolução?

(uma ternurinha para Adriana Costa)

somos símios
-símios sim-
mais sofisticados
mais atletas

motorizados como as motas

que outra coisa não são
que desumanizadas
bicicletas

Diário da NOVA ÁGUIA: 28 de Janeiro...



Ontem, mais três lançamentos, todos no Algarve.

O primeiro em Silves, onde já não ia há muitos anos. Um convite do Manuel Serrano, um amigo de Vila Viçosa, que agora por lá lecciona. E da Dra. Maria José, Directora da Biblioteca Municipal. Um edifício moderno mas atraente…
À hora marcada, juntaram-se ainda alguns amigos da NOVA ÁGUIA e do MIL – nomeadamente, a Maria Luísa Francisco e o Carlos Vargas. A plateia era constituída maioritariamente por adolescentes. Público complicado, à partida, dado que a NOVA ÁGUIA não será, para o público dessa idade, a mais atraente revista – tem sobretudo texto, poucas ilustrações, e mesmo os nomes mais sonantes que nela habitualmente escrevem (António Telmo, Dalila Pereira da Costa, Joaquim Domingues, Miguel Real, Pinharanda Gomes, etc.) não são, de todo, conhecidos. Ficou, contudo, a semente. Pode ser que, mais tarde, ela floresça…

Em Olhão não foi preciso fazer grandes apresentações, nem adequar o discurso. O José Bívar, a Joana Rego e as outras pessoas presentes conheciam perfeitamente esses e outros nomes. Estivemos, aliás, num edifício com história – o da Sociedade Recreativa Olhanense, ligada, por exemplo, à figura de João Lúcio. O José Bívar prometeu até escrever um artigo sobre ele para o número que, em 2010, dedicaremos ao centenário d’ A Águia

A sessão de Faro, na Escola Secundária Tomás Cabreira, foi a mais concorrida. Cerca de três dezenas de pessoas, professores e alunos daquela escola, bem como alguns amigos que se juntaram – nomeadamente, o Sam Cyrous (que já havia estado presente na sessão que decorreu na Universidade do Algarve, uns meses atrás). Por sugestão da Dra. Ana Maria Silva Ramos, nossa anfitriã, começámos com um excerto do filme “Agostinho da Silva: um pensamento vivo”, do João Rodrigo Mattos, curiosamente centrado no período dos anos 30, dos célebres cadernos agostinianos…

A NOVA ÁGUIA tem muito disso. É, diria mesmo, um “caderno agostiniano” do século XXI – bom mote para a conversa que se seguiu…

FERNANDO NAMORA, VINTE ANOS DEPOIS

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A Associação Portuguesa de Escritores e a Secção Regional do Sul da Ordem dos Médicos evocam Fernando Namora por ocasião do 20.º aniversário da sua morte, promovendo duas sessões complementares:

Sábado, 31 de Janeiro, pelas 15h30, no Auditório da Ordem dos Médicos (Av. Gago Coutinho, 151), Lisboa – com a presença de Mário Soares, que presidirá ao acto, José Manuel Mendes, Paulo Coelho, Carlos Reis, Baptista-Bastos, Eugénio Lisboa, Jacinto Simões, Joana Ruas e Luís Machado.

Na sequência do Colóquio, proceder-se-á à leitura de textos do Autor homenageado.

Domingo, 1 de Fevereiro, pelas 14h30, no Cinema São Jorge (sala 3), em colaboração com a Cinemateca Portuguesa, Museu do Cinema e a Câmara Municipal de Lisboa – exibição do filme "Domingo à Tarde", de António de Macedo, com a participação do realizador e intervenções do Presidente da APE e de Paulo Fidalgo.

As entidades organizadoras têm o maior gosto em convidá-lo a tomar parte no tributo que assim prestam a um dos escritores maiores o nosso século XX, médico e cidadão cuja memória perdurará e a todos implica.

José Manuel Mendes

Perguntas

1)Se não tivesse existido a inquisição
Spinoza poderia ter nascido português?

2)E da mesma forma se não
tivesse ocorrido a diáspora dos Sefardins
a Holanda seria o que é hoje?

3)O que teria mergulhado a Europa
na idade das trevas?

Vídeos da 1ª Conferência Pública do MIL: O Futuro da CPLP (com breves notas) - 5ª parte



Sexta-feira, 30 de Janeiro às 18,30...

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Auditório da Biblioteca Municipal de Aveiro


O Roteiro do padre António Vieira



Conferência pelo professor Doutor António de Abreu Freire, que realizou o Cruzeiro Histórico Identidade e Cidadania por todos os espaços percorridos pelo missionário, embaixador, bandeirante e padre jesuíta do século XVII, pelos 400 anos do seu nascimento.


Uma iniciativa do Lions Clube de Aveiro

Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009

Senda





Caminha...
Porém assim de cabeça abaixada
O teu costado pesa-te
Pesa-te e esse fantasma nem é nada!

É o medo cego que às cegas levas,
Mas pra quê o levas na tua estrada?
Pois ainda que por ela vás sozinho
Ela é o teu caminho

E a tua porta de entrada!

Pensa nela com afeto e com carinho
E ainda que por ela vás sozinho
A impedir-te quem se atreve
Sigas leve o teu destino?

A tua estrada?

Caminha...
E já agora de cabeça levantada
Segue em frente,
O teu destino incontinente
Pois só tu conheces as tuas pegadas.

Segue em frente

Sejam até de pedras ou na tua mente
Não importa segue em frente
E não te prendas
Nem te iludas mais com nada

Mais com nada...

Conquanto sim, para onde vais
É um lugar desconhecido
E só tu o poderás reconhecer
Que aí ninguém nunca haverá ido

Por ser aí onde és só tu sozinho em teu ser.

A Teia do Cosmo

Tela de Josephine Wall


Eu sou uma solitária viajante,
Que mergulha na teia cósmica
Procurando o indizível.

Reconheço-me nos elementos
E venho à superfície
Buscar minha essência.

Teço o irreal
E me aproximo dos sonhos
Flutuantes e nebulosos.

Afasto a teia
E vejo todas as possibilidades.

Penetro no hálito de Deus
E sigo num campo de luz,
Até chegar dentro do meu tempo
Desfazendo-me do casulo invisível.

Daí então,
Tento preencher os detalhes
Da relatividade do Absoluto.

Rachel Dias de Moraes

Economistas veem a sustentabilidade como modelo para economia pós crise

Diante de um público atônito, que busca referenciais para pensar e construir alternativas para as empresas e organizações, que ajudem a superar ou, ao menos, minimizar os impactos da crise internacional, economistas reunidos pelo Instituto Ethos para o debate “Perspectivas da Crise Econômica no Brasil” alinhavaram uma série de idéias. Mas, mostraram que ninguém tem, ainda, uma visão clara e sistêmica do desarranjo econômico que varre o planeta. Mediado pela jornalista Miriam Leitão, o debate reuniu José Eli da Veiga, professor titular do departamento de economia da FEA-USP, John Welch, economista-global do Banco Itaú, Sérgio Besserman Vianna, professor da PUC-RJ, e João Carlos Ferraz, diretor de planejamento e especialista em crise do BNDES.

A iniciativa do Ethos mostrou o quanto é importante debater, uma vez que não há consenso sobre os caminhos, nem mesmo em relação ao tamanho e alcance da crise. Para o economista José Eli da Veiga os efeitos desta crise vão muito além de um simples desarranjo dos mercados. Ele vê a necessidade de transformações profundas nas economias para se iniciar a recuperação. “Os mecanismos tradicionais para superar crises não vão dar resultados”, disse. Comparou esta com a crise dos anos 30, que só foi superada com o advento da II Guerra Mundial e disse que o mundo tem de tomar cuidado para não se cair em uma nova confrontação global como forma de remediar os danos desta crise. “Certamente a saída está em investimentos pesados em ciência e tecnologia, além de mudanças profundas nos fundamentos econômicos”, explica. Isto inclui a transição para uma economia de baixo carbono e, também, uma radical mudança na contabilidade dos países para definir o que é riqueza.

O economista Sergio Besserman, que atua na PUC-RJ mas também pertence aos quadros do BNDES, também acredita que vivemos um momento de inflexão da história. “Nada será como antes”, diz ele. Besserman explica que nos últimos 20 anos o mundo vive a mesma crise e que acabaram os paliativos para aliviá-la. “Em 1987 a crise foi contida pela incorporação da Rússia e do Leste Europeu aos mercados, depois em 1990 a Internet teve o papel de expandir os horizontes dos investimentos. Em 2000 foi a incorporação da China e da Índia, mas não há nada neste momento que consiga manter o consumo nos EUA entre 6% e 7% acima do que permite seus próprios fundamentos econômicos.”

Entre os palestrantes pareceu haver um consenso que antes só freqüentava mesas de ONGs e de militantes da esquerda: “É uma insensatez acreditar que o mercado é capaz de se autoregular”. Besserman alerta que valores como ética e sustentabilidade são externos ao mercado e precisam ser impostos a ele. Outro problema a ser enfrentado, segundo o professor da PUC, é a questão da moeda. Os valores relativos estão em crise e a reconstrução da credibilidade monetária é um desafio importante.

Representando o BNDES e as políticas públicas do governo brasileiro para manter a atividade econômica, o economista João Carlos Ferraz vê a crise com diferentes intensidades e impactos distintos entre países, setores e empresas. Para ele nunca foi tão importante pensar e estimular a busca por inovação. E incitou a comunidade Ethos a manter modelos de gestão que tenham a transparência e a sustentabilidade como foco. No entanto fez um alerta importante: “Há mais doutores em uma Instituição como a Fiocruz do que em todo o setor privado brasileiro”. Isso foi apontado pela mesa como um indicador de fragilidade. As empresas não estão investindo em ciência, disse. Para ele a inovação corre riscos em tempos de crise porque os gestores tendem a ser conservadores nas decisões de investimentos. “Se não sei para que serve ainda, porque vou gastar dinheiro nisso”, explica.

O BNDES vai manter os planos de investimentos em infraestrutura, inclusive nas usinas termoelétricas que estão planejadas. E João Carlos Ferraz explica que a sustentabilidade é parte do eixo dos investimentos. Para ele as empresas tendem a ficar mais magras e produtivas, “e isso pode diminuir o espaço para os ecodelinquêntes”, diz. Outro ponto que destacou é que poderá haver mais fusões e aquisições entre empresas e a chance de criação de novos nichos de negócios. Ele vê, também, uma possibilidade concreta de crescimento no que chamou de “empreendedorismo defensivo”, que é quando a sociedade tenta compensar a falta de atividades formais com a criação de novos negócios, formais e informais.

Ferraz alerta que o momento é, também, de sair do estágio do “marketing da governança”, para uma governança substantiva, uma vez que pode haver menos demanda externa por boas práticas e as empresas devem incorporar a gestão sustentável em seu DNA.

O economista global do Itaú, John Welch, explicou como elementos que supostamente buscavam a regulamentação dos sistema financeiro dos Estados Unidos abriram as brechas que possibilitaram e expansão da crise por todos os mercados. Por isso ele alerta que é preciso olhar a regulamentação não apenas vendo os erros do passado, mas imaginando as necessidades do mercado financeiro do futuro. “O mundo está passando por transformações e há sinais de mudanças por todos os lados”, disse. E esta economia que emergirá da crise terá de ser mais sóbria em seus gastos do que o que havia antes. Ele alertou, também, para a existência de uma tendência de protecionismo crescente nos mercados mundiais.

Menos carbono, mais eficiência energética e buscar soluções para o aquecimento global são as mensagens mais claras deste encontro. A jornalista Miriam Leitão lembrou que os países estão em estágios diferentes em relação ao desenvolvimento, não se pode buscar consensos nas ações. E brincou: “Como no samba, se a China não quiser ir, eu vou só”, disse referindo-se a Brasil, EUA e Europa em relação às medidas de mitigação das mudanças climáticas.

Pensar e trabalhar mais

O Instituto Ethos está em uma linha de trabalho voltada para a reflexão e ação para oferecer modelos e alternativos para as empresas. Segundo Ricardo Young, presidente da organização, a idéia deste encontro com economistas foi fomentar o debate e plantar sementes de conhecimento que podem ajudar a inovar. “Vamos fazer mais”, disse. Ele explicou que vai abrir para o público uma série de atividades que estavam programadas apenas para os colaboradores do Ethos.

Young lembrou que é um bom momento para colocar a sustentabilidade, os novos paradigmas de produção e consumo, menos impactantes ambientalmente, socialmente mais responsáveis e economicamente menos predatórios como alternativa viável para a retomada do desenvolvimento. E disse que o Instituto Ethos vai trabalhar para estimular a inovação e a transformação criativa da economia, de forma a incorporar a parte da humanidade que nunca conseguiu acesso aos benefícios da sociedade de consumo.


(Envolverde/Instituto Ethos)

O Pop salvará o liberalismo?

Estava com saudade deste espaço tão interessante. Estive durante os últimos 20 dias viajando, em alguns lugares do Brasil e em outros da América do Sul. Estive em três capitais latino-americanas, e pude observar de perto o entusiasmo e a euforia em torno do novo nome da Política, digamos: POP. Ele é um astro. Por onde passei, ele é o destaque. Não sai da boca do povo. A Obamamania tomou conta da AL, inclusive da terra de Hugo Chávez, Venezuela. Sei que este artigo, pode parece repetitivo, pois muito já se falou e se fala(como nós agora) sobre o Presidente mais POP de todos os tempos. Mas cá prá nós, Obama ser comentário em bares e restaurantes da ideaneoditadorial Carracas, já é demais! Chávez se corrói. Não sabe o que falar, até porque ainda é cedo, ou porque não tem nada para dizer(como pouco teve ao decorrer desses anos). Obama ainda é uma interregoção, muito cedo para tecer-mos quaisquer comentários, mas que o cara é POP, meu amigo ... disso ninguém duvida. O Liberalismo está nas mãos de um homem POP. O destino do liberalismo está em seus ombros. Se governar de forma bem-sucedida, viveremos nova era política. Se não, o país se abrirá para novas alternativas conservadoras. Não sabemos, de fato, como Barack Obama vai governar. O que temos até agora é um discurso de posse, que dá indícios de que ele deve ter aprendido mais sobre Reagan do que às vezes deixa transparecer. O discurso de Obama foi abertamente pró-americano e implicitamente conservador. Obama apela para a autoridade de "nossos ancestrais", "nossos documentos fundamentais", e mesmo – atente para a correção política – para "nossos pais que nos geraram". Enfatizou que os americanos não vão pedir desculpas pelo seu modo de vida nem vão acenar em sua defesa. O presidente quase não falou em direitos (só mencionou "os direitos do homem", atrelado ao "domínio da lei" no contexto de uma discussão sobre a Constituição). Obama pediu "uma nova era de responsabilidade". Hoje os perigos não são absolutos, e os conflitos se mostram menos duros. Ainda assim, haverá tempos difíceis durante a presidência de Obama, e a liberdade vai precisar de fortes defensores. Pode Obama remodelar o liberalismo para ser, como na época de Franklin Delano Roosevelt, uma crença patriótica e forte em defesa da liberdade? Seria um serviço para os EUA.

Vídeos da 1ª Conferência Pública do MIL: O Futuro da CPLP (com breves notas) - 4ª parte



Faz hoje 355 anos...

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Faz hoje 355 anos da Rendição dos holandeses e da Diáspora dos Judeus de Pernambuco.
O padre António Vieira estava em Belém do Pará e nem imaginava que um outro V Império nascia nas margens de um outro rio.
Para ler no meu blogue pessoal, clicando aqui abaixo.
A de Abreu Freire

2008 - Pe. António Vieira 400 Anos
http://antonioabreufreire.bloguepessoal.com

“Sulcos de mistério"... de “praias mutáveis”


XXXI

Sulcos de mistério conduzem-nos o olhar
para um sítio onde o ar embala a luz mais pura.
Quando dentro da carne tudo soa a pavor
e a razão nos foge e o coração hesita,

gostaríamos de erguer aquele estandarte
que fala ao vento duma pátria segura.
Encerrados na abóbada do espaço, detemos o olhar.
Nenhuma rota nos espera. Então, demasiado tarde,

compreenderemos que os vales do azul celeste se transpõem
com o olhar afeiçoado a desvendar o oráculo
que ao fundo do coração nos mostra o caminho duma estrela...

Porém a mente rebelde suspeita da miragem;
e nas suas lágrimas se afogam as palavras
que tornariam transparente o obscuro véu.


XXX

A procura é fugir de nós próprios:
Ser canção e escapar da garganta
para nos fundirmos com os cantos alheios...
Estar em todas as rotas,
eternos cata-ventos saudosos
de praias mutáveis.

Félix Cucurull
(1919 -1996)
Dois poemas da série “Os Outros Mundos” (“Els altres mons”) in “Vida Terrena”, Editora Ulisseia, Lisboa, 1966, págs. 65 e 63.

IN MENSAGEM de FERNANDO PESSOA/O ENCOBERTO



Obra de Ana Paula Roque"O Encoberto"


QUINTO / NEVOEIRO
Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer--


Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogofátuo encerra.
Ninguém sabe que coisa quere.
Ninguém conhece que alma tem,


Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.


Ó Portugal, hoje és nevoeiro...
É a Hora!

Fernando Pessoa

Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

Amanhã, a NOVA ÁGUIA fará um voo algarvio...

.
- 17h30: Biblioteca Municipal de Silves
- 19h00: Sociedade Recreativa de Olhão
- 21h30: Escola Sec. Tomás Cabreira (Faro)

Simbolismo da Flor de Lis




Bem e mal, direita e esquerda... representados em símbolos como Yin e Yang e tantos outros,bem como igualmente no símbolo acima, na flor Lis, onde está muito bem clara a ideia de que nenhum movimento separadamente leva a qualquer lugar, senão a destruir-se, como se vê agindo separadamente tanto na folha à direita, cujo movimento centrípeto acaba se anulando e extinguindo, bem como da mesma forma e igual movimento à esquerda...

Conquanto, como muito bem expressa o símbolo fálico, no meio, que aponta à frente ou para o alto, está ladeado ou “colunado” pelas duas laterais das folhas enlaçadas harmoniosamente, a sustentarem o objetivo primordial, que é o de seguir em frente, como síntese, ou fruto das "duas lateralidades", esteja a representar um movimento renovador, ou cumpra falicamente a tarefa de “fecundador” do novo, ou seja o que representa o momento da civilização a criar caminhos novos...

Da mesma forma estão expressas as colunas do Mestre, no templo... Representadas na letra Jota e Be, segundo a Maçonaria da raiz (Jaquin Bohas), porém, muito anterior a estas, derivadas de (Jnana e Bakti) do sistema de Yoga de Patanjali, e relativas ordinariamente à emoção e razão, rigor e misericórdia, Amor e Sabedoria, que são as duas tônicas da respectivas yogas; e naturalmente o Mestre ou Arauto é a síntese desses dois sentidos universais, aquele que transmite tanto o caminho do discípulo quanto a tônica coletiva do momento, àquele determinado povo, ou seja a “verdade” adequada à época.

Mas no momento atual e no fim do ciclo, o mundo politico e religioso vai mesmo ladeira abaixo, ora à direita ora à esquerda, convindo, todavia esclarecer que a esquerda - segundo a tradição - via de regra ascende ao poder no final de um período, impondo o movimento “Sinistrógino” (Sinistrogiro) (Destruens) cuja função, nas mãos do proletariado é quebrar as velhas estruturas, em nome da igualdade social, mas que é mera retórica essa igualdade(...)pois não é a sua função construir, embora as intenções sejam até eventualmente boas.

Já a direita tem como finalidade o poder econômico, e o movimento “Destrógino” (Destrogiro) (Construens) de acumular bens e a falsa prosperidade material etc.

Daí a razão da oposição ser tão necessaria quanto a situação...

E se devemos em nome da Lusofonia ter um ideal e lutar por ele, que o caminho a seguir seja o do meio, equilibrado, seguro, duradouro, e o ideal político o da Sinarquia, não na forma que é apresentada quase como uma caricatura... mas na forma mais profundamente concebida de um governo oculto e divino, cujo embrião apresentado ao mundo pelo grande Pitágoras se encontra na sentença: (homem, se não poderes recorrer aos Deuses para vos legislar, recorrei pelo menos aos Sábios) e cujo centro é a fraternidade, a tolerância, o respeito a todas as tendências, mas mantendo a crítica construtiva e a iluminação pela ciência e religião sabedoria, dentro dos elementos de cada país, (no nosso caso lusófono)com as suas artes e culturas, sem medo de interagir e misturar para criar... E criar realmente, como já criou a mestiçagem tão bela, por exemplo!

Mas por enquanto seguir o conselho de Paracelso... “Leite para as crianças e carne somente para os adultos”, tolerando e convivendo de modo a promover a maior de todas as magias, que é a harmonia dos opostos.

Diz uma lenda que Deus também recicla e o faz com o fogo, queimado toda a sujeira do cadinho, sobrando apenas o ouro puro.

Vamos também nós reciclar e extrair o ouro dos escombros, de todas as mazelas e dos erros do passado, como experiência, para fortalecer e criar o homem lusófono com os valores culturas relativos às três raças: negra, branca e amarela, no cadinho cultural sem contaminação ideológica; e ajudando a banir do seio da sociedade os ditadores e populista, que querem o poder absoluto e têm na demagogia a arma para enganar e dominar o povo.

Sem anarquia, sim, sem anarquia, (que não seria possível com este estado de consciência), mas jamais qualquer forma de tirania se tolere, tal como ora disfarçadamente se apresenta no mundo, em nome da falsa democracia.

Os ideais da revolução francesa ainda não se cumpriram, todavia os métodos revolucionários de eliminar os contrários se acentuaram de maneira tal, que em seu nome o que se tem visto é o sangue a correr nas ruas, e não as crianças livres a brincar...

E o mais grave de tudo isto, é que se olha com indeferença a vítima caída ao chão, e temos medo até de a socorrer.

Poema que nos chegou...

.
É hora


Infernando pessoa e gesto,

iluso aporta além mar -porto seguro.

Brasiluso à gênese, tolda-lh´inda vista brilhar funesto.

Infante, ainda, crê ser: ora angelical -divino; ora bestial –monturo.

Singram e sangram séculos, intrépidos, jungidos-gemidos, à gélida noite afora...

Salvo o “lindo pendão da esperança”, faz-se n´alma agora a luz renova.

Ontem à mente, à quilha, o que à mente mente e estorva...

Hoje à face, à proa consciente, o encoberto...

Aos eduKados olhos, enfim, descoberto.

É dia, não tarda a hora.

Nosce Te Ipsum:

à balaustrada inserto o lema,

“à luz do céu profundo”`, já não se tema.

Domado da ignorância, o inculto monstro,

oremos, tal qual ora, aqui demonstro:

Fiat lux - Benedicta tuum.

Singrem e sagrem novos desconhecidos mares,

novas terras, novas gentes, novos ares.

Prostrado já o ignaro monstro,

exalce aos céus o estar consciente.

Fraterno pulse desde cá que uno oriente.

Brilhe K, tal neo grafo, tal qual demonstro;

Eu Fernando, k, em pessoa...

“Alea jacta est”: é hora.


Brasília/DF – 26.01.09

_______________

João Alfredo Sinicio
Instituto da Konsciência Ego-ônica

Vídeos da 1ª Conferência Pública do MIL: O Futuro da CPLP (com breves notas) - 3ª parte



Convite


Pintura de Elisabete da' Silva, Prisioneira de Mim, in www.tonalidadepoetica.blogspot.com
Estendo o chão da imaginação.
Prendo com laços as palavras
onde acordarás
sem medo de adormecer.
Estendo-te as folhas para te cobriresde emoção.
Não me rasgues.
Vê-me.

Exposição 'Tonalidade Poética', pintora Elisabete da' Silva, no Campo de Golfe de Amarante, até 8 de Fevereiro

Concerto de Comemoração do 400.º Aniversário de Nascimento do Padre António Vieira


6 de Fevereiro de 2009, às 21h30
Local – Aula Magna
Organização REITORIA – Divisão de Actividades Culturais e Imagem da DSRE Universidade Católica Portuguesa Província Portuguesa da Companhia de Jesus
Entrada Livre


Este concerto insere-se no âmbito das comemorações dos quatrocentos anos sobre o nascimento do Padre António Vieira.

Actuação da Orquestra Metropolitana de Lisboa
Direcção César Viana

Barítono João Merino

Programa

Sousa Carvalho (1745-1799) - Abertura do em Te Deum
Lourenço Rebelo (1610-1661 - Dixit Dominus (orq. César Viana)
Rameau (1683-1764) - Suites Les Indes Galantes

Domingo, 25 de Janeiro de 2009

Algumas notas sobre a 1.ª Conferência Pública do MIL : O Futuro da CPLP

Estive presente na 1.ª Conferência Pública do MIL (que marcou também o meu primeiro contacto com assuntos respeitantes à CPLP) e para me contextualizar, destaquei estas questões que me pareceram de maior interesse e que tento aqui definir:

Embaixador Lauro Moreira
— O CPLP existe há 12 anos e é constituído por 8 países distribuídos por 4 continentes.
— Portugal representa a presidência da CPLP e é um símbolo histórico da comunidade lusófona que partilha um idioma há mais de 500 anos.
— A identidade da comunidade (lusófona) é caracterizada, também) pelas assimetrias entre países. Estas assimetrias criam inúmeros desafios. A hegemonia é a alma da nossa língua.
— Deveriam existir, segundo o embaixador Lauro Moreira, observadores consultivos e a CPLP e os organismos internacionais devem aprofundar as suas relações para que esta amplie o seu espaço.
— Outra necessidade de várias mencionadas pelo embaixador Lauro Moreira, é uma sede do CPLP, "uma casa da lusofonia".
O IILP (para quem, como eu, não saiba, trata-se do Instituto Internacional de Língua Portuguesa) deve profissionalizar-se.
— O director do Instituto deveria ser nomeado através de concurso público internacional (tal como o director-geral do CPLP o foi recentemente)

Miguel Real
— As pontes que poderiam existir entre Portugal e os países lusófonos (sobretudo os países africanos) foram deformadas por um complexo de ressentimentos destes países em relação à política portuguesa do estado novo.

— Já se ultrapassou aquilo a que Eduardo Lourenço chamou de "complexo de ressentimento"

— A lusofonia num sentido prático-constitucional e prático-organizacional (nestes últimos 12 anos) já chegou ao Cabo Não e havemos de chegar ao Cabo da Boa-Esperança.

— A lusofonia deve ser um "choque cultural para o mundo" (subversor pela solidariedade activa e fraterna entre os membros, independentemente de diferenças demográficas e económicas.

O teu caminho é em frente...

Três vezes diz
Trinta vezes repete
Trezentas vezes ecoa

Não te desvies do teu caminho
Não osciles no teu voo
Nunca voltes para trás

O teu caminho é em frente
Em frente e para cima
Sempre

Tríade de Cordões

Ao romper-se o segundo cordão “hominal”, também conhecido por “cordão de prata”, morre-se para o físico assim como se morrera para o útero materno quando após o parto cortara-se o cordão umbilical.

Infeliz daquele que ao terceiro cordão que o liga ao espírito, ou Mônada tiver rompido! Morre pela segunda vez e nunca mais voltará a renascer na terra... Também em nenhum outro lugar (na tese Teosófica).

O exemplo do Cosmos vive o homem plenamente interagindo harmoniosamente entre os três mundos, unido pelos três cordões: físico, (umbilical) que o liga à mãe durante o estágio uterino; psíquico, unindo o corpo à alma através do cordão (astral) ou de prata, responsável pelas sensações; e finalmente o mais importante, o cordão (espiritual), que une a alma ao espírito através do precioso “fio de Sutratmã” ou de ouro, responsável pela união do homem terreno com o homem universal, segundo sérios ocultistas e sérias doutrinas iniciáticas.

Assim a vida de estágio em estágio vai ligando e desligando cordões, mas que jamais se desligue o terceiro, do mais elevado plano!

De tal sorte ou má encerrar-se-á para sempre a estrada; e o que era ensaio de um deus a caminho da própria identidade real, deixa de ser qualquer coisa para ser absolutamente nada, enquanto ego humano... Nada absoluto?

Não sendo possível existir algo fora do todo, nada absoluto é o que será enquanto ego, mas enquanto o resto... Ninguém poderá responder.

Algumas notas sobre o Debate relativo ao "Futuro da CPLP"

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1. Mais de 12 anos após a sua criação, é um facto que a CPLP avançou pouco. Isso deve-se, essencialmente, à já aqui (MIL vezes) denunciada falta de “consciência lusófona”. No dia em que houver essa consciência, no dia em todos (em que muitos MIL de) nós nos afirmarmos como “cidadãos lusófonos”, aí a CPLP avançará bem mais depressa…

2. É certo que os respectivos governos da CPLP poderiam “estimular” essa consciência/ cidadania lusófona. Mas não me parece que isso venha a acontecer (se não aconteceu até agora…). Os governos que temos (nomeadamente, o português) não abrem caminhos, muito menos horizontes – andam apenas a reboque da “opinião pública”. Daí a importância que dão às sondagens…

3. Nessa medida, o caminho tem que ser aberto pela sociedade civil. É a esta que cabe promover essa consciência/ cidadania lusófona. Quando esta estiver devidamente cimentada, os governos virão a reboque…

4. Eis toda a tarefa do MIL. Tanto mais porque agora é a hora: mais de 34 anos após a descolonização, é tempo de enterrarmos de vez os fantasmas e os traumas dos ex-colonizadores e dos ex-colonizados…

5. Mais há ainda um longo caminho a percorrer – basta ver o número de imbecis que ainda acham que o projecto do MIL é “neo-colonialista”. Gente cujos quadros mentais cheiram a mofo, gente que só consegue olhar para trás, ainda que se achem muito "modernos" e "progressistas". Ora, o nosso caminho é em frente. Subtil, abissal diferença...

Saudade

São Paulo da garoa!
Hoje, exatamente hoje,
Fazes 455 anos!
Ainda me lembro de 1957, quanto aí cheguei.
Garoto, 14 anos, era tão diferente de hoje!
Quantos sonhos diante de teu mistério e grandeza!
O mundo dançava rock e descobria o Elvis...
E uma onda dourada ostentava o signo da liberdade
Nas tardes aos fins de semana de ingênua alegria...
Sabes bem, os violentos de hoje,
Que por mosca caída acidentalmente no prato
De sopa vão à guerra,
Naquele tempo ainda não os havia!
Mas o que se há de fazer com tanto desmando
E tantos tolos desmandando na folia?
Mas a minha amizade por ti é eterna e não muda nunca.
Hoje estou longe, quase 2.000 km de distância.
A saudade, sim, é como a lonjura que nos separa
E grande como tu,
Que a cada dia renasces das tuas entranhas e te renovas
Mantendo esse olhar jovial e moderno.
38%,outros falam 32% do PIB, brasileiro?(Estado)
És uma potência, e ainda assim há quem fale mal de ti!
É ciúme da tua riqueza, cultura e inigualável mesa!
Não liga e continua saciando a fome de quem te procura
E até de quem te explora!
Quem te explora sabes, são aqueles, lá de Brasília!
Sabes, são aqueles tais lá encastelados amorais!
Não liga que a morte é inexorável e eles também morrem...

Mais uma vez parabéns, jovem senhora,
Que nasceste às margens do Ipiranga,
Que nem conheci, e nas terras férteis de Piratini.
Nunca te esqueças que entre tantos amores
Ocupas o maior espaço em meu coração,
Bem ao lado da minha pequenina Bodiosa, onde eu nasci.

Vídeos da 1ª Conferência Pública do MIL: O Futuro da CPLP (com breves notas) - 2ª parte



Convite para o Jogo do Mundo - 2ª, 26, 18.30 - Buchholz Chiado

Car@s Amig@s,

Tenho o prazer de vos convidar para o lançamento do meu livro O Jogo do Mundo. Ensaios sobre Teixeira de Pascoaes e Fernando Pessoa, apresentado pelo romancista e ensaísta Miguel Real, na próxima 2ªfeira, dia 26, pelas 18.30 h, na Buchholz Chiado, no Largo Rafael Bordalo Pinheiro, nº30 (ao Chiado). Sendo dia de eclipse solar, seja também dia de não-eclipse do nosso encontro com o Jogo do Mundo e com a profundidade da nossa cultura poético-filosófica.
Abraços
"Reunimos neste livro seis estudos e ensaios sobre alguns dos temas mais singulares do pensamento de Teixeira de Pascoaes e FernandoPessoa, que visam mostrar toda a sua riqueza filosófica, em fecundo diálogo com a multiforme tradição planetária, de Ocidente a Oriente. O que de maravilhoso e inquietante a sua convergente visão metafísica nos diz é que todos os seres e fenómenos são a metamorfose contínua deum inefável fundo indiferenciado que neles se encobre e re-vela. Pode assim falar-se de um jogo ou i-lusão, palavra que à mesma noção etimológica de jogo acrescenta a ideia de algo que não aparece ou é percepcionado tal como é. Daí a metáfora de um carnavalesco baile de máscaras, como em Pascoaes, ou de uma multiplicação heteronímica, como em Pessoa, para falar da constituição da realidade e do universo enquanto ambígua manifestação daquele fundo sem fundo. No plano do sujeito, a heteronímia – literariamente assumida por Pessoa e implícita em Pascoaes – convoca-o ao constante auto-imaginar-se na e a partir da indeterminação primordial. Essa a grande aventura de toda a consciência livre e desperta que, desencobrindo-se Ninguém, pode por isso mesmo reconhecer-se Todo o Mundo, acedendo aí, simultaneamente, à experiência mais funda e singular de si mesma. Deste modo se desvela a muito significativa convergência de duas figuras maiores da cultura portuguesa e lusófona cuja relação permanece mais conhecida pela sua divergência pessoal e pelo contraste entre as correntes, movimentos e revistas literárias de que foram as personagens centrais: o movimento da Renascença Portuguesa, o saudosismo e A Águia, no que respeita a Pascoaes, e o modernismo, comas suas várias ramificações, bem como a revista Orpheu e outras, no que se refere a Pessoa. O seu contributo para o património da visão-experiência da profundidade da Vida e das nossas mais insuspeitadas potencialidades surge como um precioso interlocutor do nosso despertar pessoal e colectivo, em busca da urgente prática de um paradigma alternativo ao ofuscamento global da inteligência e da sensibilidade que parece abater-se sobre o mundo"

Vídeos da 1ª Conferência Pública do MIL: O Futuro da CPLP (com breves notas) - 1ª parte

Parte 1


Parte 2


NOTAS:

Embaixador Lauro Moreira


.A CPLP devia patrocinar mais projetos multilaterais e menos projetos bilaterais

.A CPLP teve um papel importante, mas pouco mediático, nas duas crises na Guiné-Bissau, São Tomé e Princípe e Timor.

.A CPLP tem atualmente três papéis:
..Concertação diplomática
..Promoção da Língua Portuguesa
..Concertação de projetos de desenvolvimento e cooperação

.Recentemente ocorreu um avanço importante para a língua portuguesa
..Novo Acordo Ortográfico ratificado em Portugal e no Brasil
..Repondo a união quebrada unilateralmente por Portugal em 1911
..Os jornais brasileiros já estão a adoptar a nova ortografia

.A CPLP é carateriza pela assimetria entre os seus países, compare-se o 5º maior país do mundo, o Brasil, com um dos menores, São Tomé e Princípe.

.A Universidade UNILAB, virada para as necessidades de África com metade das suas vagas reservadas para estudantes dos PALOP

.Futuro da CPLP
..Aprofundar os laços da CPLP com entidades regionais, que os países da CPLP já integraram, como a União Europeia, o Mercosul, a ASEAN, etc
..Organizar secretariados para outras áreas, além da área da Defesa, que já funciona bastante bem. Por exemplo, nas Finanças, Comércio, Ciência e Tecnologia, etc.
..Devia haver em cada país membro da CPLP um núcleo de apoio, um interlocutor que trate exclusivamente dos temas da CPLP
..Mais países além do Brasil e de Portugal deviam estabelecer embaixada na CPLP
..A sede num antigo palácio lisboeta é insuficiente e haverá que buscar nova sede rapidamente. Talvez num dos edifícios da Expo, o que está neste momento em negociações. O Brasil já reservou 600 mil euros para esse fim.
..As pessoas não podem ficar sempre reclamando que esperam mais da CPLP, como se esta fosse a única responsável. Os cidadãos são os primeiros responsáveis pela mudança da CPLP.
..Não existe uma CPLP fora de nós, a CPLP somos nós.
..Devia haver uma muito maior liberdade de circulação de pessoas no seio da CPLP. O Brasil tem no domínio dos vistos uma política muito aberta, já Portugal está condicionado pelo Tratado de Shengen.
..A questão cultural é grave: Por exemplo, o festival de cinema Cineport foi organizado estritamente por fundações e associações portuguesas e brasileiras, sem apoio da CPLP
..O IILP tem que ser profissionalizado. A representante do Institudo, por exemplo, é uma pública opositora do Acordo Ortográfico para a Língua Portuguesa de 1990, e isso deveria colidir com as funções do seu cargo. A direção do IILP devia ser escolhida por um concurso público internacional.



Miguel Real

.Já se ultrapassou aquilo a que Eduardo Lourenço chamou de "complexo de ressentimento" que deformou as boas vontades na Lusofonia.

.A Lusofonia não tem um foco político ou económico mas civilizacional. Mais do que política é na língua que reside a fundamentação e rectaguarda da lusofonia. Não é pelo Comércio, mas pela língua que se fundamentará esse espírito comum.

.Um dia talvez se faça comércio dentro da lusofonia, como se faz hoje dentro da União Europeia...

.É fundamental ultrapassar os problemas culturais entre os países da CPLP, que a podem fazer estagnar. É com alegria que vim a saber que a CPLP esteve presente na resolução dos problemas da Guiné e de Timor.

.A função da CPLP é essencialmente de mediação nas áreas de Saúde, Tecnologia e Defesa. Estas capacidades de mediação devem ser ativadas em momentos de conflito.

.A expressão "Casa da Lusofonia", como forma de designar a CPLP (Lauro Moreira) deve ser uma forma a reter.

.Deve ser o "espírito da Língua", o denominador comum da CPLP.

.A Lusofonia deve propôr-se a criar um novo rosto cultural no mundo. Se se ficar pela concertação de interesses económicos ou políticos nada a distinguirá do Mercosul ou da União Europeia. A CPLP não poderá ser uma União Europeia multicontinental, sujeita às flutuações dos interesses dos países mais poderosos. Ou a Lusofonia assim procede ou não terá outro destino que não seja a repetição do passado recente em que cada país tenderá a ser tão dominador quanto maior fôr a sua força económica.

.O desafio consiste em criar um "choque cultural" novo, tornando-se assim numa comunidade éticamente exemplar no mundo.

.A CPLP deverá reger-se pela solidariedade ativa entre os seus membros, independentemente de índices demográficos e económicos, formando um manto de Justiça que se estenda por toda a Lusofonia.

.A CPLP deverá bater-se pela unificação dos sistemas de Saúde e Ensino e por um "Passaporte Lusófono", como consta na Declaração de Princípios do MIL.

.Daqui a 300 anos se o Portugal europeu não fôr mulato a Lusofonia falhou.

.A tecnologia deve servir a Cultura e não o contrário, como fez a Europa nos últimos cento e cinquenta anos, criando o egocêntrico Homem Europeu.

Os Vestidos de Frida Kahlo


Foto de Frida Kahlo


Quando Frida escolhia um daqueles vestidos exuberantes e coloridos, não era somente pela beleza que ele representava, mas principalmente porque expressavam seu compromisso com a cultura dos povos indígenas, principalmente os astecas com os quais se identificava.Toda a sua arte refletia experiências dos contextos intelectuais que desejava ver refletido em seu país.

Seus vestidos tinham compromisso com seu povo. Ao usar vestidos tehuanos de mulheres zapotecas, além de colares e pulseiras do imaginário azteca, Frida nos faz lembrar que foram as mulheres desse povo colocados à margem da universalização cultural quem resistiu quando colocados ali, na fronteira da assimilação. Disseram não ao extermínio e resistiram com suas roupas coloridas.

Frida com sua maneira de ser e sua arte mostra a luta do povo mexicano por identidade. Os vestidos dela marcam uma fronteira invisível de sua ideologia. Frida quando se vestia era uma revolucionária. Comunicava a todos o caráter de suas idéias, cheias de referências culturais de seu povo, de seus valores simbólicos.

Quando Frida se mostra em seus quadros com seus vestidos coloridos e seu corpo ensanguentado pede que nosso olhar veja mais do que a excentricidade de suas roupas, mais que a fragilidade de seu corpo, pede que vejamos a força libertadora de sua obra.

Rachel Dias de Moraes

Sábado, 24 de Janeiro de 2009

Os Armários

Criação da Cake Designer Rachel Dias de Moraes

Que os armários sejam sempre baixos,
Fartos de bolos macios para alegrar os corações.
Feitos com ovos fresquinhos e manteiga da vaquinha.
Perfumados com raspas de limão, baunilha e chocolate,
Para despertar os perfumes das lembranças,
Pulverizado com açúcar fininho como o pó dos sonhos.

Que se asse em forno bem quente,
Desses de boca larga, e que fique por cima
Uma generosa casca dourada.
Que saia esse bolo fumegando de contente
E que se coloque à janela para esfriar rapidamente.

Que seja servido sem muito recato,
Assim, simplesmente, no meio de um prato.
Que ao comê-lo você só se lembre de ser criança.
Que a sua vida seja só de boas lembranças.
(Uma homenagem a Cora Coralina)
Rachel Dias de Moraes
camarodependência

-municipal?
grande?
pequena?

câmara- de ar?
-de filmar?
-fotografar?

Escura?
Clara?

-Câmara -

ao caso tanto faz:
arranjem uma ao rapaz

nem que sejade GÁS

Poeta popular vê a ’Bolsa-Vaselina’

A decisão do Ministério da Saúde de adquirir gel lubrificante para "reduzir os danos" nas relações sexuais anais, revoltou muita gente, (morrem tantas pessoas na fila dos hospitais, esperando uma consulta médica por 6, 8, e ás vezes 12 meses) mas inspirou o poeta popular Miguezim de Princesa, que, com muita graça, compôs o cordel "Bolsa-Vaselina". O talento de Mieguezim de Princesa ultrapassou fronteiras. Seu trabalho será objeto de estudo do Trinity College (EUA), por iniciativa de Eric Galm, pesquisador de música brasileira e professor de etnomúsicologia, que escreve um livro sobre essa expressão de cultura popular no Brasil.
Leia abaixo o cordel "Bolsa-Vaselina”:
I
Sem ter mais o que doar,
O Governo da Nação
Resolveu, virando os olhos,
Gastar mais de R$ 1 milhão,
Doando para os viados
Bolsa-lubrificação.

II
Quem tem o seu pode dar
Da forma como quiser
Seja feio, seja bonito,
Seja homem ou mulher,
E tem de agüentar o tranco
Da forma como vier.

III
O Governo Federal,
Que em tudo quer se meter,
Decretou que o coito anal
Tem mas não pode doer
E o Bolsa-Vaselina
Surgiu para socorrer.

IV
Quinze milhões de sachês:
A farra está animada!
Vai ter festa a noite inteira,
Até mesmo na Esplanada,
Sem ninguém sequer sentir
A hora da estocada.

V
Coitada da prega-mãe,
Vai perder o seu valor,
Pois é ela quem avisa
Na hora que aumenta a dor
E protege as outras pregas
De algum violentador.

VI
O governo quer tirar
Do gay a satisfação,
Como mulher sem prazer
(Fonte de reprodução),
Porque tanta vaselina
Vai tirar a “sensação”.

VII
- É para reduzir danos
- Defende logo um petista.
Porque na hora do coito
Dá um escuro na vista
E a dor é tão profunda
Que eu sinto dó do artista.

VIII
- Mas tu já deste, bichim?
- pergunta Zé de Orlando.
O governista sai bravo,
Dando coice e espumando,
Pega o “rabo de cavalo”
E sai no dedo enrolando.

IX
O Brasil é mesmo assim:
Prostituta tem prazer,
Vagabundo tira férias,
Se trabalha sem comer
E quem dá o ás-de-copas,
Dá mas não pode doer.

X
O governo resolveu
Dar bolsa pra todo mundo
E criar um grande exército
De milhões de vagabundos
Só faltava esta bolsa
De vaselinar os fundos.

Fórum Social Mundial em Belém

O Fórum Social Mundial se realizará entre os dias 27 de janeiro e 1 de fevereiro na belíssima cidade de Belém do Pará, fundada no século XVII, cidade ímpar, onde começa a Amazônia.

A página oficial do evento explica devidamente o que é o FSM:
O que é o Fórum Social Mundial?

"O FSM é um espaço de debate democrático de idéias, aprofundamento da reflexão, formulação de propostas, troca de experiências e articulação de movimentos sociais, redes, ONGs e outras organizações da sociedade civil que se opõem ao neoliberalismo e ao domínio do mundo pelo capital e por qualquer forma de imperialismo. Após o primeiro encontro mundial, realizado em 2001, se configurou como um processo mundial permanente de busca e construção de alternativas às políticas neoliberais. Esta definição está na Carta de Princípios, principal documento do FSM.

O Fórum Social Mundial se caracteriza também pela pluralidade e pela diversidade, tendo um caráter não confessional, não governamental e não partidário. Ele se propõe a facilitar a articulação, de forma descentralizada e em rede, de entidades e movimentos engajados em ações concretas, do nível local ao internacional, pela construção de um outro mundo, mas não pretende ser uma instância representativa da sociedade civil mundial. O Fórum Social Mundial não é uma entidade nem uma organização." (23 . 07 . 2004)

As edições anteriores do FSM aconteceram em Porto Alegre (Brasil – quatro vezes), Mumbai (Índia), Nairóbi (Quênia).


Para saber mais sobre o FSM visite a página: Fórum Social Mundial.
Para ver a programação e saber mais sobre o evento em Belém, veja a página: FSM 2009 – Amazônia.

Da consciência lusófona – para o debate de hoje…

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1. O futuro da CPLP depende, sobretudo, da cimentação de uma “consciência lusófona” – o mesmo é dizer, de cada um de nós se assumir, cada vez mais, como “cidadão lusófono”.

2. Que essa consciência/ cidadania ainda não existe, ou existe pouco, isso é uma evidência.

3. A grande questão passa pois por encontrar os caminhos que cimentem essa consciência/ cidadania lusófona…